Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

O Monitor do PIB-FGV, de acordo com a série ajustada sazonalmente, sinaliza crescimento de 0,3% do PIB em novembro, comparado ao mês de outubro, e de 0,6% no trimestre móvel findo em novembro, em comparação ao trimestre móvel findo em agosto. Os dados foram apresentados hoje.

“No mês de novembro, a economia continuou a crescer alcançando 0,8% na taxa acumulada em 12 meses, fazendo crer que as previsões de crescimento de 1% para o ano poderão ser ultrapassadas. Mais uma vez, o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo se destacam tanto na comparação mensal interanual (+4,2% e +4,9%, respectivamente), quanto na comparação mensal de novembro, com relação a outubro, na série ajustada sazonalmente (ambas com 0,5%) ”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

MetaTrader 300×250

Conforme pode ser observado, a contribuição da agropecuária foi fundamental para o desempenho positivo da taxa acumulada em 12 meses até o mês de novembro, tendo em vista que esta taxa para a indústria foi -0,1% e os serviços cresceram apenas +0,1%.

Pela ótica da demanda, a taxa acumulada em 12 meses até novembro do consumo das famílias foi positiva em 0,7%; à exceção do consumo de serviços, todos as categorias do consumo apresentaram taxas positivas nesta comparação. A formação bruta de capital fixo, por sua vez, ainda apresenta taxa negativa, nesta mesma comparação (-2,1%) a despeito do forte crescimento do componente de máquinas e equipamentos (+6,6%).

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 2,2%, no trimestre móvel findo em novembro. À exceção da construção (-1,9%), serviços de informação (-2,9%) e intermediação financeira (-0,8%), todas as demais atividades apresentaram resultados positivos nesta comparação. Os destaques foram os desempenhos da transformação (+5,1%), do comércio (+5,3%) e dos transportes (+4,5%). Na taxa mensal interanual, o PIB apresentou crescimento de 2,6% no mês de novembro.

O consumo das famílias apresentou crescimento de 3,5% no trimestre móvel findo em novembro, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016. Todos os componentes do consumo das famílias apresentaram taxas positivas nesta comparação; o consumo de bens não duráveis cresceu 3,2%, o de semiduráveis 10 %, o de duráveis 11,2% e o consumo de serviços 1,1%.

Em termos da série ajustada sazonalmente, há três meses consecutivos o consumo das famílias apresenta taxa positiva e no mês de novembro foi de 0,5%, comparativamente ao mês de outubro.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) apresentou crescimento 3,3% no trimestre móvel findo em novembro, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016; este resultado positivo deve-se ao desempenho de máquinas e equipamentos (+13,2%) que vem crescendo continuamente ao longo do ano. Todos os componentes da FBCF apresentaram melhora com relação as taxas divulgadas anteriormente; o componente de construção, apesar de ainda negativo (-2,4%), está em trajetória ascendente pelo quinto mês consecutivo. O mesmo ocorre com o componente de outros da FBCF que apresentou queda de 1,3% no trimestre móvel findo em novembro.

Em termos da série ajustada sazonalmente, a FBCF do trimestre móvel findo em novembro é positiva em 2,8% em relação ao trimestre móvel findo em agosto.

A taxa de investimento (FBCF/PIB), a preços constantes, após alcançar o ápice de 24,3% em outubro de 2013, declinou sistematicamente até o início de 2017 e, no mês de novembro de 2017 apresenta tendência de alta, chegando a 18,3%.

A exportação apresentou crescimento de 14,2% no trimestre móvel findo em novembro, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016, e tem sido crescentemente positiva desde o primeiro trimestre de 2017. O destaque positivo se deve ao desempenho da exportação dos produtos da agropecuária (+87,1%), de bens de consumo duráveis (+29,5%) e de bens intermediários (+20,2%).

A importação cresceu 13,7% no trimestre móvel findo em novembro, comparativamente ao mesmo trimestre em 2016. Chama a atenção o desempenho positivo de todas as categorias de bens, com destaque para a importação de bens de consumo não duráveis (+37,5%), bens semiduráveis (+70,4%) e bens de capital (+50,1%).

Em termos monetários, o PIB acumulado em 2017 até o mês de novembro, em valores correntes, alcançou a cifra estimada em aproximadamente de 5 trilhões, 967 bilhões, 684 milhões de Reais.


Assuntos desta notícia