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O humor dos investidores dos mercados acionários globais azedou muitas vezes durante a semana, com os Estados Unidos ameaçando atacar a Síria, com a Rússia na defesa do país em guerra e com a China revidando contra as medidas comerciais em discussão com o governo norte-americano. O sinal “Amarelo” persistiu.

Os indicadores econômicos ficaram no radar e, principalmente, o cenário político interno depois da prisão do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, bem como a “dança das cadeiras” em Brasília para o início da corrida eleitoral.

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Começando pela Ásia, os índices acompanharam Wall Street. A moeda do Japão ganhou força contra o dólar, a China apresentou resultados econômicos mistos e elevou o tom contra os Estados Unidos na iminência de uma guerra comercial.

Na Europa, os investidores também ficaram atentos para os movimentos dos Estados Unidos. Além disso, os números das economias da Zona do Euro e da União Europeia estão estimulando o Banco Central Europeu a mudar a trajetória da política monetária, com sinais de alta nas taxas de juros e corte no programa de flexibilização quantitativo.

Nos Estados Unidos, conforme apresentado, os investidores estão atentos aos próximos passos do presidente Donald Trump contra a Síria e China. Além disso, o tom mais severo da ata do Comitê de Mercado Aberto – Fomc, do Federal Reserve, também despertou a cautela de como o novo presidente do banco central, Jerome Powell, vai conduzir a política monetária da maior economia do mundo.

Por aqui, em meio o conturbado cenário político, os números da economia doméstica ficaram positivos, entretanto, a deflação já está no radar dos brasileiros e, em especial, do Banco Central do Brasil.

As medidas adotadas pela autoridade monetária, como as mudanças no cheque especial, entre outras, revelam o esforço do Conselho Monetário Nacional em reduzir os juros, conter a inflação e, ao mesmo tempo, estimular o crédito. Um esforço que, segundo analistas, vai depender das instituições financeiras em flexibilizar o acesso ao crédito.

De outro lado, embora com alguns resultados negativos em vários setores, como o de setor de Serviços apresentados hoje pelo IBGE e também as vendas no varejo de fevereiro, a lenta recuperação está ocorrendo na indústria e puxando a aquisição de bens duráveis.

No mercado financeiro, nesta sexta-feira, o Ibovespa ficou em queda e também acumulou queda semanal. O dólar comercial ganhou força pela segunda semana consecutiva.

ÁSIA

Os mercados acionários da Ásia ficaram sem direção nesta sexta-feira, com os dados da balança comercial da China no radar. O alívio parcial na tensão geopolítica deu mais tranquilidade para alguns índices.

Ao final, o índice Asia Dow ficou em alta de 0,22% a 3.610. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,07% aos 30.808. O Xangai Composite ficou em queda de 0,66% aos 3.159. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,51% aos 2.455 pontos. O índice FTSE Straits, Cingapura, ficou em alta de 0,94% aos 3.501. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,27% aos 34.192. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em alta de 0,55% a 21.778. O índice XJO, bolsa de Sidney ficou em alta de 0,23% aos 5.829.

A balança comercial da China registrou déficit de US$4,98 bilhões em março e superávit de US$33,7 bilhões em fevereiro. O recuo, segundo analistas, foi atribuído ao feriado de uma semana para as comemorações do Ano Novo Lunar, mas esperam que o resultado volte para o superávit em abril.

O banco central de Cingapura endureceu a política monetária pela primeira vez em seis anos e o crescimento econômico do primeiro trimestre foi mais forte que o projetado.

Indicadores

A balança comercial da China registrou um déficit de US $ 4,98 bilhões, de um superávit de US $ 33,7 bilhões no mês anterior. O país registrou o último déficit mensal, de US $ 11 bilhões, em fevereiro de 2017.

As exportações caíram 2,7% em março ante o ano anterior, após um aumento de 44,5% em fevereiro, informou a Administração Geral das Alfândegas nesta sexta-feira.

As importações em março expandiram 14,4% em relação ao ano anterior, em comparação com um aumento de 6,8% em fevereiro. O aumento foi maior do que a previsão da pesquisa para um ganho de 10%.

No primeiro trimestre, as exportações aumentaram 14,1% em relação ao ano anterior, enquanto as importações subiram 18,9%, resultando em um superávit de US $ 48,39 bilhões.

EUROPA

Mesmo com o radar nas ameaças dos Estados Unidos contra a Síria e a disputa comercial com a China, os investidores dos mercados acionários do Velho Continente descolaram do cenário externo e partiram para as compras nesta sexta-feira. Com isso, os índices principais fecham a terceira semana no azul. Entre os destaques nesta sessão da bolsa de Frankfurt ficou a gigante Volkswagen, com o Conselho da montadora substituindo o CEO.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,10% aos 379.20, em Londres, e na semana o ganho foi de 1,2%; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,11% aos 23.330; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,21% aos 9.767; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,22% aos 12.442; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,09% a 7.264; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 0,11% aos 5.315; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,18% a 5.477.

As tensões geopolíticas chamaram a atenção dos investidores, com a atenção ao longo da semana para as ameaças dos Estados Unidos de uma investida na Síria em resposta a um suspeito ataque com armas químicas que matou e feriu vários civis perto de Damasco.

Sobre as relações comerciais entra a China e os Estados Unidos, nas últimas semanas, a pressão sobre Pequim deu uma aliviada, porém, a Casa Branca anunciou que na próxima semana serão detalhas as lista de produtos e as tarifas das importações chinesas. A lista, segundo a Casa Branca, contempla US$ 100 bilhões de dólares.

Entre as ações com perdas estavam as da Rolls-Royce, queda de 1,6%. A fabricante de motores de aeronaves disse que precisa realizar inspeções adicionais em algumas versões de seus motores Trent 1000, levando a custos mais altos do que o esperado em 2018 .

As ações da Volkswagen AG subiram 0,4%, depois que o conselho de administração da montadora substituiu o presidente-executivo, Matthias Müller por Herbert Diess como parte de uma reestruturação mais ampla de seus negócios automotivos.

A Alstom SA subiu 0,5% depois que o consórcio liderado pela fabricante de trens francesa assinou um contrato avaliado em € 1,8 bilhão (US $ 2,22 bilhões) para fornecer um sistema de metrô sem operador de 67 quilômetros em Montreal.

Indicadores

Na Zona do Euro, a  primeira estimativa para as exportações de bens para o resto do mundo em fevereiro de 2018 foi de € 177,5 bilhões, um aumento de 3,0% em comparação com fevereiro de 2017 (€ 172,3 bilhões). As importações do resto do mundo ficaram em € 158,6 bilhões, um aumento de 1,5% em relação a fevereiro de 2017 (€ 156,2 bilhões). Como resultado, a Zona do Euro registrou €18,9 bilhões em excedente no comércio de bens com o resto do mundo em fevereiro de 2018, em comparação com € 16,1 bilhões em fevereiro de 2017. O comércio intra-área do euro subiu para € 153,7 bilhões em fevereiro de 2018, um aumento de 3,9% em relação a fevereiro de 2017.

A primeira estimativa para as exportações extra-UE28 de bens em Fevereiro de 2018 foi de €149,2 bilhões, um aumento de 1,7% em Fevereiro de 2017 (€146,7 bilhões de euros). As importações do resto do mundo ficaram em € 145,9 bilhões, uma queda de 0,4% Fevereiro de 2017 (€ 146,5 bilhões de euros). Como resultado, a UE28 registrou um excedente de €3,3 bilhões de euros no comércio de bens com o resto do mundo em fevereiro de 2018, em comparação com + € 0,2 bilhão em fevereiro de 2017. O comércio intra-UE28 subiu para € 277,4 bilhões em fevereiro 2018, + 3,5% em comparação com fevereiro de 2017.

ESTADOS UNIDOS

A bolsa de Nova York fechou em queda nesta sexta-feira, com o clima político, incertezas nas relações comerciais com a China e, o mais grave, as incertezas que cercam um possível ataque de mísseis contra a Síria. A temporada de balanços iniciada hoje já está gerando expectativas no mercado financeiro da Main Street.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,29% aos 2.656 pontos. O Dow Jones ficou em queda de 0,50% aos 24.360 pontos. O Nasdaq ficou em queda de 0,47% aos 7.106 pontos. Na semana, o S&P subiu 2%, o Dow Jones subiu 1,8% e o Nasdaq subiu 2,8%.

O governo norte-americano planeja aumentar a pressão sobre a China para que faça concessões comerciais, por meio de um plano para novas tarifas e uma ameaça de bloquear investimentos chineses em tecnologia nos Estados Unidos, segundo a Casa Branca. Detalhes sobre quais produtos chineses estão na lista de US$100 bilhões em tarifas devem ser divulgados na próxima semana.

Enquanto isso, o presidente Donald Trump orientou assessores sêniores a investigar a possibilidade de ingressar na Parceria Trans-Pacífico , o que poderia representar um desafio adicional para a China. O desequilíbrio comercial entre as duas maiores economias do mundo cresceu, à medida que a China registrou um salto acentuado em seu superávit comercial com os Estados Unidos. Esse aumento ocorreu mesmo quando a China registrou seu primeiro déficit comercial geral mensal em 13 meses.

A balança comercial da China registrou um déficit de US $ 4,98 bilhões, de um superávit de US $ 33,7 bilhões no mês anterior. O país registrou o último déficit mensal, de US $ 11 bilhões, em fevereiro de 2017.

As exportações caíram 2,7% em março ante o ano anterior, após um aumento de 44,5% em fevereiro, informou a Administração Geral das Alfândegas nesta sexta-feira.

As importações em março expandiram 14,4% em relação ao ano anterior, em comparação com um aumento de 6,8% em fevereiro. O aumento foi maior do que a previsão da pesquisa para um ganho de 10%.

No primeiro trimestre, as exportações aumentaram 14,1% em relação ao ano anterior, enquanto as importações subiram 18,9%, resultando em um superávit de US $ 48,39 bilhões.

A tensão crescente no Oriente Médio também ficou no radar. Na quarta-feira, Trump avisou a Rússia que estava pronto para lançar um ataque militar iminente contra sua aliada Síria, mas reduziu sua retórica nesta quinta-feira .

Entre as ações com perdas estavam as da JPMorgan, queda de  2,7%, apesar dos lucros do primeiro trimestre e da receita que superou as estimativas de Wall Street.

O Citigroup Inc caiu 1,6% , mesmo com lucros que superaram as previsões de consenso e a receita que estava alinhada com as expectativas. O Wells Fargo caiu 3,4%, mesmo com lucros melhores do que o esperado , embora a receita tenha diminuído ano a ano.

Indicadores

Nos Estados Unidos, o número de vagas de emprego foi pouco alterado em 6,1 milhões no último dia útil de fevereiro, informou hoje o Departamento de  Estatísticas do Trabalho. Ao longo do mês, as contratações e desligamentos foram pouco alteradas em 5,5 milhões e 5,2 milhões, respectivamente. Nos desligamentos,  a taxa de permaneceu inalterada em 2,2% e a taxa de demissões e baixas foram pouco alteradas em 1,1%.

O índice do Sentimento do Consumidor está em 97,8 em abril, ante os 101,4 de março. Em abril do ano passado, o índice era de 97, mês a mês o índice é de queda de 3,6% e no comparativo ano a ano o número é de alta em 0,8%.

O índice das Condições Econômicas em abril estava em 115,0, queda ante março, 121,2. O índice também ficou abaixo do registrado em abril do ano passado, com o número em 112,7. Mês a mês a queda é de 5,1% e ano a ano a alta é de 2%.

Quanto às expectativas do Consumidor, o índice está em 86,8 em abril, queda ante o mês anterior em 88,8. Se comparado com abril do ano passado, o índice ainda é de queda, 87,0. Mês a mês a queda é de 2,3% e ano a ano a queda é de 0,2%.

BRASIL

O índice principal da bolsa de valores de São Paulo fechou em queda de 0,57%, a segunda semana consecutiva. O cenário político interno e a instabilidade externa, com os Estados Unidos refletindo no desempenho negativo dos índices em Wall Street na semana, também ajudaram a elevar a cautela do investidor para o mercado acionário brasileiro.

Ao final desta sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,3% aos 84.334 pontos. O volume financeiro ficou em R$10,10 bilhões.

“O cenário externo pesou na bolsa de São Paulo embora, em grande parte, o índice ficou em ligeira alta descolado do mercado externo. Porém, o quadro político ficou no radar e com os investidores realizando um pouco. Agora, para a próxima sessão, a cautela deve ser mantida por dois fatores; a primeira pesquisa eleitoral sem o ex-presidente Lula na disputa e também o vencimento de opções de ações na segunda-feira (16). Os dados econômicos apresentados na semana, com a inflação recuando, devem estimular o Banco Central na intenção do corte na  Selic”, considerou o analista de investimentos da Magliano Corretora, Carlos Soares.

As ações com ganhos

Pão de Açúcar CDB-PN, alta de 3,50%; Gerdau Met. PN, alta de 0,65%; WEG ON, alta de 0,87%; Lojas Renner ON, alta de 0,54%; e Bradespar PN, alta de 0,44%.

As ações com perdas

BRF ON, queda de 4,58%; Cielo ON, queda de 3,90%; Cyrela Realt ON, queda de 3,34%; Brasil ON, queda de 3,36%; e Natura ON, alta de 3,16%.

A Petrobras PN ficou em queda de 2,21% e a ON, queda de 2,71%.

A Vale ON ficou em alta de 0,38%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, fechou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 2,71% a US$73,64 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de 0,49%, cotado a US$ 67,42 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em alta de 0,76% a US$64,96 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1.124,70, alta de 2,52%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1.034,10 a tonelada, alta de 0,30%.

Moedas

O dólar comercial ficou em alta de 1,72% na semana, com o cenário político estimulando a valorização da moeda. Além disso, a instabilidade externa, com o temor de um novo conflito geopolítico, também pesou no retorno dos investidores para ativos mais seguros.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda fechou cotada a R$3,425 para a compra e R$3,426 para a venda, alta de 0,53%.

O euro ficou em R$4,225 para a compra e R$4,228 para a venda, alta de 0,41%.

A libra estava em R$4,877 para a compra e R$4, 878 para a venda, alta de 0,35%.

“O dólar se movimentou alinhado a instabilidade política, como as discussões sobre a 2ªInstância, denúncias contra o presidente Temer, como vai ficar a corrida presidencial sem o ex-presidente Lula na disputa e, mais além, o temor de que o Congresso passe a legislar em causa própria. No lado externo, as declarações do presidente Trump sobre atacar a Síria e o ensaio da guerra comercial com a China também pressionaram os índices em Nova York. Com todas essas incertezas, o investidor perde o apetite e sai para outros refúgios”, destacou o diretor de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo.

Por aqui, o Banco Central do Brasil voltou a ofertar 3,4 mil contratos na modalidade se swap cambial tradicional com vencimento para maio, que equivale a venda de dólares no mercado futuro, com a rolagem de US$850 milhões e com vencimentos para maio.

No cenário externo, o índice que compara a moeda com mais seis, ficou estável a 89,79 e o WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, ficou em queda de 0,05% a 83,79.

O euro ficou em alta de 0,08% a US$1.2337. A libra ficou em alta de US$1.4242.

Pesaram no movimento dos índices na bolsa de Nova York, as notícias sobre o possível ataque dos Estados Unidos na Síria, com a Rússia no radar.

As preocupações com a guerra comercial ainda pesaram nos mercados, principalmente com uma informação de que a Casa Branca planeja aumentar a pressão contra a China, com um esboço de novas tarifas e uma ameaça de bloquear investimentos em tecnologia nos Estados Unidos.

Bom fim de semana!


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