Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Os investidores dos mercados acionários globais mantiveram a aversão ao risco nesta terça-feira, com as agendas carregadas, indicadores mistos e dólar engolindo as moedas emergentes. Com isso, as atuações dos bancos centrais ao redor do mundo voltaram para as mesas de negociações.

Começando pela Ásia, os índices regionais fecharam no negativo. Indicadores da China e as expectativas para as conversas comerciais com os Estados Unidos também pressionaram.

MetaTrader 300×250

Na Europa, meio que sem direção, as notícias corporativas seguiram gerando expectativas, bem como o acordo político na Itália. Números da União Europeia, Zona do Euro e da Alemanha ficaram no radar. Alguns em linha e outros abaixo das estimativas despertaram ainda mais as apostas sobre uma reação mais branda do Banco Central Europeu. O desemprego no Reino Unido caiu, quando comparado com o mesmo período do ano passado (ver abaixo).

Nos Estados Unidos, o humor azedou em Wall Street com os dados do varejo e também da atividade industrial no estado de Nova York, conforme o relatório Empire. O temor de uma ação mais dura por parte do Federal Reserve também subiu.

Outra informação que poderá pesar no desempenho do mercado financeiro nesta quarta-feira (16), embora ainda não confirmada pela Casa Branca, é o retorno da tensão na Península Coreana.

No final desta tarde, a Coreia do Norte declarou que pode cancelar o encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump, agendado para o dia 12 de junho. A agência de notícias daquele País considerou um arranjo entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul para atacar o território norte-coreano.

Por aqui, em meio ao clima de pesquisa eleitoral, o mercado financeiro teve mais um dia estressante. A bolsa de valores de São Paulo fechou em queda, com o índice principal amparado pelas ações da Petrobras e Vale, em dia de balanços financeiros mistos e notícias corporativas.

Hoje, a  Pré-Sal Petróleo publicou o edital do 1º Leilão para a venda de Petróleo da União, que comercializará três contratos de compra e venda de petróleo da União, com validade de um ano.

O certame, marcado para o dia 30 de maio na bolsa de valores, B3, São Paulo, terá a participação presencial dos proponentes. A sessão pública poderá ocorrer em duas etapas, sendo a primeira, de Maior Oferta de Ágio e a segunda, se houver, de Menor Oferta de Deságio.

Sobre política, o presidente Michel Temer fez um balanço de dois anos de governo. Presidente destaca a rejeição do povo brasileiro para com o seu trabalho.

O dólar, por sua vez, voltou a ganhar força ante o real e na carona levou o euro e a libra. A valorização da divisa também ganhou força na bolsa de Nova York, com o índice DXY avançando. Ainda por lá, o euro e a libra deram uma trégua.

ÁSIA

Os mercados acionários asiáticos terminaram em baixa na terça-feira, com os estoques de tecnologia enfrentando dificuldades em toda a região.

Ao final, o índice Asia Dow ficou em queda de 1,04% a 3.617. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 1,23% aos 31.152. O Xangai Composite ficou em alta de 0,57% aos 3.192. O índice FTSE Straits, Cingapura, ficou em queda de 0,62% aos 3.540. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,04% aos 35.543. O índice Kospi, bolsa da Coreia do Sul, ficou em queda de 0,71% a 2.458. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,21% a 22.818. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em queda de 0,61% a 6.097.

O grande provedor de índices MSCI Inc revelou a lista de 234 ações listadas na China que serão incluídas em seu amplo índice MSCI Emerging Market e outros benchmarks.

Ficou no radar asiático, as negociações entre os Estados Unidos e a China e, principalmente, com o acordo para que a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE Corp volte a negociar com as norte-americanas.

Os números econômicos apresentados na China ofereceram resultados mistos sobre a atividade comercial. A produção industrial se acelerou no mês passado em relação ao ano anterior, mas o investimento e as vendas no varejo desaceleraram.

Os preços do petróleo subiram e o rendimento de 10 anos do Tesouro ficou em 2,54%, depois alta de 3%.

Indicadores

Na China, os investimentos ficaram mais fracos do que o esperado e vendas no varejo para o mês de abril também caíram, com o setor de imóveis em destaque, nublando sua perspectiva econômica, mesmo enquanto os políticos tentam lidar com os riscos da dívida e desarmar uma disputa comercial aquecida com os Estados Unidos.

A produção industrial subiu 7,0% em abril, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, superando as previsões de alta de 6,3% em março, ante a baixa de sete meses de 6,0%.

O crescimento nos gastos com infraestrutura, um poderoso impulsionador econômico no ano passado, desacelerou para 12,4% nos primeiros quatro meses, ante 13% no início do ano.

Ainda na China, as vendas no varejo desaceleraram para 9,4% em abril, faltando previsões para um ganho de 10% e um ritmo de 10,1% para março.

No Japão, o terceiro índice de atividade industrial foi 105,0, a primeira queda mensal de 0,3%, a primeira vez em dois meses.

Olhando para o índice de atividade industrial terciária separadamente para indivíduos e estabelecimentos comerciais, o sentido amplo versus serviços pessoais declinou pelo segundo mês consecutivo de 104,9, mesmo -0,8%.

EUROPA

Os mercados de ações do Velho Continente reagiram aos indicadores e notícias corporativas desta terça-feira e ficaram sem direção única.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,05% a 392.37, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) subiu 0,31% aos 24.297; o Ibex 35 (Madri) caiu 0,49% aos 10.207; o DAX 30 (Frankfurt) recuou 0,06% aos 12.970; o FTSE-100 (Londres) subiu 0,16% a 7.722; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 0,23% aos 5.553; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,12% a 5.699.

Começando pela política na Itália, com as negociações entre os dois partidos para formar um governo de coalizão. O acordo selado no fim de semana acabou ajudando o índice FTSE MIB, bolsa de Milão.

Sobre as moedas, tanto o euro quanto a libra perderam força com os dados econômicos. O euro estava em queda de 0,67% e a libra recuada em 0,38%.

Os números apresentados hoje para a Zona do Euro, União Europeia e para o Reino Unido também ficaram no radar.

Entre as ações com perdas estavam as da Iliad SA, queda de 20%, depois do decepcionante relatório de lucros do grupo de telecomunicações francês.

As ações da Pandora A / S caíram 16%, depois que a empresa de jóias dinamarquesa relatou uma queda de 15% no lucro.

As ações do Vodafone Group PLC caíram 4,3%, depois que a gigante das telecomunicações disse que seu presidente executivo, Vittorio Colao, deixará o cargo e será sucedido pelo diretor financeiro Nick Read a partir de 1º de outubro.

Entre as ações com ganhos estavam as do Commerzbank AG, alta de 3,9%, depois que o banco alemão afirmar que o lucro subiu 9,2% no primeiro trimestre.

Indicadores

Na Zona do Euro, em março de 2018 em comparação com fevereiro de 2018, a produção industrial dessazonalizada aumentou 0,5% e 0,4% na União Europeia, de acordo com estimativas do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia. Em fevereiro de 2018, a produção industrial caiu 0,9% EA19 e 0,7% na UE28.

Na Europa, o PIB dessazonalizado aumentou 0,4% tanto na Zona do Euro (EA19) como na UE28 durante o primeiro trimestre de 2018, em comparação com o trimestre anterior, de acordo com uma estimativa rápida publicada pelo Eurostat, o serviço estatístico da União Europeia. No quarto trimestre de 2017, o PIB cresceu 0,7% na área do euro e 0,6% na UE28.

Comparado com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB com ajuste sazonal subiu 2,5% na área do euro e 2,4% na UE28 no primeiro trimestre de 2018, após 2,8% e 2,7%, respectivamente, no trimestre anterior.

Na Alemanha, o indicador ZEW de Opinião Econômica permanece inalterado no atual levantamento de maio. O indicador ficou em menos 8,2 pontos. A média de longo prazo é de 23,4 pontos.

Na França, em abril de 2018, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para + 0,2% em um mês, após uma recuperação em março (+ 1,0%). Essa desaceleração resultou daquelas, marcadas e sazonais, nos preços de “produtos manufaturados” (+ 0,1% após + 2,1%) após uma recuperação em março devido ao fim das vendas de inverno.

No Reino Unido, estimativas do Inquérito às Forças de Trabalho mostram que, entre outubro e dezembro de 2017 e janeiro a março de 2018, o número de pessoas no trabalho aumentou, o número de desempregados diminuiu e o número de pessoas entre 16 e 64 anos não trabalhando e não procura ou disponível para trabalhar (economicamente inativo) também diminuiu.

Havia 32,34 milhões de pessoas no trabalho, 197 mil a mais que no período de outubro a dezembro de 2017 e 396 mil a mais do que no ano anterior.

A taxa de emprego (proporção de pessoas com idade entre 16 e 64 anos que trabalhavam) era de 75,6%, maior do que no ano anterior (74,8%) e a mais alta desde que os registros comparáveis começaram em 1971. Os números são do Departamento de Estatísticas do Reino Unido.

ESTADOS UNIDOS

O mau humor tomou conta de Wall Street nesta terça-feira, com os investidores digerindo os dados econômicos apresentados, em especial as vendas no varejo. As maiores perdas ficaram com as ações de tecnologia e saúde.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,68% aos 2.711 pontos. O Dow Jones caiu 0,78% aos 24.706 pontos. O Nasdaq caiu 0,81% aos 7.351 pontos.

A leitura do mercado, depois dos números de hoje e os demais apresentados nos últimos dias, é de que o Federal Reserve deverá mesmo ampliar as altas da taxa de juros. A economia norte-americana vem dando sinais de robustez, embora sem superaquecimento, mas com a expectativa para uma inflação em linha com as estimativas do banco central.

Indicadores

As estimativas para as vendas no varejo divulgadas hoje para  mês de abril subiram e ajustadas pela variação sazonal e diferenças de feriados e dias úteis, mas não por variações de preço. O valor é de  US $ 497,6 bilhões, uma alta de 0,3% (± 0,4%)  do mês anterior e 4,7% (± 0,5%) na comparação com o mesmo mês de 2017.

As vendas totais do período de fevereiro a abril de 2018 aumentaram 4,6% (± 0,5%) em relação ao mesmo período do ano anterior.  Os dados são do Census dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, a atividade empresarial cresceu fortemente no estado de Nova York, de acordo com as empresas que responderam à pesquisa Empire State Manufacturing, de maio de 2018. O índice geral de condições gerais de negócios subiu quatro pontos, para 20,1, indicando um ritmo mais rápido de crescimento do que em abril.

O índice de novos pedidos subiu sete pontos, para 16,0, e o índice de embarques foi pouco alterado, em 19,1, sugerindo crescimentos contínuos dos pedidos e dos embarques.

As empresas de manufatura no estado de Nova York relataram que a atividade comercial cresceu em um ritmo mais rápido do que em abril.

Nos Estados Unidos, a confiança do construtor no mercado de casas unifamiliares recém-construídas subiu dois pontos para 70 em maio, depois de uma leitura revisada para baixo em abril de acordo com o índice NAHB/Wells Fargo Housing Market (HMI). Esta é a quarta vez que o HMI chegou a 70 ou mais este ano.

BRASIL

A bolsa de valores de São Paulo acompanhou o desempenho lá fora. A saída das bolsas em busca de ativos mais seguros ajudou a puxar ainda mais o dólar em todos os mercados. Os preços do petróleo caíram, mas não pesaram no desempenho dos papéis da Petrobras. As demais ações de primeira linha ajudaram a sustentar o índice.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,12% aos 85.130 pontos. O giro financeiro ficou em R$14,04 bilhões.

“Os ruídos externo pesaram no desempenho da bolsa. O petróleo caiu, bem como o minério de ferro, mas não pesaram nos papéis da Vale e Petrobras. Entretanto, os bancos caíram com o dólar em alta. O Fed segue no radar com os números da economia americana e amanhã é esperado mais um corte na taxa de juros pelo Copom”, destacou o operador da corretora Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

As ações com ganhos

Natura ON, alta de 5,21%; Embraer ON, alta de 4,24%; BR Malls ON, alta de 4,08%; Braskem PNA, alta de 4,08%; e WEG ON, alta de 3,97%.

As ações com perdas

Qualicorp ON, queda de 6,08%; B2W Digital ON, queda de 5,34%;Usiminas PNA, queda de 4,33%; Smiles ON, queda de 4,32%; e Taesa UNT, queda de 6,91%.

A Vale ON ficou em alta de 0,70%.

A Petrobras ON ficou em alta de 2,52% e a PN em 2,10%.

O Itau Unibanco PN ficou em queda de 0,38%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa que vai vigorar de 07 de maio de 2018 a 31 de agosto de 2018 com os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Vale ON (11,360%), Itauunibanco PN (10,436%), Bradesco PN (7,735%), Ambev S/A ON (7,056%) e Petrobras PN (6,674%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 0,97% cotado a US$79,95 o barril.

O petróleo WTI ficou em queda de 0,03%, cotado a US$ 70,94 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em alta de 2,24% a US$68,93 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1.158,60, alta de 2,31%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1.048,10 a tonelada, alta de 0,90%.

Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta terça-feira, na carona com os demais mercados, justificado por vários fatores globais. Nem mesmo a mudança nas atuações do Banco Central do Brasil – BCB para os leilões de swap conseguiu conter o avanço da divisa, que foi a maior em dois anos.

Ao final, no interbancário, o dólar comercial ficou cotado a R$3, 660 para a compra e R$3,660 para a venda, alta de 0,90%.

O dólar turismo ficou em R$3,510 para a compra e R$3,810 para  a venda, alta de 1,06%.

O euro ficou em R$4,331 para a compra e R$4, 333 para a venda, alta de 0,27%.

A libra ficou em R$4, 942 para a compra e R$4, 943 para a venda, alta de 0,62%.

“O mercado seguiu estressado nesta terça-feira, o que pode começar a ameaçar a decisão do Copom que encerra a reunião amanhã. O que se espera é uma queda na taxa de juros e, com isso, o mercado vai seguir pressionado. Vários fatores estão pesando nessa disparada do dólar, como o quadro político, a cautela com o Fed e as relações comerciais dos Estados Unidos com o resto do mundo. Entretanto, acho que esse avanço dos números da economia norte-americana está em linha. Não consigo ver os Estados Unidos como o centro econômico do mundo. Acho que o mercado vai seguir estressado, com muita gente ainda desmontando posições e esperando para qualquer movimento mais forte do BC ou alguma notícia relevante no cenário externo”, destacou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

No cenário doméstico, o quadro político ficou no foco. O resultado da pesquisa eleitoral CNA/MDA, divulgado ontem, com o candidato de direita liderando, sem a presença do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, pesou forte no humor do mercado. Jair Bolsonaro (PSL) aparece em primeiro e com 18,3% de intenção de voto, seguido de Marina Silva (REDE), com 11, 2% e Ciro Gomes (PDT) com 9%.

Já o BCB, na última sexta-feira (11), destacou que fará ajustes na forma que está ofertando swap cambial.

A medida começou a valer desta segunda-feira (14), no leilão para a rolagem integral dos contratos vencidos em 01 de junho, com a oferta de 4.225 contratos, que serão distribuídos, a critério do BCB, com vencimentos de nos dias 01/08/18, 01/11/18 e 02/01/2019. A data de início dos contratos permanece em 01/06/2018.

O BCB explicou também que,  do total de 113 mil contratos vincendos em 01 de junho, 62.300 contratos já foram renovados nos leilões ocorridos entre os dias 03 e 11 de maio.

O BCB fez também oferta adicional de contratos de swap cambial. O leilão tem data de início dos contratos a partir de hoje (15). Serão ofertados 5 mil contratos com vencimento em 02/07/2018.

De acordo com analistas do mercado cambial ouvidos pelo Último Instante, o grande problema de uma valorização do dólar fica para as empresas que contraem dívidas na moeda americana. Muitas, segundo os operadores, não estão protegidas contra a desvalorização do real. Mais ainda, a confiança na economia doméstica sobre o desempenho da moeda norte-americana acabou por pegar essas empresas de surpresa nos últimos dias.

Nos mercado norte-americano, o índice DXY, que mede o comportamento da moeda com mais seis, estava em alta de 0,60% a 93,24. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, estava em alta de 0,59% a 86,87.

O euro estava em queda de 0,69% a US$1.1848. A libra também caía a 0,32% a US$1.3511.

O dólar ganhou força nesta terça-feira, com os rendimentos da dívida do governo americano subindo. A mesma dinâmica ajudou a puxar a moeda em abril. Os títulos de 10 anos do Tesouro subiram 8 pontos na base a 3,072%, o mais alto desde 2011.

Já as moedas europeias operaram para baixo com os números das economias da Zona do Euro.


Assuntos desta notícia

Join the Conversation