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O mês de abril foi interessante para os mercados acionários globais, entretanto, o cenário político global foi o grande destaque. Além disso, as relações comerciais dos Estados Unidos com a China, a interferência na guerra da Síria, a falta de diálogo mais claro com a Rússia, que se posicionou contra o regime de Bashar Al Assad, as confusas demissões na Casa Branca também pesaram nas mesas de operações dos mercados acionários mundo afora.

Ainda no foco internacional, o evento mais esperado para o mês de abril aconteceu na segunda-feira (27); o encontro entre o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un e o presidente da Coreia do Sul Moon Jae -in. Os cliques do mundo registraram cortesia, em primeiro plano, e o fim de uma guerra de mais de 60 anos entre os dois países. Ontem eles até acertaram os relógios para da hora local…

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Enquanto isso, os demais pontos políticos no restante do mundo ficaram com o presidente Donald Trump recebendo Emanuel Macron, presidente da França, e a chanceler alemã Angela Merkel.

Já sobre a política interna, o grande desfecho ocorreu no sábado 07 de abril com a prisão do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, depois de uma resistência de dois dias e a permanência na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista.

O episódio dominou os noticiários internacionais e a imagem de Lula sendo conduzido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) ganhou ainda mais espaço por ele ter sido considerado um dos políticos mais populares do mundo. Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, tratou Lula como “o cara”.

Voltando aos mercados acionários, a Ásia conviveu com bons indicadores econômicos para a região e viu o PIB da China acima de 6% novamente com fôlego e garantindo a posição de segunda potência. O Japão ficou no radar com o primeiro-ministro Shinjo Abe perdendo a popularidade com transações imobiliárias não muito claras. As ações se comportaram com parcimônia.

Na Europa, as discussões sobre a saída do Reino Unido da União Europeia foi destaque. Por lá, a moeda local assustou e a Alemanha se garantiu como uma das mais importantes no triplé que segura a região (Alemanha, França e Espanha). O Banco Central Europeu – BCE seguiu atento aos números da Zona do Euro e manteve a política monetária inalterada.

Ainda por lá, enquanto se despede da União Europeia, o Reino Unido viu a família real crescendo com a chegada Louis Arthur Charles, filho de Kate Middleton e do Príncipe William.

Nos Estados Unidos, os números da economia revelaram o fortalecimento. O presidente Donald Trump ficou no radar ante o clima complicado com a Rússia, Síria e nas relações comerciais com a China. Trump comemorou o encontro na Península Coreana.

A bolsa de Nova York manteve a cautela com esse cenário e os índices, embora puxados pelo desempenho negativo das ações do setor de tecnologia,  conseguiram fechar abril no azul. Os balanços financeiros de gigantes seguem dando suporte para o desempenho na Main Street.

Por aqui, os indicadores econômicos apresentados ao longo do mês revelaram a economia um pouco mais forte, com a inflação caindo e o consumidor ainda digerindo os efeitos da crise.  O cenário político ficou em destaque com as pesquisas de intenções de votos para a eleição de outubro. Mesmo preso Lula ficou em primeiro lugar.

O mercado financeiro doméstico ficou pautado nos números, nos balanços financeiros de gigantes, como o da Vale, Embraer, financeiras, entre outros. As notícias corporativas, na temporada de fusões e aquisições, também ajudaram no índice principal da bolsa de valores brasileira.

O dólar comercial voltou a assustar nas últimas semanas. A valorização ante o real, acima dos R$3,50 e engolindo as demais emergentes, se deu com a valorização do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos, que subiu 3% e se transformou num pesadelo para o investidor de bolsa de valores.

O preço do petróleo também ganhou força no mês de abril. A recuperação ficou com as declarações de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – Opep, que estimam ainda cortes na produção e o barril em torno dos US$ 80,00 a US$100,00.

O Bitcoin sai de cena.

E assim termina abril….

ÁSIA

Na Ásia o índice MSCI Asia Pacific ex Japão fecharam no positivo nesta segunda-feira. As expectativas que rondam a Paz na Península Coreana deram fôlego aos investidores da região. Entretanto, ainda no radar seguem as discussões nas relações comerciais entre a China e os Estados Unidos.

Ao final, o índice Asia Dow ficou em alta de 0,75% a 3.627. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,91% aos 30.280. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 1,03% aos 2.492 pontos. O índice FTSE Straits, Cingapura, ficou em alta de 1,03% aos 3.613. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,55% aos 35.160. O índice XJO, bolsa de Sidney ficou em alta de 0,49% aos 5.982.

É importante mencionar, no entanto, que é feriado no Japão e na China, com as bolsas desses países fechadas. O feriado se estenderá até amanhã no caso da China e amanhã e sexta-feira no caso do Japão. O iene está se depreciando 0,33%, cotado a ¥/US$ 109,41.

Indicadores

Na Austrália, as vendas de casas novas nos cinco maiores estados da Austrália caíram 2,0% em março, um resultado para baixo em cada um dos primeiros três meses de 2018. No trimestre a queda consecutiva no volume de vendas foi registrada pela última vez entre julho e setembro do ano passado. No geral, as vendas de novas casas caíram 2,2% durante o trimestre de março de 2018 em comparação com os três últimos meses de 2017. Ao longo dos 12 meses até março de 2018, as vendas de novas casas foram 4,1% menores do que no período anterior de 12 meses.

EUROPA

Os mercados acionários da Europa fecharam as últimas sessões de abril com ganhos. Nesta segunda-feira o que pesou nas negociações foram os resultados financeiros, notícias corporativas, com destaque para o negócio do Walmart. Os índices também marcaram os melhores resultados no mês.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,18% a 385.32, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,22% aos 23.979; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,56% aos 9.980; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,25% aos 12.612; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta 0,09% a 7.509; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 0,68% aos 5.520; e o PSI-20 (Lisboa) subiu 0,28% a 5.512.

O índice pan-europeu ficou com ganho mensal de 3,9%, a maior alta desde dezembro de 2016. O FTSE100, o principal da bolsa de Londres, fechou abril com alta de 6,4%, o melhor desempenho desde julho de 2013.

Na mesma linha seguiu o DAX-30, bolsa de Frankfurt, com alta mensal de 4,3%, a maior desde setembro do ano passado.

Entre as ações para cima nesta segunda-feira estavam as da J Sainsbury do Reino Unido, alta de 14,53%, no negócio de fusão com o Walmart.

A J Sainsbury PLC informou nesta segunda-feira que se uniu à WMT, do Walmart Inc, braço operacional do Reino Unido, a Asda Group Ltd, para criar um negócio ampliado com receita combinada de cerca de £51 bilhões de libras (US $ 68,9 bilhões).

O supermercado do Reino Unido disse que o Walmart terá 42% dos negócios combinados e receberá £ 2,98 bilhões como parte do acordo, avaliando a Asda em cerca de £ 7,3 bilhões. Quando o acordo estiver concluído, o Walmart não deterá mais de 29,9% do total dos direitos de voto para o negócio combinado, disse Sainsbury.

O Walmart opera cerca de 600 lojas Asda no Reino Unido, o maior mercado internacional da empresa em receita. A companhia adquiriu a Asda em 1999 por US $ 10,8 bilhões – sua maior aquisição de todos os tempos – como parte da meta do Walmart na época de dobrar suas operações internacionais.

A Sainsbury disse que o acordo deve gerar sinergias de Ebitda de pelo menos £ 500 milhões, compostas em grande parte pela compra de benefícios e eficiências operacionais. O supermercado disse que não havia fechamento de lojas planejadas como parte da fusão.

Entre as ações com perdas ficaram as da Glencore PLC , queda de 5%,  depois que dois dos negócios da mineradora na República Democrática do Congo foram paralizados.

As ações do Deutsche Telekom AG caíram 0,3% depois que os conselhos de administração da Sprint Corp  e T-Mobile US Inc  concordaram em uma fusão de todos os ações de US $ 26 bilhões . A Deutsche Telekom é a empresa controladora da T-Mobile e terá 42% da entidade combinada.

Indicadores

Na Alemanha, segundo dados provisórios, o volume de negócios no comércio varejista em março de 2018 foi de, em termos reais, a 1,3% e, em termos nominais, 2,6% maior do que em março de 2017. O número de dias abertos para venda foi de 26 em março de 2018 e 27 em março de 2017. Comparado com o anterior o ano, o volume de negócios no comércio varejista foi nos primeiros três meses de 2018, em termos reais, 1,6% e em termos nominais, 2,9% maior do que no período correspondente do ano anterior. Quando ajustado pelas variações sazonais e calendário.  o faturamento em março foi em termos reais e em termos nominais 0,6% menor que em fevereiro de 2018.

Na Alemanha, conforme relatado pelo Serviço Estatístico Federal (Destatis), o índice de preços de importação diminuiu 0,1% em março de 2018 em comparação com o mês correspondente do ano anterior. Em fevereiro e janeiro de 2018, as taxas de variação anual foram de queda de 0,6% e alta de 0,7%, respectivamente. De fevereiro de 2018 a março de 2018, o índice não mudou.

O índice de preços de exportação aumentou 0,7% em março de 2018 em comparação com o mês correspondente do ano anterior. Em fevereiro e janeiro de 2018, as taxas de variação anual foram de alta de 0,5% e alta de 0,7%, respectivamente. De fevereiro de 2018 a março de 2018, o índice de preços de exportação subiu 0,2%.

Na Itália, em abril de 2018, de acordo com estimativas preliminares, o índice italiano de preços ao consumidor para toda a nação (NIC) aumentou 0,1% em base mensal e 0,5% em relação a abril de 2017 (+ 0,8% em março de 2018).

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street fecharam a última sessão do mês de abril em queda, com os investidores realizando lucros e na véspera de feriado. A cautela se dá com a reunião do Federal Reserve, que vai anunciar na quarta-feira (02) a política monetária.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,82% a 2.648 pontos. O Dow Jones ficou em queda de 0,61% a 24.163 pontos. O Nasdaq ficou em queda de 0,75% a 7.066 pontos.

No mês, o Dow subiu 0,3%, reduzindo sua perda acumulada no ano para 2,3%. O S & P subiu 0,3% em abril e caiu 1% em 2018. O Nasdaq subiu menos de 0,1% no mês, com um avanço de 2,4% no acumulado do ano.

As ações de materiais e industriais também caíram mais de 1%. O índice de energia, que tinha sido o melhor desempenho do dia, caiu ante a incerteza que gera política no Oriente Médio que estima alta forte no preço petróleo, algo acima dos US$80, 00 a US$100,00 o barril.  O índice XLE, que é referência para mais de 40 empresas de energia dos Estados Unidos, fechou em queda de 0,12%.

As expectativas de que o presidente Donald Trump vai tirar os Estados Unidos do acordo internacional destinado a frear o programa nuclear do Irã reimpondo efetivamente as sanções a um dos maiores exportadores de petróleo do mundo ajudou a enviar futuros de petróleo para patamares acima de três anos.

A perspectiva de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que foi uma das maiores preocupações em abril, vai ter uma nova rodada com  o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, seguindo para China essa semana.

Os investidores também acompanharam o rendimento do título do Tesouro de 10 caindo nesta segunda-feira, 0,31 %, que na semana passada subiu acima de 3% pela primeira vez desde 2014. O susto da valorização se deu com os investidores retirando dinheiro de ativos mais arriscados, como ações.

Entre as ações com ganhos ficaram as do McDonald’s Corp, 5,6%, depois de divulgar lucro e receita melhores do que o esperado no primeiro trimestre.

As ações do Walmart Inc subiram 1,3% depois que o braço britânico da gigante varejista, Asda Group, concordou na fusão a cadeia de supermercados britânica J Sainsbury PLC, que viu os papéis em alta de 14,53%. O Walmart terá 42% dos negócios combinados e receberá £ 2,98 bilhões como parte do acordo, avaliando a Asda em cerca de £ 7,3 bilhões. Quando o acordo estiver concluído, o Walmart não deterá mais de 29,9% do total dos direitos de voto para o negócio combinado, disse Sainsbury.

Outra notícia corporativa ficou com a Marathon Petroleum Corp, alta de 0,77%, confirmando que planeja comprar a refinaria Andeavor em um negócio avaliado em mais de US $ 20 bilhões. As ações da Andeavor subiram 13%, enquanto as da Marathon subiram 0,8%.

Indicadores

Nos Estados Unidos, a renda pessoal aumentou US $ 47,8 bilhões (0,3%) em março, segundo estimativas divulgadas hoje pelo Departamento de Estatísticas. A renda pessoal descartável (DPI) aumentou US $ 39,8 bilhões (0,3%) e os gastos com consumo pessoal (PCE) aumentaram US $ 61,7 bilhões (0,4%). O DPI real aumentou 0,2% em março e o Real PCE aumentou 0,4%. O índice de preços do PCE aumentou menos de 0,1%. Excluindo alimentos e energia, o índice de preços do PCE aumentou 0,2%.

O aumento de US $ 50,0 bilhões do PCE real em março refletiu um aumento de US $ 24,2 bilhões nos gastos com bens e um aumento de US $ 26,8 bilhões nos gastos com serviços. Dentro das mercadorias, as compras de bens de lazer e veículos foram o principal contribuinte para o aumento. Nos serviços, o maior contribuinte para o aumento foi o gasto com eletricidade e gás para uso doméstico.

Nos Estados Unidos, a pesquisa para o Clima de Negócios de Chicago apresentado nesta segunda-feira mostra que o índice subiu 0,2 pontos, para 57,6 em abril, ante 57,4 em março, quebrando uma tendência de queda de três meses. A atividade empresarial continuou a subir em um ritmo sólido em abril, com o crescimento das operações das empresas subindo pela primeira vez no ano, embora marginalmente. Três dos cinco componentes do Barômetro caíram no mês, com apenas entregas de produção e fornecedores encontrando espaço para crescer.

O índice de vendas pendentes de casas, um indicador prospectivo baseado em contratações, avançou 0,4%, para 107,6 em março, de uma baixa revisada de 107,2 em fevereiro. Mesmo com o aumento da atividade no mês passado, o índice recuou anualizado (3,0%) pelo terceiro mês consecutivo.

As previsões para as vendas de residências existentes em 2018 devem ficar em torno de 5,61 milhões – de 5,51 milhões em 2017. Espera-se que o preço médio nacional das residências domésticas aumente em torno de 4,4%. Em 2017, as vendas existentes aumentaram 1,1% e os preços subiram 5,8%.

BRASIL

O Ibovespa deixou de lado as valorizações recordes dos meses de janeiro e fevereiro e acabou fechando o mês de abril em ligeira alta de 0,88%.

Nesta segunda-feira, na véspera de feriado do Dia do Trabalho, a realização tomou conta dos negócios e também na carona com os índices de peso em Wall Street. Todos os mercados já estão atentos para o resultado da reunião do Federal Reserve na próxima quarta-feira (02).

Ao final, o índice principal ficou em queda de 0,38% aos 86.115 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 7,48 bilhões.

“No mês de abril, sem dúvida alguma, o acontecimento de destaque foi a prisão do Lula, mas acabou não fazendo preço na bolsa. O que realmente ficou no radar do mercado foi o STF [Supremo Tribunal Federal], com as indecisões sobre as votações de vários envolvidos na Operação Lava Jato, incluindo o próprio ex-presidente Lula. Porém, o que se viu foi a volta do estrangeiro na bolsa. Ainda pesaram os balanços financeiros e o noticiário corporativo, como Eletrobras, Embraer e até da Eletropaulo despertando o interesse de grupos europeus. O que se espera para maio é  o aumento da disputa política e uma posição melhor de algum candidato de centro que seja simpático ao mercado”, avaliou o analista da corretora Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

Quanto ao movimento de hoje, Monteiro destaca um pouco de realização e na carona com Wall Street. “Na véspera de feriado e fechamento de mês já era esperado um movimento fraco. Wall Street ficou em queda e já com o radar no Fed”, concluiu.

As ações com ganhos

Rumo ON, alta de 3,41%; Suzano Papel ON, alta e 2,01%; Ecorodovias ON, alta de 1,95%; Equatorial ON, alta de 0,07%; e Smiles ON, alta de 1,41%.

As ações com perdas

BRF ON, queda de 3,58%; Natura ON, queda de 3,42%; JBS ON, queda de 2,23%; Ultrapar ON, queda de 2,47%; e B3 ON, queda de 2,05%.

A Petrobras ON estava em alta de 0,45%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 0,78% a US$76,68 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de 0,69%, cotado a US$ 68,57 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

Moedas

O dólar comercial fechou abril com valorização de 6,16%, com o ambiente político interno. Nesta sexta-feira, a divisa manteve o ganho com o foco no cenário externo.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,502 na compra e R$3,504 na venda, alta de 1,21%.

O euro ficou em R$4,232 para a compra e R$4,233 para a venda, alta de 0,90%.

A libra ficou em R$4,822 para a compra e R$4,824 para a venda, alta de 1,16%.

“O grande destaque de abril foi o cenário político, com a prisão de Lula, que sem dúvida foi o fato mais importante, bem como os rumos para a eleição presidencial de outubro. O que se vê é a inércia de candidatos de centro e promovendo um ambiente muito complicado. Ainda neste mês, o medo dos números da economia norte-americana, ganhando força, e o aumento da tensão nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China também ajudaram na valorização do dólar contra as moedas emergentes”,  destacou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

Para hoje e os próximos dias, Petrassi considera que o comportamento da divisa será de alta, principalmente com a reunião do Federal Reserve, que apresentará a taxa de juros dos Estados Unidos na quarta-feira (02). “Mesmo com a perspectiva da taxa de juros em alta, a atenção se volta para o comunicado. Em paralelo, na sexta-feira, será apresentado o Payroll. Lembrando que estamos próximos da Copa do Mundo, o que acaba esfriando um pouco a atenção para os mercados”, finalizou.

Nos Estados Unidos, o DXY, índice que compara o dólar com mais seis moedas, ficou em alta de 0,26% a 91,82. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, estava em alta de 0,13% a 87,16.

A libra ficou em queda de 0,11% a US$1.3768. O euro ficou em alta de 0,02% a US$1.2081.

O movimento de alta nos índices de dólar na bolsa de Nova York se dá com as expectativas para a decisão do Federal Reserve para com a política monetária dos Estados Unidos. Além disso, os números das folhas de pagamento (Payroll), que serão apresentadas na próxima sexta-feira (04), já estão no radar.

Ainda sobre bancos centrais, a libra também está se movendo com as perspectivas de que o Banco Central da Inglaterra também adote uma medida mais agressiva para as taxas de juros na reunião do dia 10.

Outro ponto que pesou na moeda britânica foi a renúncia da secretária do Reino Unido, Amber Rudd, ontem depois de críticas sobre o tratamento de um escândalo de imigração, que corre o risco de perturbar o delicado equilíbrio entre os ministros da primeira-ministra Theresa May e os que o favorecem. No lugar dela, May nomeou Sajid Javid, que filho de paquistaneses e o primeiro membro de uma minoria étnica a ocupar o cargo de secretário do Interior.

O euro deu uma trégua com o Banco Central Europeu – BCE mantendo a política monetária inalterada e reafirmando o compromisso de seguir comprando ativos de € 30 bilhões até setembro, ou mais se necessário.

Bom feriado do Dia do Trabalho!


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