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Parte dos mercados acionários ficou de lado nas negociações desta quinta-feira. O dia foi de ajustes, sem indicadores de peso para o cenário externo e também com o fim da temporada de balanços. As matérias-primas avançaram e o dólar ganhou força na cesta de moedas emergentes.

O petróleo voltou para os patamares de 2014, com o benchmark global, Brent, batendo os US$81,00 o barril, refletindo nas ações de energia e elevando os preços do petróleo nas refinarias, como no caso do Petrobras.

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Hoje, Javier Blas, principal correspondente energia a Bloomberg News, twittou que os ministros de energia da Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos culparam a volatilidade recente nos preços da commoditie ante a ansiedade sobre os acontecimentos geopolíticos, apesar da “disponibilidade da oferta.”

Já o dólar voltou a incomodar as moedas emergentes, como no caso do real. O temor de uma ação mais contundente do Federal Reserve para as taxas de juros dos Estados Unidos segue no foco global. Diariamente membros do banco central estão fazendo apresentações e com opiniões quase que unânimes sobre as retomadas das altas dos juros, para desespero de muitos países.

Voltando aos mercados, os índices de peso da Ásia ficaram sem direção. O peso segue no setor de tecnologia e telecomunicações. Todos aguardam a decisão comercial entre a China e os Estados Unidos.

Na Europa, já em clima de casamento real, o bom humor contagiou os investidores. Por lá, a recuperação no mercado de ações se deu com notícias corporativas. Não foram apresentados indicadores e o Brexit ficou no radar com decisão sobre as fronteiras, em especial com a Irlanda (Ver abaixo).

Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street voltaram para o negativo, com um pouco de realização e com as empresas de tecnologia recuando. O preço do petróleo deu fôlego para as ações de energia.

Por aqui, o dia começou azedo no mercado acionário. A surpresa do Banco Central do Brasil – BCB em manter a taxa de juros inalterada, quando era esperado mais um corte de 0,25 p.p, os investidores partiram para os ajustes. Quem tinha ação valorizada saiu para as vendas, o que acabou puxando o volume de negócios para mais de R$17 bilhões.  O Ibovespa caiu mais de 3%.

No segmento BM&F foi dia de recorde histórico em relação ao total geral de contratos. Foram registrados 12.454.296 até o fechamento mercado. O recorde anterior, registrado em 29 de maio de 2013, quando foram contabilizados 10.816.811 contratos durante a data.

E, finalmente, o grande vilão do dia foi novamente o dólar. Bateu a máxima de dois anos e ficou acima dos R$3,70 na venda.

ÁSIA

Os mercados acionários asiáticos fecharam em queda nesta quinta-feira, depois de uma recuperação em Wall Street. As discussões entre os Estados Unidos e a China estão no radar.

Ao final, o índice Asia Dow ficou em queda de 0,49% a 3.599. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,54% aos 30.942. O Xangai Composite ficou em queda de 0,48% aos 3.154. O índice FTSE Straits, Cingapura, ficou em alta de 0,11% aos 3.536. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,67% aos 35.149. O índice Kospi, bolsa da Coreia do Sul, ficou em queda de 0,46% a 2.448. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em alta de 0,53% a 22.838. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em queda de 0,21% a 6.094.

O Hagn Seng caiu, mesmo com a recuperação do Tencent Holdings Ltd. Os resultados trimestrais do titã da tecnologia chinesa, divulgados na noite de quarta-feira, superaram as expectativas com um aumento de 61% no lucro líquido. Esse salto foi impulsionado pela força dos seus jogos móveis e outros conteúdos digitais, juntamente com um negócio de pagamentos móveis em rápido crescimento e ganhos de investimento.

Os investidores da Tencent esperavam que uma recuperação noturna nos ADRs continuasse na bolsa de valores de Hong Kong na quinta-feira, dando ao Hang Seng Index uma grande necessidade.

As ações da Tencent – a empresa mais valiosa da Ásia, com um valor de mercado de US $ 504 bilhões – saltaram 3,7% para uma alta de cinco semanas, um dos maiores ganhos percentuais  de um dia desde agosto de 2016.

A Tencent e megabanco HSBC Holdings PLC  são os dois maiores componentes do Hang Seng em quase 10% cada.

Indicadores

No Japão, o valor total de pedidos de máquinas recebidos por 280 fabricantes diminuiu 7,9% em março em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. No período janeiro-março caíram 5,3% em relação ao trimestre anterior.

As encomendas de máquinas do setor privado, excluindo as voláteis para navios e as de empresas de energia elétrica, diminuíram em 3,9% em março, com ajuste sazonal, e aumentaram 3,3% no período de janeiro a março.

No período de abril a junho, o volume total de pedidos de máquinas deve aumentar em 9,9% e os pedidos do setor privado, excluindo volumes voláteis, devem crescer 7,1% em relação ao trimestre anterior, respectivamente. Esta previsão foi feita basicamente pela soma dos números de 280 fabricantes de máquinas.

No ano fiscal de 2017, o volume total de pedidos de máquinas aumentou 6,3%.

Na Austrália, a tendência da taxa de participação aumentou para um novo recorde de alta de 65,7% em abril de 2018, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas da Austrália.

A taxa de participação da força de trabalho foi a mais alta desde o início da série, em 1978, indicando uma crescente adesão à força de trabalho.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa fecharam com ganhos nesta quinta-feira,  com as ações de energia avançando com os preços do petróleo voltando a disparar nos mercados internacionais. Notícias corporativas também ajudaram no desempenho de hoje.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,66% a 395.79, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,29% aos 23.801; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 1,04% aos 10.216; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,91% aos 13.114; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta 0,70% a 7.787; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 0,98% aos 5.621; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 1,02%  a 5.753.

As empresas de energia ajudaram a elevar os índices de referência europeus. O movimento para cima foi atribuído à alta renovada do Brent, que é o petróleo de referência, ao atingir os US $ 80,00 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Londres.  O Índice SXEP & Óleo no índice Stoxx Europe 600 avançou 1,5%.

Em dia de agenda vazia para o Velho Continente, o destaque ficou com o comportamento das moedas, em especial a libra.

A moeda do Reino Unido subiu e era negociada a US $ 1,3507 depois de atingir um pico intra-day de US $ 1,3569 e recuar. O movimento foi atribuído a uma informação de que o governo britânico estaria planejando anunciar ao Conselho da União Europeia a permanência na União Alfandegária até 2021, em um esforço para evitar uma fronteira difícil com a Irlanda.

O Daily Telegraph disse que o subcomitê da primeira-ministra Theresa May concordou que a Grã-Bretanha permaneça na alfandega temporariamente, isso se a tecnologia necessária para manter as fronteiras funcionando depois do Brexit não estiverem em operação.

Entre as notícias corporativas estava a Ocado Group PLC, com as ações subindo 44%, com a empresa, que opera serviços de entrega online e faz softwares relacionados, anunciando que assinou um acordo de parceria com a rede de supermercados Kroger Co. A rede vai utilizar a tecnologia da Ocado nos Estados Unidos para atividades de mercearia e outras atividades de distribuição de alimentos.

As ações da Altice NV saltaram 12% com a gigante das telecomunicações afirmando que  o número de assinantes subiu no primeiro trimestre com as tendências mais fortes que a  companhia  já relatou.

ESTADOS UNIDOS

A bolsa de Nova York fechou em queda nesta quinta-feira, com as ações de empresas de tecnologia caindo e as ações de energia ganharam força com os preços do petróleo. As questões comerciais com a China e o encontro entre o presidente Donald Trump e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un também ficaram no radar dos negociantes em Wall Street.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,09% aos 2.720 pontos. O Dow Jones ficou em queda de 0,22% aos 24.713 pontos. O Nasdaq ficou em queda de 0,21% aos 7.382 pontos. O índice de small-caps, Russell 2.000, subiu 0,6% no dia em novo recorde.

No S&P, as ações do setor de energia ganharam 1,2%, representando o melhor desempenho entre os 11 setores do benchmark.

O setor de tecnologia caiu  0,3% depois que a Cisco divulgou seus resultados.

O rendimento da nota do tesouro de 10 anos ficou estável perto de uma alta de 7 anos em 3,1% . Um movimento acima de 3% foi citado como um nível psicologicamente significativo que poderia fazer com que as ações parecessem menos atraentes.

Ficaram no radar dos investidores nesta quinta-feira, as discussões comerciais entre os Estados Unidos e a China, ainda sem novidades.

Na semana passada, o presidente Donald Trump disse que tentaria ajudar o grupo de telecomunicações ZTE, já que a empresa foi alvo de uma proibição dos Estados Unidos de manter contato comercial com o país, mas via rede social ele afirmou que não estava cedendo a nenhuma exigência da China sobre a empresa.

Ainda sobre a Ásia, não existe nada de concreto sobre as discussões entre Pyongyang e Washington, depois que o país sinalizou que Kim Jong-un poderia desistir do encontro com o  Trump no dia 12 de junho, isso se os Estados Unidos insistirem na desnuclearização.

Entre as empresas de energia com ações em alta estavam a Chevron Corp, subindo 0,6%, a Occidental Petroleum Corp subiu 1,3% e a Marathon Oil Corp ganhou 1,8%. O grupo foi apoiado por um aumento de 0,7% no preço do petróleo bruto, que acumula ganho de quase 20% este ano.

O XLE, fundo que contempla as 40 gigantes de energia, ficou em alta de 1,6% e está no caminho certo para o seu maior fechamento desde junho de 2015.

A Cisco Systems caiu 2,7%, depois que a receita de serviços da gigante das redes ficou aquém das expectativas de Wall Street.

Indicadores

A taxa de demissões nos Estados Unidos subiu no início de maio para o nível mais alto em um mês, mas as chamadas reivindicações iniciais de desemprego ainda estão perto dos níveis mais baixos em meio século.

Os pedidos iniciais de seguro desemprego aumentaram de 11 mil para 222 mil na semana encerrada em 12 de maio, informou hoje o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

A média mensal mais estável de sinistros, por sua vez, caiu em 2.750 para 213.250. Pela segunda semana consecutiva, essas afirmações estavam no nível mais baixo desde 1969.

BRASIL

A bolsa de valores de São Paulo fechou em queda nesta quinta-feira, com os investidores digerindo a decisão do Banco Central do Brasil – BCB em manter a taxa de juros em 6,50% ao ano. Além disso, o comunicado divulgado pela autoridade monetária não trouxe pistas de como serão as próximas medidas ante a economia enfraquecida, apesar de uma inflação para baixo, mas com o cenário externo cheio de incertezas e os Estados Unidos avançando economicamente.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 3,37% aos 83.621 pontos. O volume de negócios somou R$17,3 bilhões.

“Foi um dia de ajustes. O mercado estava certo de uma queda de 0,25 p.p na Selic, o que não aconteceu e acabou surpreendendo. Com isso, todos os setores que dependem de crédito acabaram voltando e fazendo os devidos ajustes. A questão do contrato de cessão onerosa da Petrobras com a União, ainda sem acordo, acabou por pesar nos papéis. O petróleo também avançou para a máxima de US$80,00 o barril e o mercado estressou”, disse o operador da corretora Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

As ações com ganhos

Energias BR ON, alta de 0,96%; Cosan ON, alta de 0,85%; Eletrobras ON, alta de 1,28%; e Fibria ON, alta de 0,03%.

As ações com perdas

TIM Part. ON, queda de 6,36%; B2W Digital ON, queda de 6,16%; BRF ON, alta de 5,82%; Kroton ON, alta de 5,53%; e CCR ON, queda de 5,00%.

A Vale ON ficou em queda de 0,93%.

A Petrobras ON ficou em queda de 4,49% e a PN, queda de 5,26%.

O Itau Unibanco PN ficou em queda de 5,23%

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa que vai vigorar de 07 de maio de 2018 a 31 de agosto de 2018 com os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Vale ON (11,360%), Itauunibanco PN (10,436%), Bradesco PN (7,735%), Ambev S/A ON (7,056%) e Petrobras PN (6,674%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 2,40% cotado a US$81,10 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de 0,18%, cotado a US$ 71,62 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em queda de 0,79% a US$67,49 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1.170,00, alta de 0,98%, a tonelada. A celulose fibra curta fechou em US$1.049,80 a tonelada, alta de 0,16%.

Moedas

O dólar comercial decolou novamente nesta quinta-feira e pesou nas moedas emergentes ao redor do mundo. Em dia sem grandes indicadores, as apostas ficaram com as apresentações de vários membros do Federal Reserve e, com isso, elevando as apostas de uma reação mais dura da autoridade monetária norte-americana para as taxas de juros.

Por aqui, ante as incertezas políticas e econômicas, o mercado cambial também reagiu a decisão do Banco Central do Brasil ao manter a taxa referencial de juros do país em 6,50% ao ano e contrariando as apostas de um corte em 0,25 p.p.

No comunicado de ontem, o BCB considerou o cenário externo, a fragilidade da economia doméstica e, principalmente, a valorização do dólar. A decisão, que dividiu as opiniões, não conseguiu conter o avanço da moeda nesta quinta-feira.

Ao final, no interbancário, o dólar ficou cotado a R$ 3,699 para a compra e R$3, 701 para a venda, alta de 0,62%.

O dólar turismo ficou em R$3,690 para a compra e R$3,9100 para a venda, alta de 2,36%.

O euro ficou em R$4,365 para a compra e R$4, 366 para  a venda, alta de 0,56%.

A libra ficou em R$4,996 para a compra e R$4,998 para a venda, alta de 0,64%.

“O mercado foi surpreendido com a decisão do BCB manter a taxa de juros em 6,50% ao ano. Com as altas dos últimos dias, não dá para afirmar sobre um viés, não existe uma perspectiva e, com isso, o investidor sai mesmo da bolsa e busca refúgio no dólar. Se a queda de juros fosse um pouco menor, como estava precificada, o patamar seria de R$3,60, já nem podemos mais falar em banda, e o comunicado deixou incertezas sobre os próximos passos do BCB. Lá fora, o que se vê é a economia dos Estados Unidos fortalecida e com mais empresas saindo de emergentes e seguindo pra lá. Acredito que o BCB deverá fazer mais leilões, já que são 45 dias de forte alta, para tentar segurar a moeda. O impacto de um dólar forte é no setor de importação e pesa também na balança comercial, embora a exportação vem sendo beneficiada com a moeda em alta. Para completar o quadro, ainda existe a instabilidade política. Com tudo isso fica difícil fazer alguma previsão”, explicou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Nos cenário externo, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar com seis moedas, estava em alta de 0,18% a 93,48. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, estava em alta de 0,17% a 87,02.

O euro ficou em queda de 0,10% a US$1.1795. A libra ficou em alta de 0,17% a US$1.3511.

O dólar norte-americano permaneceu apoiado por rendimentos dos Treasuries, bem como pela fraqueza do euro, que é seu principal rival e o maior componente do popular indicador de dólar ICE.

Os rendimentos do Treasuries de 10 anos dos Estados Unidos subiram 0,27% em 3,10%, atingindo seu nível mais alto desde julho de 2011.


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