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Em plena temporada de balanços financeiros, os investidores dos mercados acionários globais decidiram seguir comprando. O comportamento para cima dos principais índices também teve a participação do petróleo, com preços disparando e puxando para cima as energéticas.

Na Ásia, os índices ficaram sem direção ainda sob os efeitos da decisão do presidente Donald Trump em retirar os Estados Unidos do acordo nuclear do Irã, bem como impor sanções. Em dia sem indicadores relevantes, as atenções seguem concentradas nas relações comerciais entre a China e os Estados Unidos, ainda sem acerto.

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Na Europa, o Conselho da União Europeia reiterou que vai seguir no acordo com o Irã e retalhou a decisão de Trump. Com isso, os mercados acionários mantiveram as valorizações e também com as energéticas na carona com os preços do petróleo.

Nos Estados Unidos, em meio ao turbilhão Trump, os índices de Wall Street mantiveram as altas. As ações de energia, os balanços financeiros e declarações de fusões e aquisições também ajudaram.

Por aqui, o índice Bovespa sustentou a valorização com a temporada de resultados. Os Estados Unidos ficaram no radar, com o petróleo.

O dólar comercial estacionou nos R$3,60, mas recuou perto do fechamento. Notícia ruim, dólar para cima. Notícia boa, dólar para baixo.

ÁSIA

Os mercados acionários asiáticos fecharam sem direção nesta quarta-feira, refletindo os resultados da bolsa de Nova York na sessão anterior. O foco ficou também nos Estados Unidos e a decisão do presidente Donald Trump ao romper o acordo nuclear com o Irã.

Ao final, o índice Asia Dow ficou em queda de 0,12% a 3.586. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,44% aos 30.402. O Xangai Composite ficou em alta de 0,79% aos 3.536. O índice FTSE Straits, Cingapura, ficou em alta de 0,15% aos 3.548. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,29% aos 35.319. O índice Kospi, bolsa da Coreia do Sul, ficou em queda de 0,24% a 2.443. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,44% a 22.408. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em alta de 0,26% a 6.108.

Na Ásia, os futuros do petróleo subiram mais de 2%, ajudado por setores da indústria norte-americana. O salto do petróleo deu um impulso às ações das empresas de petróleo em toda a região. As principais companhias petrolíferas chinesas ganharam pelo menos 2% em Hong Kong. Na Austrália, o setor de energia subiu 1%.

Por lá, outros ativos mais seguros foram o refúgio dos investidores, como o ouro, o iene e os títulos de 10 anos do Tesouro.

Muitos investidores em ações permanecem à margem das incertezas que cercam as negociações comerciais dos Estados Unidos e outros riscos geopolíticos, isso porque na próxima semana o vice-premiê chinês, Liu He, vai aos Estados Unidos para falar sobre as relações comerciais.

EUROPA

As bolsas da Europa fecharam no azul nesta quarta-feira, com a recuperação nas ações das energéticas com os preços do petróleo super valorizados. A influência da decisão do presidente Donald Trump de tirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã mexeu com o setor.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,63% a 392.44, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,51% aos 24.266; o Ibex 35 (Madri) ficou  em alta de 0,52% aos 10.221; o DAX 30 (Frankfurt) ficou alta de 0,24% aos 12.943; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta 1,28% a 7.662; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 0,23% aos 5.534; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,20%  a 5.550.

Os preços do petróleo dispararam nesta quarta-feira, já que a reintegração das sanções iranianas pode resultar em uma oferta mundial mais apertada, o que poderá dificultar a exportação do petróleo pelo Irã, segundo alguns analistas.

Em todo o mundo, as ações das companhias petrolíferas pegaram carona nos preços da matéria-prima.

Na Europa, as petroleiras ajudaram o índice do setor no Stoxx Europe 600, alta de 2,9%, para marcar o melhor desempenho nos últimos meses.

Com a decisão de Trump, as autoridades da União Europeia declararam hoje que manterão as relações com o Irã e buscarão isenções para empresas europeias das sanções que os Estados Unidos planejam impor para aquele país, disse o Financial Times de hoje.

Voltando ao movimento dos índices, a temporada de balanços corporativos e as notícias corporativas também pesaram.

Entre as ações com ganhos estavam as petroleira Total FP, alta de 1,9%, a Royal Dutch Shell PL subiu 3,4% e BP PLC ganhou 3,9%. Todas puxadas pela valorização do Brent, referência, em alta de 4%.

As ações da Burberry Group PLC caíram 6,1%, depois que a holding belga Groupe Bruxelles Lambert vendeu toda a sua participação de 6,6% na fabricante britânica de artigos de luxo. A GBL, dirigida pelo bilionário belga Albert Frère, disse que a medida permite que ela reequilibre ainda mais seu portfólio. As ações da GBL caíram 1%.

Indicadores

Na França, em março de 2018, a produção ficou praticamente estável na indústria de transformação (alta de 0,1%, depois da queda de 0,5% em fevereiro). O indicador recuou em toda a indústria (queda de 0,4% depois da alta de 1,1%), devido a uma forte queda na mineração e transporte, energia, abastecimento de água.  A produção industrial caiu drasticamente durante o primeiro trimestre de 2018 (-1,8%), bem como na indústria geral (-1,3%).

Na Itália, o índice do comércio varejista, que mede a evolução mensal do volume de negócios e preços correntes das empresas envolvidas,  para o mês de março continuou a crescer em ritmo modesto, crescendo 2,9% em relação a março de 2017. Nos três meses até março (1º trimestre) a queda foi de 0,3% em termos de valor e volume, a segunda consecutiva no movimento trimestral.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam no azul nesta quarta-feira, com as ações das energéticas subindo e puxadas pelos preços do petróleo nos mercados internacionais. A temporada de balanços também ajudou a manter o bom humor no maior mercado de ações do mundo.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,97% aos 2.697 pontos. O Dow Jones ficou em alta de 0,75% aos 24.542 pontos. O Nasdaq ficou em alta de 1% aos 7.339 pontos.

As ações de financeiras, materiais, industriais e de tecnologia aumentaram mais de 1%. Enquanto isso, as telecomunicações e serviços públicos caíram 1%.

Nos Estados Unidos, o preço do WTI, fechando acima de 3,24%, cotado a US$ 71,30 o barril puxou as empresas do setor de energia. O índice XLE, que contempla as 40 gigantes do setor, fechou em alta 2,04% a 76,05.

Outro fator na valorização do petróleo foi o resultado do estoque dos Estados Unidos apresentado hoje pela Agência de Energia norte-americana mostrando queda acima do estimado.

Diante desse movimento, a leitura do mercado é de que pode haver uma alta nos preços da energia elétrica e consequentemente puxar a inflação, o que para o Federal Reserve seria um ponto-chave para a elevação da taxa de juros. Tudo isso puxou os rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano para 3%.

Entre as ações com alta no setor de petróleo estavam as da Exxon Mobil Corp, alta de 2,6%, as da Chevron Corp, alta de 2,2% e a Devon Energy Corp, alta de 4,3%.

Entre as ações com perdas estavam as do Walmart Inc, queda de 2,9%, depois que a gigante do varejo disse que estava assumindo o controle da maior empresa de e-commerce da Índia, Grupo Flipkart, por US $ 16 bilhões, com em sede em Bentonville, Arkansas.

Indicadores

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor para a demanda final subiu 0,1% em abril, segundo dados dessazonalizados, informou hoje o Departamento do Trabalho. Os preços finais de demanda avançaram 0,3% em março e 0,2% em fevereiro. Isso reduziu o aumento ano a ano no PPI para 2,6%, de 3,0% em março.

Em abril, o índice dos serviços avançou 0,1%, e os preços dos produtos de demanda final ficaram inalterados.

BRASIL

A bolsa de valores de São Paulo manteve o rali nesta quarta-feira, com os investidores acompanhando o cenário internacional e os efeitos da medida do presidente Donald Trump ao encerrar a participação dos Estados Unidos no acordo nuclear com o Irã. Entretanto, os participantes no mercado de ações doméstico ficaram atentos para os resultados financeiros, como o da Ambev, Arezzo, Gerdau, Sanepar, TIM, Anima, Movida, entre outros.

Também ajudou a amparar o índice Bovespa a disparada nos preços do petróleo, que ajudaram as siderúrgicas, metalúrgicas e, em especial, a Petrobras junto da escalada do referência Brent.

A valorização da tonelada da fibra longa de celulose nos mercados internacionais também puxaram as ações da Suzano Papel (ver abaixo).

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,58 % aos 84.265 pontos. O giro de negócios ficou em R$14,13 bilhões.

“As commodities foram as grandes vencedoras, com os papéis da Petrobras disparando por conta das cotações do petróleo nos mercados internacionais. Os resultados financeiros também ajudaram, considerando os números positivos e em linha. O cenário externo, com a medida de Trump também ficou no radar, porém, a expectativa segue para amanhã com a divulgação do índice de inflação dos Estados Unidos”, considerou o analista da corretora Magliano, Carlos Soares.

As ações com ganhos
Marfrig ON, alta de 6,66%; Petrobras ON, alta de 10,02%; Gerdau Met, alta de 6,43%; Petrobras PN, alta de 8,16%; e Suzano Papel ON, alta de 7,18%.

As ações com perdas
TIM Part. ON, queda de 6,18% Gol PN, queda de 9,85%; Smiles ON, queda de 4,58%; Kroton ON, queda de 3,75%; e B2W Digital ON, queda de 3,65%.

A Vale ON ficou em alta de 2,15%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa que vai vigorar de 07 de maio de 2018 a 31 de agosto de 2018 com os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Vale ON (11,360%), Itauunibanco PN (10,436%), Bradesco PN (7,735%), Ambev S/A ON (7,056%) e Petrobras PN (6,674%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 4,58% cotado a US$78,10 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de  3,21%, cotado a US$ 71,28 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em queda de 0,68% a US$66,80 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1.132,40, alta de 0,20%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1.037,80 a tonelada, alta de 0,10%.

Moedas

O dólar comercial manteve a trajetória de alta nesta quarta-feira, com o mercado cauteloso na puxada da divisa ante as emergentes. A valorização é a maior desde o mesmo mês de 2016, quando já estava em julgamento o processo de impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff. Pesou ainda  por aqui também as declarações do presidente do Banco Central do Brasil sobre a valorização do dólar.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,594 para a compra e R$3, 595 para a venda, alta de 0,74%.

O dólar turismo ficou cotado a R$3,450 para a compra e R$3,740 para a venda, alta de 0,81%.

O euro ficou em R$4,259 para a compra e R$4,261 para a venda, alta de 0,08%.

A libra ficou em R$4,865 para a compra e R$4, 868 para a venda, alta de 0,83%.

Ilan Goldfajn, disse em uma entrevista de TV, que o dólar valorizado ante o real é normal em relação do cenário global e enfatizou que as preocupações com a política monetária concentram-se na inflação e atividade. Isso significa que as recentes pressões do dólar não devem alterar os planos do Comitê de Política Monetária – Copom, que vai se reunir na próxima e é esperado mais um corte na taxa Selic, atualmente em 6,25%.

“O dólar vem acompanhando o cenário externo e o mercado segue atento para as decisões do BC, como a fala do Ilan ontem. A pressão do mercado deve seguir e no curto e médio prazos e será esse o comportamento. Os indicadores econômicos dos Estados Unidos estão chegando em linha, alguns até acima das estimativas, a inflação segue trajetória de alta e na projeção do Fed. Isso tudo pesa nas emergentes e estamos nesse contexto e, pior ainda, sem uma referência compatível com o mercado para a eleição presidencial. A saída de Joaquim Barbosa desestruturou a campanha”, avaliou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

Fluxo cambial

O fluxo cambial registrou superávit de US$ 14,394 bilhões no mês passado, informou o Banco Central do Brasil nesta quarta-feira. Até abril, o fluxo cambial acumulava saldo positivo de US$17,063 bilhões.

A conta comercial registrou superávit de US$ 7,638 bilhões no mês passado, resultado de exportações de US$21,517 bilhões e importação de US$13,878 bilhões.

A conta financeira encerrou abril com resultado positivo de US$6,756 bilhões, com compras de US$ 45,505 bilhões e vendas de US$38,749 bilhões.

No período, R$ 4,379 bilhões ingressaram na bolsa de valores, acumulando alta de 0,88% em abril. Conforme informou o BCB, até o último dia 23 já tinham ingressado no país em investimento direto US$1,5 bilhão.

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara a moeda com mais seis, estava em alta de 0,05% a 93,12. O WSJ, que amplia o comparativo com 16 moedas, estava em alta de 0,08% a 86,66.

O euro caiu 0,10% a US$1.1852. A libra ficou em estável a US$1.3545.

A mudança no comportamento do dólar ocorreu com o anúncio do presidente Donald Trump com os Estados Unidos saindo do acordo com o Irã e restabelecendo as sanções ao país do Oriente Médio.

Já o euro e a libra se comportaram na contramão do dólar, com o Banco Central da Inglaterra se preparando para apresentar a taxa de juros do país nesta quinta-feira (10). As apostas do mercado são de que o banco deverá manter a taxa inalterada, isso considerando os números abaixo do estimado pelos analistas.


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