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O dia foi sem graça nos mercados acionários globais. Os investidores evitaram exposição ao risco e mantiveram o foco nas notícias corporativas, políticas e nos indicadores econômicos dos Estados Unidos e da China.

Na Ásia, em dia negativo na sequência do comportamento dos mercados acionários nas negociações de ontem, a atenção ficou com os números da China. Entretanto, ruídos envolvendo a primeira dama do Japão, Akie Abe, podem incomodar o governo japonês e mexer com os índices amanhã (ver abaixo).

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Na Europa, com Angela Merkel reeleita primeira-ministra, o bom humor ficou apenas para a bolsa de Frankfurt. Nos demais mercados, a cautela permaneceu nas declarações do presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi sobre os rumos da política monetária. A economia da Zona do Euro segue fortalecida.

Nos Estados Unidos, a bolsa de Nova York ficou em queda. Dados econômicos, o temor pelo Federal Reserve e estresse para com as medidas de Donald Trump dominaram as vendas.

Além das alíquotas anunciadas para os produtos siderúrgicos e as diferenças comerciais com a China, a decisão em manter a construção do muro na fronteira com o México voltou para a pauta. Ontem, na visita à Califórnia, o presidente examinou os protótipos do muro. Trump destacou o perigo de “cidades santuário” que se recusam a cooperar com as autoridades de imigração Federal legal.

De volta ao Brasil, o mercado financeiro se movimentou com notícias corporativas, políticas e com atenção para as demais bolsas de valores. Os dados da China e dos Estados Unidos também ficaram na mesa de negociação.

O Ibovespa ficou em queda e o dólar pegou carona.

ÁSIA

As bolsas de valores da Ásia fecharam com perdas nesta quarta-feira, com os investidores olhando para o fechamento de Wall Street na sessão de ontem. Os indicadores da produção industrial da China, que ficaram acima do esperado.

Ao final, o índice Asia Dow ficou em queda de 0,42% a 3.680. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,53% aos 31.435. O Xangai Composite ficou em queda de 0,57% aos 3.291. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,34% aos 2.486 pontos. O índice FTSE Straits, Cingapura, ficou em queda de 0,40% aos 3.539. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,06% aos 33.835. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,87% a 21.777. O índice XJO, bolsa de Sidney ficou em queda de 0,66% aos 5.935.

Na China, a produção industrial cresceu 7,2% ano a ano contra expectativa de 6,2%, acelerando em relação ao mês anterior também em 6,6%. O investimento em ativos fixos também surpreendeu com crescimento de 7,9% ano a ano contra expectativa de 7,0%. As vendas no varejo vieram em linha com a expectativa, 9,7% ano a nao contra 9,8%. Os dados são do Governo da China.

Por outro lado, os mercados foram surpreendidos hoje com as notícias envolvendo a primeira dama do Japão e que podem atingir em cheio o primeiro-ministro Shinzo Abe. Uma informação dava contra de que Akie Abe teria comprado terras pertencentes ao governo por preço abaixo de mercado. A compra teria sido feita pelo operador Maritomo Gakuen, que tem vínculos com a primeira-dama Akie Abe.

O Ministério das Finanças do Japão admitiu que alterou os documentos para afastar as referências do primeiro-ministro, que segue negando o ocorrido.

Os analistas disseram que, se o escândalo permanecer centrado no Ministério das Finanças, Abe pode estar bem. Mas se o tema ganhar proporções, o primeiro-ministro pode perder a força e partido enfrentar problemas. Abe foi reeleito em outubro do ano passado.

Enquanto isso, no Japão, o valor total das encomendas de máquinas recebidas por 280 fabricantes que operam no país aumentou 4,5% em janeiro em relação ao mês anterior, com base em dados sazonalmente ajustados. As encomendas de máquinas do setor privado, excluindo as voláteis para navios e as de empresas de energia elétrica, aumentaram 8,0% em dezembro, com um ajuste sazonal. Os dados são do Governo Japonês.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa voltaram para o negativo nesta quarta-feira, com o presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi reafirmando que o programa de compra de ativos deve seguir até que o índice de inflação real fique dentro do nível desejado pela instituição, ou seja, 2%.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,15% aos 374.94, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 1,05% aos 22.452; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,03% aos 9.688; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,14% aos 12.237; o FTSE-100 (Londres) recuou 0,09% a 7.132; o CAC 40 (Paris) caiu 0,18% aos 5.233; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,10% aos 5.420.

No entanto, Draghi disse que “há uma condição muito clara para que possamos levar as compras de ativos líquidos ao fim: precisamos ver um ajuste sustentado no caminho da inflação em direção ao nosso objetivo, que é uma taxa de inflação global abaixo, mas perto de 2% a médio prazo.” O presidente do BCE acrescentou que” o desempenho da inflação subjacente permanece subjugado em comparação com as recuperações anteriores.”

Entre os destaques de hoje estavam as ações da Adidas AG, alta de 11% no Stoxx Europe 600, depois que a empresa atualizou o objetivo de rentabilidade de longo prazo, mesmo quando registrou uma perda líquida no quarto trimestre devido a um efeito tributário negativo. A Adidas também propõe a elevação de seu dividendo de € 2,60 por ação e que iniciará um programa de recompra de ações de até € 3 bilhões.

O euro segue negociado em queda de 0,10% a US$1.2377. A libra está na contramão a 0,10% a US$1.3974.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam no negativo nesta quarta-feira, com os números da economia norte-americana. Além disso, as ameaças de novas tarifas para os produtos importados da China e a “ameaça” de uma guerra comercial deram o rumo para os negócios na bolsa de Nova York.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,57% aos 2.749 pontos. O Dow Jones caiu 1% aos 24.758 pontos. O Nasdaq ficou em queda de 0,19% aos 7.496 pontos.

Ainda pesou no comportamento de hoje, os dados econômicos e o temor de uma reação mais dura do Federal Reserve para com a política monetária na reunião da próxima semana.

As vendas no varejo caíram 0,1% em fevereiro, a terceira queda mensal direta, mas as vendas cresceram 0,3% para veículos. O índice de preços de produtores mostrou a inflação acima de 0,2% em fevereiro, em linha, mas abaixo do aumento de 0,4% em janeiro.

Hoje o presidente Donald Trump, mantendo sua postura de colocar a “América em primeiro lugar”, visitou as instalações da Boeing St. Louis, Missouri.

Conforme a Casa Branca, Trump participou de uma reunião com trabalhadores e executivos de 10 empresas Missouri. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, também participou.

Vale lembrar que depois da assinatura da Lei de corte de impostos em dezembro do ano passado, mais empresas decidiram voltar e outras anunciaram mais investimentos nos Estados Unidos. Esse foi o caso da Boeing ao declarar um aporte de US $ 600 milhões no preparo de seus empregados.

Hoje, no fechamento, entre as ações com perdas estavam as da Boeing, 0,06%, já que a gigante é uma das que mais exportam para vários países e poderá ter seus negócios comprometidos se surgir mesmo uma guerra comercial, em especial, com a China.

As ações da Ford Motor Co caíram 1,8%, mesmo acumulando ganho de 2,23%, depois que a companhia convocou recall de segurança de cerca de 1,38 milhão de veículos na América do Norte, incluindo 1,30 milhão de veículos nos Estados Unidos. Os ajustes do volante estavam soltos depois de relatos de dois acidentes e uma lesão.

BRASIL

Em dia carente de notícias relevantes e agendas enfraquecidas, a bolsa de valores de São Paulo fechou no negativo. O índice Bovespa sustentou os 86 mil pontos, com um pouco de realização e ajustes. A Vale manteve a alta com os preços do minério de ferro no positivo. O flerte da Suzano Papel com a Fibria prossegue.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,39% aos 86.050 pontos. O volume financeiro ficou em R$9,7 bilhões.

As ações com ganhos
Suzano Papel ON, alta de 5,49%; Fibria ON, alta de 3,64%; MRV ON, alta de 2,65%; BR Malls ON, alta de 0,43%; e Estacio Part. ON, alta de 1,81%.

As ações com perdas
Eletrobras PNB, queda de 7,36%; Eletrobras ON, queda de 6,86%; Qualicorp ON, queda de 3,21%; Embraer ON, queda de 2,76%; JBS ON, queda de 2,60%.

A Petrobras PN ficou em alta de 1,22% e a ON, queda de 0,25%.

O Itau Unibano PN caiu 2,23%.

O BB ON ficou em queda de 0,86%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres a 0,58% a US$64,58 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de 0,40%, cotado a US$ 60,95 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em alta de 2,67% a US$71,64 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1.090,80, alta de 0,99%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1.030,00 a tonelada e em alta de 0,22%.

Moedas

O dólar comercial manteve a desvalorização ante o real nesta quarta-feira. O comportamento ficou em linha com o desempenho externo, quando os índices da bolsa de Nova York também operam no vermelho. Por lá, os mercados já estão analisando o desempenho da economia e a atuação do Federal Reserve.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,260 para a compra e R$3,261 para a venda, queda de 0,03%.

O euro ficou em R$4,032 para a compra e R$ 4,034 para a venda, queda de 0,17%.

A libra ficou em R$4,554 para a compra e R$4,558 para a venda, estável.

Fluxo cambial

O fluxo cambial da semana passada ficou negativo com a saída de US$3,163 bilhões. Na conta financeira, o saldo foi negativo em US$4,343 bilhões. No comercial, o resultado ficou positivo em R$1,180 bilhão.

No acumulado do ano de 2018 até o dia 9 de março, o fluxo cambial total segue positivo.
As entradas somam US$ 2,881 bilhões. A conta comercial está em US$ 7,929 bilhões e a financeira, com as saídas de US$ 5,048 bilhões. Os dados são do Banco Central do Brasil.

No cenário externo, o índice DXY ficou em alta de 0,10% a 89,77 e o WSJ, estável a 83,55

O euro ficou em queda de 0,02% a US$1.2368 e a libra estável a US$1.3961.


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