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Os investidores dos mercados acionários globais ficaram divididos nas negociações desta segunda-feira. Sem agenda econômica global, o dia foi de correção, ajuste e com as notícias corporativas no radar.

Na Ásia, ainda na carona do fechamento de Wall Street de sexta-feira, os índices ficaram para cima. Os investidores esperam por medidas mais brandas por parte do Federal Reserve na decisão de mexer com a política monetária dos Estados Unidos.

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No Velho Continente, o comportamento foi o mesmo. A espera do Fed e de indicadores da semana acabaram por incentivar a compra de ações. Apenas Londres recuou com mineradoras.

Nos Estados Unidos, com a entrada do horário de verão e sem dados econômicos, os investidores de Wall Street corrigiram e apenas as ações de tecnologia sustentaram o Nasdaq. O índice de metais ficou em alta de 1,09% e o de energia em queda de 0,03% com petróleo.

Por aqui, na carona global, o índice Bovespa manteve a alta. Os investidores também surfaram na carona global. Notícias corporativas e menos uma hora de pregão acabaram por despertar o apetite por alguns papéis. Eletrobras, Fibria e frigoríficas foram as mais negociadas.

O dólar comercial também apresentou valorização.

ÁSIA

As bolsas de valores da Ásia começaram no azul, estendendo uma liderança animada de Wall Street na sexta-feira, depois que o relatório de empregos de fevereiro dos Estados Unidos aliviou as preocupações dos investidores com a inflação.

Ao final, o índice Asia Dow ficou em alta de 1,47% a 3.688. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 1,93% aos 31.594. O Xangai Composite ficou em alta de 0,59% aos 3.326. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 1,00% aos 2.484 pontos. O índice FTSE Straits, Cingapura, ficou em alta de 1,57% aos 3.540. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 1,83% aos 33.917. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em alta de 1,65% a 21.824. O índice XJO, bolsa de Sidney ficou em alta de 0,55% aos 5.996.

Apesar do aumento nas contratações dos Estados Unidos, no mês passado, o crescimento dos salários diminuiu quando as pessoas se juntaram à força de trabalho e expandiu o grupo de trabalhadores e candidatos a emprego. Na Ásia, os investidores esperam uma medida mais branda do Federal Reserve.

As ações japonesas mantiveram seus ganhos apesar de uma recuperação no iene, que normalmente abala as empresas orientadas para exportação do país. O dólar subiu e os exportadores japoneses aproveitaram um aumento no dia anterior para vender a moeda.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa mantiveram os ganhos nesta segunda-feira. Por lá, como nos demais mercados acionários, o dia foi de ajustes, sem indicadores e com as expectativas para as medidas dos Estados Unidos sobre as alíquotas de importação de produtos siderúrgicos. Além disso, o foco segue para os indicadores da economia norte-americana dessa semana e também na busca de pistas para a decisão que o Federal Reserve poderá adotar sobre a política monetária na reunião do dia 21.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,25% aos 379.20, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,08% aos 22.764; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,43% aos 9.727; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,58% aos 12.418; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,13% a 7.214; o CAC 40 (Paris) recuou 0,04% aos 5.276; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,27% aos 5.438.

Já na Alemanha, finalmente, a chanceler alemã Angela Merkel segue animada com o acordo do governo de coalizão. Hoje, ela e o líder social-democrata e futuro ministro de Finanças, Olaf Scholz, prometeram trabalhar pela união da Europa e fortalecimento da Zona do Euro. A bolsa de Frankfurt permaneceu no azul.

Enquanto isso, a primeira-ministra Theresa May, Reino Unido, segue enfrentando mais desafios, além do processo do Brexit com tempo enxuto. Hoje, ao falar na Câmara dos Comuns, May provocou novo estresse ao acusar a Rússia como responsável pelo envenenamento do ex-espião, Sergei Skripal, e sua filha em Salisbury há oito dias.

Ainda do lado político, enquanto os detalhes do decreto do presidente Donald Trump não são divulgados, as ações das mineradoras listadas nos mercados acionários europeus seguem no vermelho.

Hoje, entre as ações com perdas estavam as do produtor de minério de ferro Rio Tinto PLC, queda de 0,4%, enquanto Glencore PLC perdeu 0,2%.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso de Wall Street corrigiram nesta segunda-feira, já em horário de verão, com os investidores considerando uma nova avaliação por parte do Federal Reserve para as taxas de juros. Os números do emprego apresentados na última sexta-feira (09) ficaram acima do estimado, mas os salários não acompanharam. Notícias corporativas também pesaram por lá, bem como as ações de tecnologia.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,13% aos 2.783 pontos. O Dow Jones ficou em queda de 0,62% aos 25.178 pontos. O Nasdaq ficou em alta de 0,36% aos 7.588 pontos.

Ainda sobre os indicadores, nesta terça-feira (13) será apresentado o Índice de Preços ao Consumidor, que é novo termômetro para sentir o comportamento da inflação. Já no próximo dia 21, o Fed termina a reunião de política monetária.

O mercado financeiro norte-americano ficou atento para notícias corporativas, como a saída do CEO do Goldman Sachs Group, Harvey Schwartz, em dia de agenda enfraquecida.

Entre os ganhos estavam as ações de tecnologia, como as da AMAZON, alta de 0,07% a US$1,598,39. As da Aplle ficaram no azul em 0,06% a US$181,72.

O petróleo WTI ficou em queda de 1,10%, cotado a US$ 61,36 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

BRASIL

A bolsa de valores de São Paulo operou em alta nesta segunda-feira, em dia de agendas enfraquecidas, com os investidores atentos para o cenário externo e também para notícias corporativas. A possível aquisição da Fibria pela Suzano Papel, a Restruturação Societária da Sabesp e já os preparativos para a divulgação de resultados da Petrobras na quarta-feira (14) devem permanecer no foco.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,61% aos 86.900 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 8,6 bilhões. O IEE ficou em alta de 1,04%

As ações com ganhos
Fibria ON, alta de 3,32%; JBS ON, alta de 4,81%; Eletrobras ON, alta de 3,77%; Eletrobras PNB, alta de 3,71%; e Smiles ON, alta de 3,09%.

As ações com perdas
Suzano Papel ON, queda de 4,62%; Embraer ON, queda de 1,04%; Telef. Brasil PN, queda de 1,25%; Ecorodovias ON, queda de 1,65%; Ultrapar ON, queda de 1,08%.

A Petrobras ON ficou em queda de 0,42% e a PN, queda de 0,27%.

A Vale ON ficou em alta de 0,86%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres a 1,16% a US$64,54,00 o barril.

O petróleo WTI ficou em queda de 1,10%, cotado a US$ 61,36 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em queda de 0,23% a US$69,93 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1.080,10, alta de 1,03%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1.027,70 a tonelada e em alta de 1,59%.

Moeda

O dólar comercial manteve a alta nesta segunda-feira, em dia de ajustes. No cenário externo, sem agenda econômica, o mercado cambial ficou ainda ao sabor dos dados do setor de trabalho dos Estados Unidos apresentados na última sexta-feira (09), com ofertas de vagas acima das estimativas e salários mais baixos.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,255 para a compra e R$3,258 para a venda, alta de 0,20%.

O euro ficou em R$4,017 para a compra e R$4,019 para a venda, alta de 0,17%.

A libra ficou em R$4,529 para a compra e R$4,532 para a venda, alta de 0,36%.

Conforme o Boletim Focus apresentado nesta segunda-feira, a taxa de câmbio ficou praticamente inalterada em relação à semana anterior, R$3,25 ante os R$3,24 da semana passada.

No cenário externo, o índice DXY, que compara a moeda com mais seis, ficou em queda de 0,21% a 89,92. O WSJ, que amplia a comparação com mais 16 moedas, ficou estável a 83,63.

O euro ficou em alta de 0,03% a US$1.2338. A libra ficou zerada a US$1,3905.

Nos Estados Unidos, os analistas do mercado financeiro já estão atentos para os dados do índice de preços ao consumidor, que é considerado mais um termômetro para medir o comportamento da inflação e o peso para a futura política do Federal Reserve.

Além disso, a expectativa segue para dois leilões do Tesouro norte-americano. O resultado, segundo a leitura de mercado, vai mostrar o apetite estrangeiro pela dívida dos Estados Unidos, depois do decreto do presidente Donald Trump para as importações de aço e alumínio.


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