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O dia foi marcado pelas atuações dos bancos centrais ao redor do mundo, considerando o Federal Reserve como o que mais influenciou o comportamento dos índices acionários nesta quinta-feira.

A elevação da taxa de juros estava precificada, porém, o comunicado com as próximas medidas do banco central dos Estados Unidos foi considerado mais “duro” porque deverá pesar nas economias emergentes, como no caso do Brasil.

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No contraponto de hoje ficou o Banco Central Europeu, que já deixou na pauta as decisões sobre a compra de títulos, aquele programa de ajuda para a economia da Zona do Euro. O encerramento deve ocorrer de forma gradual, sendo que dos € 30 bilhões injetados mensalmente, €15 bilhões serão cortados em setembro e os outros €15 bilhões em dezembro “isso se a inflação seguir em linha”, destacou o presidente do BCE, Mario Draghi. O BCE não mexeu com os juros e se comprometeu a reduzir ainda mais se necessário.

Ainda sobre bancos centrais, o Banco Popular do Povo da China manteve inalterada a taxa de juros, principalmente com a atenção para as questões comerciais, ainda indefinidas, com os Estados Unidos. Ainda por lá, amanhã é a vez do Banco Central do Japão anunciar a decisão sobre a política monetária.

Voltando aos mercados acionários, os índices asiáticos fecharam no vermelho nesta quinta-feira, com os investidores analisando a decisão do Fed e os dados econômicos da China, abaixo do esperado. Além disso, nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump deverá anunciar as tarifas comerciais para a China.

Na Europa, em dia de BCE, as bolsas sustentaram os ganhos. Os números da economia do Reino Unido foram destaques, com as vendas do varejo para cima e influenciadas pelo casamento real em maio. O euro se desvalorizou ante o dólar.

Nos Estados Unidos, com as decisões do Fed, os investidores de Wall Street se concentraram nos dados econômicos apresentados hoje. A balança comercial, os pedidos iniciais de seguro desemprego, entre outros. O dólar ganhou força na cesta global de moedas.

Por aqui, novamente o dia foi de estresse na bolsa de valores, com o índice principal derretendo. O dólar, por sua vez, voltou a desafiar o Banco Central do Brasil.

Mesmo com três intervenções, a moeda norte-americana rompeu os R$3,811. Esse comportamento levou a autoridade monetária a anunciar novas ofertas em swap e reafirmou o compromisso com os US$24,5 bilhões até amanhã.

Ainda no comunicado, o BCB disse também que vai seguir monitorando as condições do mercado de câmbio e “atuando para prover a liquidez e contribuir com o bom funcionamento”.

O banco central afirmou que vai atuar da mesma forma no Tesouro Nacional e que “continuarão a atuar de forma coordenada no mercado de juros para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento”.

Já para a semana que vem, a autoridade monetária estima oferecer montante em torno de US$10 bilhões em contratos de swaps. Esse montante poderá ser ajustado para cima ou para baixo, dependendo das condições de mercado. “O BCB reafirma que não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado.” Vale ressaltar que os membros do Comitê de Política Monetária – Copom estarão reunidos entre os dias 19 e 20 para definir a taxa Selic.

Ao final, o Ibovespa fechou em queda e pouco acima dos 71 mil pontos. O quadro político permaneceu incerto e os números do setor de Serviços voltaram a reagir.

O IBGE revelou que em abril, pela primeira vez no ano, o setor de serviços cresceu frente ao mês anterior, avançando 1,0% em relação a março (com ajuste). Em comparação a abril de 2017 (série sem ajuste), o volume de serviços cresceu 2,2%, a taxa mais alta desde março de 2015 (2,3%). Com isso, o acumulado do ano ficou em -0,6% e o dos 12 meses, em -1,4%, a taxa negativa menos intensa desde agosto de 2015 (-1,2%).


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