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O dólar comercial segue em alta nesta quarta-feira, com os investidores analisando as campanhas de pré-candidatos à Presidência da República. Esse cenário coloca a moeda em destaque como porto-seguro para os investidores e com o mercado de ações mantendo o risco maior, principalmente, com papéis de empresas estatais, como Banco do Brasil, Eletrobras e Petrobras.

Para o educador financeiro e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, qualquer previsão que se faça para o “comportamento da moeda nos próximos meses, até as eleições, será uma mera especulação, isso porque atravessamos uma crise financeira, política e, mais recentemente, uma greve dos caminhoneiros que afetou diretamente o mercado financeiro nas últimas semanas.”

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“Fatores do ambiente internacional, que seguem instáveis, também acabam refletindo no valor do dólar. Essa situação tem impactos diretos em nossas vidas, na nossa rotina, sejam positivos (investimentos) ou negativos (importações/viagens)”, diz o professor em análise apresentada ao mercado.

Nesta terça-feira, a moeda segue valorizada, mesmo com as intervenções dos Banco Central do Brasil.

Há pouco, no interbancário, o dólar estava cotado a R$3,814 para a compra e R$3,816 para a venda, alta de 0,17%.

O dólar turismo segue em R$3,670 para a compra e R$3,970 para a venda, estável.

O euro estava em R$4,493 para a compra e R$4,497 para a venda, alta de 0,78%.

A libra estava em R$5,124 para a compra e R$5, 126 para a venda, alta de 0,43%.

No cenário externo, o índice DXY, que compara a moeda com mais seis, estava em queda de 0,34% a 93,56. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16, estava em queda de 0,24% a 86,86.

O euro estava em alta de 0,53% a US$1,1777 e a libra estava em alta de 0,14% a US$1,3426.

A trégua que o dólar segue dando no mercado americano se dá com as expectativas para a reunião do Comitê de Mercado – Fomc, Federal Reserve, na semana que vem.

Além disso, os investidores seguem atentos também nas discussões relacionadas ao comércio internacional dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, pediu ao presidente Donald Trump que isentasse o Canadá das tarifas de metais numa reunião ontem. Ainda nesta terça-feira, a China se ofereceu para comprar cerca de US $ 70 bilhões em mercadorias norte-americanas para fazer com que a administração Trump abrandasse suas ameaças tarifárias.

De outro lado, o euro subiu depois que duas autoridades do Banco Central Europeu – BCE deram pistas de que na reunião do dia 14 de junho cobrirá o cronograma de liquidação do programa de compra de títulos de €2,5 trilhões (US$ 2,94 trilhões), ou flexibilização quantitativa.


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