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Na correção do exagero da sessão anterior, o dólar comercial segue em queda nesta sexta-feira. O mercado reagiu às declarações do presidente do Banco Central do Brasil – BCB, Ilan Goldfajn, apresentadas na noite desta quinta-feira (07).

Há pouco, no interbancário, o dólar estava cotado a R$3,806 para a compra e R$3,808 para a venda, queda de 3%.

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O dólar turismo estava em R$3,660 para a compra e R$ 3, 960 para a venda, queda de 2,7%.

O euro estava em R$4, 478 para a compra e R$4,480 para a venda, queda de 2,75 %.

A libra estava em R$5,097 para a compra e R$5,100 para a venda, queda de 2,64%.

O presidente iniciou destacando o comportamento do dólar nesta quinta-feira e, em seguida, explicou que a não há relação mecânica entre a política monetária e a cambial, eliminando ruído de uma alta na Selic de 0,75% na próxima reunião do BCB.

“Política monetária é diferente de política cambial. Não há relação mecânica entre as duas. Ela não será usada para controlar a taxa de câmbio.”

Ilan disse também que houve uma mudança relevante no cenário externo com o apetite de investidores para as economias emergentes. Além disso, considerou que o BCB já estava alerto para as mudanças, em especial nos Estados Unidos.

O presidente afirmou que as reservas do Brasil representam hoje 20% do PIB, são sólidas em US$380 bilhões. Sobre as intervenções no Tesouro e no câmbio, Goldfajn disse que vão continuar, com destaque para as ofertas de swaps e também para os leilões de linha, que ainda não foram realizados.

Sobre a atuação no mercado, o BCB vai ser ainda mais agressivo aos ofertar US$20 bilhões em swaps até o final da próxima semana.

Ainda sobre a decisão, nesta manhã o BCB divulgou nota esclarecendo que o montante de US$ 20 bilhões em contratos de swaps a serem ofertados ao longo da próxima semana são adicionais aos montantes de US$ 750 milhões que vêm sendo oferecidos diariamente nos leilões de swaps. O montante total de swaps ofertados até o dia 15 de junho será, salvo intervenções adicionais, de US$ 24,5 bilhões. Além disso, a autoridade frisou: “O BCB se reserva o direito de não oferecer na semana que vem o leilão diário de US$ 750 milhões e adicionar esse montante às intervenções esporádicas durante o dia.”

Hoje, o BCB já vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, injetando US$7,306 bilhões neste mês no mercado. A autoridade monetária anunciou outro leilão de até 60 mil contratos, já na aplicação da nova estratégia de vender mais US$20 bilhões em swaps até a próxima sexta-feira. As vendas desta manhã somam US$3,750 bilhões.


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