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O dólar comercial fechou abril com valorização de 6,16%, com o ambiente político interno. Nesta sexta-feira, a divisa manteve o ganho com o foco no cenário externo.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,502 na compra e R$3,504 na venda, alta de 1,21%.

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O euro ficou em R$4,232 para a compra e R$4,233 para a venda, alta de 0,90%.

A libra ficou em R$4,822 para a compra e R$4,824 para a venda, alta de 1,16%.

“O grande destaque de abril foi o cenário político, com a prisão de Lula, que sem dúvida foi o fato mais importante, bem como os rumos para a eleição presidencial de outubro. O que se vê é a inércia de candidatos de centro e promovendo um ambiente muito complicado. Ainda neste mês, o medo dos números da economia norte-americana, ganhando força, e o aumento da tensão nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China também ajudaram na valorização do dólar contra as moedas emergentes”,  destacou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

Para hoje e os próximos dias, Petrassi considera que o comportamento da divisa será de alta, principalmente com a reunião do Federal Reserve, que apresentará a taxa de juros dos Estados Unidos na quarta-feira (02). “Mesmo com a perspectiva da taxa de juros em alta, a atenção se volta para o comunicado. Em paralelo, na sexta-feira, será apresentado o Payroll. Lembrando que estamos próximos da Copa do Mundo, o que acaba esfriando um pouco a atenção para os mercados”, finalizou.

Nos Estados Unidos, o DXY, índice que compara o dólar com mais seis moedas, estava em alta de 0,27% a 91,83. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, estava em alta de 0,32% a 85.58.

A libra estava em queda de 0,11% a US$1.3768. O euro estava em queda de 0,39% a US$1.2081.

O movimento de alta nos índices de dólar na bolsa de Nova York se dá com as expectativas para a decisão do Federal Reserve para com a política monetária dos Estados Unidos. Além disso, os números das folhas de pagamento (Payroll), que serão apresentadas na próxima sexta-feira (04), já estão no radar.

Ainda sobre bancos centrais, a libra também está se movendo com as perspectivas de que o Banco Central da Inglaterra também adote uma medida mais agressiva para as taxas de juros na reunião do dia 10.

Outro ponto que pesou na moeda britânica foi a renúncia da secretária do Reino Unido, Amber Rudd, ontem depois de críticas sobre o tratamento de um escândalo de imigração, que corre o risco de perturbar o delicado equilíbrio entre os ministros da primeira-ministra Theresa May e os que o favorecem. No lugar dela, May nomeou Sajid Javid, que filho de paquistaneses e o primeiro membro de uma minoria étnica a ocupar o cargo de secretário do Interior.

O euro deu uma trégua com o Banco Central Europeu – BCE mantendo a política monetária inalterada e reafirmando o compromisso de seguir comprando ativos de € 30 bilhões até setembro, ou mais se necessário.

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