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O mercado cambial desafiou o Banco Central do Brasil nesta quinta-feira, com o dólar comercial abrindo e operando em grande parte da manhã no positivo. Entretanto, logo depois da primeira entrada do banco central, a moeda voltou para o negativo, manteve a volatilidade e disparou perto do fechamento na valorização de quase 3%.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3, 811 para a compra e R$3,811 para a venda, alta 2,64%.

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“O que se viu foram as moedas emergentes perdendo força para o dólar, porém, apenas o real foi a que mais se desvalorizou. As incertezas políticas que tomam conta da campanha presidencial, com as votações mais importantes paralisadas e, para completar, o comunicado mais duro do Fed acabaram puxando o câmbio e promovendo essa alta. O BCB seguiu entrando, mas o mercado já estava aguardando. Na minha opinião, acho que o banco central deveria entrar como antigamente, ou seja, sem o comunicado e com leilão de linha quantas vezes fossem necessárias”, avaliou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

O dólar turismo ficou cotado a R$3,650 para a compra e R$3,960 para a venda, alta de 2,33%.

O euro ficou em R$ 4,415 para a compra e R$ 4,418 para a venda, alta de 0,68%.

A libra ficou em R$5,052 para a compra e R$5,057 para a venda, alta de 1,59%.

O Banco Central do Brasil ofertou e vendeu nesta quinta-feira mais 40 mil contratos de swap cambial totalizando US$2 bilhões. A autoridade monetária também anunciou os 8.800 contratos para rolagem com vencimento para 02 de julho. Ao final, o BCB ofertou outros 20 mil contratos.

Cenário externo

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o movimento do dólar com mais seis moedas, ficou em alta de 1,37% a 94,82. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16 moedas, ficou em alta de 0,95% a 87,97.

O euro ficou em queda de 1,76% a US$1.1584 na negociação da Nyse, com a influência da decisão do Banco Central Europeu em manter a taxa de juros inalterada para a Zona do Euro e o anúncio do corte gradual no programa de flexibilização quantitativo até dezembro deste ano.

O BCE deverá cortar os €30 bilhões, injetados mensalmente na economia da região, sendo que €15 bilhões até setembro e o restante até dezembro, isso se os números da inflação atingirem a meta do banco central. Além disso, o BCE se comprometeu em deixar as taxas de juros nos menores níveis possíveis.


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