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Com mais de meia hora de atraso, a presidente afastada Dilma Rousseff chegou ao Plenário do Senado, depois de ter sido conduzida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, (PMDB- AL), para fazer sua defesa.

Cumprindo o horário estabelecido, ou seja, 30 minutos, Dilma fez um resumo desde a sua eleição, falou dos programas sociais e explicou detalhadamente os decretos de suplementação orçamentária, assinados em agosto de 2015, e como o Tribunal de Contas da União mudou a interpretação sobre o fato em outubro de 2015.

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Depois de apresentar mais detalhes sobre seu atos e voltar em sua biografia, emocionada, a presidente reafirmou que não enriqueceu e não desviou dinheiro em benefício próprio ou de seus familiares e que não tem conta no exterior. “Serei julgada por crimes que não cometi”. Alertou para ruptura democrática. Reafirmando que não cometeu crime de responsabilidade e que ela não pode ser afastada por perda da maioria parlamentar. “Quem afasta o presidente pelo ‘conjunto da obra’ é o povo, nas eleições”, disse. Vale ressaltar que Dilma Rousseff chegou acompanhada de ex-ministros e também do ex-presidente Lula.

Dilma encerrou o discurso pedindo aos senadores que votem sem ressentimento contra ela. O que importa, disse, é o que cada um sente pelo país e pela sociedade. ” Votem contra o impeachment e pela democracia”, conclamou

Julgamento

Durante o pronunciamento da presidente afastada, o painel eletrônico da sessão registrava a presença de 79 senadores. Apenas Jader Barbalho (PMDB-PA) e João Alberto Souza (PMDB-MA), ainda não o tinham feito.

No início dos trabalhos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do processo, Ricardo Lewandowski, cumprimentou Dilma pela disposição de vir ao Plenário dar explicações sobre os fatos arrolados pela acusação.

Feito isso, o Lewandsowski reafirmou o tempo de 30 minutos para apresentar sua defesa e prorrogáveis a seu critério. Lewandowski advertiu os convidados da defesa e da acusação que não devem se manifestar aplaudindo ou reprovando qualquer manifestação de Dilma ou dos senadores durante o julgamento.

Justamente por isso, logo depois da fala de Dilma, o ministro suspendeu a sessão por conta das manifestações nas galerias. No retorno, explicou que os senadores deverão formular as questões a Dilma Rousseff de forma contida e sóbria. Caso algum parlamentar se sinta ofendido por ela, terá a palavra para repelir a injúria.

Neste momento, retomada a sessão, Dilma já está respondendo aos questionamentos dos senadores, que estão com cinco minutos para os questionamentos, porém, a presidente poderá responder pelo tempo que julgar necessário. Se preferir, poderá não responder às perguntas. Não haverá réplicas para os senadores.


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