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O segundo desembargador, Leandro Paulsen, manteve o voto do antecessor, ou seja, a condenação em segunda instância do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, por corrupção e lavagem de dinheiro na investigação do caso do triplex do Guarujá. O julgamento acontece pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Paulsen concordou com aumento da pena para 12 anos e 1 mês e disse que houve 71 imputações de crime ao ex-presidente. “Poder-se ia avançar para outros crimes”, mas não há provas seguras, destaca. “Ficamos em um crime de corrupção e um por lavagem de dinheiro.”

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O desembargador negou o pedido do MPF e afirmou ser “inequívoco o nexo entre a conduta” do ex-presidente Lula e “os crimes praticados” na Petrobras. Porém, o triplex “torna evidente que (o presidente) sabia da conta de propinas e dela fazia uso.” Lula foi “beneficiário direto de parte da propina destinada ao PT, parte dela utilizada no triplex”.

Para o desembargador, Lula agiu “pessoalmente”, “forte na condição de presidente da República”, diz o desembargador. “São os diretores por ele sustentados que praticaram os crimes, facilitando as contratações das empresas participantes do cartel”, complementa o revisor.

Além disso, já no início de sua fala, Paulsen se referiu ao “Petrolão”, que foi instalado no primeiro mandato de Lula, escolhendo dirigentes da Petrobras. O cartel de empreiteiras foi mantido no “seio da petroleira”. Os dirigentes repassavam o dinheiro da propina para dirigentes da Petrobras. Surge a Operação Lava Jato.

Antes, ele lembrou do “Mensalão”, instalado já no primeiro mandato de Lula, que mantinha compra de votos para manter o Congresso na maioria do governo. Resultou na condenação do ministro-Chefe da Casa Civil, José Dirceu e demais partidários de Lula.


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