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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,1 ponto em novembro após quatro meses consecutivos de alta. Em médias móveis trimestrais, o índice segue em elevação pelo terceiro mês consecutivo. Os dados foram apresentados hoje no Rio de Janeiro.

“A virtual estabilidade da confiança no mês não altera o quadro positivo dos indicadores nos últimos meses. A evolução desde o início do segundo semestre revela um processo mais equilibrado entre a percepção empresarial sobre as condições correntes e suas expectativas para os próximos meses, padrão que não era observado anteriormente. A melhora do ambiente de negócios é também mais espalhada entre os segmentos. A maior convergência nas avaliações empresariais reforça os sinais de ampliação do ritmo de atividade do setor para os próximos meses.”, avalia Silvio Sales, consultor da FGV IBRE.

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Em novembro de 2017, houve queda da confiança em 7 das 13 principais atividades pesquisadas. A influência negativa no resultado de novembro veio do Índice da Situação Atual (ISA-S), que recuou 0,8 ponto, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 0,7 ponto. Em ambos os casos, os indicadores de médias móveis trimestrais continuam em alta, de 1,6 e 1,7 ponto, respectivamente.

O indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios exerceu a maior contribuição para a queda do ISA-S em novembro, ao cair 1,2 ponto. Já a alta do IE-S foi determinada, exclusivamente, pelo avanço do indicador de Demanda prevista, que subiu 2,5 pontos, para 90,4 pontos.

O NUCI do setor de serviços recuou 0,6 ponto percentual em novembro, para 82,4%, devolvendo parte do crescimento de 1,5 ponto percentual registrado em outubro.

Melhora na percepção sobre fatores que limitam a atividade

Um aspecto adicional que confirma a gradual melhora na percepção empresarial é a evolução recente de alguns fatores restritivos à atividade. A pesquisa apresenta às empresas uma relação de fatores potencialmente limitadores da melhora dos negócios. A proporção de empresas reportando o fator “demanda insuficiente” vem recuando nos últimos meses, chegando a 35,3% em novembro, o menor valor desde março de 2015. Já a parcela das que afirmam estar operando “sem impedimentos” vem crescendo discreta mas continuamente chegando a 13,5% do total em novembro, maior percentual desde fevereiro de 2015


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