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O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, avançou 2,4 pontos em janeiro de 2018, para 91,8 pontos. Com o resultado, o índice atinge o maior nível desde julho de 2014 (92,4 pontos).

“A alta da confiança de Serviços em janeiro decorre de avaliações mais positivas tanto em relação ao período corrente quanto das perspectivas de curto prazo. A melhora na margem ganha ainda maior relevância por sua reverberação entre os diversos segmentos do setor. Esta maior convergência das avaliações dos empresários reforça o cenário de continuidade da recuperação da economia nos próximos meses” , afirma Itaiguara Bezerra, economista da FGV IBRE.

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O avanço do índice de confiança, que impactou 9 das 13 principais atividades pesquisadas, foi influenciado tanto pelos indicadores da situação atual quanto pelos de expectativas. O Índice da Situação Atual (ISA-S) subiu 1,1 ponto em janeiro, para 86,2 pontos, mantendo uma sequência de onze meses consecutivas de alta. A maior contribuição à alta do ISA-S foi dada pelo indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios, que avançou 2,3 pontos, para 86,7 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,4 pontos, atingindo 97,4 pontos, o maior nível desde março de 2014 (98,9 pontos). Os dois quesitos que integram este subíndice avançaram, com destaque para o indicador que mensura o otimismo com a situação dos negócios para os próximos seis meses, que subiu 3,9 pontos, para 99,1 pontos, maior nível desde março de 2014 (99,5 pontos).

O NUCI do setor de Serviços recuou 0,6 ponto percentual (p.p.) em janeiro, para 82,3%.

Apesar do consistente avanço da confiança nos últimos meses, o ICS ainda não atingiu o nível neutro dos 100 pontos. Um dos fatores que vêm contribuindo para o nível ainda baixo do índice em termos históricos é a incerteza econômica, que termina afetando decisões empresariais como as de realização de investimentos. O gráfico abaixo mostra como o grau de incerteza em relação à realização de investimentos aumentou entre 2012 e 2016, caindo apenas um pouco ao final do ano passado. Isso ajuda a explicar por que o ímpeto de realização de investimentos do setor de Serviços do quarto trimestre de 2017 ainda ficou aquém do observado ao final de 2014, quando a economia brasileira já estava em recessão.

“O Setor de Serviços voltou a crescer em 2017, mas as projeções ainda tímidas para a realização de investimentos mostram como esta recuperação ainda continua lenta e sujeita a sobressaltos. O empresário se mostra cauteloso em função das incertezas econômica e política, já que a implementação de reformas estruturantes no país, como, por exemplo, a da Previdência, é ainda incerta no curto prazo,”, conclui Itaiguara Bezerra.

A edição de janeiro de 2018 coletou informações de 1958 empresas entre os dias 02 e 26 deste mês.


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