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O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, foi nesta sexta-feira ao palácio de Buckingham para comunicar pessoalmente à rainha Elizabeth II sua intenção de renunciar em outubro após a vitória do “brexit” no referendo da União Europeia. (UE)

Cameron anunciou esta manhã na residência de Downing Street que tinha decidido não continuar como líder do Partido Conservador e chefe de governo, ao não ter conseguido convencer os britânicos sobre os benefícios de continuar como membros da UE.

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Com quase 52% dos votos, os cidadãos decidiram em um plebiscito realizado ontem romper os laços com o bloco europeu, ao que se uniram há mais de 40 anos.

Como aponta o protocolo, o premiê foi à residência real para uma audiência pessoal com Elizabeth II para comunicar que seu partido deverá escolher o novo líder do Partido Conservador e, portanto, o novo chefe do governo.

Ao comunicar sua intenção de renunciar, Cameron tranquilizou, além disso, aos comunitários que vivem no Reino Unido ao afirmar que não haverá “mudanças imediatas” em suas circunstâncias, nem dos britânicos que estejam residindo em outros países do bloco europeu.

Segundo explicou, não haverá modificações iniciais no livre movimento de cidadãos, mercadorias e serviços.

Cameron disse que as negociações com Bruxelas para estabelecer o processo de ruptura do Reino Unido com a UE deverão ser feitas com outro líder, que deverá ser eleito no mês de outubro, quando acontece o congresso do partido.

Banco da Inglaterra

O Banco da Inglaterra disse nesta sexta-feira que preparou 250 bilhões de libras (310 bilhões de euros, em taxas de câmbio atuais) adicionais para sustentar o sistema financeiro do Reino Unido por conta de uma provável vitória do “brexit”.

O presidente do banco, Mark Carney, advertiu que a saída da União Europeia (UE) vai envolver um período de “incerteza e ajuste”, mas insistiu que a instituição está “bem preparada” com um plano de contingência.

Carney, que tinha avisado previamente dos riscos para a economia que teria abandonar a UE, disse também que a instituição pode proporcionar também “liquidez em divisa estrangeira”.

“Esperamos que as instituições utilizem este financiamento quando for apropriado, da mesma forma que esperamos que recorram a seus próprios fundos conforme for necessário para facilitar o crédito, apoiar os mercados e oferecer outros serviços financeiros à economia real”, declarou.

O presidente do Banco da Inglaterra explicou que, graças às provas de resistência, os bancos do país estão bem capitalizados para enfrentar inclusive “cenários mais adversos que o que agora enfrenta” o Reino Unido.

As entidades britânicas, disse Carney, arrecadaram mais de 130 bilhões de libras (161,2 bilhões de euros), e têm agora mais de 600 bilhões de libras (745 bilhões de euros) de ativos de qualidade.

“O Banco não duvidará em tomar medidas adicionais se forem necessárias enquanto os mercados se reajustam e a economia britânica avança”, afirmou.

Carney acrescentou que os reajustes necessários serão apoiados por um sistema financeiro “resistente” e que foi reforçado nos últimos sete anos, após a crise de crédito global de 2008, que provocou a queda do sistema financeiro britânico e levou o país a uma recessão.

Carney advertiu que levará algum tempo para que o país possa negociar uma nova relação com a Europa e com o resto do mundo.

A vitória do “++brexit++” no referendo sobre a permanência na UE, por 52% dos votos contra 48%, fez o valor da libra esterlina cair 10% em relação ao dólar e provocou uma queda de quase 8% do índice FTSE-100, o principal da Bolsa de Valores de Londres.

Com Ag. EFE


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