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A Bolsa de Valores de São Paulo devolve as perda do início da sessão desta terça-feira, com os investidores pegando carona nos demais globais por conta do referendo nesta quinta-feira (23) no Reino Unido e a pesquisas mostrando a possível vitória da permanência no bloco europeu.

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, se posicionou sobre o referendo, insistindo de que um voto a favor da saída do Reino Unido da União Europeia, o “Brexit”, teria “significativas repercussões econômicas” para os Estados Unidos e também para a economia global.

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Em seu comparecimento semestral perante o Senado americano, Yellen indicou que os investidores estão nervosos porque “o apetite por risco pode mudar de maneira abrupta” e elevar a já alta volatilidade financeira.

“Um acontecimento que pode mudar a confiança dos consumidores é o iminente referendo no Reino Unido. Um voto favorável à saída da União Europeia (UE) teria significativas repercussões econômicas”, afirmou.

Já o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, também tranquilizou os mercados europeus, afirmando que a instituição está preparada para fazer frente a todos os cenários a partir da decisão tomada no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,01% aos 50.837 pontos. O volume financeiro era de R$5,6 bilhões.

Do lado cambial, o dólar comercial ficou em alta. No interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,405 na compra e R$3,406 na venda, alta de 0,20%.

“O mercado acompanhou os demais, com o Brexit no foco. A Petrobras reagiu com o petróleo em alta. Os bancos ficaram de lado na parte da manhã e com os investidores digerindo a decisão da OI, com a recuperação judicial. As ações da companhia despencaram e, em alguns momentos foram suspensas das negociações. Os bancos voltaram, mas a maior cautela fica para o BB que tem mais investimentos com a companhia”, disse o gerente de Bovespa da corretora HCommcor, Ari Santos.

No comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como Fato Relevante, a companhia justificou que essa medida foi a última, depois de várias tentativas de alinhar os débitos com os credores. Ainda no comunicado, a OI justifica “pedido de recuperação foi ajuizado por conta das dificuldades enfrentadas pela Companhia para encontrar uma alternativa viável junto aos seus credores que possibilitasse atingir os objetivos, viabilizar a proteção adequada das Empresas contra credores e preservando a continuidade das atividades empresariais. O total dos créditos com pessoas não controladas pela Oi listados nos documentos protocolados com o pedido de recuperação judicial soma, nesta data, aproximadamente R$ 65,4 bilhões.”

Petróleo

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou em baixa de 1,05% nesta terça-feira, cotado a US$ 48,85, em um movimento de correção após as fortes altas dos dois pregões anteriores.

Ao final da sessão de hoje na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em julho caíram US$ 0,52 em relação ao fechamento de ontem.

A queda de hoje foi atribuída pelos analistas a uma realização de lucros após a alta acumulada de 6,84% nas sessões de ontem e da última sexta. O valor máximo registrado em 2016 foi de US$ 51,23 o barril, no último dia 8.

Por sua vez, os contratos de gasolina com vencimento em julho subiram US$ 0,01, para US$ 1,59 o galão, e os de gasóleo de calefação para entrega no mesmo mês caíram US$ 0,01, para US$ 1,52.

O barril de petróleo Brent para entrega em agosto fechou nesta terça-feira em baixa de 0,11% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 50,59.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,06 abaixo do valor final da sessão de ontem, que foi de US$ 50,65.

O minério de ferro negociado no porto de Tianjin fechou em alta de 0,20% aos US%50,70 a tonelada seca.


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