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A Bovespa teve mais um dia de forte volatilidade nesta quarta-feira. Uma série de fatores pesaram na análise dos investidores, que mantiveram a aversão ao risco.

No cenário internacional, em falta de notícias mais relevantes, a justificativa fica para as declarações da presidente do Federal Reserve Janet Yellen em evento do banco central dos Estados Unidos na próxima sexta-feira (26).

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No cenário doméstico, as declarações de ministros, decisão sobre votação das medidas do ajuste fiscal e também o início do processo de Impeachment de Dilma Rousseff amanhã (25), também pesaram nas análises dos investidores.

Ao final, o Ibovespa recuou 0,52% aos 57.717 pontos. O volume financeiro ficou em R$5,9 bilhões.

“A Bovespa deveria permanecer no patamar do começo deste mês, mas a volatilidade vem marcando as últimas sessões. O que se viu foram balanços fracos, indicadores ruins e o quadro político em deterioração. Porém, nos últimos dois meses houve uma ligeira melhora e que deverá permanecer no pós-Impeachment, dependendo do resultado. Mas como nada é certo ainda e tudo pode mudar, os investidores seguem comprando papéis mais baratos, considerando que os grandes já montaram posições e estão comprados. Vale e Petrobras oscilam com os preços das commodities e daí dessa realização”, considerou o diretor de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

Entre as ações em alta estavam as Cesp PNB, alta de 10,645; Lojas Americanas PN, alta de 2,41%; Qualicorp ON, alta de 2,03%; Copel PNB, alta de 1.87%; e Cosan ON, alta de 1,73%.

Na contramão estavam as ações da Usiminas PNA, queda de 8,04%; Siderúrgica Nacional ON, queda de 7,03%; Gerdau Metalúrgica PN, queda de 6,28%; Bradespar PN, queda de 3,55%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1,94% e a PN, queda de 2,13%. A Vale ON ficou em queda de 2,13% e a PN, queda de 2,23%. O IEEX ficou em alta de 0,71%.

Cesp e a privatização

Os destaque desta sessão ficou para os papéis da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite desta terça-feira (23), a Companhia informou que a diretoria do Programa Estadual de Desestatização (CDPED), em reunião realizada também na tarde de ontem decidiu recomendar ao Governo do Estado de São Paulo a retomada dos trabalhos e estudos necessários à privatização da companhia.

O tema volta com força no mercado financeiro, já que a possibilidade do governo paulista em fatiar a Cesp é tema antigo e discutido há mais de dez anos.

A Cesp já foi uma das principais energéticas do País e hoje conta apenas com um ativo, a Usina de Porto Primavera, entre os estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e capacidade instalada de 1.800 MW.

No ano passado, por considerar medidas do governo federal não compatível com os preços da energia e sem receita, a Cesp vendeu dois de seus ativos para a gigante chinesa, Three Gorges.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta quarta-feira em baixa de 2,77%, cotado a US$ 46,77, após a notícia de um novo aumento nas reservas do produto nos Estados Unidos na semana passada.

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro, novo mês de referência, caíram US$ 1,33 em relação ao fechamento de ontem.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta quarta-feira em baixa de 1,82% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 49,05.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,91 baixo do valor final da sessão de ontem, que foi de US$ 49,96.

O minério de ferro fechou em queda de 0,08% aos US$61,70 a tonelada seca negociada no porto de Qingdao.


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