Clicky

BOM DIA INVESTIDOR: Mercados tremem com Brexit

mm bolsa 728

Nessa madrugada de sexta-feira foi anunciado o resultado do plebiscito no Reino Unido sobre sair ou continuar membro da União Europeia. A decisão foi meio inesperada. Venceu a corrente que votou pela saída. Quase que instantaneamente o primeiro ministro David Cameron anunciou que deixará o cargo em outubro, dizendo que não pode ser capitão nessa nova direção assumida. A votação pela saída ocorreu nas áreas mais pobres e culturalmente mais baixa e, também, junto aos mais jovens.

O BOE (BC Inglês) anunciou liquidez extraordinária de 250 bilhões de libras e pode fazer mais, o BC Suíço interviu no mercado precipitadamente para evitar maior valorização do franco suíço. Outros bancos centrais do G-7 estão vigilante para adotar medidas que propiciem melhor equilíbrio das moedas e mercados. Isso ocorre no BC europeu, japonês e chinês; dentre outros. O FED que estava com posição suave com relação ao aumento dos juros, certamente adiará ainda mais tal postura.

300×250 4 reais

Quanto aos mercados, a libra chegou a estar caindo mais de 10%, o euro com desvalorização de quase 3%, e houve forte fuga para qualidade. O ouro em alta de 6,0% e commodities com fortes perdas.

O petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de mais de 4%, com o barril em US$ 47,91 e a taxa de juros americana despencou para 1,52 nos títulos de 10 anos com busca por proteção.

Bolsas de valores também derretendo em todo o mundo. Londres tinha queda de 4,30%, Frankfurt com -6,91% e Paris com -8,60%. Madri e Milão com quedas maiores que 10%. O índice futuro do mercado americano tinha o Dow Jones com perda de 3,0% e Nasdaq com 3,70%. Mais recentemente observamos alguma reação de recuperação, mas não parece comportamento mais definitivo.

A Alemanha se expressou dizendo que era um dia triste para a Europa e os efeitos vão ocorrer mais no médio prazo, independente dos ajustes rápidos no curto prazo dos mercados. Caso os principais bancos centrais adotem postura coordenada de atuação, os danos podem ser menores para os mercados.

Os maiores riscos correm agora pela possibilidade e defecção de outros países. Alguns como a Espanha terá votação e pode ser momento de questionamento. Holanda e Itália também podem vir nessa direção. De qualquer forma, a União Europeia nãos será mais a mesma tendo que mudar algumas relações entre os parceiros. O comércio internacional sofrerá ajustes e os emergentes sentirão isso, especialmente os exportadores de commodities.

Teremos pela frente dias tensos. Internamente, o dólar abriu em alta de 2,79% cotado a R$ 3,435 e os DIs com taxa de juros em alta para todos os vencimentos. Na Bovespa, o índice futuro chegou a mostrar queda de 5,5%, mas a abertura pode ser de menor intensidade da queda pela breve recuperação no exterior.


Assuntos desta notícia