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O temor de que o Banco Central Europeu – BCE, já na próxima reunião do dia 14, anuncie o fechamento do programa de flexibilização quantitativo, tirou o apetite de alguns investidores dos mercados acionários do Velho Continente nesta quarta-feira.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou estável aos 386.88, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) subiu 0,26% aos 21.807; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 1,09% aos 9.791; o DAX 30 (Frankfurt) subiu 0,34% aos 12.830; o FTSE-100 (Londres) ganhou 0,33% a 7.712; o CAC 40 (Paris) caiu 0,06% aos 5.457; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,52% a 5.613.

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Nesta quarta-feira, duas fontes ligadas diretamente ao BCE afirmaram que já existe uma discussão entre os membros do Conselho sobre o fim do programa de compra de títulos. O tema será levado para a reunião que acontece em Riga, Letônia, entre os dias 13 e 14 deste mês.

Se isso realmente ocorrer, a Itália poderá ser afetada diretamente, diz um analista internacional, já que o país governado por Sergio Mattarella está afundado em dívidas e poderá incorrer a um default, como sinalizava a Grécia, ante a dificuldade de encontrar compradores para seus títulos.

Para se ter uma noção exata do rombo da dívida da Itália no PIB, conforme cálculos recentes, são mais de 130%. Essa, aliás, é uma das grandes promessas do novo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que promete reduzir a dívida e também cortar impostos.

Entre as ações com ganhos estavam as da Smurfit Kappa Group, 0,24%, depois que a International Paper Co abandonou a oferta de €8,9 bilhões pela fabricante irlandesa de papéis e embalagens.

As ações da Electricité de France caíram 2,4%, com a companhia anunciando que a divisão EDF Nouveaux Business investirá cerca de €16 milhões (US $ 17,7 milhões) na McPhy Energy para desenvolver hidrogênio livre de carbono.

Indicadores

Na Alemanha, o PMI de Varejo, ajustado – que monitora as mudanças mensais vendas ano a ano – saltou para uma alta de 13 meses de 55,5 em maio. O índice recuperou de 51,0 em abril, que foi a menor leitura desde julho 2017.

Na Zona do Euro, o setor de varejo aumentou em maio, revertendo assim a desaceleração observada em abril. O aumento puxado pela Alemanha e França, mas com um declínio mais lento na Itália. Os dados do IHS Markit – PMI- que acompanha as variações mês a mês das vendas no varejo nas três maiores economias do bloco – subiu para 51,7 em maio, ante 48,6 em abril, sinalizando o maior aumento desde fevereiro. As vendas também subiram em uma base anual, tendo diminuído em cada um dos dois meses anteriores.


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