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A Europa ficou no foco central dos investidores nesta segunda-feira. As notícias corporativas, como o interesse da Three Gorges Corp na EDP, e a política italiana, com um acordo para o governo de coalizão, puxaram os dois índices das bolsas locais para o azul. Em dia  de agenda vazia para o Velho Continente, os demais índices corrigiram.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,05% a 392.19, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,26% aos 24.221; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda 0,13% aos 10.257; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,18% aos 12.977; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda 0,18% a 7.710; o CAC 40 (Paris) caiu 0,02% aos 5.540; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 1,40%  a 5.692.

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Na região, com os mercados recuados, o euro opera em alta de 0,19% a US$1.1965 na Nyse, com o dólar perdendo força.

Em dia de agenda global vazia, as notícias corporativas  e políticas estão no radar, bem como as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Começando pelos Estados Unidos e a China, as negociações comerciais devem ficar no centro das atenções ao longo da semana. O presidente Donald Trump abriu uma porta para um acordo mais simpático e construtivo entre Pequim e Washington. Trump deu sinais de uma abertura para a gigante chinesa de telecomunicações ZTE.

Já na Itália, os partidos políticos chegaram a um acordo sobre a formação de uma coalizão de governo. O novo governo – previsto para ser anunciado nos próximos dias – encerraria mais de dois meses de impasse político naquele País, depois que as eleições gerais  no começo de março produziram um resultado inconclusivo. Um acordo de coalizão entre os dois partidos populistas também marcaria uma das maiores vitórias dos partidos europeus antiestablishment. A bolsa de ações locais manteve e valorização.

Deve mexer ainda com as ações nesta segunda-feira, a proposta surpresa da gigante de energia chinesa, a Three Gorges Corp, que fez uma oferta bilionária na sexta-feira para uma das mais importantes companhias energéticas da Europa, a Energias de Portugal – EDP.

A CTG planeja lançar uma oferta de € 9,07 bilhões (algo em torno de US $ 10,8 bilhões) para adquirir os quase 77% que ainda não possui da portuguesa, um passo ousado para expandir ainda mais o setor de energia da Europa. Isso provavelmente atrairá o escrutínio pesado dos Estados Unidos e de outros governos do Ocidente.

Ao consolidar a sua propriedade da Energias de Portugal, a CTG, ganharia o controle total da maior produtora, distribuidora e fornecedora de eletricidade de Portugal. Mas também ofereceria à companhia estatal chinesa de energia uma plataforma maior para ganhar exposição às operações da energia da EDP em vários outros países da Europa, incluindo Espanha, França, Itália e Reino Unido. Nas Américas, a empresa de Lisboa está presente no Brasil, México e nos Estados Unidos, onde opera parques eólicos em grande parte do país há mais de 10 anos.

Com o negócio, o índice da bolsa de Lisboa, o PSI20 fechou em alta e as ações da EDP subiram  9,32% a € 3,40.

Entre as demais ações com ganhos estão as da Centrica PLC subiu 1,36% depois que a empresa de utilidade pública disse que está no caminho certo para atingir suas metas para 2018.

Na contramão estão as ações da ABN AMRO Group, queda de 6%, depois que o banco holandês registrou uma queda no lucro líquido devido a despesas com desvalorização de € 208 milhões.

As ações da Airbus SE caíram 2,4%, depois que a fabricante de aeronaves disse que seu diretor financeiro, Harald Wilhelm, decidiu deixar a empresa em 2019.

Na Europa não foram apresentados indicadores econômicos nesta segunda-feira.


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