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Os investidores dos mercados financeiros globais estão apáticos nas negociações do começo da tarde desta segunda-feira. As atenções estão para os indicadores e também nos balanços corporativos.

No começo desta tarde, os índices europeus estão divididos por conta das campanhas eleitorais na França, Alemanha e com o Brexit no Reino Unido.

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Por aqui, os mercados operam com cautela para as decisões em Brasília e também para as estimativas da economia apresentadas hoje.

O mercado financeiro reduziu pela quinta semana seguida a projeção para a inflação, este ano. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,70% para 4,64%. Os dados são do boletim Focus.

A projeção para a inflação este ano está bem próxima do centro da meta de inflação, que é 4,5%. Para 2018, a estimativa para o IPCA segue em 4,5%.

A inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), ficou em 0,54% em janeiro deste ano. A taxa é maior que a de dezembro (0,19%) do ano passado, segundo dados da FGV/IBRE. Em 12 meses, o IPC-C1 acumula taxa de 4,80%.

O indicador ficou abaixo das taxas apresentadas pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda e que apresentou variações de 0,69% em janeiro deste ano e de 5,04% em 12 meses.

O retorno do otimismo da indústria levou o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) a subir 5,6 pontos em janeiro, alcançando 95,6 pontos – o maior nível desde os 98,7 pontos de maio de 2010. A melhora se deu após o indicador recuar 3,1 pontos em dezembro de 2016, frente a novembro.

Os dados do IAEmp foram divulgados hoje, no Rio de Janeiro, pela FGV/IBRE e indicam que, na média móvel dos últimos três meses, o indicador avançou 0,9 ponto.

Como reflexo da evolução favorável do Indicador Antecedente de Emprego, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) também fechou janeiro com evolução favorável, recuando 1 ponto em janeiro, para 103,6 pontos. A queda interrompeu a sequência de quatro altas consecutivas, mas foi, segundo a FGV, insuficiente para alterar a tendência de alta do indicador em médias móveis trimestrais.

A Bovespa segue volátil e o dólar comercial opera para cima.

Há pouco, no interbancário, a moeda estava cotada aos R$3,122 para a compra e R$3,123 para a venda, alta de 0,02%.

ÁSIA

Os mercados asiáticos fecharam com ganhos nesta segunda-feira, com as atenções para algumas medidas de Donald Trump para o setor financeiro.

As ações do Mitsubishi Financial Group Inc. subiram 3,4%, depois de reportar um surpreendente ganho de 17% no lucro do terceiro trimestre. A Mitsubishi ajudou a levar o índice Topix a um avanço de 0,4%.

Na última sexta-feira (03), os bancos empurraram os estoques dos Estados Unidos para um dos níveis mais altos com Trump se preparou para assinar as ordens executivas sobre a desregulamentação financeira e uma revisão do ato Dodd-Frank.

O Índice MSCI Asia Pacific subiu 0,5%. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,77% aos 3.126 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou em alta de 0,95% aos 23.348 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,95% aos 3.156 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi ficou em alta de 0,22% aos 2.077 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,70% aos 28.439 pontos. O Nikkei 225 ficou em queda de 0,55% aos 18.787 pontos.

Os dados do Caixin Composite PMI para a China, que abrange tanto a manufatura quanto os serviços, sinalizaram um ligeiro abrandamento do impulso de crescimento no início de 2017. Para janeiro foram 52,2, com o índice de Produção Composto caindo do máximo de 45,5 meses de dezembro de 53,5 para indicar taxa moderada de expansão, a mais lenta desde setembro de 2016.

A queda do índice composto coincidiu com aumentos mais lentos na atividade de manufatura e serviços no início do ano.

Notavelmente, as empresas manufatureiras viram a taxa de expansão da produção subindo a partir de dezembro para um mínimo de quatro meses. Embora o crescimento da atividade de serviços também tenha desacelerado, manteve-se globalmente sólido e semelhante ao registrado nos dois meses anteriores. Isso foi ressaltado pelo Índice de Atividades Empresariais do Caixin China, ajustado sazonalmente, caindo apenas ligeiramente em relação ao pico de 17 meses de dezembro de 53,4 para 53,1 em janeiro.

EUROPA

As Bolsas de Valores da Europa operam para cima nesta segunda-feira, com as mineradoras, enquanto esperam pela apresentação do presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi no Parlamento Europeu.

Entre as empresas que mantinham ganhos estava a Randgold Resources, alta de 3,4%, depois de relatar um aumento no lucro do quarto trimestre.

As ações das montadoras tiveram um desempenho inferior, com o índice do setor caindo 0,2%.

Draghi vai falar na Comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento Europeu e, em seguida, na coletiva de imprensa.

Outro fato que despertou a atenção dos negociadores foi a taxa de inflação da Zona do Euro, que acelerou para 1,8%.

Sobre a temporada balanços, as empresas europeias registraram os maiores resultados em mais de seis anos, faltando apenas 29% para as divulgações, de acordo com analistas.

Ainda sobre o lado político, a cautela se espalhou por títulos europeus e moedas depois que a futura candidata presidencial francesa, Marine Le Pen, revelou que pode retirar a França da Zona do Euro, ressaltando o risco político no maior mercado mundial.

Perto do fechamento, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 estava em queda de 0,06% aos 363.86 Em Milão, o índice FTSE-MIB subia 0,83% aos 18.857 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 estava em queda de 0,36% aos 9.428 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 estava em queda de 0,45% aos 11.598 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 caía 0,14% aos 4.818 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 estava em alta de 0,17% aos 7.200 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 estava em alta de 0,84% aos 4.661 pontos.

Com base em dados provisórios, o Serviço Federal de Estatística (Destatis), as novas encomendas ajustadas ao preço no setor manufatureiro subiram em dezembro de 2016, com sazonalidade e um dia útil ajustado em 5,2% em novembro de 2016. Para novembro de 2016, a revisão do resultado preliminar resultou em uma queda de 3,6% em relação a outubro de 2016 (-2,5% primária). As novas encomendas ajustadas aos preços sem grandes encomendas no setor da indústria transformadora aumentaram em dezembro de 2016, em termos estacionais e em dias úteis, 0,4% em novembro de 2016.

Em dezembro de 2016, as encomendas domésticas aumentaram 6,7% e as encomendas no exterior em 3,9% em relação ao mês anterior. As novas encomendas da Zona do Euro subiram 10,0% em relação ao mês anterior, as novas encomendas de outros países permaneceram inalteradas em relação a novembro de 2016.

Em dezembro de 2016, os fabricantes de bens intermediários viram as novas encomendas caírem 0,6% em relação a novembro de 2016. Os fabricantes de bens de capital apresentaram aumentos de 9,7% em relação ao mês anterior. Os bens de consumo, registraram queda de novas encomendas de 1,8%.

Os varejistas da Alemanha viram as vendas mensais crescendo de forma fracionada em janeiro, com a taxa mais branda desde dezembro. A compressão das margens operacionais brutas se intensificou em meio a um novo e acentuado aumento dos custos de compra. Em consequência, as empresas adicionaram muito pouco às folhas de pagamento.

Para janeiro, o índice Markit PMI de varejo ficou em 50,3, em comparação a 52,0 em dezembro, a carteira ajustada sazonal sinalizou uma expansão mês a mês marginal.

Excluindo um declínio observado em novembro, a leitura mais recente foi a mais baixa de um ano. A figura também estava abaixo da média da série de longo prazo. Algumas empresas indicaram que as vendas tinham sido prejudicadas por mau tempo.

Os dados de janeiro apontavam para um declínio nas vendas de varejo alemãs pela primeira vez desde outubro de 2014. Com isso, o ritmo de queda foi um pouco mais rápido.

As perspectivas de vendas também caíram  em janeiro, depois do recuo mínimo de 12 meses no final de 2016.

Os varejistas da Alemanha viram as vendas mensais crescendo de forma fracionária em janeiro, com a taxa mais branda desde dezembro. A compressão das margens operacionais brutas se intensificou em meio a um novo e acentuado aumento dos custos de compra. Em consequência, as empresas adicionaram muito pouco às folhas de pagamento.

Para janeiro, o índice Markit PMI de varejo ficou em 50,3, em comparação a 52,0 em dezembro, a carteira ajustada sazonal sinalizou uma expansão mês a mês marginal.

Excluindo um declínio observado em novembro, a leitura mais recente foi a mais baixa de um ano. A figura também estava abaixo da média da série de longo prazo. Algumas empresas indicaram que as vendas tinham sido prejudicadas por mau tempo.

Os dados de janeiro apontavam para um declínio ano a  ano nas vendas de varejo alemãs pela primeira vez desde outubro de 2014. Com isso, o ritmo de queda foi um pouco mais rápido.

As perspectivas de vendas de um mês mantiveram-se reduzidas em janeiro, depois de terem caído para um mínimo de 12 meses no final de 2016.

De acordo com o último PMI da Zona do Euro, as vendas foram pouco alteradas em janeiro, depois de uma recuperação fracionária no mês anterior.

A ausência de movimento nos volumes de vendas foi indicativa pelos aumentos na França e na Alemanha que foram contrabalançados por uma nova queda em Itália.

O índice Markit de Vendas no Varejo da Eurozona PMI caiu para 50,1 em janeiro, de 50,4 em dezembro, e sinalizou uma ampla estagnação das vendas.

As vendas caíram em relação ao mesmo mês de um ano anterior. Dos três grandes, apenas a França registrou um aumento nas vendas ano-a-ano, enquanto a Alemanha registrou uma diminuição pela primeira vez em 27 meses.

ESTADOS UNIDOS

Os futuros em Wall Street estão operando no vermelho.**

Há pouco, o futuros no S&P estava em queda de 0,20% aos 2.286; o Dow Jones estava em queda de 0,19% aos 19.948; e o Nasdaq estava em queda de 0,16% aos 5.147.

BRASIL

A Bovespa está volátil nesta segunda-feira, com os investidores atentos para a temporada de balanços, decisões em Brasília, embora os indicadores internos divulgados hoje apontaram para um ritmo mais acelerado da economia. O otimismo no setor de trabalho também aponta para um leve melhora.

O minério de ferro recuou forte na China e o petróleo segue em queda na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

Há pouco, o Ibovespa estava em queda de 0,61% aos 64.491 pontos. O volume financeiro seguia para R$1 bilhão.

A Petrobras ON estava em queda de 0,49% e a PN, queda de 0,26%.
A Vale ON estava em queda de 1,24% e a PN, queda de 0,90%.

Empresas

A empresa de locação de veículos conseguiu entregar um surpreendente crescimento de faturamento (+31,5% versus 4º T15 para o último trimestre do ano com margem EBITDA praticamente estabilizada, 35,3% nesse 4º T16 contra 35,4% um ano antes. Em razão do impacto das maiores despesas financeiras o lucro líquido teve um leve recuo de 1,4% entre os períodos, porém ficou acima das projeções de mercado. Dessa forma, os ativos RENT3 deverão reagir positivamente em bolsa diante desse bom desempenho da companhia. Além do resultado, a Localiza anunciou que fará uma bonificação de ações aos acionistas posicionados em 02 de maio de 2017, proporção de uma nova ação para cada lote de vinte ações detidas pelos investidores. O valor atribuído às ações bonificadas será de R$ 49,41 (ante aos R$ 38,26/ação cotados atualmente) e os ativos estarão disponíveis em 09 de maio de 2017 aos acionistas.

No mês de janeiro de 2017, o segmento Bovespa movimentou R$ 144,3 bilhões, tombo de 13,6% frente aos R$ 166,9 bilhões registrados em dezembro de 2016. O balanço de negociação dos investidores estrangeiros com ações ficou positivo em R$ 6,2 bilhões nesse período. No BTC houve aumento no volume financeiro, com o empréstimo de ações atingindo R$ 60,7 bilhões no mês passado, ante a marca de R$ 60,4 bilhões em dezembro de 2016.  Já no segmento BM&F, os mercados derivativos totalizaram 65.315.054 contratos negociados e volume financeiro de R$ 4,5 trilhões, frente os 75.859.384 contratos e giro de R$ 5,3 trilhões no derradeiro mês de 2016.  Ao final do último pregão de janeiro, o número de contratos em aberto foi de 34.379.627 posições, inferior aos 44.948.825 do fim do ano passado.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,93% aos US$80,60 a tonelada seca.

O petróleo WTI negociado na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, com contratos para março, estava em queda de 0,39% aos US$53,62.

*** Informações completas no BOLETIM DE FECHAMENTO


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