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Em dia de agenda fraca, os mercados acionários operam divididos e com o cenário político pesando no lado negativo. Os índices que estão no azul estão sendo embalados pelos balanços corporativos.

Na Ásia, as bolsas fecharam para cima, depois da realização. O destaque ficou para o banco central da Índia, que manteve as taxas de juros.

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Na Europa, a cautela segue para o Brexit, que está na mesa do Parlamento Europeu, e também para a campanha presidencial da França.

Por aqui, em dia de dados da inflação, o mercado acionário segue em realização e embalado também pelo petróleo.

A inflação – medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) – fechou a primeira semana de fevereiro com desaceleração de 0,08 ponto percentual, ao cair de 0,69% na semana encerrada no último dia 31 de janeiro para 0,68% nesta semana finalizada no último dia 7.

Os dados são da FGV/Ibre e indicam queda de preços em três das oito classes de despesa componentes do índice, entre uma semana e outra.

A maior contribuição para a queda partiu do grupo Alimentação, que retraiu 0,19 ponto percentual entre um período e outro (de 0,39% para 0,20%). Nesta classe de despesa, destaca-se o comportamento do item carnes bovinas, cuja taxa passou de 0,28% para uma inflação negativa de 0,73%.

Já o  Ipea mostrou que os investimentos reagiram em dezembro. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada informou que houve crescimento de 3,9% nos investimentos em dezembro, na comparação com novembro de 2016, na série com ajuste sazonal.

“A trajetória irregular dos investimentos indica que a recuperação da economia será gradual”, disse o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Leonardo Mello de Carvalho, em nota divulgada pelo instituto.

Apesar do resultado positivo no mês, que sucedeu cinco recuos consecutivos, o indicador de investimentos encerra o quarto trimestre com queda de 3,7% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente. Na comparação com dezembro de 2015, o indicador atingiu patamar 1,7% superior. Já na comparação do quarto trimestre de 2016 com o mesmo período de 2015, o investimento registrou uma redução de 8,3%. Com isso, no resultado acumulado no ano de 2016 houve queda de 10,8%.

O indicador do Ipea é como uma prévia dos dados calculados trimestralmente pelo IBGE.

Do lado cambial, o dólar comercial opera para cima.

Há pouco, no interbancário, a moeda estava cotada aos R$3,125 para a compra e R$3,126 para a venda, alta de 0,30%.

ÁSIA

Na Ásia, as principais bolsas fecharam em alta nesta quarta-feira, depois de operarem pressionadas durante parte do pregão em meio à fraqueza dos preços do petróleo e fatores locais.

Na Índia inesperadamente o Banco Central manteve as taxas de juros inalteradas pela segunda reunião consecutiva ante as perspectivas de mais aperto nos Estados Unidos.

O preço do petróleo caiu pelo terceiro dia como dados da indústria divulgados nos Estados Unidos e com os estoques aumentando. Os investidores também estão examinando relatórios das petroleiras e aguardando sinais adicionais da nova administração norte-americana.

No Japão, mercados de ações foram impulsionados pela divulgação de uma série de balanços positivos de empresas japonesas.

No mercado de câmbio, o dólar é negociado a 112,12 ienes, contra 112,30 ienes no fim da tarde de ontem.

Na China, especulações sobre novas inversões no setor de infraestrutura provocaram forte alta nos contratos futuros de minério de ferro e aço, retomando o rali que foi interrompido com a decisão do banco central chinês (PBoC) de elevar os juros do mercado monetário, no final de semana.

O MSCI Asia Pacific fechou em alta de 0,3%, em Hong Kong. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,15% aos 3.130 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou em alta de 0,66% aos 23.485 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,44% aos 3.166 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi ficou em queda de 0,49% aos 2.065 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,16% aos 28.289 pontos. O Nikkei 225 ficou em alta de 0,51% aos 19.007 pontos.

Entre as ações em queda estavam Yokogawa Electric , queda de 7,8% , a Fuji Electric caiu 1,8%, a Galaxy Entertainment, perdeu 1,7% e a Sands China, queda de 1,6%, com o índice de casinos de Macau recuando pelo terceiro dia.

EUROPA

As bolsas europeias operam divididas nesta quarta-feira, com as atenções para o Parlamento Europeu, com os debates sobre Brexit. As agendas estão fracas na região.

Perto do fechamento, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 estava em alta de 0,42% aos 362.27. Em Milão, o índice FTSE-MIB caía 0,28% aos 18.610 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 perdeu 0,18% aos 9.348 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subia 0,05% aos 11.555 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 subia 0,45% aos 4.776 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 estava em queda de 0,08% aos 7.180 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 caía 0,14% aos 4.569 pontos.

Hoje, os 650 parlamentares da Casa dos Comuns deverão se reunir para debater os impactos e a efetivação do artigo 50 do Tratado de Lisboa e mais a noite será realizada a votação definitiva.

Na semana passada, em uma votação inicial, o projeto passou com larga folga (498 a favor e 114 contrários). Esta fase é denominada de fase de comitês, que faz parte do protocolo do país, a seguir o processo deverá seguir para a Câmara dos Lordes.

A grande presença de parlamentares do Partido Conservador (da primeira-ministra Theresa May) vem limitando qualquer tentativa de alteração no projeto, desta forma espera-se que o projeto seja aprovado. E ainda mais uma novidade efervescente sobre o Brexit; ontem o parlamento escocês votou em uma sessão simbólica o veto a saída do país da União Europeia, que não possui efeito prático para Londres, porém contribui para elevar as tensões e reanimar o polêmico referendo de saída do Reino Unido, aquele que foi rejeitado em 2014.

Diante desse cenário, os protestos no Reino Unido crescem por conta da proximidade de May e Trump, que deve visitar o país em breve.

ESTADOS UNIDOS

Os índices futuros em Wall Street operam para em território negativo.

Há pouco, o futuros no S&P estava em queda de 0,14% aos 2.285; o Dow Jones estava em queda de 0,06% aos 20.005; e o Nasdaq seguia estável aos 5.176.

Por lá, a agenda está vazia e apenas a Agência de Energia vai divulgar os estoques de petróleo.

O radar segue em Donald Trump.

BRASIL

A Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda nesta quarta-feira, com os preços do petróleo recuando e a espera dos estoques dos Estados Unidos.

Sem notícias relevantes, pelo menos por enquanto, os investidores estão aproveitando para realizar lucros. O minério de ferro subiu muito na sessão de ontem e hoje houve um ajuste, disse um analista.

Há pouco, o Ibovespa estava em queda de 0,48% aos 63.889 pontos. O volume financeiro seguia para R$ 1 bilhão.

A Petrobras ON estava em queda de 1,14% e a PN, queda de 1,43%.
A Vale ON estava em queda de 0,03% e a PN, queda de 0,07%.

Empresas

A Romi apresentou resultados fracos neste 4T16, com prejuízo de R$ 20,1 milhões no período e R$ 39,4 milhões no acumulado de 2016. A menor entrada de pedidos em sua subsidiária alemã B+W no final de 2015, bem como a apreciação do real e a menor demanda interna no segmento de máquinas-ferramentas impactaram o faturamento do último trimestre de 2016. Já a rubrica de custos foi afetada tanto pela menor diluição das despesas fixas quanto pelos gastos, não recorrentes, com a reestruturação que vem sendo implementada, o que levou ao resultado negativo no fluxo de caixa líquido. A entrada de novos pedidos neste trimestre traz um alento, com melhora nas máquinas da B+W e no segmento de fundidos e usinados, enquanto que a linha de máquinas-ferramentas continua pressionada.

A Sanepar apresenta bons resultados. A receita bruta de água e esgoto foi favorecida pelos sucessivos reajustes tarifários, bem como pelo aumento no volume faturado de água e esgoto, que cresceram 2,09% e 5,12%, respectivamente, na comparação do 4T16 contra 4T15. A queda nos custos com energia elétrica, a economia nos gastos tributários, decorrente da distribuição de JCP ao invés de dividendos, e o maior controle nos demais dispêndios propiciaram o aumento de 5,1 p.p. margem EBITDA no período. A companhia encaminhou um pedido para a Primeira Revisão Tarifária Periódica à Agência Reguladora do Paraná – AGEPAR, sendo que as informações utilizadas para tal reajuste devem passar por consulta e audiência pública.

Movida estreia hoje na bolsa. As ações da empresa de aluguel de veículos passam a ser negociadas em pregão, sendo que haverá em circulação no mercado 78.202.248 ativos MOVI3 ou cerca de 36,6% de free float. Nos dados finais da oferta, o montante movimentado foi de R$ 586,5 milhões, tendo a alienação das ações da controladora, o grupo JSL (JSLG3), totalizado R$ 50,6 milhões, enquanto a emissão de novas ações contou com R$ 535,9 milhões. A capitalização líquida para a companhia foi de R$ 512,3 milhões que serão destinados para o crescimento das operações (com expansão da frota e abertura de lojas), melhoria de sua estrutura de capital e pagamento de dividendos já declarados aos seus acionistas.

Companhia aérea Azul retoma os planos de realizar seu IPO. A empresa registrou o prospecto preliminar de sua oferta de ações ontem na CVM, no entanto, o documento contém poucas informações relevantes. De fato, não há qualquer número relacionado à quantidade de ações a serem emitidas e/ou vendidas pelos acionistas controladores. Essa é a quarta vez que a Azul, criada em 2008, tenta lançar ações na bolsa de valores, pois as outras ofertas (primeira em maio de 2013 e outras duas no ano de 2014) foram canceladas por condições desfavoráveis do mercado.

A Brasilagro (AGRO3) compra propriedade no Maranhão. A companhia especializada na compra, tratamento e posterior venda de propriedades agrícolas anunciou sua mais nova aquisição, na cidade de São Raimundo das Mangabeiras por R$ 100 milhões, com uma área de 17,6 mil hectares, dos quais 10 mil são cultiváveis e serão destinados ao cultivo de grãos. A companhia havia anunciado em outubro do ano passado que deveria vender outra propriedade por valor estimado de R$ 155 milhões, sendo um importante driver de curto prazo para o papel. A compra de terras não deve trazer grande impacto para seus papéis pelo longo ciclo de maturação do investimento.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 0,29% aos US$83,53 a tonelada seca e com 62% de pureza.


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