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Os mercados acionários globais operam divididos no começo da tarde desta quinta-feira, com os indicadores dos setores de trabalho, da indústria e dos consumidores misturados. A cautela se dá com a proximidade da reunião do Federal Reserve e também para a Cúpula de Líderes do G-20 na China.

Enquanto isso, no mercado doméstico com o pós-Impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff, os indicadores apresentados hoje seguem preocupando.

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O índice de Gerente de Compras (PMI)l, medido pelo Markit Economics, mostra que ao atingir 45,7 em agosto, valor inferior ao de 46,0 observado em julho – uma consolidação de dados criada para fornecer um resumo das condições operacionais da economia do setor industrial – registrou abaixo da marca de 50,0 pelo décimo nono mês consecutivo em agosto. Esse resultado destaca a deterioração adicional nas condições operacionais do setor. A quantidade de novos pedidos foi o principal obstáculo para o aumento do índice básico, com agosto revelando uma queda acentuada e acelerada nos registros de pedidos. Os entrevistados relataram uma demanda atenuada tanto dos clientes internos quanto dos externos.

Já o os dados ajustados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostraram que depois da alta de 2% em junho, o faturamento da indústria voltou a cair em julho, com recuo de 4,3% na comparação com o mês anterior. Nos sete meses do ano, o faturamento teve queda de 12% em relação ao mesmo período de 2015.

Segundo a CNI, os demais indicadores da atividade industrial também caíram em julho frente a junho na série com ajuste sazonal. Essa série desconsidera do cálculo do indicador características específicas do período, como, por exemplo, a redução da produção provocada por feriados ou o aumento da demanda no Natal ou do Dia das Mães.

A FGV/IBRE revelou que o IPC-S de 31 de agosto de 2016 apresentou variação de 0,32%, 0,07 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,22%, no ano e, 8,48%, nos últimos 12 meses.
Nesta apuração, sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (1,11% para 0,50%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item show musical, cuja taxa passou de 12,02% para 6,53%.

Já os mercados operam no positivo nesta quinta-feira, com o Ibovespa ganhando força e o dólar comercial avançando.

Há pouco, o Ibovespa estava em alta de 0,29% aos 58.066 pontos e o dólar comercial negociado aos R$3,246 para a compra e R$3, 247 para a venda, alta de 0,58%.

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam divididas nesta quinta-feira, com os investidores analisando os números do emprego nos Estados Unidos. Os mercados acionários reagiram aos dados da produção industrial da China, que surpreenderam em agosto.
Em Tóquio,o Índice MSCI Asia Pacific ficou próximo da estabilidade aos 138,05 pontos. O índice Topix do Japão subiu 0,6% com o iene negociado à 103,35 por dólar.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,81% aos 23.162 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em queda de 0,72% aos 3.063 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,10% aos 28.423 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou alta de 0,23% aos 16.926 pontos.

O setor industrial da China acelerou em julho e mostra uma expansão no ritmo mais rápido desde setembro de 2014. O índice gerente de compras de Pequim (IGC) melhorou para 50,4 em agosto na escala em que 50 separa a expansão econômica da contração. O indicador PMI era de 49,9 em julho. Os dados são do Caixin, o mais antigo da China.

O Índice Nikkei do Japão de Manufatura(PMI), que mostra qualquer figura maior do que 50,0 indica melhoria global das condições de funcionamento do setor, ficou em 49,5 no mês de agosto, ligeiramente acima dos 49,3 em julho, sinalizando, assim, uma deterioração mais suave em condições de funcionamento na fabricação japonesa.

EUROPA

As bolsas europeias operam divididas nesta quinta-feira, com as atenções para os indicadores do setor de trabalho dos Estados Unidos e também para os PMIs da região. *
Faltando pouco tempo para o fechamento, em Milão, o índice FTSE-MIB subia 0,01% aos 16.936 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 estava em alta de 0,71% aos 8.779 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 operava estável aos 4.438 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caía 0,52% aos 10.536 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 recuava 0,45% aos 6.323 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 caía 0,26% aos 4,699 pontos.

O índice Markit para o PMI de Manufatura da Eurozona ficou em 51,7 no mês de agosto, três meses de baixa e ainda mais para baixo a partir de junho. A leitura final também marca queda na estimativa provisória anterior de 51,8.

Na Alemanha, o aumento da produção, que começou em dezembro 2014 continuou em agosto. Embora ajustado sazonalmente, o índice Gerentes de Compras (PMI) caiu de 53,8 em julho para 53,6, manteve-se acima da sua média de longo prazo (51,9) e sinalizou uma melhoria sólida nas condições de produção.

ESTADOS UNIDOS

A Bolsa de Nova York opera em queda nesta quinta-feira, com os investidores olhando para os dados do desemprego e também para indicadores mostrados em outros mercados. Os preços do petróleo, com a divulgação dos estoques dos Estados Unidos na semana passada e mostrados ontem, também estão no radar. A proximidade da reunião do Federal Reserve também pesam.

Há pouco, o Dow Jones caía 0,41% aos 18.326 pontos; o S&P recuava 0,46% aos 2.160 pontos; e Nasdaq caia 0,23% aos 5.201 pontos.

Conforme mostrou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, os pedidos iniciais do auxílio-desemprego para a semana encerrada em 27 de agosto, ajustados, estavam em 263 mil, aumento de 2.000 a partir do nível revisado da semana anterior, que eram 261 mil. A média móvel de quatro semanas foi de 263 mil, decréscimo de 1.000 em relação à média revisada da semana anterior, 264 mil. Nenhum fator especial afetou os pedidos iniciais desta semana. Com este resultado, são 78 semanas consecutivas de pedidos iniciais abaixo de 300 mil, a maior sequência desde 1970.

A produtividade do trabalho do setor empresarial, não-agrícola, diminuiu 0,6% na taxa anual durante o segundo trimestre de 2016, mostrou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos hoje. A produção industrial aumentou 1,1% e as horas trabalhadas marcou aumento de 1,7%.

A partir do segundo trimestre de 2015 ao segundo trimestre de 2016, a produtividade diminuiu 0,4%, o primeiro declínio de quatro trimestres na série desde um declínio de 0,6% no segundo trimestre de 2013.

Commodities

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro abriu nesta quinta-feira no mercado de futuros de Londres, sem em relação ao fechamento da jornada anterior, cotado a US$ 47,04. O barril de petróleo WTI opera em queda de 2,32% aos US$44,26.


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