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Os mercados acionários globais operam divididos nesta quarta-feira, com as análises sobre os indicadores mostrados hoje, como emprego na Europa, Estados Unidos, reservas de petróleo e , principalmente, para o início da reunião dos líderes na China.

Por aqui, a data é história com a reta final do processo de Impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, que poderá ocorrer no começo desta tarde.

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Ainda do lado político, a corrida contra o tempo também se dá para o presidente interino, Michel Temer, que aguarda o resultado para sim ou não embarcar para a reunião do G-20.

Enquanto isso, a artilharia do PT já se movimenta para o enfrentamento ao governo de Temer.*

Do lado econômico, as piores notícias prosseguem, como o resultado do Produto Interno Bruto do Brasil. Os dados do IBGE apresentados nesta manhã mostraram que o País segue em profunda crise.

Já no lado acionário e cambial, a Bovespa opera em queda de mais de 1% e o dólar comercial ganha força.

O Ibovespa estava em queda de 1,50% aos 57.697 pontos. O dólar comercial, no interbancário, estava em R$3,242 para a compra e R$3,243 para a venda, alta de 0,11%.

ÁSIA

As ações asiáticas subiram nesta quarta-feira, com as ações de bancos e o iene enfraquecido com as expectativas para um aumento das taxas de juro dos Estados Unidos este ano.

Em Tóquio, o Índice MSCI Asia Pacific subiu 0,1 % para ficar aos 138,11 pontos. O índice subiu 1,2% este mês depois de saltar de 5,8% em julho. O índice Topix do Japão subiu 1,3%, apagando a sua perda para agosto, como o iene foi negociado a 103,28 por dólar. A moeda caiu por cinco dias seguidos até esta terça-feira, a sua mais longa desde março, sobre a especulação da decisão do Federal Reserve para a alta nas taxas de juros.

O vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, disse nesta terça-feira que qualquer aumento da taxa vai depender dos dados, como vem apontando para os números do emprego.

Os analistas aguardam algum comentário do secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, está programado para falar no encontro da cúpula dos líderes do G-20, que acontece em Hangzhou, China.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em queda de 0,17% aos 22.976 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,35% aos 3.085 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,39% aos 28.452 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou alta de 0,97% aos 16.887 pontos.

O início de novas construções no Japão mostrou recuperação em julho, enquanto as encomendas para construção às empreiteiras registraram contração de dois dígitos, conforme informou o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo nesta quarta-feira.

A construção de casas ficou 8,9% em julho de 2016, comparação com o mesmo mês de dois anos de 2,5%. O ritmo de crescimento foi também mais rápido do que o aumento de 7,3% como esperavam os economistas. O número de início de novas construções, dados anualizados, melhorou ligeiramente para 1,005 milhões de 1,004 milhões em junho de 2015. O nível esperado foi de 0,99 milhões. Por outro lado, as encomendas para construção recebidas por 50 grandes empreiteiras deslizaram 10,9% ano a ano em 2016.

EUROPA

As bolsas europeias operam sem direção nesta quarta-feira, com os indicadores da região pesando no sentimento dos investidores, em especial da inflação.

Faltando pouco, em Milão, o índice FTSE-MIB subia 0,27% aos 16.937 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 estava em alta de 0,41% aos 8.720 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuava 0,22% aos 4.447 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caía 0,53% aos 10.601 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 recuava 0,55% aos 6.783 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 subia 0,04% aos 4.711 pontos.

Na Zona do Euro (EA19), a taxa de desemprego ajustada foi de 10,1% em julho de 2016, estável em relação a junho de 2016 e para baixo de 10,8% em julho de 2015. A taxa é a mais baixa registrada na região do euro desde julho de 2011.

A taxa de desemprego na União Europeia (EU28) foi de 8,6% em julho de 2016, estável em relação a junho de 2016 e para baixo de 9,4% em julho de 2015. A taxa ainda é mais baixa que a registrada na EU28 desde março de 2009. Estes números são do Eurostat, o escritório estatístico da União Europeia.

Eurostat estima que 21.063 milhões de homens e mulheres no EU28, dos quais 16,307 milhões estavam na Zona do Euro, estavam desempregados em julho de 2016. Em comparação com junho de 2016, o número de pessoas desempregadas diminuiu 29 mil na EU28 e por 43 mil na Zona do Euro. Em comparação com julho de 2015, o desemprego caiu 1.688.000 na EU28 e por 1.034.000 na E19.

Entre os Estados-Membros, as taxas de desemprego mais baixas em julho 2016 foram registradas em Malta (3,9%), bem como na República Checa e na Alemanha (ambos 4,2%).
As taxas de desemprego mais elevadas foram observadas na Grécia (23,5% em maio de 2016) e Espanha (19,6%).

Em comparação com um ano atrás, a taxa de desemprego em julho 2016 caiu em 24 Estados-Membros, manteve-se estável na Dinamarca, enquanto aumentou na Estônia (de 6,1% para 7,0% entre junho de 2015 e junho 2016), Áustria (de 5,7% a 6,0%) e na Bélgica (de 8,1% a 8,3%). As maiores quedas foram registradas no Chipre (de 15,0% para 11,6%), Croácia (de 16,5% para 13,2%) e Espanha (de 21,9% para 19,6%).

Para comparação, em julho de 2016, a taxa de desemprego nos Estados Unidos foi de 4,9%, estável em relação a junho de 2016 e para baixo de 5,3% em julho de 2015.

De acordo com os resultados provisórios do Escritório Federal de Estatística (Destatis), volume de negócios de varejo, em julho de 2016, da Alemanha diminuiu em termos reais, 1,5% e em termos nominais, 1,2% em comparação com o mês correspondente do ano anterior. O número de dias abertos para venda foi de 26 em julho de 2016 e 27 de julho de 2015.

Comparado com o ano anterior, o volume de negócios no comércio a varejo foi nos primeiros sete meses de 2016, em termos reais de 1,7% e em termos nominais, 1,9%, maior do que no período correspondente do ano anterior.

Quando ajustado para o calendário e as variações sazonais (Census-X-12-ARIMA), o volume de negócios julho foi em termos reais de 1,7% e em termos nominais 1,8%, maiores do que em Junho de 2016.

Os dados do Destatis mostraram que o volume de negócios realizado pelo comércio por atacado na Alemanha no segundo trimestre de 2016 foi, em termos reais, 2,4% e, em termos nominais, 0,4% maiores do que no segundo trimestre de 2015.

Em junho 2016, o volume de negócios no comércio como todo foi, em termos reais, 1,0% maiores e, em termos nominais, 0,4%, menores do que no mês homólogo do ano anterior.

O volume de negócios no comércio geral nos primeiros seis meses, em termos reais, foi 0,1% maiores e, em termos nominais, 1,6%, menor do que no mesmo período do ano passado.

A inflação anual da Zona do Euro deverá ser de 0,2% em agosto de 2016, estável em comparação com julho de 2016, de acordo com um a estimativa provisória do Eurostat, o escritório estatístico da União Europeia.

Olhando para os principais componentes da inflação na área do euro, comida, álcool e tabaco deverá ter o maior taxa anual em agosto (1,3%, em comparação com 1,4% em julho), seguida pelos serviços (1,1%, em comparação com 1,2% em julho), bens não energéticos industriais (0,3%, em comparação com 0,4% em julho) e energia (-5,7%, em comparação com -6,7% em julho).

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street operam recuados nesta quarta-feira, com dados dos Estados Unidos, atenção para o Federal Reserve.

Há pouco, o Dow Jones caía 0,39% aos 18.383 pontos; o S&P recuava 0,40% aos 2.167 pontos; e Nasdaq caía 0,31% aos 5.206 pontos.

O setor privado aumentou em 177 mil os postos de trabalho de julho a agosto de acordo com a ADP National Employment Report, produzido pelos analistas da Moody’s.

O relatório, que é derivado a partir de dados da folha de pagamento real da ADP, mede a variação no emprego privado não-agrícola total de cada mês em uma base ajustada sazonalmente. Folhas de pagamento para as empresas com 49 ou menos funcionários aumentou em 63.000 postos de trabalho em agosto, ante 68.000 em julho.

O emprego nas empresas com 50-499 empregados aumentou em 44.000 postos de trabalho, para baixo do último mês de 71.000. O emprego em grandes empresas – aquelas com 500 ou mais empregados – aumentou em 70.000, até a partir de julho de 56.000. As empresas com 500-999 empregados adicionaram 25.000 e empresas com mais de 1.000 funcionários adicionou 46.000 em agosto.

O clima de negócios de Chicago caiu 4,3 pontos para 51,5 em agosto, ante 55,8 em julho, liderado por um grande revés, ordens em atraso e desaceleração em novas encomendas. Quatro dos cinco componentes caíram entre julho e agosto, houve aumento no emprego e para uma alta de 16 meses.

A última queda no indicador se deu para as novas encomendas e produção ao ritmo mais lento desde maio, quando todos eles caíram abaixo de 50. As ordens em atraso caíram 14,5 pontos para 41,7, movendo-se para trás no território de contração ao nível mais baixo desde abril. Os pedidos em atraso ficaram acima de 50 em apenas dois meses, a partir de 16 meses acima de 50.

Commodities

O estoque de petróleo bruto comercial dos Estados Unidos (excluindo os da Reserva Estratégica) aumentou em 2,3 milhões de barris da semana anterior e estão em 525,9 milhões de barris, informou hoje a Agência de Energia norte-americana. O total dos estoques de petróleo comercial aumentou em 4,5 milhões de barris na semana passada.

O preço do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em outubro abriu nesta quarta-feira em baixa de 0,93% (US$ 0,43), aos US$ 45,92 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro abriu nesta quarta-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 48,35, baixa de 0,04% em relação ao fechamento da jornada anterior.

*Informações completas no BOLETIM DE FECHAMENTO


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