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Os investidores dos principais mercados acionários globais estão partindo para as compras no começo da tarde desta quarta-feira, com indicadores, commodities e transações entre empresas. Porém, todos os radares estão voltados para a primeira coletiva de imprensa do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump.

Enquanto isso, a repercussão do discurso do presidente Barack Obama também está na roda dos principais analistas.

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Barack Obama fez o discurso de despedida na noite desta terça-feira (10), em Chicago, a poucos dias de deixar o cargo após oito anos de mandato. Durante quase uma hora de fala, Obama pediu aos americanos que se unam para lutar contra os desafios que ameaçam a democracia norte-americana. Em um discurso emocionado transmitido para todo o país, ele alertou o povo americano que uma mudança nos rumos do país só ocorrem “quando as pessoas comuns se envolvem para exigi-la”. Obama falou no centro de convenções McCormick Place, o maior dos Estados Unidos, perante 20 mil pessoas

No próximo dia 20, Obama deixará a presidência dos Estados Unidos. O presidente eleito Donald Trump assumirá no seu lugar.

Enquanto isso, por aqui, os indicadores apresentados nesta quarta-feira estão divididos entre bons e ruins, mas não tão ruins que não possam melhorar.

Um exemplo, foi o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro,  o mais baixo para esse mês desde 2008 (0,28%). Em 2016, índice acumulou alta de 6,29%, ficando abaixo dos acumulados de 2015 (10,67%) e de 2014 (6,41%). O grupo Alimentação e Bebidas exerceu a maior influência sobre os índices do mês e do ano. Já o INPC variou 0,14% em dezembro e acumulou alta de 6,58% em 2016.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 0,30% e superou os 0,18% de novembro em 0,12 ponto percentual (p.p.). Mesmo assim, esse foi o IPCA mais baixo para um mês de dezembro desde 2008 (0,28%). Já em dezembro de 2015, o IPCA atingiu 0,96%, maior taxa para um mês de dezembro, desde 2002 (2,10%).

A produção industrial mostrou aumento no ritmo nacional na passagem de outubro para novembro de 2016 (0,2%), série com ajuste sazonal, foi acompanhada por apenas cinco dos 14 locais pesquisados. Os avanços mais intensos ocorreram no Pará (6,6%), Minas Gerais (5,9%) e Amazonas (4,4%), locais que já mostraram taxas negativas no mês anterior: -5,2%, -7,9% e -2,3%, respectivamente. Paraná (2,4%) e São Paulo (1,6%) também cresceram acima da média da indústria, enquanto Santa Catarina (0,0%) repetiu o patamar verificado no mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo teve alta de 0,75% na primeira quadrissemana de janeiro, contra 0,72% registrado na última medição de dezembro de 2016, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A inflação dos gastos com habitação ficou em 1,01% na primeira prévia do ano, acima do 0,86% verificado na divulgação anterior. Educação subiu de 0,03% na última quadrissemana de dezembro para 0,99% na primeira medição de janeiro.

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,49% em dezembro, subindo 0,39 p.p em relação à taxa de novembro (0,10%). Com isto, o ano de 2016 fechou em 6,64%. Em dezembro de 2015, o índice foi 0,06%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.022,26, passou para R$ 1.027,30 em dezembro, sendo R$ 531,21 relativos aos materiais e R$ 496,09 à mão de obra.

A parcela dos materiais, com variação de 0,01%, subiu 0,07 p.p em relação à taxa do mês anterior (-0,06%). Já a parcela da mão de obra apresentou variação de 1,02%, subindo 0,75 p.p em relação a novembro (0,27%).

Voltando aos mercados, a Bovespa segue devolvendo os ligeiros ganhos de ontem. O índice segue flertando os 62 mil pontos novamente.

O dólar comercial ensaia alta. Há pouco, no interbancário, a moeda estava cotada aos R$3, 217 para a compra e R$3, 218 para a venda, alta de 0,63%.

ÁSIA

Os mercados asiáticos fecharam com ganhos nesta quarta-feira, com as commodities novamente embalando os índices. As ações do Japão subiram com o iene recuando ante o dólar. Além disso, os investidores asiáticos, bem como os demais ao redor do mundo, estão atentos para a primeira coletiva de imprensa do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump, marcada para esta manhã.

Ao final, o Índice MSCI Asia Pacific subiu 0,4%, com sete dos 11 grupos industriais subindo. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,73% aos 3.041 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou em alta de 0,84% aos 22.935 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em queda de 0,79% aos 3.136 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi ficou em queda de 1,47% aos 2.075 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,90% aos 27.140 pontos. O Nikkei 225 ficou em alta de 0,33% aos 19.364 pontos.

Depois que a China divulgou os preços da indústria, o humor das empresas de commodities melhorou ainda mais, em especial o minério de ferro e os metais.
A Posco, a Aluminium Corp da China e a Índia Hindalco Industries Ltd. lideraram o rali entre os produtores de metais.

EUROPA

Os mercados acionários europeus operam sem direção nesta quarta-feira, com as energéticas. O lado positivo segue para o FTSE 100, bolsa de Londres, disparando.*

No Velho Continente as atençãos dos investidores são as mesmas dos demais, a primeira coletiva do “polêmico” presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump.

Depois de começar com o seu melhor início semanal para um ano desde 2013, o Stoxx 600 perdeu impulso, abaixo de 0,3% nesta semana.

Entre as ações com ganhos estavam as da J Sainsbury Plc, 5,5%, puxando as varejistas, depois que suas vendas de férias superaram as estimativas.

As ações da Chr Hansen Holding A / S subiam 7%, depois que seu lucro superou as projeções.

Na contramão estavam as ações da Cobham Plc, queda de 14%, depois de não pagar o dividendo de ano e citar a negociação de sua dívida decepcionante” e superior à esperada.

Perto do fechamento, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 estava em alta de 0,16% aos 364.65. Em Milão, o índice FTSE-MIB caía 0,13% aos 19.399 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 caía 0,34% aos 9.420 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subia 0,22% aos 11.609 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 caía 0,05% aos 4.885 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 subia 0,18% aos 7.288 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 caía 0,31% aos 4.603 pontos.

O déficit da balança comercial do Reino Unido foi estimado em £ 4,2 bilhões em novembro de 2016, alta de £ 2,6 bilhões a partir de outubro de 2016, o que reflete um aumento de £3,3 bilhões nas importações, parcialmente compensado por um aumento de £ 0,7 bilhões nas exportações. A alta do déficit em novembro é atribuída ao comércio de mercadorias, em que se verificou um aumento das importações tanto da União Europeia como em países terceiros, parcialmente compensado por um aumento das exportações para os países da UE.

Em novembro de 2016, estimava-se que a produção total aumentasse 2,1% em relação a outubro de 2016. A alta foi atribuída ao aumento da produção de minas e pedreiras depois do fim do período de manutenção no setor de petróleo e gás e uma alta no setor de fabricação.

A estimativa mensal da produção industrial subiu 1,3% em novembro de 2016. A maior contribuição segue para produtos farmacêuticos, aumento de 11,4%. Os dados são do Governo do Reino Unido.

Em novembro de 2016, a produção de construção caiu 0,2% em relação a outubro de 2016, em grande parte devido a uma contração na reparação e manutenção de imóveis. O padrão subjacente sugerido pelo movimento de três meses em três meses mostra uma ligeira contracção de 0,1%. A reparação e manutenção fizeram maior pressão para baixo na produção de construção, caindo tanto no mês e ano. O novo trabalho, em novembro de 2016, aumentou com a construção de novas casas, que seguem em alta.

ESTADOS UNIDOS

A Bolsa de Nova York abriu em alta nesta quarta-feira, com commodities, empresas e também com a expectativa para a coletiva de Donald Trump.**

Há pouco, Dow Jones estava em alta de 0,17% aos 19.888; o S&P seguia em alta de 0,07% aos 2.270; e o Nasdaq devolvendo os recordes em 0,05% aos 5.548.

Ainda hoje serão divulgados os estoques de petróleo, a fala de Trump e de membros o do Federal Reserve.

BRASIL

A Bovespa segue devolvendo nas negociações desta quarta-feira, com as atenções dos investidores para as commodities, transações entre empresas e também para o quadro político dos Estados Unidos.***

Há pouco, o Ibovespa estava em queda de 0,29% aos 61.950 pontos. O volume financeiro estava em R$1,5 bilhão.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, está reunido desde esta terça-feira (10) para definir a taxa referencial de juros do País, a Selic. A decisão será anunciada no final da tarde de hoje. As apostas estimam  um corte de 0,50 p.p., colocando a Selic em 13,25%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Commodities

O contrato futuro do petróleo tipo WTI, para entrega em fevereiro, segue em alta de  0,62% aos US$ 52,02 o barril.

O índice Geral de Commodity Bloomberg mostra valorização de 0,10%, com destaque para metais básicos, cujos preços sobem 2,39%, nesta manhã.

*** Informações completas no BOLETIM DE FECHAMENTO


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