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Os principais mercados acionários globais fecharam as negociações de hoje sem direção única. As expectativas ficaram para a divulgação da ata do Federal Reserve da última reunião. Além disso, os indicadores econômicos apresentados ainda nesta quarta-feira também ficaram no radar dos investidores, que já se preparam para o início da temporada de resultados corporativos.

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve não conseguiu chegar a um acordo em junho sobre o momento em que deve começar a diminuir o seu enorme balanço, de acordo com a ata apresentada hoje.

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“Vários membros preferiram anunciar o início do processo dentro de alguns meses”, revelou o documento da reunião de 13 a 14 de junho divulgada na quarta-feira em Washington. “Alguns enfatizaram que o adiamento da decisão até o final do ano permitiria tempo adicional para avaliar as perspectivas de atividade econômica e inflação”.

O banco central elevou a taxa de crédito de referência pela segunda vez este ano para uma faixa de 1% para 1,25%, ao descrever a política monetária como “acomodatícias” em sua declaração. Eles reiteraram seu apoio para aumento contínuo da taxa gradual, de acordo com a ata.

O Fed atualizou sua política de balanço na reunião, estabelecendo um caminho de reduções graduais com limites. O banco central quer começar a liquidar o portfólio de títulos de US $ 4,5 trilhões sem taxas de juros de longo prazo, enquanto aumenta gradualmente a taxa de política.

O Fed disse que em junho, o escoamento atingirá os pagamentos do principal em títulos do Tesouro inicialmente em US $ 6 bilhões por mês, aumentando em US $ 6 bilhões a cada três meses em 12 meses, até atingir US $ 30 bilhões.

Para a dívida de títulos de agência e hipotecários, o capital social começa em US $ 4 bilhões e aumenta em US $ 4 bilhões a cada três meses até atingir US $ 20 bilhões ao mês.

Sobre o cenário econômico, o Fed se mostrou atento ao setor de trabalho e com os demais números. Porém, a presidente, Janet Yellen, não se manifestou sobre os indicadores apresentados hoje pelo Departamento do Comércio norte-americano.

Na Ásia, os investidores mantiveram as compras e analisaram os dados econômicos. Os números da China ficaram no foco central.

Na Europa, o bom humor predominou e com os mercados no aguardo da ata do Fomc. Empresas de tecnologia voltaram para o positivo e empresas dos setores de petróleo e veículos renovaram negócios com o Irã (Ver abaixo).

Nos Estados Unidos, as ações de tecnologia embalaram o S&P. Os investidores analisaram a ata do Fomc e aproveitaram para ajustar na volta do feriado nacional.

Já o presidente Donald Trump partiu para a Alemanha para a reunião do G20, que começa na sexta-feira (07) em Hamburgo.

Por aqui, os investidores ficaram de lado nas negociações da bolsa de valores de São Paulo. Os preços das commodities, em especial o minério de ferro e o petróleo, derrubaram os papéis da Petrobras, Vale e siderúrgicas.

Ainda sobre commodities, os preços das commodities ficaram praticamente estáveis em junho, conforme revelou o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), queda de 0,02%, em junho comparado a maio. Em 12 meses encerrados em junho, o índice registrou retração de 4,63% e no acumulado do ano, de 3,94%. Os números são do Banco Central do Brasil (BCB).

O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários (commodities) brasileiros negociados no exterior. O BC observa os produtos que são relevantes para a dinâmica dos preços ao consumidor no Brasil.

No mês passado, o segmento de energia (petróleo, gás natural e carvão) registrou queda de 0,9%, enquanto o de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) subiu 1,68%.

O segmento agropecuário (carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco) registrou queda de 0,35%.

O índice internacional de preços de commodities CRB, calculado pelo Commodity Research Bureau, registrou alta de 5,04% em junho e de 1,65%, em 12 meses.

Já o dólar ficou em queda, na sequência da política interna.

Brasília segue no foco central com o advogado do presidente Michel Temer apresentando a defesa na Câmara Federal em defesa de mais de 100 páginas, bem como as decisões na reta final para a Reforma Trabalhista.

ÁSIA

As bolsas da Ásia ficaram no azul nesta quarta-feira, com os investidores descolando dos conflitos geopolíticos e partindo para as compras.

O índice MSCI Asian Pacific fechou em alta de 0,2% aos 153,97, em Hong Kong. O índice Asia Dow subiu 0,37% para 3.346. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,52% aos 25.521. O Xangai Composite ficou em alta de 0,76% aos 3.207. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta de 0,25% aos 20.081 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,33% aos 2.388 pontos. O índice Sensex, bolsa da Índia, fechou em alta de 0,21% aos 30.921. O índice FTSE Straits Times de Singapura fechou em alta de 1,17% aos 3.248.

As ações de tecnologia estavam entre os maiores ganhos, depois da queda acentuada nesta terça-feira. Os fabricantes de automóveis apresentaram os maiores ganhos no Japão.

De acordo com analistas consultados pela Bloomberg, três mercados de ações nunca voltaram para os picos alcançados nos anos anteriores à crise financeira asiática desencadeou uma venda da região há duas décadas.

O índice Topix do Japão atingiu um recorde em dólares em dezembro de 1989. Na terça-feira, estava negociando 29% menor. O SET da Tailândia e o TWSE de Taiwan compõem o trio de índices regionais que não conseguiram recuperar as ganhos desde a crise de 1997.

Um mercado que teve um bom desempenho é a Coreia do Sul. O índice Kospi subiu acima do seu pico anterior à crise em 2006 e atingiu uma nova alta no ano seguinte. Apesar das tensões em curso entre o país e sua vizinha Coreia do Norte, as ações continuaram a prosperar e alcançaram um máximo de 10 anos em 30 de junho.

O Hang Seng de Hong Kong, o S&P SSEx da Índia e a NSE Nifty 50, o JCI Composite da Indonésia, o PSEi das Filipinas e o KLCI da Malásia estão entre outros índices que superaram seus picos desde 1997.

EUROPA

As bolsas da Europa fecharam em terreno positivo nesta quarta-feira, com os dados do setor de varejo compensando os recuos das empresas de petróleo e gás. Os investidores também esperavam pela ata da reunião do Federal Reserve.

De outro lado, a expectativa para a entrada de empresas europeias (petróleo e montadoras) no Irã também ajudaram no humor dos investidores.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,18% aos 382.99, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 0,44% aos 20.939; o Ibex 35 (Madri) recuou 0,41% aos 10.523; o DAX 30 (Frankfurt) subiu 0,13% aos 12.453; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,14% aos 7.367; o CAC 40 (Paris) subiu 0,10% aos 5.190 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) subiu 0,43% aos 5.203.

As ações das empresas de varejo subiram 0,9%, enquanto as empresas de serviços financeiros registraram o maior ganho em quase três semanas. As ações de energia caíram quando o petróleo declinou pela primeira vez em nove dias.

As ações da Electricite de France caíram 1,3% depois que o HSBC Holdings rebaixou os papéis justificando os ganhos recentes. A Enagas caiu 0,8% depois que o Deutsche Bank AG cortou a classificação para manter a partir de comprar.

Os investidores também aguardavam pela ata do Federal Reserve. Os investidores estão classificando menos chances de um aumento de taxa em dezembro.

O gigante da energia francesa Total SA e a montadora alemã Volkswagen AG anunciaram acordos para entrar na República Islâmica, o primeiro a ser finalizado desde que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump assumiu o cargo ameaçando abandonar o acordo de 2015 que revogou uma década de sanções contra o Irã.

Os investimentos acabaram com meses de especulações de que a mudança de política externa da América faria com que as empresas ocidentais não levassem apostas na economia de crescimento mais rápido do Oriente Médio.

Conforme um analista, o plano da Total de investir US $ 1 bilhão no desenvolvimento de campos de gás natural iranianos.

Para Total, os riscos valem os benefícios potenciais da assinatura de um acordo de 20 anos que acabará por ver o consórcio injetar US $ 4,8 bilhões no Irã. “Voltarei novamente ao Irã porque este contrato é o primeiro de muitos”, afirmou o presidente executivo, Patrick Pouyanne. A Royal Dutch Shell Plc e Eni SpA já ensaiam entrar no desenvolvimento de campos locais.

A Volkswagen, que há 17 anos vendeu carros no Irã, assinou acordo com um importador local para oferecer SUV compactos Tiguan e o carro da família Passat em concessionárias de Teerã. A Peugeot SA da França foi a primeira montadora a voltar a entrar no país no ano passado.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos nesta quarta-feira, depois do feriado nacional, com a ata da reunião do Federal Reserve indicando que uma redução no balanço econômico do banco central poderia começar em breve. As ações de tecnologia se recuperaram em meio a um relatório de fabricação decepcionante e a queda forte nos preços do petróleo.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,15% aos 2.432; o Dow Jones ficou estável aos 21.478; e o Nasdaq em alta de 0,67% aos 6.150.

Antes da divulgação da ata a presidente do Fed, Janet Yellen, afirmou que membros do banco central estão a favor de iniciar uma redução do balanço que é de US $ 4,5 trilhões. A detenção desses ativos era parte da carteira de políticas que o banco central havia assumido enquanto detinha taxas de juros em mínimos históricos. A ata também mostrou que a autoridade monetária está dividida com os números de desemprego.

Os indicadores apresentados hoje também despertaram a cautela, com as ordens de fábrica caindo 0,8% em maio, em comparação com um declínio esperado de 0,7% pelos analistas.

Os analistas também consideraram a ata sem grandes notícias, ou seja, “um monte de nada e sem clareza sobre as medidas”, disparou um deles.

O petróleo bruto caiu bruscamente e atingindo a maior série de perdas este ano, já que a Rússia está se opondo a qualquer proposta para aprofundar os cortes da produção lideradas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A proposta do cartel era para uma redução em 1,8 milhões de barris por dia até março de 2018 e mesmo assim os preços seguem para baixo.

A liquidação do Brent para setembro foi de US $ 48,05 o barril na bolsa ICE Futures Europe, com sede em Londres. O contrato caiu 0,1% para US $ 49,61 nesta terça-feira, o primeiro declínio em nove sessões.

O preço do petróleo WTI para setembro derreteu em 4,04% aos US$ 45,17 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

BRASIL

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com a atenção para a volta de Wall Street e também com o desenrolar das decisões em Brasília. A aprovação de urgência no texto da Reforma Trabalhista e também novos fatos sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer ficaram no radar.

As commodities ficaram com preços negativos, principalmente o minério de ferro, negociado na China, e também o petróleo WTI, negociado em Nova York. Para esta quinta-feira (06) a Agência de Energia divulgará os estoques de petróleo.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,12% aos 63.154 pontos. O giro financeiro ficou em R$6,8 bilhões.

“A bolsa operou com atenção para as commodities, que recuaram. O petróleo despencou e os índices financeiros seguiram. Petro, Vale e siderúrgicas devolveram. Vale ressaltar também o cenário político não fez preço”, avaliou o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

As ações com ganhos
Eletrobras ON, alta de 7,75%; Eletrobras PN, alta de 6,58%; Embraer ON, alta de 2,88%; Qualicorp ON, alta de 2,42%;e Rumo ON, alta de 2,29%.

As ações com perdas
Siderúrgica Nacional ON, queda de 2,08%;JBS ON, queda de 2,27%; Bradespar PN, queda de 1,98%.

A Petrobras ON recuou 1,95% e a PN, queda de 1,77%.

A Vale ON ficou em queda de 2,33% e a PN, queda e 1,57%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Pagamento de dividendos para esta quarta-feira: Odontoprev.

Moedas

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira, com as atenções para o cenário político doméstico.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3, 291 para a compra e R$3, 292 para a venda, queda de 0,53%.

O euro ficou em R$3,731 para a compra e R$3,733 para a venda, queda de 0,65%.

A libra ficou em R$4,252 para a compra e R$4,253 para a venda, queda de 0,59%.

Hoje, o Banco Central do Brasil divulgou os dados da entrada e saída de dólares do país no mês de junho. O resultado ficou negativo, ou seja, a saída superou a entrada em US$ 4,301bilhões. O fluxo negativo veio do segmento financeiro, com saldo em US$ 8,928 bilhões, enquanto o resultado comercial ficou positivo em US$ 4,627 bilhões.

No primeiro semestre, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 7,478 bilhões. O fluxo financeiro apresentou resultado negativo de US$ 24,051 bilhões, enquanto o comercial ficou positivo em US$ 31,529 bilhões.

No cenário externo, o índice ICE Dólar DXY, ficou abaixo de 0,1% em US$ 96,26.

Commodities

O preço do petróleo WTI para setembro derreteu em 4,04% aos US$ 45,17 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,65% a US$63,23 a tonelada seca e com 62% de pureza.

Com apoio de Ags. internacionais

 


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