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A semana começou com o bom humor nos mercados acionários globais com os primeiros indicadores econômicos despertando mais as atenções para a Alemanha, Japão e China. De outro lado, alguns números mistos da economia dos Estados Unidos ficaram na pauta dos analistas, principalmente, com pela apresentação do relatório mensal do Federal Reserve na quarta-feira (12).

Enquanto isso, no Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados dava início a discussão sobre o destino político do presidente Michel Temer depois das delações da JBS acatadas pela Procuradoria Geral da República (PGR). Até aí, nada que pudesse incomodar.

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Na terça-feira (11), as atenções se voltaram para os Estados Unidos, com Donald Trump Junior publicando e-mails que revelavam que ele buscou receber informações que pudessem prejudicar Hillary Clinton com apoio direto da Rússia à campanha do pai. O filho de Trump divulgou no Twitter os e-mails para ser “totalmente transparente” sobre como e porque foi realizada uma reunião com uma advogada. O encontro ocorreu no dia 9 de junho de 2016 na Trump Tower de Manhattan e foi revelado pelo jornal “The New York Times”. O presidente elogiou a atitude do Junior.

Na quarta-feira (12), porém, a tranquilidade foi literalmente interrompida e o Brasil teve mais um “Dia Histórico”, como cenas que ninguém poderia imaginar: senadoras almoçando na mesa do presidente do Senado Federal e no escuro. O protesto foi gerado pela oposição para impedir a votação da Reforma Trabalhista (PLC 38/2017) no Senado.

Depois de quase seis horas de ocupação, a sessão foi retomada, o texto foi aprovado e já é Lei sancionada ontem (13) pelo presidente Temer.

Ainda na quarta-feira (12), enquanto a CCJ discutia sobre o destino político de Temer e ele já comemorava a aprovação da Reforma Trabalhista, por volta das 3 da tarde uma notícia caiu como “bomba” no País: a sentença condenando o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo Juiz Federal, Sérgio Moro, no processo do Triplex do Guarujá, litoral Sul de São Paulo.

Com 238 páginas, a sentença de Lula, que também responde por mais quatro processos, proíbe a ocupação de cargo público e uma multa de R$660,7 mil. Porém, Moro absolveu Lula por lavagem de dinheiro pelo acervo presidencial por falta de provas.

A decisão de Moro gerou comemoração e também manifestações contrárias em várias partes do País. O ex-presidente não perdeu a oportunidade de “indiretamente” dar prosseguimento a sua campanha para disputar a Presidência da República em 2018.

Na página do Diretório do PT, a nota oficial destacava que a condenação do ex-presidente representava um ataque à democracia e à Constituição Federal e que se tratava de perseguição “que se constitui em uma aberração constitucional.”

Chegamos na quinta-feira (13) e o parecer pela não admissibilidade da denúncia apresentada pela PGR foi votada e o presidente Temer ganhou mais uma disputa. A decisão final ficou para agosto na votação em Plenário.

Diante disso tudo, o presidente Temer já respira pela Reforma Trabalhista, pelos indicadores econômicos dando pistas de recuperação no primeiro semestre e com o mercado financeiro seguindo embalado. Apesar do recuo em 0,51% no IBC-BR, que é um termômetro para o PIB, que foi divulgado hoje o otimismo prevaleceu na equipe econômica.

Mas o presidente tem pela frente ainda vários desafios, sendo que o maior deles é definir regras para empregar mais de 14 milhões de brasileiros. Ainda não dá pra comemorar!

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos nesta sexta-feira, como otimismo tomando conta pela recuperação da economia global.

Ao final da jornada, o índice MSCI Asian Pacific fechou em alta de 0,4% aos 156.81, em Hong Kong, para encerrar a semana em alta de 2,7%. O índice Asia Dow subiu 0,49% para 3.435. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,16% aos 26.389. O Xangai Composite ficou em alta de 0,13% aos 3.222. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta 0,09% aos 20.118 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,21% aos 2.414 pontos. O índice Sensex, bolsa da Índia, fechou em queda de 0,05% aos 32.020. O índice FTSE Straits Times de Singapura fechou em alta de 1,60% aos 3.287.

No Japão, a Toyota Motor ajudou o índice com o iene enfraquecido e puxando o Topix para o melhor resultado. Ainda por lá, as ações das empresas de varejo recuaram.

Prevaleceu também nos mercados asiáticos, os resultados dos bancos JP Morgan, Citigroup e Wells Fargo previsto para o final do dia.

O dólar voltou para ¥ 113,45. As moedas foram pouco alteradas em relação ao dólar norte-americano na sexta-feira na Ásia.

EUROPA

As bolsas da Europa recuam nas negociações desta sexta-feira, depois das valorizações ao longo do dia. A virada foi puxada pelos resultados financeiros de bancos e também com os indicadores mostrados pelas instituições e o governo dos Estados Unidos, porém, o índice regional conseguiu manter a alta com a recuperação de commodities.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,18% aos 386.84, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) caiu 0,14% aos 21.492; o Ibex 35 (Madri) recuou 0,03% aos 10.655; o DAX 30 (Frankfurt) recuou 0,08% aos 12.631; o FTSE-100 (Londres) perdeu 0,47% aos 7.378; o CAC 40 (Paris) ficou estável aos 5.235 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) recuou 0,31% aos 5.302.

Na semana o Stoxx Europe subiu 1,8%, o maior ganho na semana desde o começo de maio.

Ao longo da semana, as ações subiram embaladas pelas falas da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, de que as taxas de juros não precisam ser mais elevadas no curto prazo.

As ações dos bancos puxaram o índice Banks FX7 para baixo de 0,7%. Os credores europeus seguiram as ações bancárias dos Estados Unidos, depois das apresentações dos balanços dos principais bancos norte-americanos.

Esses grandes bancos registraram lucros superiores aos previstos, mas apresentaram receita comercial mais fraca, ficando aquém do que os analistas esperavam e levantando questões sobre o que os credores europeus dirão sobre as receitas quando começarem a divulgar resultados financeiros nas próximas semanas.

Entre os principais bancos europeus que viram os papéis recuando estavam os do Deutsche Bank AG, queda de 0,48%, Santander, queda de 0,9%, e o BNP Paribas, queda de 0,93%.

Na próxima semana, o foco fica para o Banco Central Europeu (BCE) na reunião de política monetária entre quarta e quinta-feiras.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam a semana valorizados, apesar dos resultados financeiros de três bancos e também com os indicadores mistos mostrados hoje abaixo das estimativas. A tranquilidade para as compras veio com a apresentação da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, em dois dias no Congresso norte-americano.

A presidente do Fed garantiu que no curto prazo a atual política monetária será mantida. A alegação desta vez foi a inflação abaixo dos 2% esperados pelo banco central. A certeza da cautela dos consumidores dos Estados Unidos pode ser mostrada hoje nos resultados das vendas no varejo.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,47% aos 2.459; o Dow Jones ficou em alta de 0,39% aos 21.637; e o Nasdaq ficou em alta de 0,61% aos 6.312.

Na semana, os principais índices de ações registraram ganhos sólidos, liderados por um aumento de 2,6% no Nasdaq, um ganho de 1,4% para o S&P 500 e uma subida de 1% para o Dow Jones.

Com uma inflação fraca e dados menos rígidos apontando para o crescimento menor no segundo semestre, os analistas apostam que o Fed será mais prudente em mexer com as taxas de juros e pode até adiar uma redução esperada do balanço em setembro.

Resultados dos bancos

O Citigroup Inc. ficou com lucro líquido de US $ 3,9 bilhões, ou US $ 1,28 por ação, no segundo trimestre, abaixo de US $ 4,0 bilhões, ou US $ 1,24 por ação, no período do ano anterior. A receita chegou a US $ 17,9 bilhões, superior a US $ 17,5 bilhões.
O Wells Fargo, com sede em São Francisco, reportou lucro de US $ 5,81 bilhões, ou US $ 1,07 por ação. Isso se compara com US $ 5,56 bilhões, ou US $ 1,01 por ação, no mesmo período de 2016.

Os resultados do banco incluíram um benefício fiscal de US $ 186 milhões durante o segundo trimestre, a maioria estava relacionada a um acordo alcançado em junho para vender seu negócio de seguros comerciais. Isso aumentou os ganhos por ação da Wells Fargo em 4 centavos.

A receita líquida de juros aumentou 6,4% para US $ 12,48 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado. As empresas de empréstimos de bancos grandes foram ajudadas nas últimas semanas pelos aumentos das taxas de juros e das taxas de juros dos Estados Unidos.

BRASIL

O Ibovespa fechou a semana em alta de 5%, com destaque para as negociações de quarta-feira, quando o índice rompeu os 65 mil pontos, com o estresse no cenário político.

Nesta sexta-feira, os investidores ficaram pautados nos mercados internacionais, em especial para os números da economia norte-americana. Nem mesmo o IBC-BR apresentado hoje pelo Banco Central do Brasil, que é uma prévia para o PIB, mostrando queda de 0,51% em maio tirou o apetite para as compras na bolsa paulista.

O Ibovespa fechou em alta de 0,40% aos 65.436 pontos. O giro financeiro ficou em R$6,1 bilhões.  O IEE ficou em alta de 0,16%.

“O cenário político deu uma trégua e o mercado acompanhou os demais lá fora. Esse movimento deverá se mantido. Claro que isso pode mudar se surgir mais alguma denúncia de PGR ou delação. O foco se volta agora para commodities e indicadores ”, considerou o operado da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

As ações com ganhos
MRV ON, alta de 328%; CEMIG PN, alta de 2,16%; Qualicorp ON, alta de 1,77%; Klabin ON, alta de 2,48%; e Braskem PNA, alta de 1,75%.

As ações com perdas
Eletrobras PNB, queda de 5,11%; Eletrobras ON, queda de 4,64%; Lojas Renner ON, queda de 2,00%; Marfrig ON, queda de 1,75%; e Hypermarcas ON, queda de 0,96%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,52% e a PN, alta de 1,40%.

A Vale ON ficou em alta de 1,17% e a PN, alta de 1,39%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Ainda nesta quinta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos pode aumentar restrições à importação de aço, que na verdade é uma boa notícia para as metalúrgicas. Trump reiterou sua estratégia de limitar a importação de aço no mercado norte americano, por entender que as empresas sofrem com dumping. O presidente norte-americano ainda declarou que “há duas maneiras (de reduzir as importações) – cotas e tarifas.”

Moedas

O dólar comercial fechou a semana em queda de 2,88%. A desvalorização é a maior desde o dia 17 de maio quando o País tomou conhecimento da delação premiadas dos donos da JBS.

Hoje, no interbancário, o dólar fechou cotado aos R$3,183 para a compra e R$3,184 para a venda, queda de 0,73%.

O euro fechou cotado aos R$3,647 para a compra e R$3,649 para a venda, queda de 0,33%.

A libra ficou em R$4,166 para a compra e R$4,169 para a venda, alta de 0,23%.

No cenário externo, o dólar DXYcaiu 0,67%, com as taxas de juros mais baixas depois de decepcionantes vendas no varejo. O índice Dólar ICE caiu 0,6% para 95,11, seu menor nível em 10 meses.

A libra subiu 1,3% a US $ 1.3108, e o euro ganhou 0,6% para US $ 1.1469.

Commodities

O contrato futuro do petróleo tipo WTI para entrega em agosto foi negociado a US$ 46,61 o barril, com alta de 1,15%, no momento.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 2,90% a US$65,91 a tonelada seca e com 62% de pureza.

Bom fim de semana!


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