Clicky

Profitchart Pro 728×90

O mês de setembro foi bem movimentado nos mercados acionários globais, com os índices de peso marcando recordes históricos e os investidores mais desvinculados dos cenários políticos.

No mês, o susto ficou para a guerra verbal entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, que conseguiu provocar o temor global ao seguir com os testes de mísseis e também com a bomba de hidrogênio (H) para os lados do Japão. A provocação gerou reuniões do Conselho de Segurança da ONU, que acabou impondo mais sanções econômicas ao país de Kim Jong-un.

Profitchart Pro 300×250

Fora isso, os indicadores apresentados ao longo do mês revelaram fortalecimento das economias ao redor do mundo, inclusive a Grécia. Esse resultado motivou os bancos centrais dos mais importantes países a reavaliarem suas políticas monetárias. Nessa onda, até o Banco Central da Inglaterra, que é resistente em mexer com juros, sinalizou uma alta para novembro.

Na Ásia, as notícias não foram relevantes e os índices mostraram que por lá tudo vai bem e a China ainda é a gigante em crescimento. Fora o Japão, que teve uma surpresa essa semana com o primeiro-ministro Shinzo Abe dissolvendo o Parlamento e convocando eleições para o dia 22 de outubro. A economia segue em alta.

Na Europa, o mês foi bem importante no cenário político. Os alemães escolheram mais uma vez como primeira-ministra Angela Merkel.

As economias por lá seguem no positivo, com a Zona do Euro em destaque e o Banco Central Europeu – BCE prometendo alterar o programa de flexibilização quantitativa ainda este ano.

No Reino Unido, as discussões sobre o Brexit estão em ritmo avançado. Os números da economia estão positivos.

Nos Estados Unidos, fora a troca de farpas entre o presidente Trump e o líder Jong-un, os furacões foram os grandes vilões do mês. Os estragos, ainda não contabilizados totalmente, mexeram com os mercados. A paralisação do núcleo energético do País na região do Texas puxou os estoques de petróleo.

Do lado econômico, as notícias corporativas e empresas de tecnologia sustentaram o humor em Wall Street, que fechou em recordes, e acabou por desvalorizar a moeda local.

Considerando também indicadores mistos, a atenção para outubro fica com o plano tributário apresentado por Trump essa semana.

Por aqui, o lado político seguiu confuso, mas o mercado financeiro ficou de lado.

O Ibovespa foi destaque em recordes históricos, o dólar perdeu força e os indicadores econômicos deram certo alívio. O País está mesmo saindo de uma de suas piores crises.

O combate a corrupção segue forte, com operações diárias da Polícia Federal na Operação Lava Jato, entre outras, e com nomes de peso cruzando o céu do País. Quase que diariamente partem voos para os presídios de Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre os presos que viajaram nas aeronaves da PF no mês de setembro estavam os irmãos Batistas , Grupo JBS, e também o ex-ministro, Geddel Vieira Lima. Aliás, Geddel surpreendeu o país por ter um apartamento exclusivo no Bairro da Barra, área nobre de Salvador (BA), para guardar malas e caixas de dinheiro. Foram mais de 14 horas de contagem até o montante final de R$51 milhões. O País parou para ver no dia 05 deste mês.

E assim fechou setembro.

ÁSIA

As bolsas de valores asiáticas fecharam em alta, fora o Japão com o iene subindo em relação ao dólar nos negócios de ontem. A China, que divulga números essa noite, permanecerá em feriado por uma semana.

O índice Asia Dow ficou em alta de 0,72% aos 3.428. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,48% aos 27.554. O índice Nikkei 225 ficou em queda de 0,03% aos 20.356. O Xangai Composite ficou em alta de 0,28% aos 3.348. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,90% aos 2.394 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,22% aos 3.219. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou estável aos 31.283.

Os números da economia japonesa apresentados hoje mostraram fortalecimento mais uma vez.

EUROPA

Os índices de peso das bolsas europeias reagiram nesta sexta-feira e fecharam em terreno positivo, fora o FTSE 100, Londres, que manteve quase o mesmo patamar da sessão anterior com os dados econômicos apresentados hoje. O setor bancário continuou para cima sob a influência de um aperto monetário por parte dos bancos centrais.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,24% aos 382.88, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) subiu 0,61% aos 22.491; o Ibex 35 (Madri) ganhou 0,05% aos 10.297; o DAX 30 (Frankfurt) subiu 0,25% aos 12.600; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,11% aos 7.263; o CAC 40 (Paris) ganhou 0,49% aos 5.267 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,63% aos 5.409.

No mês de setembro, o Stoxx Europe subiu 3,6%, a maior valorização mensal desde dezembro do ano passado. No fechamento do terceiro trimestre, o índice subiu 2,1% depois de uma queda de 0,5% no trimestre anterior.

De acordo com analistas, esse comportamento pode mudar com as discussões avançadas do Brexit e uma recuperação ainda leve na região Sul da Europa.

Além das recentes declarações do Federal Reserve, o Banco Central Europeu sinalizou que o programa de flexibilização quantitativa poderá sofrer alterações até o final deste ano. E, finalmente, o Banco Central da Inglaterra também apontou para taxas de juros mais elevadas em novembro, isso depois de uma década.

Todas essas probabilidades são consequências de economia fortalecidas, conforme os dados de hoje. Apenas no Reino Unido o crescimento do segundo trimestre mostrou fragilidade, queda para 1,5% de 1,7%.

Entre as ações de bancos que subiram nesta sexta-feira nos mercados europeus estavam as do Royal Bank da Inglaterra, alta de 6,6%, as do Commerzbank da Alemanha, alta de 10% e o BNP Pariba da França, alta de 5,2%. Todas essas ações puxaram o índice bancário para 0,4% na sessão de hoje.

Na contramão ficaram as ações da Volkswagen, queda de 0,3%, depois que a gigante de automóveis divulgou resultado financeiro do terceiro trimestre com um prejuízo de €2,5 bilhões (US$2,94 bilhões) por convocação de recal na América do Norte.

Ainda refletiram nesta última sessão do mês os indicadores da Alemanha, França e da Europa, bem como as expectativas para o referendo na região da Catalunha, marcado para este domingo (01), com as autoridades tentando por mais uma vez a independência da Espanha. As autoridades espanholas não reconhecem a decisão da região mais rica do País.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam a última sessão do mês com ganhos, com o índice Russell 2000 de small caps batendo recorde. O mês de setembro na bolsa de Nova York também foi histórico, com ações de bancos e de tecnologia ofuscando os prejuízos contabilizados pelas empresas afetadas pelas passagens de furacões.

Ao final, S&P subiu 0,37% aos 2.519. O Dow Jones avançou 0,11% aos 22.405. O Nasdaq ganhou 0,66% aos 6.495.

O índice S&P ganhou 0,7% ao longo da semana e 1,9% ao longo do mês, marcando o oitavo trimestre consecutivo, ganhando 3,9% desde julho.

O Nasdaq subiu 1,1% ao longo da semana e cresceu 1% ao longo do mês, enquanto seu ganho trimestral é de 5,8%.

O Dow Jones subiu 0,3% na semana, mas apresentou sólidos ganhos mensais e trimestrais. Ao longo do mês passado, o Dow subiu 2,1%, enquanto no trimestre subiu 4,9%.

O Russell 2000 subiu 2,08 pontos, ou 0,1%, para 1.490,86. O índice de pequena capitalização subiu 2,8% ao longo da semana e 6,1% ao longo do mês. Ao longo do trimestre, cresceu 5,4%.

As ações com ganhos nesta sexta-feira estavam as da Micron Technology subiram 3,6%, com recomendação de compra e elevação do preço alvo. As ações da Amazon subiram 0,5%, mesmo depois da tentativa de invasão de hackers.

Ao longo do mês de setembro, os investidores ficaram atentos ao aumento da tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. Além do mais, as passagens de três furacões paralisaram as operações de refinarias na região do Texas e provocaram estragos bilionários para empresas, o que acabaram por derrubar índices econômicos dos Estados Unidos, conforme avaliou o Federal Reserve e o governo norte-americano.

O banco central, que fez mais uma reunião este mês, acredita que haverá uma recuperação da inflação de dos salários e que isso será importante para a decisão de elevar mais uma vez as taxas de juros até dezembro.

De outro lado, o que poderá pesar no comportamento do mercado financeiro será o plano fiscal apresentado pelo presidente Donald Trump, ainda sem esclarecimentos.

BRASIL

O Ibovespa está encerrado o terceiro trimestre em alta de 12,7%. No mês de setembro, o principal índice da bolsa de valores de São Paulo ficou com ganho de 4,8% e acumula alta em 2017 de 23,3%. Porém, na semana, o índice recuou 1,45%.

Para esta sexta-feira, depois de sucessivos pregões no vermelho, o Ibovespa fechou em alta de 0,99% aos 74.293 pontos, na carona com os demais e sob a influência de indicadores econômicos do Brasil. O volume financeiro ficou em R$8,9 bilhões, uma constante no mês superando a média diária de R$7,5 bilhões. O IEE ficou em alta de 1,20%. Os preços das commodities ficaram sem direção, com destaque para o petróleo de referência, Brent, queda de 4,39%.

As ações com ganhos
Sid. Nacional ON, alta de 5,84%; Kroton ON, alta de 4,97%; Smiles ON, alta de 4,60%; Qualicorp ON, alta de 3,38%; Rumo ON, alta de 3,33%; e JBS ON, alta de 3,03%.

As ações com perdas
Suzano Papel PNA, queda de 2,45%; Fibria ON, queda de 0,70%; Embraer ON, queda de 0,72%; Cemig PN, queda de 0,87%; e TIM Participações ON, queda de 1,20%.
A Petrobras ON recuou 0,63% e a PN, queda de 0,26%.

A Vale ON ficou em alta de 0,38% e a PN, alta de 0,96%.

A Eletrobras PNB estava em queda de 1,59%.

Análise de Alvaro Bandeira

Com certeza o mês de setembro entrou para a história da Bolsa de Valores de São Paulo, clima bem diferente de 17 de maio desse ano com a delação dos donos da JBS, com o índice principal perto dos 76.400 pontos e influenciado pelos números da economia doméstica. “Foi um setembro marcante, com alta por vários pregões e o Ibovespa em recordes históricos. Os números de nossa economia mostraram recuperação e sinalizaram para um importante salto. Vimos uma inflação caindo, a produção industrial subindo, os juros também para baixo e um esforço do governo para encontrar saída na recomposição do rombo orçamentário, isso tudo desde junho”, destacou o analista.

Já para o cenário externo, Bandeira destacou o conflito geopolítico e o desempenho das principais economias. “O que acompanhamos em setembro, do lado econômico, foram os números importantes da China, Japão, Zona do Euro e Estados Unidos. Porém, o que chegou a estressar um pouco foi a guerra verbal entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, que acabou influenciando o humor dos investidores, inclusive por aqui. Ainda nos Estados Unidos, a presidente do Fed [Janet Yellen] já apontou para a alta nas taxas de juros até dezembro, mas o que já está gerando ruídos é a reforma tributária proposta por Donald Trump, que também quer a repatriação de US$3 trilhões. Como isso vai ocorrer não sabemos, sendo que os mercados já estão especulando e seria muito ruim para os emergentes”, considerou.

Sobre o peso no mercado financeiro com o quadro político doméstico, o analista destaca as denúncias contra o presidente Michel Temer e as novas declarações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O lado político foi bem confuso, com denúncias, declarações, delações e com o mercado esperando por decisões importantes no Congresso. Isso tudo acabou por pesar também na queda por seis pregões do Ibovespa, que mesmo assim ainda conseguiu fechar o mês em alta de quase 5%. Conforme já tinha previsto de que em algum momento ocorreria uma realização, as seis quedas do índice foi um pouco demais. Mas ainda sigo na opinião de que a alta será retomada, claro que se nada ocorrer no cenário geopolítico. Segue também a expectativa para a retomada das reformas relevantes no Congresso. Que venha outubro”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Moedas

O dólar comercial fechou o terceiro trimestre em alta de 1,58%. No ano, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 2,52%. No mês de setembro a divisa ficou em alta de 0,63% e ganho de 1,27% na semana.

O comportamento da divisa foi atribuído ao cenário político interno e também ao aumento da tensão na Península Coreana, que acabou por enfraquecer a moeda também no mercado norte-americano.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda ficou em R$3,166 para a compra e R$3, 167 para a venda, queda de 0,48%.

O euro ficou em R$3,740 para a compra e R$3,741 para a venda, queda de 0,30%.

A libra ficou em R$4,240 para a compra e R$4,242 para a venda, queda de 0,87%.

No cenário, a Bitcoin ficou em alta de 0,42% aos $4,180,59 e acumulando $69,3 bilhões. A Bitcoin Cash ficou em queda de 2,13% aos $438,69 e acumulando $7,2 bilhões. A Ether ficou em queda de 2,01% a $292,21 e acumulando $27,7 bilhões.

O dólar DXY, que mede a divisa com seis pares, ficou em queda de 0,1% aos 93,002. Na semana, o índice subiu 0,9% e fechando o trimestre em queda de 2,8%.

O dólar WSJ, que é comparado 16 moedas, ficou estável a 86,23. Na semana, o ganho foi de 0,80%.

Contra a sua homóloga japonesa, o dólar recuperou ¥ 112,45, comparado com ¥ 112,35 no final da quinta-feira em Nova York. O ganho semanal ficou em 0,4%, para o mês o ganho foi de 2,2% e 0,1% no trimestre.

O euro ficou em US $ 1,1826, ante $ 1,1788 no final da quinta-feira em Nova York, tendo perdido mais de 1% na semana a semana. A moeda compartilhada ficou em 0,7% para o mês e um aumento trimestral de 3.5%.

A libra britânica estava comprando US $ 1,3418, abaixo de US $ 1,3441 na quinta-feira. Na semana, a libra caiu 0,6% e no mês subiu 3,8% em setembro, configurando-se para um ganho trimestral de 2,9%.

Commodities

O petróleo referência, Brent, fechou em queda na bolsa de Futuros de Londres, ICE, em 4,39% aos US$57,28 o barril.

O petróleo WTI segue em alta de 0,06%, cotado a US$ 51,59 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,34% aos US$62,05 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$905,69, alta de 0,08%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$890,23 e alta de 0,56%, a tonelada.

Bom fim de semana!


Assuntos desta notícia