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Nunca se falou tanto em reforma como nessa semana, muito confusa no cenário doméstico, quando as discussões sobre a Previdência tomaram grandes proporções e com as agências de classificação de risco mantendo o foco central no Brasil. Não muito diferente ficou a reforma Tributária para os Estados Unidos, com o Senado e Câmara tentando alinhar o texto para aprovação e sanção da Lei pelo presidente Donald Trump.

Para completar o quadro de agitação, quase todas as economias apresentaram indicadores nos últimos dias e os bancos centrais dos Estados Unidos, Europeu, Inglaterra, Indonésia, Filipinas, entre outros da região, também divulgaram políticas monetárias. Sem muita polêmica tudo ficou dentro do precificado pelos mercados.

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Na Ásia, em grande parte, os investidores mantiveram a aversão esperando pelo Federal Reserve e na carona com Wall Street. Mais uma vez, as ações de tecnologia não apresentaram ganhos relevantes. A China divulgou números mistos e o Japão ficou em linha.

Na Europa, fora discussões sobre Brexit, os indicadores econômicos confirmaram as estimativas dos analistas de que a Zona do Euro segue forte. Alemanha, França e Espanha são os três pilares de sustentação da região.

Ainda no Velho Continente, o Banco Central Europeu – BCE encerrou a reunião de dois dias ontem e manteve inalterada a taxa de juros, mas já dá pistas de que poderá mudar a política monetária ao final de 2018 ou começo de 2019. Os índices de peso das bolsas da região azedaram por dois dias.

Nos Estados Unidos, fora a polêmica sempre gerada pelo presidente Donald Trump, a bolsa de Nova York ficou volátil por alguns dias, mas mesmo assim conseguiu fechar as negociações de hoje no positivo e com os três índices de peso ficando em território positivo na soma da semana.

Por aqui, o estresse tomou conta dos mercados sem a definição para a votação da reforma da Previdência e promoveu a maior divulgação de informações confusas por parte dos políticos para a imprensa. Ninguém gostou.

Ao final desta quinta-feira, porém, o Governo anunciou para fevereiro a retomada do tema, bem como a votação logo depois do Carnaval.

Enquanto isso, os indicadores apresentados pelo IBGE, FGV/IBRE, CNI, FIPE, FIESP, FECOMERCIO-SP e SCPC Brasil e do próprio Governo Federal revelaram que a nossa economia dá mesmo sinais de retomada. Mas mesmo assim, a Fitch Ratings e Moody’s mandaram recados de como a reforma da Previdência é importante para que esse potencial de crescimento avance ainda mais.

No mercado financeiro, a bolsa de ações fechou a semana em queda, com o índice praticamente estabilizado nos 72 mil pontos, e o dólar voltando a assustar.

Ainda na semana, o destaque em todos os cantos do mundo ficou para o salto das moedas digitais, inclusive por aqui.

ÁSIA

Os mercados de ações na Ásia fecharam recuados nessa sexta-feira, depois da queda em Wall Street. Apenas o índice de ações da Coreia do Sul se recuperou as perdas de fim de sessão de quinta-feira.

O índice Asia Dow ficou em queda de 0,22% aos 3.589. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 1,09% aos 28.848. O Xangai Composite ficou em queda de 0,80% aos 3.266. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,51% aos 2.482 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,55% aos 3.416. O índice Nikkei 225 ficou em queda de 0,62% aos 22.553. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,65% aos 33.462.

A alta do Kospi se deu com os analistas atribuíram ao vencimento trimestral de opções de índice e futuros.

Os demais declínios ficaram por conta das negociações de Wall Street, que azedaram no final da sessão, com as dúvidas sobre a reforma tributária de Donald Trump. Ainda ontem, o presidente norte-americano decidiu por fim a neutralidade da internet, que já despertou novamente a atenção do mundo para mais uma medida polêmica de Trump.

O índice do Japão e Hong Kong devolveu com o dólar mais pesado e as quedas de ações de telecomunicações. O Hang Seng perdeu com ações financeiras.

EUROPA

Os índices de peso das bolsas da Europa ficaram sem direção nesta sexta-feira, com os investidores analisando indicadores e também com a cautela para o pacote fiscal dos republicanos nos Estados Unidos.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,19% aos 388.19, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda 0,44% aos 22.094; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,26% aos 10.150; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,27% aos 13.103; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,57% a 7.490; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,15% aos 5.349 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou alta de 0,55% aos 5.385.

Como os mercados estão em movimento: o índice Stoxx Europe 600 SXXP, -0,19% caiu 0,2% para 388,19, aumentando sua perda semanal para 0,3%. Na semana passada, ele cresceu 1,4%.

A libra caiu para US$ 1.3313, abaixo de US $ 1.3430 no final da quinta-feira em Nova York. Uma libra mais fraca tende a dar ao FTSE 100 um impulso, pois cerca de 75% das receitas dos componentes do índice são feitas no exterior.

O euro foi negociado em US$ 1,1768, abaixo de US $ 1,1778 no final da quinta-feira.

As preocupações em torno dos esforços liderados pelos republicanos em Washington para cortar os impostos pesou nas ações dos bancos, o segundo dia consecutivo.

Entre as ações do banco, as ações da Société Générale SA caíram 1,9% e as do HSBC Holdings PLC , 0,7%. O índice Stoxx Europe 600 Bank Index FX7, -0,59% caiu 0,6%.

Nos Estados Unidos, o Senador, Marco Rubio, disse na quinta-feira aos líderes do Senado que ele votará contra a conta de impostos, a menos que inclua uma expansão maior do crédito fiscal para crianças (no entanto, os relatórios de última hora indicaram que os legisladores fizeram avanços suficientes nesse ponto para ganhar o voto de Rubio).

Ainda assim, vários senadores republicanos expressaram dúvidas sobre a revisão fiscal antes do voto esperado no projeto de lei final na próxima semana, de acordo com The Wall Street Journal e MarketWatch.

Em Bruxelas, os líderes da União Europeia determinaram que os progressos suficientes nas negociações de Brexit foram feitos nos últimos meses para passar as conversações para a segunda fase, que inclui o comércio e o período de transição. Porém, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, advertiu que a próxima rodada das negociações da Brexit será “significativamente mais difícil” do que a primeira rodada.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos nesta sexta-feira, com os investidores apostando na aprovação da reforma tributária apoiada pelos republicanos. Os três índices ficaram valorizados na semana.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,90% a 2.675. O Dow Jones ficou em alta de 0,58% a 24.651. O Nasdaq ficou em alta de 1,17% a 6.936. O Russel 2.000 ficou em alta de 1,56% a 1.530.

As ações de tecnologia, bens de consumo e de cuidados de saúde foram as que mais ganharam.

Na a semana, o índice S&P ficou em alta de 0,9%. O Dow Jones encerrou em alta de 1,3%. O Nasdaq fechou a semana em alta de 1,4%. O Russell 2.000 , que trata de small-cap está ficou em queda de 1% na semana.

A política fiscal também influenciou os mercados. A proposta do Senado, Marco Rubio, sobre um crédito fiscal para crianças persuadiu um republicano da Flórida a apoiar a medida. Rubio ameaçou votar contra a conta de imposto, a menos que incluísse uma expansão do crédito fiscal para crianças.

Alguns analistas disseram que o ambiente econômico continua a ser bom para as ações, embora o Federal Reserve veja mais aumentos tarifários no próximo ano do que o mercado está esperando. No mais, o novo presidente do Fed, Jerome Powell, deverá assumir o posto na próxima reunião de fevereiro.

O índice de fabricação do Empire State caiu ligeiramente em dezembro, para uma leitura de 18 de 19.6 em novembro, disse o Fed de Nova York na sexta-feira. Qualquer leitura acima de zero indica condições de melhoria, embora seja a terceira gota consecutiva.

A produção industrial aumentou 0,2% em novembro para marcar o terceiro avanço direto.

Os números da Oracle Corp., gigante de hospedagem em nuvem, puxaram as ações para baixo em 3,8%. A empresa de software disse ontem que os números estão decepcionantes.

As ações da Adobe Systems Inc. subiram, 1,4% depois de vencer as previsões com seus ganhos no final da quinta-feira.

BRASIL

A bolsa de ações de São Paulo fechou a semana em queda de 0,17%, com o imbróglio que rondou a semana sobre o tema da reforma da Previdência.

Nesta sexta-feira, em dia de IPO da BR Distribuidora e do 2º Leilão de Linhas de Transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica -ANEEL. Os 11 lotes ofertados em vários estados brasileiros e resultou em R$8,75 bilhões.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,25% aos 72.607 pontos. O volume financeiro ficou em R$17,6 bilhões. O IEE ficou em alta de 1,08%, com o otimismo pelo resultado do certame de transmissão.

“O mercado ficou volátil na semana, com as incertezas que rondaram a reforma da Previdência. A frustração em postergar para fevereiro do ano que vem pesou na curva de juros (DIS), nas ações e também no dólar. Lá fora, as preocupações ficaram por conta do Fomc, que não trouxe novidade e reconheceu que a economia norte-americana está seguindo em compasso mais lento. De outro lado, os mercados da Europa foram os que mais sentiram os efeitos do Banco Central Europeu, que voltou a destacar que poderá mexer com a política monetária em 2018. Vale pontuar a clara recuperação das economias da Zona do Euro. E, por último, quem deve despontar novamente no cenário é a Grécia. A economia reagiu, mas ainda pesam fatores negativos que estão trazendo a população novamente para as ruas. Diante desse cenário, o que se vê é a economia mundial crescendo”, destacou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

As ações com ganhos
Estacio Part. ON, alta de 4,00%; Gerdau Met. PN, alta de 3,62%; Klabin ON, alta de 2,82%; Bradespar PN, alta de 2,80%; Cosan ON, alta de 2,60%.

As ações com perdas
Rumo ON, queda de 2,07%; Marfrig ON, queda de 1,60%; Petrobras ON, queda de 1,58%; Qualicorp ON, queda de 1,54%; e Braskem PNA, queda de 1,45%.

A Petrobras BRON (BR Distribuidora) ficou com prelo de R$16,00.

A Petrobras PN ficou em queda de 0,40%

A Vale disparou em alta de 1,79%, com os preços do minério de ferro (Ver abaixo).

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres em 0,14% aos US$64,57 o barril.

O petróleo WTI segue em alta de 0,40%, cotado a US$ 57,27 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,00% a US$70,54 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$972,00, alta de 1,30%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$955,47 e alta de 0,26%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial termina a semana em alta de 0,40% com o peso da reforma da Previdência. O mercado cambial ficou completamente descolado dos demais ao redor do mundo.

Ao final, no interbancário, nesta sexta a divisa fechou cotada a R$3,307 para a compra e R$3,308 para a venda, queda de 0,85%.

O euro ficou em R$3,880 para a compra e R$3,883 para a venda, queda de 1,43%.

A libra ficou em R$4,396 para a compra e R$4,400 para a venda, queda de 2,01%.

No cenário externo, o dólar americano estava em alta em relação aos seus principais rivais na sexta-feira, depois que o presidente Donald Trump indicou que a versão final da legislação tributária incluiria uma expansão do crédito fiscal para crianças e os relatórios indicaram que essas mudanças poderiam persuadir um senador republicano relutante a apoiar a conta.

O DXY estava em alta de 0,27% foi 0,4% maior em 93,871. O índice mais amplo do dólar WSJ estava em alta de 0,22% reverteu perdas anteriores e subiu 0,2% para 87,07.

O euro estava em queda 0,15% caiu para US $ 1,1761 à medida que o dólar avançou, abaixo de US $ 1,1778 no final da quinta-feira.

A libra britânica estava em queda de 0,80% caiu para US $ 1,3321 de US $ 1,3430.

O iene japonês estava em alta 0,20% a ¥ 112,65 versus ¥ 112.40 no final da quinta-feira.

Bitcoin

Os futuros de bitcoin dos Estados Unidos recuperaram acima de US $ 18.000 nesta sexta-feira, reservando um sólido ganho de 20% ao longo da primeira semana de negociação do contrato, conforme a MarketWatch.

O preço à vista da BTCUSD em criptografia, -0,57% acima de 6% para US $ 17.527 no final da sexta-feira, de acordo com a CoinDesk. O Bitcoin aumentou cerca de 10% ao longo da semana, com os investidores encolhendo os ombros com uma queda acentuada no domingo, que levou o preço para US $ 13.000.

Na bolsa de Chicago – Cboe, o contratos futuros de Bitcoin (XBT/F8) com vencimentos para 17 de janeiro ficou US$18.090,00, alta de 7,68%; o XBT/G8 com vencimento para 14 de fevereiro estava em US$18,190,00, com alta de 8,18%; e o XBT/H8 com vencimento para 14 de março ficou em US$18,220,00 alta de 8,29%.

Bom fim de semana!


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