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Os mercados acionários globais encerraram as negociações desta terça-feira valorizados, com as atenções para os Estados Unidos, em especial para o Federal Reserve e indicadores, e para a Europa, com a economia da Zona do Euro reagindo. Os preços do petróleo para cima e os ruídos de que o Irã poderá congelar sua produção ajudaram a levar os investidores para as compras.

Por aqui, o cenário segue com o cerco se fechando para as articulações nos bastidores de Brasília antes do início do processo de Impeachment de Dilma Rousseff nesta quinta-feira (25).

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Os indicadores mostrados pelo Banco Central e pelos institutos de pesquisas deram uma dimensão mais clara de como anda a economia do País e os números do governo.

A FGV/IBRE mostrou a prévia da Confiança da Indústria, o IPC-S da semana e a Inflação medida pelos consumidores.

Com esse cenário, o mercado financeiro marcou mais um dia de expectativas, com o Ibovespa puxado para cima e o dólar comercial também valorizado (Ver abaixo).

ÁSIA

As ações asiáticas ficaram sem direção nesta terça-feira, com as ações de cuidados de saúde e consumo para cima. Na contramão ficaram as energéticas, com os preços do petróleo para baixo e refletindo no mercado do Japão.

Os investidores estão à espera do discurso da presidente do Federal Reserve Janet Yellen ainda esta semana em Jackson Hole, Wyoming.

Os comentários hawkish do vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, e do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, também seguiram nas análises dos negociadores.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific subiu 0,1% para ficar aos 139,11 pontos e o Hang Seng ficou estável aos 22.998 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,16% aos 3.089 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,02% aos 27.990 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou queda de 0,61% aos 16.497 pontos.

A prévia do PMI de Manufatura do Japão estava em 49,6 nas primeiras semanas de agosto, ante os 49,3 de julho. O indicador mostra apenas uma ligeira deterioração da saúde do setor, que foi o mais fraco entre os últimos seis meses e na sequência de declínio.

A prévia para o indicador de Saída do setor Manufatureiro do Japão estava em 50,6, ante os 49,4 de julho. Este destaque é o primeiro aumento marginal desde fevereiro e foi mostrado hoje pelo Markit.

EUROPA

As Bolsas de Valores da Europa recuperaram as perdas nesta terça-feira, com os produtores de commodities em recuperação de preços e de metais. Os indicadores da região apontam para a continuação do desenvolvimento econômico.

Em Londres, o índice Stoxx Europe 600 subiu 0,9% para ficar aos 343,6 pontos no fechamento do pregão.

Entre as maiores valorizações estavam as ações da BHP Billiton e Anglo American Plc, puxando o melhor desempenho nos 19 grupos da indústria com os preços do minério de ferro subindo 0,85% na China.

Os indicadores mostraram hoje que a economia da Eurozona está dinâmica para o mês de agosto, com um compósito Índice de Gerentes de Compras para a região de 19 nações postando sua expansão mais forte em sete meses. O volume de ações negociadas foi de 18% menor do que a média de 30 dias.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1323 às 15h GMT (12h de Brasília) desta terça-feira no mercado de divisas, mantendo o valor da sessão de ontem no mesmo horário. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1339.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 2,50% aos 16.778 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 1,33% aos 8.580 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,72% aos 4.421 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,94% aos 10.592 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,59% aos 6.868 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,12% aos 4.699 pontos.

A prévia do PMI Composto da Eurozona para as primeiras semanas de agosto estava em 53,3, ante os 53,2 de julho. São sete meses em alta.

A prévia do Índice PMI da Atividade de Serviços da Eurozona estava em 53,1 nas primeiras semanas de agosto, ante os 52,9 de julho. São três meses de alta.

A prévia do PMI para o setor de Manufaturados estava em 51,8, em agosto, ante os 52,0 de julho. São três meses de baixa.

A prévia do PMI de Saída do setor de Manufaturados da Eurozona estava em 54,0 nas primeiras semanas de agosto, ante os 53,9 de julho. São oito meses de alta e todos os dados são do Markit Economics, coletados até o último dia 12 e apresentados nesta terça-feira.

Já para a Alemanha, a principal economia da Europa, a prévia do PMI Composto estava em 54,4 ante os 55,3 de julho. São dois meses de baixa.

A prévia do PMI da Atividade de Serviços estava em 53,3 para agosto, ante os 54,4 de julho. São 15 meses de baixa.

A prévia do PMI do setor de Manufaturados para as primeiras semanas de agosto estava em 53,6, ante os 53,8 de julho. São três meses de queda.

A prévia do PMI de Saída para os Manufaturados estava em 56,6, em agosto, ante os 57,0 de julho. São dois meses recuados.

Para a França, a prévia do PMI Composto de Saída estava em 51,6, nas primeiras semanas de agosto, ante os 50,1 de julho. São 10 meses de alta

A prévia do PMI para a Atividade de Serviços estava em 52,0, em agosto, ante os 50,5 de julho. São 10 meses de alta.

O PMI de Saída para o setor de Manufaturados na prévia para as primeiras semanas de agosto estava em 50,0, ante os 48,8 de julho. São cinco meses de alta.

A prévia do PMI do setor de Manufaturados estava em 48,5, em agosto, ante os 48,6 de julho. São dois meses de baixa.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos nesta terça-feira, com os investidores esperando pela apresentação da presidente do Fed em Jackson Hole, Wyoming.

O simpósio anual do Fed é usado muitas vezes pelos membros do banco para declarações importantes sobre a política monetária norte-americana.

Ao final, Dow Jones ficou em alta de 0,10% aos 18.547 pontos; o S&P ficou em alta de 0,20% aos 2.186 pontos; e Nasdaq ficou em alta de 0,30% aos 5.260 pontos.

Os preços do petróleo também subiram, um dia antes da divulgação dos estoques dos Estados Unidos nesta quarta-feira (24).

A onça do ouro ficou em queda de 0,15% a US$1,341,40.

A prévia, ajustada sazonal, para o PMI de Manufaturados – Gerentes de Compras- para os Estados Unidos estava em 52,1 nas primeiras semanas de agosto, ante alta de nove meses de julho de 52,9.

Nos Estados Unidos, as vendas de novas moradias subiram para o maior patamar em quase oito anos no mês de julho, com os construtores embalados e a demanda dos compradores permanecendo em ritmo robusto.

As vendas de casas recém-construídas aumentaram de 12,4% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 654 mil. Os dados são do Departamento de Comércio norte-americano e mostrados nesta terça-feira. Esse número foi 31,3% maior do que um ano atrás, e facilmente batendo as previsões de um ritmo 581 mil, conforme economistas consultados pela MarketWatch. O indicador em junho tinha sido revisado ligeiramente para baixo em 582 mil.

O preço médio de vendas em julho foi de US$ 294.600, 0,5% menor do que os níveis do ano anterior. Como as vendas subiram, a oferta diminuiu para valor de casas no ritmo atual de quase 4 meses e meio.

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta terça-feira em alta de 1,46%, cotado a US$ 48,10, após os sinais lançados pelo Irã a favor de um congelamento da produção entre os membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

ARGENTINA

O índice Merval, da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, fechou nesta terça-feira em alta de 2,16%, aos 15.832.48 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa avançou 1,36%, para 677.557,89 pontos, enquanto o Merval 25 subiu 2,03% e fechou aos 16.904,73.

No pregão, foram negociados 244,1 milhões de pesos argentinos em títulos (US$ 16,2 milhões), com 52 em alta, 20 em baixa e nove estáveis.

No mercado de câmbio, o dólar se manteve estável, cotado a 14,00 pesos para compra e a 15,00 pesos para venda.

BRASIL

A Bovespa manteve a valorização nesta terça-feira, com as atenções para o quadro políticos do Brasil, faltando apenas um dia para o início do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Na outra ponta, como nos demais mercados internacionais, a busca de pistas sobre quando o Federal Reserve deverá iniciar a elevação das taxas de juros dos Estados Unidos também segue no radar.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,41% aos 58.020 pontos. O volume financeiro ficou em R$6,5 bilhões.

“Mesmo com a valorização, o volume permanece baixo e representa, pelo menos neste momento, que só resta esperar com o mercado montado. Os grandes já se posicionaram comprados no índice. A decisão do Impeachment está aí e ninguém quer arriscar nada”, disse o diretor da Máxima, José Costa Gonçalves.

Entre as ações valorizadas estavam as da Fibria ON, alta de 6,77%; Suzano Papel PNA, alta de 4,61%; Braskem PNA, alta de 3,71%; Petrobras ON, alta de 3,18%; e Usiminas PNA, alta de 2,77%.

Na contramão estavam as ações das Lojas Renner ON, queda de 4,10%; Qualicorp ON, queda de 3,14%; Hypermarcas ON, queda de 2,73%; Engie Brasil ON, queda de 0,42%; e Energias BR ON, queda de 1,58%.

A Vale ON estava valorizada em 2,01% e PN, 1,54%. A Petrobras ON ficou em alta de 3,18% e a PN, alta de 2,59%.

Moedas

O dólar comercial ganhou força nesta terça-feira. Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,232 para a compra e R$3,233 para a venda, alta de 1%.

O euro ficou cotado aos R$3,653 na compra e R$3, 658 para a venda, alta de 0,86%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1323 às 15h GMT (12h de Brasília) desta terça-feira no mercado de divisas, mantendo o valor da sessão de ontem no mesmo horário. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1339.

Hoje, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, participaria de uma audiência no Senado Federal, mas foi cancelada. A fala de Goldfajn era esperada, já que existe uma expectativa no mercado cambial sobre as autuações do BC, bem como as novas perspectivas para o comportamento da inflação e, principalmente, quando a taxa referencial de juros do País, a Selic, voltará a recuar. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

Segundo um analista do mercado de câmbio, o movimento da moeda deverá permanecer neste patamar também com o destino político do País faltando pouco tempo para o processo de Impeachment de Dilma Rousseff.

Pela manhã, o BC ofertou em mais um leilão de swap cambial reverso mais 10 mil contratos. Foram negociados 300 contratos para 01 de setembro, 2.700 para 03 de outubro, 4.000 para 01 de novembro, e 3.000 para 02 de janeiro.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta terça-feira em alta de 1,46%, cotado a US$ 48,10, após os sinais lançados pelo Irã a favor de um congelamento da produção entre os membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro, novo mês de referência, subiram US$ 0,67 em relação ao fechamento de ontem.

As cotações do produto se recuperaram hoje da forte queda de ontem graças às especulações de que o Irã quer se somar aos possíveis planos de reduzir a produção para diminuir a oferta no mercado na próxima reunião dos membros da Opep.

O ministro do Petroléo da Venezuela, Eulogio Del Pino, visitou Teerã hoje e se especulou que a República Islâmica poderia estar interessada em apoiar as medidas de congelamento já que está perto de conseguir alcançar os níveis de produção anteriores às sanções internacionais.

Por sua vez, os contratos de gasolina com vencimento para o mês que vem subiram US$ 0,01, para US$ 1,49 por galão (3,78 litros).

Já os contratos de gás natural com vencimento no mesmo mês subiram US$ 0,09, para US$ 2,79 por cada mil pés cúbicos.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta terça-feira em alta de 1,62% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 49,96.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,80 acima do valor final da sessão de ontem, que foi de US$ 49,16.

Com a alta, as cotações do petróleo se recuperaram após dias consecutivos de baixa, mas ainda assim ficaram abaixo da barreira psicológica de US$ 50. Neste ano, a alta do preço do barril é de mais de 30%, o que mostra a grande volatilidade registrada no mercado do produto em 2016.

O valor do Brent vem se recuperando desde 20 de janeiro, quando registrou o mínimo anual de US$ 27,10, mas ainda está longe dos US$ 110,00 atingidos no verão de 2014 na Europa.

O minério de ferro fechou em alta de 0,85% no porto de Qingdao aos US$61,72 a tonelada.

Contratos futuros de café fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de açúcar fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de cacau fecham em alta em Nova York.


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