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Os principais mercados acionários globais fecharam sem direção única pelo segundo dia consecutivo. A sinalização de bancos centrais para um aperto monetário no segundo semestre desse ano acabou por pesar no movimento das moedas e também nos índices de peso globais.

Na Ásia, as bolsas reagiram aos movimentos em Wall Street de ontem, embora com atenção para a reunião dos bancos centrais. As expectativas são para os indicadores do Japão.

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Na Europa, as falas dos presidentes das instituições também tiraram o humor dos investidores. As atenções se voltam para os números das economias da Zona do Euro.

Nos Estados Unidos, com a estimativa do PIB apresentada hoje, a cautela na bolsa de Nova York permaneceu para as ações das empresas de tecnologia. Os bancos subiram com o teste de estresse do Federal Reserve.

Por aqui, em dia de discussões na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a Reforma da Previdência, a denúncia do presidente Michel Temer na Câmara Federal e a sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) para o caso da JBS e o ministro, Edson Fachin, finalmente foi concluída, ficaram no foco e movimentaram o dia. Ele permanece no caso.

Indicadores apresentados hoje também mostraram um raio X de como anda a saúde da economia brasileira. Embora com a meta de inflação puxada para baixo, a arrecadação do Governo Federal para o mês de maio surpreendeu.

Ao final, em dia de indicadores de peso, o Ibovespa ficou em ligeira alta e o dólar ganhou força, mas ficou abaixo dos R$3,30.

ÁSIA

As bolsas de valores da Ásia reagiram aos demais mercados e fecharam valorizadas nesta quinta-feira. No radar, as falas dos presidentes de bancos centrais reunidos no Fórum do Banco Central Europeu (BCE).

Ao final da jornada, o índice MSCI Asian Pacific fechou em alta de 0,6% em Hong Kong.O índice Asia Dow subiu 0,63% para 3.372. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 1,10% aos 25.965. O Xangai Composite ficou em alta de 0,47% aos 3.188. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta de 0,45% aos 20.220 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,42% aos 2.388 pontos. O índice Sensex, bolsa da Índia, fechou em alta de 0,08% aos 30.857. O índice FTSE Straits Times de Singapura fechou em alta de 1,34% aos 3.258.

As ações das empresas financeiras subiram para os melhores números em dois anos, em especial no Japão e na Austrália.

Os bancos centrais, na reunião de Lisboa, decidiram que as taxas de juros poderão subir com os dados da economia global revelando capacidade para suportar as condições financeiras mais apertadas.

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, desencadeou a manifestação nos bancos depois de reiterar esta semana que o aperto do banco central está no bom caminho, aumentando os rendimentos do Tesouro. O governador do Banco da Inglaterra, Mark Carney, sugeriu nesta quarta-feira que o aumento de taxa está perto.

EUROPA

As bolsas de valores europeias despencaram nesta quinta-feira, os piores resultados em quase um ano, com as expectativas dos bancos centrais sinalizando aperto monetário.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 fechou em queda de 1,34% aos 380.66,em Londres; o FTSE-MIB (Milão) caiu 1,63% aos 20.704; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 1,60% aos 10.531; o DAX 30 (Frankfurt) despencou 1,83% aos 12.416; o FTSE-100 (Londres) recuou 0,51% aos 7.350; o CAC 40 (Paris) caiu 0,99% aos 5.200 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) recuou 0,89% aos 5.141.

O índice pan-europeu recuou com as financeiras. As ações das empresas de utilidade pública, as empresas de tecnologia e os fabricantes de bens domésticos desabaram pelo menos 1,7%. O euro aumentou para o nível mais alto em um ano contra o dólar e a libra saltou, principalmente, quando o presidente do banco central do Reino Unido, Mark Carney, disse que os decisores políticos podem começar a aumentar as taxas de juros.

Já na França, as empresas de construção caíram depois que o governo de Emmanuel Macron sinalizou reduzir o programa de investimento em infraestrutura. A medida visa reduzir gastos públicos.

Ao final, o euro subiu 0,5% para US $ 1.1436, o nível mais alto nível desde a votação do Brexit no dia 23 de junho.

A libra subiu 0,5% para US $ 1.2997, sétima alta consecutivo de ganhos, a maior série de vitórias desde abril de 2015.

O dólar canadense subiu 0,2%, depois de subir 1,2% nesta quarta-feira (28), enquanto o presidente do Banco Central do Canadá, Stephen Poloz, reiterou que está considerando também para uma política mais apertada. A decisão se junta com os bancos centrais da Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Europeu.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam no vermelho nesta quinta-feira, com a ações de tecnologia recuando. O índice VIX, que mede a volatilidade na bolsa de Nova York, subiu 28%. As ações dos bancos não conseguiram sustentar os três índices, que reagiram para cima depois do teste de estresse do Federal Reserve.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,86% aos 2.419; o Dow Jones caiu 0,78% aos 21.287; e o Nasdaq despencou 1,44% aos 6.144.

As ações de tecnologia devolveram os ganhos de ontem. As ações estão oscilando nas últimas semanas, com o setor abaixo de 2,5% até agora neste mês.

A taxa de 10 anos do Tesouro atingiu 2,27%. O euro atingiu o nível mais alto em mais de um ano. O petróleo avançou.

No lado positivo, as ações financeiras subiram 0,7% depois que os 34 maiores bancos dos Estados Unidos passaram o teste de estresse do Fed e receberam luz verde para planos de retorno de capital aos acionistas. O Fed determinou que os maiores bancos do país possuem níveis “fortes” de capital e que poderiam continuar emprestando mesmo durante uma recessão severa.

Os bancos no S&P 500 saltaram com a notícia e demarcaram o caminho para a recompra de ações. O Goldman Sachs GS subiu 0,5%, enquanto o JP Morgan Chase & Co subiu 1,5%.

O índice Dólar, DXY, que mede o dólar norte-americano em relação a uma cesta de seis moedas, diminuiu menos de 0,1% para 95,57, mas caiu 1,8% até agora nesta semana.

Mesmo com o recuo de hoje, as ações globais estão preparadas para a melhor primeira metade do ano desde 1998, ganhando 11% para um recorde. Os investidores estão colocando fé na robustez dos lucros à medida que a economia continua a recuperar, com menor preocupação para a queda do petróleo, em um mercado urso, e para discussões políticas em Washington. Mas os riscos permanecem: os mercados evoluíram nesta semana, enquanto o debate sobre a normalização da política do banco central se intensificou depois de nove anos de estímulo.

BRASIL

O Ibovespa manteve a forte instabilidade nesta quinta-feira, com o foco nas decisões em Brasília e também nos relatórios apresentados hoje. o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 2019 em 4,25% e para 2020, 4%. As commodities reagiram e puxaram as ações da Petrobras e Vale.

Ao final da jornada, o Ibovespa ficou em alta de 0,36% aos 62.238 pontos. O volume financeiro ficou em R$6,1 bilhões.

As ações com ganhos
Fibria ON, alta de 3,84%; JBS ON, alta de 2,44%; Korton ON, alta de 2,40%; MRV ON, alta de 2,25%; e Suzano Papel PNA, alta de 2,01%.

As ações com perdas
Eletrobras PNB, queda de 4,71%; Eletrobras ON, queda de 4,27%; Siderúrgica Nacional ON, queda de 3,92%; Klabin UNT, queda de 2,75%; e Engie Brasil ON, queda de 2,44%.

A Petrobras ON ficou em alta de 1,01% e a PN, alta de 0,83%.

A Vale ON ficou em alta de 0,38% e a PN, alta de 0,49%.

Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, com o foco dos investidores no cenário doméstico e também no externo, com o Federal Reserve puxando os demais bancos centrais para um aperto monetário.

A decisão refletiu no euro, negociado na bolsa de Frankfurt, e também a libra na bolsa de Londres. Os presidentes das instituições dos dois países e também do Banco Central Europeu (BCE) manifestaram a intenção de aumentos nas taxas de juros. Porém, a proposta terá como base dados da economia global avaliados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Já no cenário doméstico, os números da economia doméstica, em especial o relatório do Banco Central do Brasil para a inflação divulgado hoje, e também os avanços na Reforma Trabalhista ficaram no radar.

Ao final, no interbancário, a divisa ficou em R$3,307 para a compra e R$3,308 para a venda, alta de 0,70%.

O euro ficou em R$3,777 para a compra e R$3,779 para a venda, alta de 1,21%.

A libra ficou em R$4,295 para a compra e R$4,298 para a venda, alta de 1,31%.

O Banco Central, conforme anunciado, reduziu o volume de contratos ofertados nesta quinta-feira, 7.200, em swap tradicional com vencimento para julho e conclui a rolagem de US$6.939 bilhões

Ao final, o euro subiu 0,5% para US $ 1.1436, o nível mais alto nível desde a votação do Brexit no dia 23 de junho.

A libra subiu 0,5% para US $ 1.2997, sétima alta consecutivo de ganhos, a maior série de vitórias desde abril de 2015.

O dólar canadense subiu 0,2%, depois de subir 1,2% nesta quarta-feira (28), enquanto o presidente do Banco Central do Canadá, Stephen Poloz, reiterou que está considerando também para uma política mais apertada. A decisão se junta com os bancos centrais da Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Europeu.

Commodities

O preço do petróleo WTI para agosto ficou em alta de 0,20%, a US$ 44,83 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 3,82% a US$64,71 a tonelada seca e com 62% de pureza.


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