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As questões políticas do Brasil foram os principais destaques da primeira semana do mês de julho e o mercado financeiro ficou de lado. As operações na bolsa de valores de São Paulo ficaram divididas e encerrando com o índice em queda de 0,91%.

No foco central ficou o presidente Michel Temer, que vive um “inferno astral” em meio aos ruídos de que ele deixará o cargo. O presidente disse que não sai e está na reunião do G20, em Hamburgo, Alemanha, com retorno previsto para amanhã (08).

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Enquanto isso, as discussões sobre a Reforma Trabalhista devem ser retomadas na próxima semana e a da Previdência ainda no segundo semestre, conforme vem afirmando o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ainda na semana, entre prisões da Polícia Federal, em diversas ações, a surpresa foi a prisão do ex-ministro, Geddel Vieira Lima.

A prisão na segunda-feira (03) aconteceu na Bahia e que segundo o Ministério Público Federal (MPF) o político estaria tentando obstruir a investigação de supostas irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal.

A prisão preventiva foi pedida pela PF e pelos integrantes da Força-Tarefa da Operação Greenfield, a partir de informações fornecidas em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos em acordo de colaboração premiada.

Geddel prestou depoimento nesta quinta-feira (06) e, com a cabeça raspada, chorou ao saber que não tem data para ser liberado. Ele está preso em Brasília.

Por outro lado, a Operação Lava Jato segue em desenvolvimento, mesmo com a decisão da Superintendência da PF em distribuir os delegados encarregados das investigações também para outros trabalhos. A decisão gerou incomodo nos promotores do Ministério Público Federal (MPF) que nesta sexta-feira publicaram o volume de dinheiro de propina devolvido em 10 dias, quase R$1 bilhão.

De volta ao cenário econômico, a Balança Comercial brasileira reagiu, o IPCA mostrou deflação, a produção industrial subiu, o IPC-S sofreu variação e o setor de vendas de veículos deu sinais de ligeira recuperação. Porém, o País conta com 14 milhões de desempregados.

No cenário externo, os indicadores das principais economias, Ásia, Europa e Estados Unidos ficaram comportados, com cautela apenas para o mercado de trabalho norte-americano que ficou com números mistos.

Na cesta de moedas, o dólar seguiu perdendo força, principalmente, entre as emergentes. O petróleo e o minério de ferro tiveram preços derretendo ao longo da semana.

ÁSIA

As bolsas da Ásia ficaram sem direção nesta sexta-feira, com as ações financeiras e de tecnologia puxando os índices para baixo. As expectativas ficam por conta dos dados do emprego nos Estados Unidos.

Ao final da jornada, o índice MSCI Asian Pacific fechou em alta de 0,7% aos 152,81, em Hong Kong. O índice Asia Dow caiu 0,17% para 3.339. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,49% aos 25.340. O Xangai Composite ficou em alta de 0,17% aos 3.217. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em queda de 0,32% aos 19.929 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 0,33% aos 2.379 pontos. O índice Sensex, bolsa da Índia, fechou em alta de 0,08% aos 31.369. O índice FTSE Straits Times de Singapura fechou em queda de 0,69% aos 3.229.

As ações da Canon Inc. do Japão e a Tencent Holdings Ltd. também pesaram o benchmark regional.

A queda seguiu um movimento semelhante nos Estados Unidos, já que os investidores pesavam um tom mais moderado dos bancos centrais em todo o mundo. As obrigações em toda a região se juntaram ao retiro que empurrou os rendimentos alemães para as máximas de 18 meses. A combinação de altas avaliações, ganhos fortes no acumulado do ano e um aperto na “macroliquidez” é ruim para ações, destacou uma consultoria.

Os investidores terão mais clareza sobre a maior economia do mundo hoje, quando serão apresentados os dados da folha de pagamento americana não agrícola são divulgados (Payroll).

Nesta quinta-feira, o Instituto de Pesquisa ADP disse que as folhas de pagamento privadas dos Estados Unidos subiram para 158 mil em junho, abaixo das estimativas de 188 mil.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa ficaram sem direção única nesta sexta-feira, com as empresas de tecnologia subiram e com alguns índices recuados com as ações das energéticas.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,07% aos 380.18, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 0,33% aos 21.015; o Ibex 35 (Madri) caiu 0,09% aos 10.488; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,06% aos 12.388; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,19% aos 7.350; o CAC 40 (Paris) caiu 0,14% aos 5.145 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,29% aos 5.153.

Nas negociações de hoje, os dados do trabalho no setor privado acima de 222 mil vagas, acima das estimativas de 175 mil, também ficaram no radar.

A taxa de desemprego aumentou para 4,4% em relação a uma baixa de 16 anos anterior. Ambos são indicadores de que o mercado de trabalho permanece saudável e deve apoiar o aumento contínuo dos gastos dos consumidores.

O índice do setor de petróleo e gás no Stoxx 600 caiu 1,2%, rastreando uma queda nos preços do petróleo bruto com o salto na produção dos Estados Unidos, compensou um slide nas reservas.

O euro caiu 0,4% para US$1,1381 depois de saltar 0,6% na sessão anterior, enquanto a libra enfraqueceu 0,65 para US$1,2874.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street recuperaram as perdas nesta sexta-feira, com os dados das folhas de pagamento acima das estimativas dos analistas, 222 mil. As ações de tecnologia também ajudaram nos ganhos, em semana mais curta nos Estados Unidos.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,64% aos 2.425; o Dow Jones ficou em alta de 0,44% aos 21.414; e o Nasdaq em alta de 1,04% aos 6.153.

O setor de tecnologia subiu 1,25%, liderando e impulsionado por ganhos de mais de 1% nos pesos pesados Apple , Microsoft e Facebook .

Apesar da queda de quase 3% na semana passada, o setor de tecnologia subiu mais de 17% no ano, superando os 11 maiores grupos S & P.

As ações de finanças, acima de 0,56%, também avançaram, pois se beneficiam de um aumento da curva de rendimentos.

Entre os destaques ficou a Tesla, alta de 1,42%, depois que o fabricante de automóveis elétrico de luxo disse que cerca de 3.500 veículos estavam em trânsito para clientes no final do segundo trimestre e serão contabilizados com vendas no terceiro trimestre.

Os rendimentos das obrigações ficaram mistos depois dos dados do Payroll. Os rendimentos dos títulos de 10 anos estão para cima aos 2,38% e o de dois anos em 1,39%.

Cerca de 5,74 bilhões de ações trocaram de mãos nas bolsas dos Estados Unidos, bem abaixo da média diária de 7,13 bilhões nas últimas 20 sessões.

A economia adicionou 222 mil empregos em junho, mais do que o esperado, enquanto a taxa de desemprego aumentou ligeiramente para 4,4%. Nos últimos três meses, os ganhos de empregos já atingiram 194 mil por mês.

O aumento da taxa de desemprego ocorre quando a taxa de participação da força de trabalho também aumentou ligeiramente para 62,8% em relação a 62,7% em maio. A média de horas semanais trabalhadas também aumentou para 34,5 de 34,4.

Os ganhos salariais em junho, no entanto, foram decepcionantes, com o lucro horário médio aumentando 0,2% em relação ao mês anterior e 2,5% em relação ao ano anterior.

Os ganhos horários médios são uma medida-chave das potenciais pressões de inflação e são observados de perto pelos economistas. Os salários deveriam aumentar 0,3% em relação ao mês anterior e 2,6% em relação ao ano anterior em junho.

Em maio, os ganhos salariais foram decepcionantes aumentando 0,2% em relação ao mês anterior e apenas 2,5% em relação ao ano anterior. Estes números também foram revisados no relatório de hoje para mostrar que os ganhos foram apenas 0,1% em relação ao mês passado e 2,4% em relação ao ano passado em maio.

BRASIL

O índice principal da bolsa de valores de São Paulo, Ibovespa, fechou a semana em queda de 0,91% e com os investidores voltados para o agravamento do quadro político nacional. A possibilidade de uma saída do presidente Michel Temer, a entrada do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM- RJ), e uma possível delação premiada do ex-deputado presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tiraram o apetite dos investidores para o risco.

Nesta sexta-feira, ao final da jornada, o Ibovespa fechou em queda de 0,24% aos 62.322 pontos. O volume financeiro ficou em R$6,7 bilhões. O IEE ficou em alta de 0,30%.

As ações com ganhos
Lojas Americanas PN, alta de 4,36%; Smiles ON, alta de 2,90%; Energias BR ON, alta de 2,19%; Siderúrgica Nacional ON, alta de 1,84%; Estácio Part. ON, alta de 1,83%.

As ações com perdas
Suzano Papel PNA, queda de 3,12%; Fibria ON, queda de 2,81%; Cemig ON, queda de 2,69%; Klabin ON, queda de 2,46%; e Natura ON, queda de 2,44%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1,93% e a PN, queda de 1,97%.

A Vale ON ficou em queda de 0,10% e a PN, alta de 0,07%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Análise Alvaro Bandeira

O cenário político brasileiro foi conturbado durante a semana, mais prisões, promessas de delações premiadas, decisões na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no Supremo Tribunal Federal (STF) e com o foco central no presidente Michel Temer. “A semana foi bem complicada, com o Temer tentando se segurar na defesa. Com isso, fica distorcida qualquer expectativa para o terceiro trimestre das empresas. Já os mercados ficaram mais nervosos diante do cenário político”, disse Bandeira.

No cenário externo, os indicadores apresentados ao longo da semana foram mais firmes para a Europa e os mistos dos Estados Unidos. “O que ficou na pauta foram os bancos centrais sinalizando para um aperto monetário, com o Federal Reserve prometendo reduzir seu balanço antes do esperado, quem sabe em outubro [US$4,5 bilhões]”, avaliou.

Para a semana, antes do recesso parlamentar, o movimento em Brasília deverá ser intenso. “As perspectivas são para mais pressão em cima de Temer, votações na CCJ e, com isso, o mercado deverá se pautar nos mercados lá fora mais positivos”, concluiu o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Moedas

O dólar comercial perdeu força na semana e fecha com desvalorização de 1%. O enfraquecimento da moeda ocorreu, em grande parte da semana, com o cenário doméstico politico doméstico. Já no externo, a desvalorização permaneceu ante os pares e as emergentes.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou em R$3,278 para a compra e R$3,279 para a venda, queda de 0,58%.

O euro ficou em R$3,739 para a compra e R$3,742 para a venda, queda de 0,63%.

A libra ficou em R$4,228 para a compra e R$4,232 para a venda, queda de 1,05%.

O índice Bloomberg Dollar Spot subiu menos de 0,1%, atingindo um aumento semanal de 0,4%.

O iene caiu 0,6% para 113,934 por dólar, revertendo um ganho anterior de 0,1%. A moeda caiu mais de 1% na semana, indo para a maior desvalorização desde o final de abril.

O euro caiu 0,2% para US $ 1.1404 depois de saltar 0,6% na sessão anterior, enquanto a libra enfraqueceu 0,6% para US $ 1.2889.

Commodities

O preço do petróleo WTI para agosto estava em queda de 2,57%, a US$ 44,35 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 1,36% a US$62,80 a tonelada seca e com 62% de pureza.

 


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