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A segunda semana de novembro não foi interessante para os mercados acionários globais. Sem muitos indicadores econômicos, os investidores e analistas se voltaram para os balanços financeiros das empresas e para as “trapalhadas” dos políticos. O estresse tomou conta e deixou os investidores à beira de uma crise de nervos, principalmente por aqui.

Na Ásia, o destaque ficou para a viagem do presidente Donald Trump, com declarações de alianças comerciais e a tentativa de juntar aliados para pressionar a Coreia do Norte.

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Na Europa, os investidores mantiveram o mau humor com os balanços financeiros e para as negociações sobre o Brexit. A falta de clareza no pacote fiscal de Donald Trump também ajudou a puxar os índices regionais para baixo.

Nos Estados Unidos, as bolsas mantiveram o terreno negativo. Os três índices de peso fecharam em recordes na quarta-feira, mas devolveram nas negociações de ontem e de hoje. Os rumores de que a reforma fiscal que vem sendo esperada há mais de um ano talvez fique para 2018 e 2019. Desta vez, a falta de acordo sobre o texto está ocorrendo entre os próprios republicanos, que é o partido de Trump.

Ainda por lá, os balanços e as empresas de tecnologia seguem pesando no desempenho dos índices. Os preços das commodities avançaram ao longo da semana, mas voltaram nesta sexta-feira e puxaram as energéticas.

Finalmente, por aqui, segue sem saída a Reforma da Previdência. A sucessiva falta de clareza nas declarações e emendas para o texto por parte do governo e congressistas acabou por tirar o apetite dos investidores.

Na última quarta-feira (08), uma declaração do presidente Michel Temer afetou o comportamento da bolsa de ações, que despencou, e puxou o dólar para cima. Porém, na quinta-feira (09), depois de um vídeo gravado pelo presidente tentando justificar o “desabafo”, os mercados estabilizaram. Os investidores voltaram com cautela, mas o brilho dos últimos recordes do Ibovespa foi ofuscado.

A semana, no entanto, foi recheada de indicadores de peso, principalmente nesta sexta-feira, mas não foram suficientes para acalmar o mercado financeiro.

A bolsa de ações de São Paulo fechou em forte queda na semana e no dia. O dólar fechou a semana em alta e também na sessão.

Nos demais mercados globais, a moeda ganhou força na semana e recuou hoje. As moedas digitais estão fechando desvalorizadas.

ÁSIA

As bolsas de ações da Ásia fecharam divididas nesta sexta-feira, com o Japão liderando as perdas e os investidores acompanharam os índices em Wall Street na sessão de ontem ante as dúvidas do plano fiscal do presidente Donald Trump. As ações de tecnologia seguiram pressionando os índices regionais.

O índice Asia Dow ficou em queda de 0,04% aos 3.629. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,05% aos 29.120. O Xangai Composite ficou em alta de 0,14% aos 3.432. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 0,3% aos 2.542 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,11% aos 3.420. O índice Nikkei 225 ficou em queda de 0,82% aos 22.681.

O iene comprou o dólar americano em torno de ¥ 113,31, em comparação com 113,59 ienes no fechamento do mercado de ações de quinta-feira.

As ações de fabricantes de caíram em Tóquio, estendendo a fraqueza da sessão anterior, depois que a gigante da tecnologia Qualcomm assinando acordos preliminares com três empresas chinesas para fornecer componentes. Com isso, aumentou o receio de que outras empresas da região que dependem das patentes da Qualcomm para desenvolver e produzir chips fiquem em desvantagem.

Na Coreia, o índice Kospi caiu 0,4%, com Samsung Electronics perdendo até 1% e fabricante de chips SK Hynix perdendo 1,7%.

No Japão, O índice de atividade da indústria terciária foi de 104,6, uma queda pelo segundo mês consecutivo de -0,2% em relação ao mês anterior. Em termos gerais, os serviços de escritório diminuíram 103,4 e -0,7% pelo quarto mês consecutivo. No geral, a atividade da indústria terciária se estabilizou em um nível alto.

EUROPA

Os mercados de ações da Europa deslizaram nesta sexta-feira, com os investidores olhando com cautela para a temporada de balanços e também para as discussões sobre as medidas fiscais do presidente Donald Trump, que ainda não saíram do papel.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,35% aos 388.69, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) caiu 0,36% aos 22.560; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,48% aos 10.092; o DAX 30 (Frankfurt) perdeu 0,42% aos 13.127; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,68% aos 7.432; o CAC 40 (Paris) caiu 0,50% aos 5.380 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,38% aos 5.301.

As empresas de artigos de luxo, como a suíça Richemont, que marcou queda de 3,6% nos papéis, depois de projeções de vendas abaixo da estimativa, também pressionaram os índices.

As ações da Altice NV caíram 3,4%, com o grupo francês de telecomunicações apresentando resultados ruins, com estimativa de menos investimentos, e a renúncia do presidente-executivo, Michel Combes.

A ArcelorMittal subiu 2,8%, com o lucro líquido do terceiro trimestre quase dobrando para US $ 1,21 bilhão na Holanda, acima das expectativas.

Ainda no Velho Continente, os investidores mantiveram também a aversão ao risco com as negociações do Brexit e com as medidas fiscais de Donald Trump promovendo discussões sem sucesso no Congresso. Republicanos estão divididos sobre o projeto apresentado pelo governo.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street mantiveram as perdas nesta sexta-feira, com as ações de tecnologia voltando a pressionar e as atenções para as discussões da proposta fiscal do presidente Donald Trump.

Ao final, o S&P caiu 0,09% aos 2.582 e na semana a queda foi de 0,21%. O Dow Jones caiu 0,17% aos 23.422 e perdeu 0,50% na semana. O Nasdaq ficou estável aos 6.750 e devolveu na semana 0,20%.

Nesta quinta-feira (09), os republicanos no Senado apresentaram uma proposta tributária diferente da apresentada na Câmara dos Deputados, que incluía a suspensão de impostos das empresas por um ano.

Por lá, é crescente a dúvida de que o presidente Trump terá força para seguir com o projeto e com demais medidas.

As ações de cuidados de saúde caíram e as ações de energia também lutaram quando o petróleo ficou abaixo de US $ 57 o barril, com a crescente tensão no Golfo Pérsico.

O rendimento dos Tesouros de 10 anos atingiu 2,4% e o dólar mudou com o fim da viagem à Ásia do presidente Donald Trump.

O euro ganhou 0,2% para US $ 1,1668.

A libra britânica subiu 0,4% para US $ 1.3198.

O iene japonês caiu menos de 0,1% para 113,55 por dólar.

Nos Estados Unidos, o sentimento do consumidor caiu inesperadamente ao máximo de um ano em meio ante as expectativas de que a inflação e as taxas de juros aumentarão, de acordo com um relatório da Universidade de Michigan desta sexta-feira. Na preliminar para novembro, o índice de sentimento caiu para 97,8 (100,8) de 100,7.

O indicador de condições atuais, que mede as percepções dos americanos sobre suas finanças, caiu para 113,6 de 116,5. A medida de expectativas diminuiu para 87,6 de 90,5, mesmo com o declínio, o sentimento foi o segundo maior desde janeiro.

Os consumidores viram a taxa de inflação no próximo ano em 2,6%, em comparação com 2,4% no mês anterior. A esperança era de um ganho de renda anual de 2,1% pelo segundo mês consecutivo, a melhor média de dois períodos desde 2008.

Seis em cada 10 consumidores viram os ganhos do mercado de ações prováveis no próximo ano.

As referências das taxas de hipoteca caíram para 32% no início de novembro de 40% no mês passado.

BRASIL

A bolsa de ações de São Paulo fechou a semana em queda de 2,36% com o foco central na Reforma da Previdência. O clima no setor externo também não ajudou, em especial, nos Estados Unidos sem o avanço no plano fiscal do presidente Donald Trump.

Ao final, o índice Bovespa ficou em queda de 1,05% aos 72.165 pontos. O giro financeiro ficou em R$8,9 bilhões. O IEE ficou em queda de 0,56%.

“Na semana, dois fatores pesaram no desempenho da bolsa paulista: o pacote fiscal de Trump e o imbróglio da Reforma da Previdência. Sobre os Estados Unidos, o temor é de que uma reforma demorada possa interferir nas decisões do Federal Reserve, o que acabaria trazendo mais volatilidade de curto prazo. Por aqui, o mercado demonstrou pressão e o governo tentou resolver com várias declarações, mas ficaram ainda mais no radar do investidor estrangeiro. Para a semana, com o feriado no meio, o mercado deve ficar de lado e atento para a reforma ministerial que o presidente Temer anunciou”, explicou o analista de investimentos da Magliano, Pedro Galdi.

Hoje, a B3 recebeu a Suzano Papel e Celulose, uma das líderes globais na produção de celulose de eucalipto, na migração de suas ações para o Novo Mercado, o mais elevado padrão de governança corporativa. As empresas listadas nesse segmento podem emitir apenas ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON).

Com a migração de seus papéis para o Novo Mercado, a Suzano Papel e Celulose passa a ser a 138ª empresa listada no Novo Mercado.

As ações com ganhos
Usiminas PNA, alta de 1,06%; Cyrela Realt ON, alta de 1,00%; Taesa UNT N2, alta de 0,64%; Sabesp ON, alta de 0,55%; e Bradesco ON, alta de 0,43%.

As ações com perdas
Rumo ON, queda de 6,22%;Ultrapar ON, queda de 5,40%; BRF ON, queda de 4,60%; Estacio Part. ON, queda de 3,85%; e Cemig PN, queda de 3,43%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,17% e a PN, estável.

A Vale ON ficou em queda de 0,09% e a PN, queda de 0,23%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres em 0,52% aos US$64,86 o barril.

O petróleo WTI ficou em queda de 0,54%, cotado a US$ 56,86 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 0,45% aos US$62,60 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$951,68, alta de 3,43%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$937,67 e alta de 1,50%, a tonelada.

Moedas

O mercado cambial reagiu forte aos desencontros entre o governo e os parlamentares nas discussões sobre a Reforma da Previdência ao longo da semana. O dólar, que disparou por duas sessões, acabou voltando e encerrando a semana com desvalorização de 0,80%

Ao final desta sexta-feira, no interbancário, o dólar comercial ficou cotado aos R$3,278 para a compra e R$3,280 para a venda, alta de 0,63%.

O euro ficou em R$3, 820 para a compra e R$3,824 para a venda, alta de 0,93%.

A libra ficou em R$4,325 para a compra e R$4,328 para a venda, alta de 1,19%.

No cenário externo, o índice de dólar, DXY, ficou em queda de 0,10% aos 94,38. O WSJ ficou em queda de 0,4% em 87,63.

O euro comprou US $ 1.1664, ante $ 1.1640 no final de quinta-feira em Nova York.

A libra esterlina obteve US $ 1,3202, ante $ 1,3137, depois que dados mostraram a produção industrial da Grã-Bretanha expandiu para uma taxa mais rápida do que o esperado de 2,5% em setembro em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Bitcoin ficou em queda de 6,09%. A Cash ficou em alta de 41,18%. A Ether ficou em queda de 5,75%.

Bom fim de semana!


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