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O mês de abril, apesar de ser mais curto em dias úteis, foi o mais conturbado de 2017, afirmam analistas.

O quadro político confuso desenhado na “Era da Globalização” vem apresentando sérios impactos nos desenvolvimentos das economias globais, negócios dos mercados acionários, cambial e, consequentemente, tirando o apetite dos investidores.

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Exemplos foram os conflitos geopolíticos, que se intensificaram com a Síria e Coreia do Norte no foco central.

De outro lado, as constantes provocações da Coreia do Norte para o Japão, que seguiu com testes de mísseis, elevou ainda mais a tensão com a Coreia do Sul. Uma briga de vizinhos que pode ter consequências ainda mais perigosas e colocar novamente os Estados Unidos em conflito com a Rússia e China.

Medidas adotadas pelo presidente Donald Trump, que mandou reforço para a Península Coreana e não descartou nesta sexta-feira uma afronta com a Coreia do Norte, elevaram o temor global de uma guerra nuclear ou de armas químicas como vem ocorrendo na Síria. O clima é tenso!

Na Europa, o terrorismo assustou a França e fez todos os governantes reforçarem as fronteiras, endurecerem nas autorizações para as entradas de refugiados e, principalmente, com as declarações de guerra aos grupos radicais.

Ainda por lá, os eleitores franceses estão se preparando para escolher o presidente no domingo (07). Marine Le Pen e Emmanuel Macron estão na reta final das campanhas. Pesquisas de intenções de voto apontam Macron com eleito.

Por aqui, com tantas reformas no Senado e na Câmara Federal, o mês termina com manifestações contra a nova Previdência Social. Ruas do País foram invadidas por sindicalistas e vândalos, que destruíram patrimônio público e partiram para o confronto com a Polícia. Rodovias federais foram fechadas e aeroportos foram invadidos por sindicalistas e manifestantes. As maiores concentrações estão em São Paulo e Rio de Janeiro.

Apesar disso, o presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira que não mudará o texto da Reforma da Previdência, que segue nos próximos dias para votação no Senado Federal.

Em nota Temer destacou:

“As manifestações políticas convocadas para esta sexta-feira ocorreram livremente em todo país. Houve a mais ampla garantia ao direito de expressão, mesmo nas menores aglomerações. Infelizmente, pequenos grupos bloquearam rodovias e avenidas para impedir o direito de ir e vir do cidadão, que acabou impossibilitado de chegar ao seu local de trabalho ou de transitar livremente. Fatos isolados de violência também foram registrados, como os lamentáveis e graves incidentes ocorridos no Rio de Janeiro.

O governo federal reafirma seu compromisso com a democracia e com as instituições brasileiras. O trabalho em prol da modernização da legislação nacional continuará, com debate amplo e franco, realizado na arena adequada para essa discussão, que é o Congresso Nacional. De forma ordeira e obstinada, o trabalhador brasileiro luta intensamente nos últimos meses para superar a maior recessão econômica que o país já enfrentou em sua história.

O governo destaca que os esforços se somam todas as ações do governo. Acreditamos na força da unidade de nosso país para vencer a crise que herdamos e trazer o Brasil de volta aos trilhos do desenvolvimento social e do crescimento econômico”, fecha a nota assinada pelo presidente Michel Temer.

A Operação Lava Jato, com delações premiadas de ex-diretores da Odebrecht, provocou uma revolução no meio político envolvendo ministros, senadores, governadores e ex-presidentes. As delações vão prosseguir e o destaque é para a do ex-ministro da Fazenda e Casa Civil, Antonio Palocci.

Ao final do mês, mais curto em dias úteis, a B3 fechou em alta e o dólar perdeu força. A temporada de balanços corporativos referentes ao primeiro trimestre de 2017 está com resultados mistos, mas sem surpresas desagradáveis.

E assim termina abril…

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam sem direção nesta sexta-feira, com os Estados Unidos no foco e também as preocupações com os conflitos geopolíticos. O presidente Donald Trump alertou que um “grande conflito” com a Coreia do Norte é possível,
conforme informou a Reuters. De outro lado, os Republicanos afirmaram ontem que ainda não estão prontos para votar o projeto que revoga o Obamacare.

O plano de corte tributário da administração e sinais mistos em sua visão do Nafta agitaram mercados esta semana. O resultado do PIB norte-americano também ficou no foco.

Ao final, em Hong Kong, o índice MSCI Asia Pacific caiu 0,3% aos 149.02. O Asia Dow ficou em queda de 0,48% aos 3.268. O Hang Seng ficou em queda de 0,34% aos 24.615. O Xangai ficou em alta de 0,08% aos 3.154. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,34% aos 24.615. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em queda de 0,18% aos 2.205. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em alta de 0,13% aos 3.175. O Nikkei 225 ficou em queda de 0,29% aos 19.196.

Os investidores asiáticos também estão atentos aos resultados financeiros, em especial os gigantes que soltam hoje: Banco Industrial e Comercial da China, Banco Agrícola da China e Banco da China. O China Construction Bank Corp ontem registrou um aumento no lucro do primeiro trimestre como receita de taxa subiu.

EUROPA

Os índices de peso nas bolsas da Europa fecharam sem direção nesta sexta-feira. Apesar disso, marcaram os melhores desempenhos no mês de abril desde dezembro do ano passado. Os ganhos corporativos, a campanha presidencial na França e os conflitos geopolíticos ficaram na pauta diária do mês, mas não conseguiram interferir no empenho dos investidores. Os Estados Unidos estão no radar com as incertezas geradas por Donald Trump.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 caiu 0,2% aos 387.09, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,06% aos 20.609; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,30% aos 10.715; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,05% aos 12.438; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,08% aos 5.267; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,46% aos 7.203; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,16% aos 5.033.

Na agenda de hoje, os preços ao consumidor da Zona do Euro subiram, mas ficaram abaixo do esperado pelos analistas e não influenciaram os mercados. O comportamento é um reflexo do que disse o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, que vai seguir injetando os 60 bilhões de euros até o final do ano e controlando a inflação até a meta de 2%.

Os lucros corporativos dos gigantes Credit Suisse Group AG e Volvo AB também fortaleceram os mercados.

Na segunda-feira, 01 de Maio, os mercados europeus estarão fechados para o feriado do Dia do Trabalho.

ESTADOS UNIDOS

As ações norte-americanas fecharam estão no vermelho nesta sexta-feira, com os investidores cautelosos ante os dados econômicos apresentados, em especial a prévia do PIB no primeiro trimestre de 2017.

O PIB  subiu 0,7%, ou seja, abaixo de 1,2% estimado pelos analistas e diferente do resultado no quarto trimestre de 2016, com alta de 2,1%. Porém, os indicadores do Clima de Negócios de Chicago e o relatório da Universidade de Michigan ainda revelam otimismo.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,19% aos 2.384; o Dow Jones ficou em queda de 0,19% aos 20.940; e o Nasdaq estava em queda de 0,02% aos 6.047.

O Dow Jones registrou uma subida semanal de 1,9% e alta de 1,3% no mês.

O índice S&P ganhou 1,5% nesta semana, seu melhor  desempenho semanal desde o período encerrado em 17 de fevereiro, e 0,9% em abril.

O Nasdaq avançou 2,3% nesta semana, ultrapassando a marca psicológica significativa de 6.000 pela primeira vez na terça-feira. Para o mês, o Nasdaq terminou com 2,3%, representando seis ganhos mensais consecutivos. Período mais longo de ganhos mensais desde o fim de sete períodos em maio de 2013.

Os conflitos geopolíticos na Coreia do Norte, Síria e, indiretamente, a Rússia com os Estados Unidos no centro também pesaram na cautela de hoje.

O presidente Donald Trump disse em entrevista à Reuters que um “grande e importante conflito” com a Coreia do Norte era possível sobre os programas dele para mísseis nucleares e balísticos.

BRASIL

A B3 fechou em alta nesta sexta-feira, com os investidores analisando os resultados corporativos apresentados pelas gigantes, algumas com números acima do esperado para o primeiro trimestre de 2017. Alem disso, os ajustes de índices, antes do feriado de segunda-feira, para a formação da Carteira Teórica também puxaram os papéis de peso.

De outro lado, o País enfrentou uma greve geral convocada pelas centrais sindicais para os serviços de transportes, correios, bancos, entre outros. O movimento foi contra as Reformas Trabalhista e da Previdência.

No final do dia, o presidente Michel Temer disse que nada vai mudar. “Não haverá recuo.” Reforçando que as mudanças são necessárias. Em outros países, mesmo com manifestações, as reforma foram aplicadas e todos estão com economias sólidas.

Ao final, o Ibovespa fechou a semana com alta de 2,58%, o mês em valorização de 0,65% e acumula ganho de 8,6% no ano. Hoje, a valorização foi de 1,12% aos 65.403 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,8 bilhões.

As ações com ganhos
Pão de Açúcar PN, alta de 9,46%; Eletrobras ON, alta de 5,24%; Gerdau Metalúrgica PN, alta de 4,78%; Marfrig ON, alta de 4,94%; e Cosan ON, alta de 3,95%.

As ações com perdas
JBS, queda de 1,91%; ENGIE Brasil ON, queda de 0,99%; TIM Participações ON, queda de 0,87%; Bradesco ON, queda de 0,61%; e Cielo ON, queda de 0,62%.

A Vale ON ficou em alta de 2,39% e a PN, alta de 2,58%.
A Petrobras ON ficou em alta de 1,13% e a PN, alta de 1,75%.

Prévia da Carteira Teórica

A terceira prévia da Carteira Teórica do Ibovespa, que vai vigorar de 02 de maio de a 01 de setembro, com base no fechamento do pregão desta quinta-feira mostrou a entrada de Eletrobras PNB (ELET6), totalizando 59 ativos de 55 empresas. Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (11,517%), Bradesco PN (8,360%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,301%) e Vale PNA (4,662%).

Análise por Alvaro Bandeira

O mês de abril foi o mais movimentado de 2017, tanto no Brasil como nos principais países da Europa e nos Estados Unidos. Em todas, as decisões políticas influenciaram os desempenhos dos mercados financeiros. “Abril fechou zerado no cenário externo e, principalmente por aqui. A volatilidade foi a palavra mais usada nesse período, lembrando que o mês começou e termina com feriado. Foram discussões relevantes em Brasília, como as das Reformas Trabalhista e da Previdência. O peso também ficou com as delações premiadas da Odebrecht na Operação Lava Jato”, explicou Bandeira.

No cenário externo, o analista-chefe do ModalMais destaca o desempenho do presidente Donald Trump. “ A entrada na Síria, as respostas às provocações da Coreia do Norte e a cautela com a China retrataram o mês, a semana e hoje. Já na Europa, o primeiro turno para a eleição na França ficou e vai ficar em destaque até o dia 07. O quadro foi de volatilidade também”, avaliou.

Sobre essa sexta-feira e o impacto no governo do presidente Michel Temer, Bandeira avalia: “ O que acompanhamos não foi uma greve, mas uma manifestação. Se são mais de 17 mil sindicatos e com mais de mil pessoas nas ruas o número seria diferente. Greve não fecha rodovias, é fracasso mesmo”, concluiu o analista-chefe e sócio do Modal Mais, Alvaro Bandeira.

Moedas

O dólar comercial fechou a semana em alta de 0,55%, com o cenário político interno pesando nos mercados. No mês de abril, a divisa fechou em alta de 1,40% e recua 2,28% no ano.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,173 para a compra e R$3, 174 para a venda, queda de 0,22%.

O euro fechou em R$3,455 para a compra e R$3,458 para a venda, queda de 0,15%.

A libra ficou em R$4,106 para a compra e R$4,110 para a venda, queda de 0,01%.

No cenário externo, índice Bloomberg Dollar Spot caiu 0,14% em uma sessão cheia de dúvidas.

O euro ganhou 0,17% e a libra subiu 0,36%.

O rublo reforçou alta de 0,6%, depois de um corte de taxa maior do que o previsto pelo Banco Central da Rússia.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 3,58% a US$68,80 a tonelada seca e com 62% de pureza.

O contrato futuro para entrega em junho do produto tipo WTI é negociado a US$ 49,14 o barril, com alta de 0,37%, no momento.

Aproveitem o Dia do Trabalho!

 


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