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A semana termina com os mercados financeiros globais sem direção e, em quase todos, os acontecimentos no cenário político acabaram tirando o apetite para o risco.

Predominou também na semana o mercado de urso nas commodities e com o petróleo assustando ao voltar para os US$42,00 o barril. A queda ficou mais acentuada depois da divulgação dos estoques dos Estados Unidos, mergulho de 2,5 milhões de barris na semana passada.

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Na Ásia, os mercados ficaram comportados e só na carona do vai e vem de Wall Street. As preliminares das economias da região ficaram dentro do esperado e sem nenhuma surpresa.

Na Europa, sem indicadores de peso, os mercados ficaram voltados para o cenário político. Lembrando que no dia 23 de junho de 2016, os britânicos decidiram pelo “Sim” para a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). Uma medida que até hoje é questionada e que já promoveu uma série de discussões, votações e a queda de força da primeira-ministra Theresa May, que abraçou a causa na renúncia de David Cameron no dia seguinte ao Plebiscito. Os atos de terrorismo avançaram no País.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ficou comedido e não gerou muita polêmica. Na tentativa de desconstruir o legado do ex-presidente, Barack Obama, Trump só suspendeu o acordo dos Estados Unidos com Cuba. Já os índices de Wall Street mantiveram a volatilidade com a agenda fraca.

Por aqui, com o presidente Michel Temer em viagem pela Europa, os senadores surpreenderam com a rejeição do relatório da Reforma Trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Na próxima quarta-feira (28), o texto será lido na Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ) do Senado.

De outro lado, a “bola da vez” ficou novamente para a JBS. Joesley Batista prestou novo depoimento à Polícia Federal e seguiu sustentando as afirmações contra os principais políticos do País, principalmente o presidente Temer.

Já no Supremo Tribunal Federal (STF), as votações para definir se o ministro, Edson Fachin, que é relator da Operação Lava Jato, permanecerá à frente do processo da JBS também serão concluídas na quarta-feira. Falando em Lava Jato, a operação segue firme com mais penas, delações e investigações.

Para finalizar, os mercados ficaram voláteis. Os investidores estão preferindo não partir para o risco por conta este “quebra-cabeça da corrupção” que vem sendo montado dia após dia no País. Apatia é a palavra da semana.

ÁSIA

As bolsas de valores asiáticas fecharam sem direção nesta sexta-feira, depois de uma semana volátil e sem grandes indicadores, com os investidores analisando o cenário chinês. As expectativas para medidas no MSCI Inc. para o mercado acionário, com inclusão de dois índices da China, também pesaram.

Ao final da jornada, o índice Asia Dow subiu 0,23% para 3.335. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,02% aos 25.670. O Xangai Composite ficou em alta de 0,33% aos 3.157. Na Índia, o índice Sensex, bolsa de Bombai, ficou em queda de 0,49% aos 31.138. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta de 0,11% aos 20.132 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,35% aos 2.378 pontos. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em queda de 0,19% aos 3.209.

As operações começaram no vermelho depois de rumores de que as autoridades governamentais investigariam investimentos no exterior e empréstimos de companhias nacionais.

Ainda nesta sessão, os papeis do setor de farmacêutico contribuíram para reverter a trajetória de queda.

O dólar estava cotado a 111,21 ienes, mantendo-se próximo à cotação observada ontem no final da tarde.

A estimativa do PMI de Manufatura do Japão está em 52,0 em junho ante os 53,1 em maio. O índice de produção de fabricação está em 52,1 ante os 54,0 de maio. O crescimento é o mais lento por nove meses.

A estimativa aponta ainda que as exportações aumentam e a criação de emprego caiu. Os dados foram coletados entre 12 e 21 de junho pelo Nikkei.

EUROPA

As bolsas da Europa fecharam a última sessão da semana em território negativo, com as ações de energia marcando as piores perdas sob a influência do preço do petróleo. Os números da economia da Zona do Euro, que mesmo em preliminares, despertou a preocupação com números mistos.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,23% aos 387.62, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) recuou 0,46% aos 20.833; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,74% aos 10.630; o DAX 30 (Frankfurt) recuou 0,47% aos 12.733; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,20% aos 7.424; o CAC 40 (Paris) recuou 0,30% aos 5.266 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) caiu 0,85% aos 5.200.

As ações permaneceram no vermelho com a estimativa no Markit Economics na leitura do crescimento no setor de produção e serviços da Zona do Euro diminuindo em junho, embora a região esteja passando por seu melhor trimestre de crescimento em seis anos. O índice de saída composto, PMI da Eurozona do flash da Markit, chegou em 55,7 em junho, uma baixa de cinco meses.

O euro EURUSD ficou em alta após os dados, comprado a US $ 1,1195 em comparação com US $ 1,1153 no final desta quinta-feira em Nova York.

O Índice de Petróleo e Gás no Stoxx Europe 600 , SXEP – 0,19%, e queda de 2,1% na semana, a quinta semanal consecutiva.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso na Bolsa de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, com o petróleo reagindo e com os dados da economia doméstica. Declarações dos presidentes regionais dos Federal Reserve também acalmaram os mercados, com a proximidade de reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc).

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,16% aos 2.438; o Dow Jones ficou estável aos 21.394; e o Nasdaq em alta de 0,46% aos 6.265.

O comportamento dos preços do petróleo, em mercado de urso, mexeu com os índices globais durante a semana. A estabilidade desta sexta-feira ajudou a manter parte das bolsas em território positivo.

Os preços do petróleo WTI para agosto ficou em alta de 0,87%, a US$ 43,11 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O S&P subiu embalado pelas empresas de energia e, ao longo da semana, as perdas só não foram maiores porque os ganhos de tecnologia e saúde ampararam o índice. As small caps mantiveram as valorizações.

O dólar caiu pelo terceiro dia, embora não o suficiente e apagando um ligeiro ganho na semana. O rendimento do Tesouro a 10 anos caiu menos de um ponto base nos cinco dias, com as declarações dos membros regionais do Federal Reserve.

Os indicadores da economia doméstica, embora nas estimativas, já sinalizaram resultados mistos para o final de junho.

BRASIL

A volatilidade marcou a semana da bolsa de valores de São Paulo, com o índice principal fechando com desvalorização de 0,88%. Nesta sexta-feira, o índice também manteve o mesmo comportamento e os investidores evitaram grandes negócios. As incertezas na política estão no foco central.

Ao final o índice principal da bolsa brasileira ficou em queda de 0,30% aos 61.087 pontos. O índice de energia elétrica, IEE, ficou em queda de 0,33%. O giro financeiro ficou em R$5,8 bilhões.

“Ninguém estava com apetite para arriscar nada, já que os próximos dias serão decisivos para o presidente Temer, sem ruídos de mercado. Enquanto isso, a apatia tomou conta e só resta esperar”, avaliou o gerente de Bovespa da H. Commcor, Ari Santos.

Hoje, papéis da Eletrobras, Cemig e Petrobras entraram na lista de vendas, com a realização de lucros.

As ações com ganhos
Gerdau PN, alta de 3,63%; Gerdau Met. PN, alta de 3,10%; Usiminas PNA, alta de 4,22%; Estacio Participações ON, alta de 3,43%; e Cosan On, alta de 3,28%.

As ações com perdas
Eletrobras ON, queda de 4,92%; Eletrobras PNB, queda de 3,39%; Cemig PN, queda de 2,66%; Fibria ON, queda de 3,57%; e Klabin UNT, queda de 2,08%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1,23% e a PN, queda de 0,91%.

A Vale ON ficou em alta de 0,81% e a PN, alta de 0,28%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Análise por Alvaro Bandeira

Em semana de agenda fraca, os mercados ficaram por conta do comportamento das commodities, alguns indicadores e esperando por notícias relevantes, em especial no Brasil. “O mercado ficou no sobe e desce e aguardando por decisões no compasso para definir o viés. O cenário político, ‘péssimo’, com Temer viajando e sofrendo derrotas como a rejeição do relatório da Reforma Trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais [CAS] do Senado. Além disso, cresce a expectativa sobre uma denúncia de Temer. O que parece é que o mercado está ajustado a esse cenário. A reação só deverá acontecer se uma notícia muito relevante aparecer, caso contrário ficará assim”, destacou Bandeira.

Para a economia, o analista acrescenta que os dados apresentados ao longo da semana foram um pouco mais positivos. “O destaque foi o relatório trimestral de inflação que o BCB divulgou ontem e apontando para o corte de um ponto na Selic já na próxima reunião do Copom. O IPCA apresentado hoje apontou para a deflação, que deve permanecer até o fechamento do mês.”

Já para os mercados internacionais, Bandeira disse que os números das economias mesmo mistos estão mais tranquilos. “Os posicionamentos dos presidentes regionais do Federal Reserve deram mais tranquilidade aos mercados. Mesmo sem o presidente Trump gerando polêmica, as propostas de orçamento e medidas fiscais estão paralisadas o que acaba despertando a cautela para as dificuldades que ele terá para as aprovações. De outro lado, os bancos centrais não mexeram com as políticas monetárias, o que acabou dando alívio. Apenas os preços dos petróleo assustaram. Diante disso tudo, a uma estratégia é esperar”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

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Moeda

O dólar comercial fechou a semana em alta de 1,60% com influência das incertezas políticas do País.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,338 para a compra e R$3,339 para a venda, alta de 0,11%, depois de uma sessão marcada pela volatilidade em todos os mercados.

O euro ficou em R$3,739 para a compra e R$3,742 para a venda, alta de 0,39%.

A libra ficou em R$ 4,251 para a compra e R$4,252 para a venda, alta de 0,32%.

No cenário externo, o índice do ponto do dólar a moeda também segue desvalorizadas.

O índice Bloomberg de Dollar cai 0,3% e fica em alta semanal de 0,2%. O índice de dólar, DXY, ficou em queda de 0,2%.

A libra ficou em alta de 0,4% para US $ 1,2726, comparando a queda desta semana para 0,5%. O euro subiu 0,4% para US $ 1,1200. O iene subiu menos de 0,1% para 111,29 por dólar.

Commodities

Os preços do petróleo WTI para agosto operou em alta de 0,87%, a US$ 43,11 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 0,39% a US$56,75 a tonelada seca e com 62% de pureza.


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