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Os investidores dos mercados acionários globais mantiveram a aversão ao risco com os preços das commodities despencando. O temor de uma retração na China e o excesso de oferta de petróleo nos Estados Unidos formaram os preços dos últimos dias.

Na Ásia, em dia de agenda fraca, os mercados ficaram sem direção e com os investidores analisando a decisão do Federal Reserve em manter as taxas de juros.

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Na Europa, as bolsas de valores fecharam nas máximas. O bom humor seguiu com os balanços corporativos, acima das estimativas, e também com as últimas negociações antes da eleição importante da França nesta final de semana.

Nos Estados Unidos, em grande parte do dia os índices de peso em Wall Street ficaram no vermelho. Porém, pouco antes do fechamento a reação ficou com o S&P e o Nasdaq. As ações das empresas de saúde reagiram depois do presidente Donald Trump ter conseguiu sua primeira vitória com o projeto para a área de saúde passando na Câmara Federal. O novo projeto, com mudanças no texto original, vai substituir o Obamacare.

Por aqui, depois de aprovado o texto da Reforma da Previdência, as atenções se voltam para mais decisões em Brasília na próxima semana.

De outro lado, mais uma fase da Operação Lava Jato, a 40ª, surpreendeu com mais executivos da Petrobras presos. A cobrança de propina ocorreu em 2016, no auge da Lava Jato, e com cerca de R$48 milhões, do montante desviado, repatriados conforme a Lei Federal de 2016.

Ao final, o Ibovespa fechou em queda com as commodities e o dólar ganhou força.

ÁSIA

As bolsas de valores asiáticas fecharam divididas nesta quinta-feira, sem o mercado do Japão que segue em feriado, com os metais pesando nas ações. A decisão do Federal Reserve em manter inalterada a taxa de juros dos Estados Unidos também ajudou alguns indicadores.

Ao final da jornada, em Hong Kong, o índice MSCI Asia Pacific caiu 0,3% aos 487.44. O Asia Dow ficou em queda de 0,43% aos 3.265. O Xangai ficou em queda de 0,25% aos 3.127.
O Hang Seng ficou em queda de 0,05% aos 24.683. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,97% aos 2.241. Na Índia, o índice Sensex, bolsa de Bombai, ficou em alta de 0,77% aos 30.126. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em queda de 0,28% aos 3.228.

O minério de ferro caiu 5,3% em Dalian, puxando o Fortescue Metals Group Inc. da Austrália um dos piores desempenhos no índice de referência. Ainda refletiu a possível queda da demanda na China.

O índice Kopsi da Coreia do Sul avançou e chegou ao recorde. As ações na quarta maior economia da Ásia, que são mais baratas do que outros mercados emergentes em média, têm atraído investidores estrangeiros.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa fecharam em recordes nesta quinta-feira, com os investidores avaliando os balanços corporativos, como o do banco HSBC, da Shell e Anheuser-Busch InBev acima do estimado e ampliando as exposições em ações da região.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,67% aos 391.98; o FTSE-MIB (Milão) subiu 1,98% aos 21.169; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 1,62% aos 11.012; o DAX 30 (Frankfurt) subiu 0,96% aos 12.647; o CAC 40 (Paris) avançou 1,35% aos 5.372; o FTSE-100 (Londres) avançou 0,19% aos 7.248; e o PSI-20 (Lisboa) subiu 1,76% aos 5.235.

As ações do HSBC subiram 2%, com lucro acima do esperado. A Anheuser-Busch InBev subiu 5,2%, depois que a maior cervejaria do mundo informou lucro e crescimento de vendas superando as estimativas.

O último debate entre os candidatos, Marine Le Pen e Emmanuel Macron, antes da eleição de domingo na França, embalaram o índice da bolsa de Paris.
Já as mineradoras recuraram forte, com os preços do minério de ferro recuando ante a cautela sobre as perspectivas queda na demanda pela China com o dólar mais forte.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street buscaram valorização perto do fechamento nesta quinta-feira. A cautela ao longo do dia ficou com as commodities, em especial o petróleo com os piores preços desde o acordo de novembro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) quando o cartel determinou o corte na produção. O excesso de oferta, com os Estados Unidos ampliando a exploração, comprometeu a negociação da matéria-prima.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,06% aos 2.389; o Dow Jones ficou em queda de 0,03% aos 20.951; e o Nasdaq em alta de 0,05% aos 6.075. O ouro registrou a maior queda de dois dias do ano a US$1,228 a onça, queda de 1,64%.

A vitória dos republicanos com o projeto de lei modificado para a área de saúde em substituição ao Obamacare ajudou as ações das empresas de saúde, o que acabou fortalecendo o presidente Donald Trump.

A cautela dos investidores se volta agora para o relatório de emprego nesta sexta-feira, para avaliar o desempenho da economia.

A Caterpillar Inc. e a Chevron Corp. lideraram o declínio do Dow Jones Industrial Average, com prejuízos que superaram 1,9%.

O Brent caiu 4,8% para US $ 48,38 o barril, abaixo de US$50,00 pela primeira vez desde 22 de março.

Na Bolsa de Mercadorias de Dalian, o minério para entrega em setembro perdeu 7,3%, a queda diária máxima. Em Singapura, futuros SGX AsiaClear caiu 9,1% para US$ 60,37 por tonelada.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 5,07% a US$65,20 a tonelada seca e com 62% de pureza.
BRASIL

A B3 fechou no vermelho nesta quinta-feira, com os investidores pegando carona nos mercados internacionais, em especial Wall Street. Os preços das commodities derreteram com a cautela para a possível contração da China. O minério de ferro recuou mais de 5% na China e o petróleo WTI negociado na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, caía quase 5%.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1,86% aos 64.862 pontos. O volume financeiro ficou em R$9,2 bilhões.

As ações com ganhos
AMBEV ON, alta de 2,53%; Cielo ON, alta de 0,96%; Ultrapar ON, alta de 2,92%; e Multiplan ON, alta de 0,28%.

As ações com perdas
Siderúrgica Nacional ON, queda de 6,84%; Eletrobras ON, queda de 5,66%; Cemig ON, queda de 5,49%; Usiminas PNA, queda de 5,19%; e Gerdau Met. PN, queda de 6,43%.

A Vale ON caiu 3,69% e a PN, queda de 3,82%.
A Petrobras ON caiu 2,77% e a PN, recuou 3,95%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passa a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Pagam dividendos: Odontoprev e Banco Santander.

Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, com a moeda ganhando força entre os pares no cenário externo. A primeira vitória do governo com aprovação do texto da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados também despertou a cautela para as próximas decisões.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,181 para a compra e R$3,182 para a venda, alta de 0,77%.

O euro ficou em R$3, 496 para a compra e R$3,497 para a venda, alta de 1,50%.

A libra ficou em R$4,113 para a compra e R$4,116 para a venda, alta de 1,03%.

No cenário externo, o índice Bloomberg Dollar Spot caiu 0,2%, depois de ganhar 0,4% nesta quarta-feira.

O rublo russo caiu mais nos mercados emergentes com o petróleo Brent abaixo de US $ 50 o barril.

O euro subiu 0,9% para US $ 1,0985, enquanto a libra ganhou 0,4%.

O iene subiu 0,3% a 112.385 por o dólar.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 5,07% a US$65,20 a tonelada seca e com 62% de pureza. Na bolsa de commoditie de Dalian, China, o minério caiu 5,3%.

O contrato futuro do WTI, para entrega em junho, é negociado a US$ 45,48 o barril, com queda de 4,80%, neste momento.


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