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O mês de outubro termina com os  investidores atentos aos resultados financeiros das grandes empresas referentes ao terceiro trimestre de 2016. Na outra ponta, o cenário político também pesou com as eleições municipais no Brasil e com o foco na presidencial nos Estados Unidos.

Por outro lado, o destino da Grã-Bretanha saindo da União Europeia levantou a cautela no Velho Continente, com a primeira-ministra Theresa May se movimentando para antecipar o desligamento.

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Nos Estados Unidos, no próximo dia 08, os americanos vão às urnas escolher no novo presidente. Na reta final, novos fatos envolvendo os dois candidatos, Hillary Clinton (Democratas) e Donald Trump (Republicanos), entraram no cardápio, em uma campanha retratada por especialistas políticos e pela imprensa internacional como uma das piores.

Entre os conservadores as atenções se voltam para as declarações e acusações que pesam sobre o candidato republicano e também para as investigações do FBI sobre os tais “e-mails” da candidata democrata.

Deixando o quadro político, os indicadores do mês das economias globais, bem como as votações na nossa Câmara Federal e o comportamento do mercado financeiro doméstico, demonstraram que o otimismo está de volta. Porém, para o Brasil a recuperação econômica ainda está longe.

Voltando para esta segunda-feira, o País se prepara para receber a última remessa de recursos com  Lei de Repatriação no final da noite de hoje.

Hoje também as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC), de acordo com a pesquisa Focus, projetaram  a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em queda pela sétima vez seguida, ao passar de 6,89% para 6,88%.

Para 2017, a estimativa segue em 5%. As projeções ultrapassam o centro da meta que é 4,5%. O teto da meta é 6,5%, este ano, e 6% em 2017.

Já o setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, de R$ 26,643 bilhões, em setembro, conforme o BC. Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. O resultado do mês superou o déficit primário de R$ 7,318 bilhões de setembro de 2015. Nos nove meses do ano, o resultado negativo chegou a R$ 85,501 bilhões, contra déficit de R$ 8,423 bilhões, em igual período de 2015.

Ainda hoje, o BC deveria anunciar os números da balança comercial, mas conforme o comunicado os números só serão apresentados nesta  terça-feira (01).

Na temporada de balanços, as gigantes que apresentaram resultados fiscais do terceiro trimestre estavam o Itaú Unibanco, Embraer e Fibria.

O Itaú Unibanco, maior instituição privada do País, ficou com lucro líquido de R$5,5 bilhões no terceiro trimestre, queda de 8,9% em relação ao mesmo período de 2015.  O lucro contábil ficou em R$5,3 bilhões, recuo de 9,7% na comparação também com o ano passado.

Nos primeiros nove meses de 2016, o lucro recorrente foi de R$ 16,3 bilhões, com redução de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, devido, principalmente, ao crescimento de 16,3% das despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa.

A Embraer registrou lucro líquido ajustado de R$ 255,9 milhões no 3T16 e de R$ 406,0 milhões nos nove primeiros meses de 2016. O lucro por ação ajustado foi de R$ 0,3508 no 3T16 e de R$ 0,5565 no 9M16.

No 3T16, o prejuízo líquido atribuído aos Acionistas da Embraer foi de R$ 111,4 milhões e o prejuízo por ação foi de R$ 0,1526. Nos 9M16, o prejuízo líquido foi de R$ 62,9 milhões e prejuízo por ação foi de R$ 0,0861.

A Fibria marcou lucro líquido de R$ 32 milhões sobre o seguindo trimestre, R$ 745 milhões, e encerrando em R$601 milhões. Nos nove meses do ano, o lucro líquido ficou em R$ 1,75 bilhão.

O Ebitda ajustado trimestral de R$ 758 milhões ficou 18% e 51% inferior ao 2T16 e ao 3T15, respectivamente. O Ebitda ajustado do dos noves meses totalizou R$ 4,5 bilhões.

Ao final da sessão, a Bovespa ficou próxima dos 65 mil pontos. O dólar comercial operou em queda e segue desvalorizado no ano.

ÁSIA

As bolsas asiáticas ficaram em queda nesta segunda-feira, com os menores resultados para um mês desde maio, com os preços do petróleo puxando as energéticas. Além disso, a semana é importante para o cenário global com a eleição do novo presidente dos Estados Unidos, bem com as reuniões dos bancos centrais do Japão e norte -americano.

Algumas pesquisas mostraram que a vantagem da Hilary Clinton sobre Donald Trump diminuiu com o FBI reabrindo uma investigação sobre seu uso de e-mails na última sexta-feira (28).

Entre as ações em alta estavam as da Hitachi Ltd., alta de 5,1%, em Tóquio, depois que os ganhos superaram as estimativas. Para hoje, cerca de 230 empresas incluídas no índice Topix do Japão deverão apresentar ainda os resultados, incluindo Honda Motor Co., Panasonic Corp., Fanuc Corp e Murata Manufacturing Co.

Já o iene mais fraco entrou no radar dos exportadores na tentativa de elevar os lucros.

Entre os papéis em queda estavam os da Mitsubishi Industries Ltd., queda de 3,5%, depois de cortar sua previsão de lucro e citando a moeda mais forte.

O Índice MSCI Asia Pacific caiu 0,4%, em Hong Kong, e o Hang Seng ficou em queda de 0,09% aos 22.934 pontos. O índice SSE Composite, bolsa de Xangai, ficou em queda de 0,12% aos 3.100 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi ficou em queda de 0,56% a 2.008 pontos. Na Índia, o índice BSE Sensex da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,09% aos 27.941 pontos. Em Tóquio, o Nikkei 225 ficou em queda de 0,12% aos 17.425 pontos. O índice Topix, Japão, fechou em queda de 0,1%.

No Japão, a produção industrial manteve-se inalterada a partir de agosto, depois do aumento de 1,3% no mês anterior. Os dados são do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão em uma estimativa preliminar segunda-feira.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção industrial subiu 0,9%. A produção anual subiu 4,5% em agosto, a mais rápida desde 2014.

O setor manufatureiro do Japão dá sinais de progresso, depois de um ano volátil. A expansão, em outubro, está no ritmo mais rápido em mais de um ano. O Markit / Nikkei PMI de manufatura subiu para 51,7 em outubro, de 50,4 no mês anterior. Qualquer indicador acima de 50 mostra  expansão.

O PMI de manufatura estava acima de 50, em setembro pela primeira vez em sete meses.

As vendas no comércio de varejo mostraram nesta segunda-feira que o setor ficou estável em setembro, depois de uma queda de 1,1% no mês anterior. Os dados, comparados com o ano passado, do comércio de varejo caíram 1,9%. As vendas de grandes varejistas caíram 3,2%, depois de uma queda de 3,6% no mês anterior.

EUROPA

As Bolsas da Europa encerraram outubro em queda, com os preços do petróleo recuando e puxando as empresas de energia elétrica, além de questões políticas impactando diretamente na saúde das economias na região. O foco dos negociadores está cada vez mais forte no desenrolar das questões para a saída do Reino Unido da União Europeia.

Os papéis da BP Plc e Royal Dutch Shell Plc caíram mais de 1,4%, puxando o Stoxx Europe 600. As ações das empresas de petróleo estavam entre as maiores altas no mês.

A temporada de resultados, sem grandes destaques, o aumento dos rendimentos dos títulos em meio a preocupações com a inflação, a especulação sobre o aperto da política monetária e as eleições norte-americanas pesaram no  índice europeu. O valor de referência  caiu 1,1% em outubro.

Entre as ações com ganhos estavam as da farmacêutica Shire Plc, deslizando 2,8%. A Hexagon AB deslizou 9,9%, depois que as autoridades norueguesas disseram que estão investigando o executivo-chefe da empresa de tecnologia sueca.

Entre as altas estavam as ações da WPP Plc, subindo 4,1%, depois que a gigante de publicidade registrou aumento nas vendas trimestrais.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 caiu 0,54% aos 338,97 pontos. Em Milão, o índice FTSE-MIB caiu 1,15% aos 17.125 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,63% aos 9.143 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 recuou 0,29% aos 10.665 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 recuou 0,86% aos 4.509 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 perdeu 0,60% aos 6.954 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 perdeu 0,52% aos 4.651 pontos.

A inflação da Zona do Euro anual ficou em 0,5% até outubro de 2016, acima dos 0,4% em setembro de 2016, de acordo com uma estimativa provisória do Eurostat, o escritório estatístico da União Europeia. Olhando para os principais componentes da inflação na Zona do Euro, os serviços deverão ficar estável em outubro, 1,1%, estável em relação a setembro, seguido por alimentos, álcool e tabaco, 0,4%, em comparação com 0,7% em setembro, não energética bens industriais, 0,3%, estável em relação a setembro, e energia, -0,9%, em comparação com -3,0% em setembro.

A Zona do Euro é constituída por Bélgica, Alemanha, Estônia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Áustria, Portugal, Eslovênia, Eslováquia e Finlândia.*

O PIB ajustado sazonalmente cresceu 0,3% na Zona do Euro (EA19) e 0,4% na União Europeia (EU28) durante o terceiro trimestre de 2016, em comparação com o trimestre anterior, de acordo com uma estimativa preliminar publicada pelo Eurostat, o escritório estatístico da União Europeia União. No segundo trimestre de 2016, o PIB também havia crescido 0,3% na E19 e 0,4% na EU28. Comparado com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB ajustado sazonalmente cresceu 1,6% na E19 e 1,8% na EU28 no terceiro trimestre de 2016, depois das altas de 1,6% e 1,8%, também em relação ao trimestre anterior.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam estáveis a última sessão de outubro, com os rumos da campanha presidência, reunião do Federal Reserve e balanços corporativos devem mexer com o humor dos investidores na semana e nos próximos dias de novembro.

A decisão do FBI em iniciar a investigações dos e-mails da candidata Democrata Hillary Clinton seguiu pesando nas negociações.

Ao final, Dow Jones 30 ficou em queda de 0,10% aos 18.142 pontos; o S&P ficou estável aos 2.126 pontos; e o Nasdaq recuou 0,02% aos 5.189 pontos.

Nos Estados Unidos, o mês de outubro marcou recorde nos anúncios de fusões e aquisições, negócios de quase US$1 trilhão. Os valores dos anúncios são os mais altos em um ano e superando o recorde anterior de US$ 471 bilhões em abril de 2007.

Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos subiram mais que o esperado em setembro, como famílias impulsionando as compras de veículos, e a inflação aumentou de forma constante, o que pode reforçar as expectativas de uma subida das taxas de juros do Federal Reserve em dezembro. Os números do Departamento de Comércio mostraram que os gastos dos consumidores, que responde por cerca de 70% da atividade econômica dos Estados Unidos cresceram 0,5%, depois de uma queda de 0,1% em agosto.

O índice de preços despesas de consumo pessoal (PCE) aumentou 0,2%, depois de após um ganho similar em agosto. Nos 12 meses até setembro, o índice de preços PCE subiu 1,2%, o maior ganho desde novembro de 2014, depois de avançar 1,0% em agosto.

Excluindo alimentos e energia, o PCE subiu 0,1%, depois de subir 0,2% em agosto. Nos 12 meses até setembro, o núcleo PCE aumentou 1,7%, depois de um aumento similar em agosto.

A renda pessoal aumentou 0,3%, em setembro, depois de subir 0,2% em agosto. Os ordenados e salários avançaram 0,3%, depois de subir 0,1% no mês anterior. A Poupança caiu para US$ 797,8 bilhões de US$ 820,5 bilhões em agosto.

O índice de negócios de Chicago caiu 3,6 pontos para uma baixa de cinco meses de 54,2 em setembro para 50,6 em outubro, sugerindo que a atividade económica nos Estados Unidos perdeu o dinamismo no terceiro trimestre. A última leitura marcou um início fraco para o último trimestre do ano, ante a tendência de três meses contabilizando o mês de outubro, 52,1, e de 53,8 de setembro e dos três meses anteriores O declínio do indicador foi conduzido por uma desaceleração na produção, que caiu de 5,4 pontos para 54,4, mas mantendo-se acima da média de 2016.

BRASIL

Bovespa fechou o mês de outubro em alta de 11,23% e a valorização no ano é de 49,77%, com os investidores analisando os dados econômicos, temporada de balanços e quadro político do País. Na sessão de hoje, o índice principal passou dos 65 mil pontos.

Ao final da sessão desta segunda-feira, o Ibovespa ficou no positivo em 0,96% aos 64.924 pontos. O volume financeiro ficou em R$8,6 bilhões. O IEEX ficou em alta de 0,02%.

“A tendência de alta no mês de outubro pode ser justificada pelo caminho que o País deverá seguir, com o otimismo para as medidas, a repatriação de recursos, resultados das eleições, também neste segundo turno, e a PEC. Enfim, o investidor segue olhando com apetite para o Brasil, porém, mais um pouco de mudança dará a certeza de que estamos voltando aos bons tempos”, disse o diretor da Coedepe, José Costa Gonçalves.

Com as decisões recentes, Gonçalves considera a atuação do Federal Reserve. “Sabendo que as taxas poderão subir em dezembro e de forma gradual no próximo ano, o Brasil já estará um pouco mais tranquilo no caso da mudança na política econômica por lá. Voltando ao movimento de hoje, as ações da Petrobras ficaram valorizadas e é normal devolver. A Vale também recuou, sem grandes alterações. No final, os balanços estão dentro do esperado. Alguns resultados ruins, mas ainda no rescaldo do primeiro semestre”, finalizou.

Entre as ações em alta estavam as da Rumo Log ON, alta de 4,23%; Brasil ON, alta de 3,53%; Embraer ON, alta de 6,85%; Itausa PN, alta de 4,08%; e Itaú Unibanco PN, alta de 3,48%.

Na contramão estavam as ações da Petrobras ON, queda de 2,56%; Ambev ON, queda de 1,41%; Usiminas PNA, queda de 2,59%; Cyrela Realt On, queda de 1,56%; e Petrobras PN, queda de 2,21%.

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 a 29 de dezembro de 2016, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

Moedas

O dólar comercial fechou o mês de outubro em queda de 1,92% e no ano de 2016, a moeda já marca desvalorização de 19,2%.

Na sessão desta segunda-feira, a divisa fechou cotada aos R$3,189 para a compra e R$3,190 para a venda, queda de 0,20%.

O euro fechou cotado aos R$3,502 para a compra e R$3, 503 para a venda, queda de 0,53%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,0957 às 15h GMT (13h de Brasília) desta segunda-feira no mercado de divisas, acima do valor da sessão de ontem no mesmo horário, que foi de US$ 1,0928. Por sua vez, o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,0946.

De acordo com o operador de câmbio de HCommcor, Cleber Alessie, o comportamento da moeda ao longo do mês seguiu o ritmo do País, em especial depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff. “O cenário criado no País, com as questões fiscais, mesmo que a aprovação da PEC 241 tenha sido ‘apertada’, 359 votos a favor, ficou bem acima do esperado, o otimismo cresceu ainda mais. O que se vê é um fluxo considerável, seja em renda variável, renda fixa ou em outro investimento que o País está caminhando para o acerto. A reforma da Previdência, junto com a PEC, deve dar ainda mais credibilidade ao governo Temer para poder agir ainda mais”, considerou Alessie.

Quanto ao cenário externo, a decisão do Federal Reserve em elevar as taxas de juros em dezembro já está precificada. “O Fed vai agir em dezembro, pelo menos é o que está sinalizando, e de forma gradual. Mas neste momento, o comportamento da moeda está totalmente voltado para o cenário doméstico. Hoje, por exemplo, a queda está refletindo o fim do prazo para a repatriação. O Banco Central comprou menos, deixou o câmbio livre e na banda informal de R$3,20, concluiu.

O Banco Central realizou o leilão com o compromisso de recompra de até US$ 3 bilhões de contratos já existentes.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta segunda-feira em forte baixa de 3,77%, cotado a US$ 46,86, o nível mais baixo desde o fim de setembro.

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em dezembro caíram US$ 1,84 em relação ao fechamento de sexta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em dezembro fechou nesta segunda-feira em forte baixa de 2,83% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 48,30.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 1,41 abaixo do valor final da sessão de sexta-feira, que foi de US$ 49,71.

 

 


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