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O mercado financeiro doméstico manteve o otimismo nesta quarta-feira, véspera do feriado do “Dia da Independência”, descolado do cenário externo, com os indicadores econômicos mostrando recuperação. Além disso, o que poderia ser contraditório ao mercado, como ocorreu no dia 17 de maio na divulgação da delação da JBS, a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em revisar os benefícios dados aos executivos acabou por ajudar a manter o bom humor.

Em paralelo aos indicadores, o Comitê de Política Monetária – Copom do Banco Central do Brasil decidiu logo depois do fechamento do mercado, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em um ponto percentual, para 8,25% a.a., sem viés. O oitavo corte seguido.

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De outro lado, às vésperas do feriado da Independência, a quarta-feira foi bem movimentada em Brasília, com o Supremo Tribunal Federal –STF endurecendo com os ex-presidentes, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A Operação Lava Jato ganhou força com o depoimento do ex-ministro dos dois governos, Antonio Palocci, confirmando o envolvimento deles com a Odebrecht no “propinoduto”.

Para fechar, Janot apresentou hoje nova denúncia contra Dilma e Lula, por suposto crime de obstrução de Justiça. No entendimento de Janot, a nomeação de Lula para ministro da Casa Civil em 2016 teve objetivo de combater as investigações porque ele já figurava como réu em um dos processos da Lava Jato. O ex-ministro Aloízio Mercadante também foi denunciado.

Ainda por lá, os ministros do STF voltaram a manifestar a indignação com o teor das gravações dos donos da JBS divulgados hoje. O ministro, Luiz Fux, endureceu e soltou a frase emblemática se referindo a JoesleY Batista que ele deveria sair do “exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda”.

Voltando aos demais mercados, na Ásia, as atenções seguem para a Coreia do Norte, indicadores econômicos.

Na Europa, os índices de peso fecharam sem direção, com dados econômicos e também com a atenção para o Banco Central Europeu- BCE que encerra a reunião de dois dias para definir a política monetária nesta quinta-feira (07).

Nos Estados Unidos, além de números mistos da economia, a divulgação do Livro Bege, os investidores estão atentos para a chegada de mais um furacão, o Irma de categoria 5, que deve atingir a Florida esta madrugada. Vale lembrar que o País ainda não fechou as contas do prejuízo causado pelo Harvey da semana passada.

Por aqui, o Ibovespa sustentou os 73 mil pontos e o dólar derreteu.

ÁSIA

Os mercados acionários asiáticos fecharam com perdas nesta quarta-feira, com os investidores pegando carona com os resultados da sessão anterior em Wall Street. A cautela com a Coreia do Norte permanece.

Ao final da jornada, o índice Asia Dow ficou em queda de 0,58% aos 3.462. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda 0,46% aos 27.613. O índice Nikkei 225 ficou em queda de 0,14% aos 19.357. O Xangai Composite ficou em alta de 0,03% aos 3.385. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 0,29% aos 2.312 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,58% aos 3.232.

As vendas na Ásia ficaram na sequência recente sentimento de risco. O iene reagiu novamente em relação ao dólar, que foi influenciado em Nova York pelo tom dovish do presidente do Federal Reserve, Lael Brainard, de que o banco central deve ter cuidado ao aumentar as taxas de juros de curto prazo até que os decisores políticos tenham certeza de superar o “fracasso persistente” para atingir a inflação de 2%. O dólar caiu abaixo de ¥ 109 durante a noite.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa ficaram sem direção nesta quarta-feira, com as ações das fabricantes de veículos. Ainda pesa por lá o aumento do conflito geopolítico na Península Coreana.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,06% aos 373.95, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,35% aos 21.814; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,48% aos 10.131; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,75% aos 12.214; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,25% aos 7.354; o CAC 40 (Paris) subiu 0,29% aos 5.101 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,12% aos 5.129.

Ainda refletiu no comportamento dos índices a reunião do Banco Central Europeu -BCE, que termina amanhã.

A bolsa de Frankfurt ficou em alta Na quarta-feira, com as ações do Deutsche Bank em alta de 2,12%. O euro comprou US $ 1,1942, ante $ 1,1915 ao final de terça-feira em Nova York.

As ações da Daimler subiram 3,2%, depois que o Goldman Sachs atualizou a recomendação compra. A Volkswagen e a BMW subiram 1,6%.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso na bolsa de Nova York fecharam com ganhos nesta quarta-feira, com o Congresso norte-americano e o presidente Donald Trump entrando em acordo para cumprir prazos de agenda. Além disso, as atenções para com a Coreia do Norte ficaram de lado, em dia da apresentação de indicadores.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,31% aos 2.465; o Dow Jones ficou em alta de 0,25% aos 21.807; o Nasdaq ficou em alta de 0,28% aos 6.393.

Ficaram no foco a chegada de mais um furacão, o Irma, e também a renúncia di vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer, antecipação de um mês. Na carta ao presidente Trump, Fischer de 73 anos, disse que saia por questões pessoais.

A saída dele despertou a atenção se Janet Yellen, presidente do Fed, permanecerá no posto depois de dezembro.

Hoje, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos mostrou que o déficit comercial aumentou ligeiramente em julho, mantendo o país no caminho certo para registrar uma lacuna maior em 2017 do que em 2016. O déficit atingiu US $ 43,7 bilhões em julho de US $ 43,5 bilhões em junho.

Uma leitura sobre a atividade de serviços, entretanto, veio melhor do que o esperado, proporcionando uma elevação adicional para a perspectiva da saúde da economia. Os serviços de ISM estavam em 55,3 em agosto, em comparação com 53,9 no período anterior. Uma leitura de pelo menos 50 indica expansão.

O Livro Bege do Federal Reserve, compilado de relatórios dos bancos regionais, ficara mistos vendas de veículos diminuindo e estoques aumentando.

As vendas de veículos, em agosto, caíram para a pior taxa em mais de três anos, informou a Autodata na semana passada. Há sinais crescentes de que os compradores de automóveis americanos se tornaram cada vez mais persistentes depois de uma expansão automática de vários anos.

Apesar do setor automotivo fraco, a economia geral continuou em um ritmo de crescimento “modesto a moderado” em todo o país em agosto com pouco sinal de inflação. Estas foram as mesmas condições observadas ao longo do ano e também dos anteriores.

O crescimento do emprego diminuiu um pouco na maioria dos distritos, embora as condições do mercado de trabalho ainda se caracterizassem como “apertadas”, mostrou o Livro Bege.

BRASIL

O índice Bovespa sustentou a alta nesta quarta-feira, com a economia doméstica dando sinais de fortalecimentos. Os investidores também aproveitaram para comprar antes do feriado de amanhã e já projetando fraco movimento na sexta-feira.

A aprovação da TLP pelo Senado ontem à noite, bem como as atenções para os áudios dos executivos da JBS, mesmo sem influência, e os novos acontecimentos em Brasília, ficaram no radar. Além disso, depois do fechamento dos mercados, o Banco Central do Brasil – BCB apresenta a nova taxa Selic, com as apostas de corte em 1 p.p.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,75% aos 73.412 pontos. O volume financeiro ficou em R$11,06 bilhões. O IEE estava caiu 0,29%.

O mercado operou muito em função da aprovação da TLP e meta fiscal. O que se esperava era um comportamento comedido, mas a leitura é que basta melhorar algum indicador que o mercado se apoia. O IGPM veio bem e os demais também mostraram reações positivas. Com a revisão da delação da JBS, as apostas seguem para um fortalecimento do governo e para as demais votações no Congresso”, pontuou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
Estacio Part. ON, alta de 5,92%; Braskem PNA, alta de 3,58%; e BR Malls ON, alta de 3,33%.

As ações com perdas
Rumo ON, queda de 3,85%; WEG ON, queda de 1,02%;Cemig PN, queda de 0,70%; Taesa N2, queda de 1,26%; e Klabin N2, queda de 0,51%.

A Petrobras ON subiu 4,38% e a PN, alta de 4,23%, com a série de notícias e também beneficiada pelos preços do petróleo nos mercados internacionais.

A Vale ON estava em alta de 0,56% e a PN, alta de 0,91%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Moedas

O dólar comercial derreteu nesta quarta-feira, com o mercado acionário disparando com o cenário econômico mostrando reações positivas. A aprovação de meta fiscal e da TLP, que vai balizar os financiamentos do BNDES, também ajudaram no peso da divisa.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou em R$3,101 para a compra e R$3,102 para a venda, queda de 0,55%.

O euro ficou em R$3,694 para a compra e R$3,697 para a venda, queda de 0,46%.

A libra ficou em R$4,044 para a compra e R$4,046 para a venda, queda de 0,46%.

Mais dólares saíram do que entraram no país pelo terceiro mês seguido. De acordo com dados do Banco Central do Brasil (BCB), divulgados hoje. O fluxo cambial ficou negativo em US$ 698 milhões, resultado menor do que dos meses anteriores: US$ 2,647 bilhões, em julho e US$ 4,301 bilhões, em junho.

No mês passado, o resultado negativo veio da conta financeira (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com déficit de US$ 5,193 bilhões. O segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) contribuiu para reduzir o saldo negativo do fluxo cambial, ao registrar resultado positivo de US$ 4,495 bilhões.

De janeiro a agosto, o fluxo cambial acumula saldo positivo de US$ 3,565 bilhões, devido ao desempenho do setor comercial.

Moedas

Em Nova York, o dólar norte-americano caía contra os principais rivais na quarta-feira, quando o vice-presidente da Reserva Federal, Stanley Fischer, anunciou sua renúncia, ao mesmo tempo registrou uma queda acentuada contra a moeda do Canadá depois que o Banco Central elevou inesperadamente sua taxa de juros de referência.

A declaração do banco canadense também incluiu uma dose saudável de cautela, incluindo tensões geopolíticas, incertezas em torno das políticas comerciais, bem como a fraqueza do dólar norte-americano, que ajudou o dólar canadense a ganhos recentes.

O Índice Dólar ICE, indicador do desempenho do dólar em relação a seis rivais, recuava 0,2% em 92,109. O WSJ Dollar Index, que o mede contra uma cesta maior de moedas, ficou em queda de 0,2% a 85,17.

O dólar caiu para $ 1.2230 contra o dólar canadense e é o menor desde maio de 2015 – abaixo de C $ 1.2375 no final desta terça-feira em Nova York. Durante a sessão de terça-feira, o loonie atingiu um máximo de mais de dois anos contra o dólar .

A capacidade do presidente Donald Trump de obter controle sobre o Federal Reserve acelerou depois da saída de Stanley Fischer, disseram analistas.

Trump poderá nomear pelo menos quatro e talvez cinco dos sete membros do Fed. Os únicos que estão ainda no banco central do governo Obama são Lael Brainard e Jerome Powell. Krishna Guha, ex-funcionária do Fed e agora analista da Evercore ISI, disse que a renúncia de Fischer aumenta a incerteza política em 2018.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo WTI ficou em alta de 0,99%, cotado a US$ 49,14 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 0,68% aos US$78,39 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$890,59, queda de 0,00%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$879,88 e queda de 0,04%, a tonelada

Bom Feriado!


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