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Os investidores dos mercados acionários globais decidiram partir para o risco no começo da tarde desta terça-feira, depois que indicadores apresentados nos Estados Unidos ficaram abaixo das estimativas dos analistas. Na leitura dos negociadores, os números mais fracos afastam probabilidade de uma ação decisiva pelo Federal Reserve.

Hoje o JPMorgan considerou que diante do atual cenário econômico os bancos centrais deverão manter as taxas de juros negativas ainda por cinco anos, levando em consideração também o Banco Central Europeu (BCE).

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Já por aqui, o Banco Central divulgou a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) encerrada no dia 31 de agosto e considerou que, a redução da taxa básica de juros, a Selic, dependerá de fatores que permitam maior confiança no alcance da meta de inflação, principalmente em 2017. A meta de inflação é de 4,5% este ano e em 2017.

Essa meta tem, ainda, um limite máximo de 6,5% neste ano, e 6% em 2017. Cabe ao BC perseguir o centro da meta (4,5%) e o principal instrumento usado para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião do Copom, a Selic foi mantida em 14,25% ao ano pela nona vez seguida.

Ainda hoje o BC mostrou que os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos pelo oitavo mês seguido. A retirada líquida (descontados depósitos) ficou em R$ 4,465 bilhões, em agosto. O resultado negativo foi menor do que no mesmo mês de 2015: R$ 7,501 bilhões.

Desde janeiro do ano passado, o único mês em que a poupança teve resultado positivo (mais depósitos do que saques) foi em dezembro de 2015 (R$ 4,789 bilhões). Nos oito meses de 2016, a retirada chegou a R$ 48,187 bilhões.

Voltando ao mercado financeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo foi contaminada pelo bom humor do mercado norte-americano e bateu a máxima de dois anos ao atingir os 60 mil pontos (Ver abaixo).

Os investidores também aproveitaram para elevar os ganhos com a semana mais curta por conta do feriado de amanhã, “Independência do Brasil”, e também com a euforia da equipe econômica e do próprio presidente Michel Temer na volta da reunião de Cúpula dos Líderes no G-20 encerrada ontem na China.

Novas medidas, incluindo a reforma na Previdência deverão ser anunciadas antes das eleições de outubro, prometeu o presidente Temer.

Do lado cambial, o dólar perdeu força com mais uma entrada do Banco Central e com o “possível” distanciamento do Fed.

ÁSIA

As ações asiáticas subiram nesta terça-feira, com as valorizações das empresas de tecnologia e consumo. Decisões de bancos centrais ainda este mês estão no radar, bem como para os acordos sobre a produção global de petróleo.

Hoje, na Austrália, o banco central manteve sua taxa em mais uma baixa recorde após o corte duas vezes nos últimos quatro meses. Nos próximos dias são esperadas decisões dos bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos.

Sobre a cesta de moedas, o iene foi negociado à 103,34 por dólar.

O Índice MSCI Asia Pacific ganhou 0,7% para 140,88, em Tóquio, depois de abrir um pouco mais fraco. Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, ficou em alta de 0,58% aos 23.787 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em alta de 0,61% aos 3.090 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 1,56% aos 28.978 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,26% aos 17.081 pontos.

As ações das produtoras de matérias-primas avançaram nas negociações nos mercados asiáticos nesta terça-feira, com o petróleo subindo e com as conversas entre a Rússia e Arábia Saudita no G-20 sobre a busca de saídas para estabilizar o mercado de petróleo bruto. Os barões do petróleo se reunirão na Argélia no final deste mês.

Em Londres, o preço do petróleo no mercado de futuros subiu 0,2%, depois de uma alta em 4,8 % durante as duas sessões anteriores. Da Arábia Saudita, o ministro da Energia Khalid Al-Falih disse na cúpula do G-20 na China na segunda-feira que não há necessidade de congelar a produção.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam em território negativo, com os investidores esperando a reunião do Banco Central Europeu esta semana. Por outro lado, indicadores dos Estados Unidos também seguiram nas análises desta sessão.

O Stoxx Europe Index 600 caiu 0,3% em Londres, depois que o Instituto de Gestão de Fornecimento das Indústrias (ISM) dos Estados Unidos mostrou que as indústrias expandiram em agosto no ritmo mais fraco em seis anos.

As informações dos executivos de compras e abastecimento do país no ISM de não-manufaturados mostraram que o Índice de Atividade de Negócios ficou em 51,8%, o Índice de Novas Encomendas em 51,4% e o Índice de emprego em 50,7%.

Ao final da jornada, em Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,80% aos 17.052 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em queda de 0,60% aos 8.899 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,24% aos 4.529 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,14% aos 10.687 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 recuou 0,78% aos 6.826 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,78% aos 4.742 pontos.

Os investidores avaliam a probabilidade de que os bancos centrais globais irão manter as políticas monetárias de apoio dos ativos de risco, como o BCE na reunião desta quinta-feira (08). A maioria dos economistas acredita que o presidente do BCE Mario Draghi irá prolongar flexibilização quantitativa pela segunda vez, com a inflação da Zona do Euro ainda perto de zero por quase dois anos.

Os comerciantes também estão fixando probabilidades menores para uma decisão do Federal Reserve elevar as taxas de juros dos Estados Unidos apenas em dezembro.

Além disso, novas conversas de outro referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e indicadores que serão divulgados estão no foco . Por lá aumenta o temor de uma recessão.

Com base em dados provisórios, o Escritório Federal de Estatística (Destatis) relatou que os preços novas encomendas na indústria transformadora aumentou em julho de 2016, corrigidas dos dias úteis e ante os 0,2% em junho de 2016.

Em julho de 2016, encomendas domésticas diminuíram 3,0%, enquanto as encomendas estrangeiras aumentaram 2,5% em relação ao mês anterior. As novas encomendas da Zona do Euro subiram 5,9% em relação ao mês anterior e as novas encomendas provenientes de outros países aumentaram em 0,6% em relação a junho de 2016.

Em julho 2016, os fabricantes de bens de capital apresentaram aumentos de 0,8% sobre o mês anterior. Para bens de consumo, uma diminuição de novas encomendas de 4,3% foi registrada.

Os dados do PMI Markit das vendas do varejo para a Eurozona – que controla as alterações mês a mês das vendas de varejo em três maiores economias do bloco combinadas – subiu para uma alta de dez meses de 51,0, em agosto, e 48,9 em julho.

No mês de agosto, os aumentos nas vendas no varejo da Zona do Euro foram liderados por crescimentos sólidos na Alemanha e na França. No entanto, os homólogos italianos registraram quedas pelo oitavo mês consecutivo, sinalizando um retorno ao crescimento em vendas depois de reduções modestas.

O PMI para as vendas do varejo na Alemanha no mês de agosto sinalizou aceleração, com ajuste sazonal, o indicado ficou em 54,1 de 52,0 e julho.

A justificativa se deu com o volume de vendas mais elevado nas ofertas promocionais, com o aumento do turismo no verão europeu. O resultado é o mais elevado desde março desse ano.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street ganharam força na tarde desta terça-feira, com os investidores digerindo os dados apresentados para o setor industrial mais fracos que o projetado pelos analistas. A probabilidade do Federal Reserve elevar as taxas de juros na próxima reunião está ficando distante, avaliam, com indicadores da economia norte-americana voláteis.

Ao final, Dow Jones subiu 0,25% aos 18.538 pontos; o S&P ganhou 0,30% aos 2.186 pontos; e Nasdaq subia 0,50% aos 5.275 pontos.

O último relatório ISM de não-manufaturados mostrou que o Índice de Atividade de Negócios ficou em 51,8%, o Índice de Novas Encomendas em 51,4% e o Índice de emprego em 50,7%. Isso mostra crescimento contínuo no setor não-industrial a um ritmo mais lento.

O índice para as novas ordens ficou em 51,4% em agosto, 4,1 pontos percentuais para baixo da leitura de julho, 55,5%. Isso mostra crescimento contínuo no setor não-industrial a um ritmo mais lento.

O Índice de Atividade de Negócios – não-manufaturados- diminuiu substancialmente para 51,8% em agosto, 7,5 p.p abaixo que a leitura de julho, 59,3%, refletindo o crescimento mais lento pelo 85º mês.

O índice de novas encomendas registrado em agosto ficou em 51,4%, 8,9 p.p para baixo da leitura de 60,3% em julho.

O índice do emprego diminuiu 0,7 p.p em agosto para 50,7% ante a leitura julho de 51,4%.

O índice de preços recuou 0,1 p.p a partir da leitura de julho do 51,9% para 51,8%, indicando que os preços aumentaram em agosto pelo quinto mês consecutivo.

De acordo com o NMI, 11 indústrias não-manufatureiras registraram crescimento em agosto. A maioria dos entrevistados indicou que houve uma desaceleração do nível de negócios para suas respectivas empresas.

BRASIL

Depois de uma sessão em forte volatilidade nesta terça-feira, a Bovespa finalmente conquistou os 60 mil pontos, sendo que essa pontuação foi registrada em 16 de setembro de 2014, aos 60.288 pontos.

O bom humor se deu com os investidores pegando carona nos indicadores dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, esperando por novos anúncios de medidas fiscais com a volta do presidente Michel Temer de sua viagem à China.

Os preços do petróleo recuaram, na véspera da divulgação dos estoques dos Estados Unidos, mas não influenciaram nas ações da Petrobras.

“Na falta de notícias relevantes, o Ibovespa seguiu os dados dos ISM dos Estados Unidos, mostrando recuo nas indústrias locais. Com isso, a possibilidade da elevação das taxas de juros por lá deverá acontecer em dezembro. A Vale manteve alta, mesmo com a queda no minério de ferro”, pontuou o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

Ao final, o índice principal da bolsa paulista ficou em alta de 0,95% aos 60.129 pontos. O volume financeiro ficou em R$6,4 bilhões.

As informações dos executivos de compras e abastecimento dos Estados Unidos no último relatório ISM de não-manufaturados mostraram que o Índice de Atividade de Negócios ficou em 51,8%, o Índice de Novas Encomendas em 51,4% e o Índice de emprego em 50,7%, todos abaixo das estimativas.

Entre as ações em alta no Ibovespa estavam as da Estácio Participações ON, alta de 5,68%; Kroton ON, alta de 4,08%; Embraer ON, alta de 3,59%; WEG ON, alta de 3,08%; TIM Participações ON, alta de 3.35%.

Na contramão estavam as ações da Siderúrgica Nacional ON, queda de 2,47%; Braskem PNA, queda de 1,91%; JBS ON, queda de 1,70%; Marfrig ON, queda de 2,08%; e Klabin UNT, queda de 1, 18%.

As ações da Petrobras ON ficaram em queda 0,50% e a PN em alta de 1,08%.

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 a 29 de dezembro de 2016, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

Moedas

O dólar comercial fechou em queda nesta terça-feira. No interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,206 na compra e R$3, 208 na venda, queda de 2,25%.

Os dados apresentados hoje nos Estados Unidos, segundo os analistas, distanciam cada vez mais a possibilidade de algum movimento do Federal Reserve em mexer com as taxas de juros.

O euro ficou cotado em R$3, 595 para a compra e R$3, 597 para a venda, queda de 1,57%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1243 às 15h GMT (12h de Brasília) desta terça-feira no mercado de divisas, acima do valor da sessão de ontem no mesmo horário, que foi de US$ 1,1145. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1159.

O Banco Central entrou com mais um leilão de swap cambial reverso, ofertando 10 mil contratos. Foram vendidos 1.000 contratos com vencimento em 03 de outubro, 2.000 para 01 de novembro, 5.000 para 01 de dezembro e 2.000 para 02

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta terça-feira em alta de 0,88%, cotado a US$ 44,83, em meio a notícias sobre medidas para gerar estabilidade no mercado.

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro subiram US$ 0,39 em relação ao fechamento de ontem.

O barril de petróleo Brent para entrega em novembro fechou nesta terça-feira em baixa de 0,77% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 47,26.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,37 abaixo do valor final da sessão de ontem, que foi de US$ 47,63.

O minério de ferro no porto de Qingdao fechou em queda de 0,13% aos US$59,16.


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