Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Os mercados acionários globais fecharam o mês de novembro sem direção, com os políticos tirando o sono dos investidores, tanto no cenário interno quanto no externo. As moedas ficaram divididas, porém os indicadores apontaram para o fortalecimento de economia global.

Na Ásia, fora as ameaças de Kim Jong-un, Coreia do Norte, e seus testes com mísseis de longo alcance despertando pânico no mundo, as duas maiores economias, Japão e China, seguem em ritmo de forte crescimento. Os mercados acionários seguiram, em grande parte, no positivo e acompanhando o movimento em Wall Street.

MetaTrader 300×250

Na Europa, fora o ritmo acelerado de saída do Reino Unido da União Europeia, a Alemanha incomodou com o enfraquecimento político da chanceler Angela Merkel. Mas as duas maiores economias da região, Alemanha e França, apresentaram indicadores interessantes como a produção industrial, vendas no varejo, setor de manufatura, clima de negócios e a inflação avançando para o patamar desejado do Banco Central Europeu, 2%.

Ainda no Velho Continente vai ter casamento real em maio, o que já é um bom sinal para a economia do Reino Unido que segue surpreendendo com indicadores positivos.

Nos Estados Unidos, os índice de Wall Street estão acumulando recordes, com indicadores para cima, novos rumos para a direção do Federal Reserve, com Jerome Powell bem aceito na sabatina feita essa semana no Senado norte-americano, e Janet Yellen determinada em deixar também a cadeira na direção do banco depois de 30 anos.

A atual equipe do Comitê de Mercado Aberto – Fomc vai se reunir pela última vez no ano entre os dias 12 e 13 de dezembro para definir a taxa de juros do país, talvez saindo de 1,25% para 1,50%.

Sobre os índices de peso, como hoje, estão na sequência de recordes embalados pelas expectativas das medidas fiscais de Donald Trump e comemorando o fim da temporada de balanços corporativos. A maioria das empresas ficou com números acima do esperado. Mas a cautela dos investidores é mantida com o temor de uma “bolha” no setor de tecnologia. Aliás, a cautela é global, em especial na Ásia.

E, finamente, por aqui o cenário político segue contaminando o mercado financeiro. A bolsa de ações de São Paulo não teve o mesmo desempenho de setembro e outubro, mas ainda sustenta ganho anual interessante, acima dos 19%.

Os indicadores econômicos domésticos seguem em terreno positivo. Já é sentida a queda no desemprego, melhor apetite dos empresários para investir e a inflação em trajetória de queda.

Os juros caíram novamente e o Banco Central do Brasil vem adotando medidas para tornar o crédito mais fácil e garantindo a confiança dos brasileiros.

A retomada de investimentos em infraestrutura, com a promessa do fim de obras inacabadas, também alimentaram o otimismo das gigantes. Incluídos neste pacote estão os processos de privatizações e rodadas da ANP para as áreas de exploração de petróleo.

De outro lado, o Juiz Federal, Sérgio Moro, e os desembargadores do Tribunal Federal Regional -TRF 4ª região não descansam e avançam com os desdobramentos da Operação Lava Jato em suas várias fases. O céu do Brasil é cortado diariamente pelas aeronaves da Polícia Federal no transporte de políticos ilustres. Presos, é claro!

Enquanto isso, a “novela” da reforma da Previdência dá sinais de um desfecho recheado de fortes emoções nas próximas semanas. Porém, as apostas são crescentes entre os analistas de que o governo não terá apoio suficiente para conseguir os votos necessários para aprovação. A maioria dos políticos não quer “queimar a imagem” com a eleição presidencial já na pauta dos partidos e no radar da população.

E assim termina novembro.

ÁSIA

Seguindo o comportamento dos principais índices acionários de ontem, os mercados da Ásia fecharam no vermelho nesta quinta-feira. As maiores perdedoras foram as ações das empresas de tecnologia. O Japão, que seguia em queda, termina novembro em alta com a queda do iene.

O índice Asia Dow ficou em queda de 0,95% aos 3.586. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 1,51% aos 29.177. O Xangai Composite ficou em queda de 0,62% aos 3.317. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 1,45% aos 2.476 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,16% aos 3.433. O índice Nikkei 225 ficou em alta de 0,57% aos 22.724. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 1,35% aos 33.149.

Entre os destaques de papéis com perdas estavam os da Samsung Eletronics, queda de 3,42% e puxando o Kospi, Coreia do Norte, para um de seus piores resultados nos últimos meses e fechando novembro com 7%.

Refletiu também nos mercados asiáticos, a classificação do Morgan Stanley para as empresas e afirmando que os preços dos produtos de tecnologia começaram a cair.

As quedas em Wall Street das gigantes, Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google, entre 2% e 5,5%, despertaram novamente a cautela. Analistas seguem atentos para uma possível bolha no setor de tecnologia.

Na China, os indicadores apresentados para o setor de fabricação do mês de novembro revelaram que o fortalecimento econômico segue em alta.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam no vermelho nesta quinta-feira, com destaque para o índice pan-europeu e o FTSE100 da bolsa de Londres. Além disso, as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia também ficaram no foco de hoje.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,33% aos 386.69, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,19% aos 22.368; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,55% aos 10.211; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,29% aos 13.023; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,90% a 7.326; o CAC 40 (Paris) caiu 0,47% aos 5.372 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,21% aos 5.363.

Os indicadores apresentados hoje revelaram que as economias europeias estão em ritmo de fortalecimento, porém, todas as concentrações estão em torno do Brexit.

No início desta semana, as notícias davam conta de que Londres e Bruxelas haviam fechado o acordo para a lei de “divórcio” em cerca de € 50 bilhões, depois que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, aumentou significativamente a oferta britânica.

Esta evolução da conta de saída e da fronteira irlandesa é vista como um avanço nas negociações de Brexit, que atingiram um impasse. Isso, por sua vez, provocou receios de que o Reino Unido acabaria por sair da UE sem um acordo comercial.

A libra esterlina fechou em alta de 0,81% saltando para US $ 1.3498, ante $ 1.3410 no final da quarta-feira em Nova York. A força da libra esterlina tende a pesar no FTSE, já que cerca de 75% da receita dos componentes do índice são gerados fora do Reino Unido.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de Wall Street fecharam com ganhos nesta quinta-feira, com os investidores mais animados com a revisão fiscal no Senado norte-americano. O destaque ficou novamente para o Dow Jones, que passou dos 24 mil pela primeira vez, e junto com o S&P atingiram os maiores ganhos em 20 anos.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,82% aos 2.647. O Dow Jones ficou em alta de 1,39% aos 24.272. O Nasdaq ficou em alta de 0,73% aos 6.873.

Os ganhos do dia foram com os 11 setores primários do S & P 500 em território positivo para o dia. As ações de energia estavam entre os maiores ganhadores, um aumento de 1,5%. O índice Russell 2000, pequenas empresas, ficou em alta de 0,12%.

Para novembro, o Dow subiu 3,8%, o oitavo mês consecutivo de ganhos. O S & P 500 ganhou 2,8%, também por oito meses seguidos, combinando seu recorde de oito meses a partir de 2007, e o Nasdaq subiu 2,2%.

O ano em si tem sido um grande sucesso para as ações, com os três principais índices ganhando entre 18% e 28% no ano, impulsionados pela expansão econômica, lucros corporativos positivos, falta de concorrência de outros ativos e espera que a administração Trump e o Congresso acertem o acordo com os impostos, conforme agências internacionais.

O bom humor nos Estados Unidos ficou também para os indicadores apresentados hoje, como os pedidos iniciais de seguro desemprego, prévia de inflação, entre outros.

A última divulgação ficou para o Clima de Negócios de Chicago, que depois de atingir seu nível mais alto desde março de 2011 em outubro, caiu em novembro (mas superou as expectativas) em meio à desaceleração de novos pedidos.

O PMI de Chicago caiu de 66,2 para 63,9, melhor do que as expectativas de 63,0. Sob as coberturas: os preços pagos aumentaram a um ritmo mais rápido, sinalizando expansão As novas encomendas aumentaram a um ritmo mais lento, sinalizando a expansão O emprego aumentou e a direção revertida, sinalizando expansão em estoques a um ritmo mais rápido. As entregas do fornecedor aumentaram a um ritmo mais rápido, sinalizando expansão.

BRASIL

A bolsa de ações de São Paulo está fechando novembro em queda de 3,14% e acumula 19,49% de valorização no ano. Porém, os 71 mil pontos de hoje pode ser comparado com um dos piores resultados do mês e também desde o dia 17 de maio nas deleções dos donos da JBS contra o presidente Michel Temer e outros parlamentares.

Os investidores mantiveram as vendas com a reforma da Previdência no radar e os desencontros nas falas sobre o tema. Hoje, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia destacou a dificuldade para o texto entrar em votação, bem na contramão das declarações de ontem do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que garantiu a aprovação do texto atual já para a próxima semana.

De acordo com analistas da Magliano, fica bem claro que o governo foi para o tudo ou nada para esta aprovação e jogou a responsabilidade para os deputados, principalmente do PSDB, que se não aprovarem o texto serão apontados como os culpados pelo impacto negativo que esta decisão trará sobre a economia do país nos próximos anos.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1% aos 71.970 pontos. O volume financeiro ficou em R$26,2 bilhões. O IEE caiu 1,24%.

“No mês, tanto o fechamento positivo quanto o negativo, a influência ficou toda para a discussão sobre a reforma da Previdência. Nos três últimos pregões, o resultado foi totalmente por conta das contradições nas declarações dos membros do governo e hoje do presidente da Câmara. De outro lado, as notícias corporativas das elétricas acabaram por puxar os papéis, em especial os da Eletrobras, com o processo de privatização, e a Cemig, que além da subscrição, enfrenta a questão política envolvendo o presidente.
No lado externo, o radar segue para o pacote fiscal de Donald Trump e também para as declarações de membros do Fed. As commodities, em especial o petróleo, ficaram estáveis. Novembro fecha com um pouco de realização”, disse o gerente de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

Para Rodrigo Maia, “falta muito voto” para aprovar a reforma da Previdência disse em entrevista nesta quinta-feira depois de evento em São Paulo, Maia afirmou que, além do desgaste enfrentado pelos parlamentares após a rejeição das duas denúncias contra o presidente Michel Temer, muitos deputados, apesar de reconhecer a importância da proposta, não confirmam o apoio ao texto.

“Falta entender que a votação não tem caráter diabólico, mas que garante a aposentadoria dos que ganham menos e acaba com a distorção dos que ganham mais. É um tema fundamental e urgente, que vai garantir o futuro de milhões de brasileiros. Se não for aprovada, no futuro vão faltar recursos para saúde e educação”, afirmou para a Agência Brasil.

De outro lado, os investidores também estão atentos para o plano fiscal do presidente Donald Trump, que entra em nova fase de discussão ainda hoje no Senado norte-americano.
Com um texto bem diferente do aprovado na Câmara, para hoje serão necessários 50 votos, já que dois senadores republicanos, o mesmo partido de Trump, consideram rejeitar o texto.

Segundo expectativa bem otimista do presidente dos Estados Unidos, é de que o texto seja sancionado antes do Natal. Com isso, já para o ano que vem, os cortes dos impostos poderão representar para os Estados Unidos cerca de US$1,4 trilhão em dez anos.

As ações com ganhos
WEG ON, alta de 0,35%; Rumo ON, alta de 1,72%; Embraer ON, alta de 0,64%; e JBS ON, alta de 1,41%.

As ações com perdas
CPFL Energia ON, queda de 16,97%; Eletrobras ON, queda de 6,30%; Cemig PN, queda de 5,98%; e Fibria ON, queda de 5,50%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,25% e a PN, alta de 0,33%.

A Vale ON ficou em queda de 1,57%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres em 0,33% aos US$64,34 o barril.

O petróleo WTI ficou estável e cotado a US$ 57,30 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 0,31% aos US$68,13 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$959,57, alta de 0,01%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$953,00 e alta de 0,45%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial fecha o mês de novembro em queda de 0,03%, com a influência do cenário político interno e como mês marcado por feriados. No ano, a moeda acumula ganho de 0,67%. No cenário externo, a divisa norte-americana segue desvalorizada.

Nesta quinta-feira, no interbancário, a divisa fechou cotada aos R$3,270 para a compra e R$3,271 para a venda, alta de 0,97%.

O euro ficou em R$3,892 para a compra e R$3,894 para a venda, alta de 1,14%.

A libra ficou em R$4,419 para a compra e R$4,421 para a venda, alta de 1,46%.

No cenário externo, o índice DXY, que mede a moeda contra outras seis, estava em queda de 0,26% a 93,01. A influência na divisa se dá com o plano fiscal de Donald Trump e ainda sob os efeitos da fala da presidente do Federal Reserve nesta quarta-feira (29).

O euro fechou em alta de 0,46% na Europa a US$1,1889 depois de US$1,1850 ontem.

Entre as moedas digitais, a Bitcoin ficou em queda de 0,28%; a Cash ficou em queda de 1,09%; e a Ether, em alta de 1,23%.


Assuntos desta notícia