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Os principais mercados acionários globais reagiram ao anúncio das medidas do presidente Donald Trump, que completa os 100 dias de governo impopular para a maioria dos norte-americanos.

As mudanças de decisões estão irritando os investidores em Wall Street e despertando ainda mais a cautela nos demais mercados.

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Na Ásia, as bolsas mantiveram os ganhos, embaladas pela temporada de balanços.

Na Europa, o grande destaque foi a apresentação do presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, depois da reunião de dois sobre política monetária. Os juros permanecem os mesmos, bem como a injeção de recursos no programa de estímulo.

Nos Estados Unidos, em dia de indicadores importantes, o governo de Trump segue no centro das discussões. Amanhã será conhecido o PIB dos Estados Unidos para o primeiro trimestre.

Por aqui, na iminência de greve geral nesta sexta-feira (28), o radar ficou para Brasília. A Reforma Trabalhista passou e a da Previdência ficou para o dia 03, com o temor dos resultados da greve.

De outro lado, o Ibovespa seguiu contaminado pelos acontecimentos no Planalto Central e também com mais um feriado pela frente – Dia do Trabalho, 01 de Maio na segunda-feira. O dólar ganhou força no cenário interno e no externo, puxando também as moedas da Europa.

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, com os investidores digerindo o plano de reforma tributária de Donald Trump, bem como os resultados corporativos da Japão de Índia.

A valorização se seguiu após comentários do presidente chinês, Xi Jinping, sinalizando que o governo poderá ser mais brando nos esforços de combater negócios especulativos com ações.

Já o Banco Central do Japão (BoJ) decidiu manter sua política monetária inalterada, mas reduziu sua projeção de inflação para o ano fiscal que se encerra em março, de 1,5% para 1,4%. A meta de inflação do BoJ é de 2%. O dólar é cotado a 111,30 ienes, contra 111,09 ienes de ontem à tarde.

Ao final da jornada, o Asia Dow ficou em queda de 0,10% aos 3.281. O Hang Seng ficou em alta de 0,49% aos 24.698. O Xangai ficou em alta de 0,36% aos 3.152. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em queda de 0,34% aos 30.029. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,50% aos 2.207. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em queda de 0,08% aos 3.171. O Nikkei 225 ficou em queda de 0,19% aos 19.251.

A AIA Group viu as ações subindo 6,2%, embalando o índice de Hong Kong, com a seguradora subindo 53% com novos negócios e batendo recorde histórico liderado pelo crescimento da China.

O Yahoo Japan Corp. caiu 9,5%, em Tóquio, sua maior queda em mais de oito anos, depois que a empresa está prevendo lucro menor do que os analistas estimam.

EUROPA

As bolsas fecharam em território negativo nesta quinta-feira, com a fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi ao afirmar que a recuperação da economia da área do euro é “sólida e ampla”, ao mesmo tempo em que advertiu que a inflação não era forte o suficiente para considerar diminuir seu programa de estímulo.

Draghi advertiu que “os riscos em torno da perspectiva de crescimento da Zona do Euro, enquanto caminhando em direção a uma configuração mais equilibrada, ainda estão inclinados para a desvantagem”

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,24% aos 387.79, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 1,15% aos 20.597; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,74% aos 10.683; o DAX 30 (Frankfurt) recuou 0,23% aos 12.443; o CAC 40 (Paris) caiu 0,31% aos 5.271; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,71% aos 7.237; e o PSI-20 (Lisboa) perdeu 0,26% aos 5.041.

O índice Stoxx Europe perdeu força depois de subir para a máxima de 15 semanas na quarta-feira.

Entre as ações com perdas estavam as do Deutsche Bank, queda de 3,7%. A Glencore PLc e Rio de Tinto Group caíram 2,7%.

A agenda cheia da Europa revelou o otimismo para a economia da Alemanha.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso na Bolsa de Nova York recuperaram as perdas nesta quinta-feira, com a menor intensidade das notícias políticas. O presidente Donald Trump, que está completando 100 dias de governo, segue com a popularidade em baixa e cheio de contradições em suas promessas.

Ao final da jornada, o S&P ficou em alta de 0,06% aos 2.388; o Dow Jones em alta de 0,03% aos 20.981; e o Nasdaq em alta de 0,39% aos 6.048.

O índice S&P foi embalado pela decisão de Trump de mudar de ideia sobre a saída do Nafta nesta quinta-feira, mas ainda prevalece o rescaldo de sua reforma tributária, com um plano sem detalhes, o fim do prazo para apresentação do Orçamento da União e a questão do novo plano de saúde para substituir o Obamacare.

Todas essas contradições estão deixando os mercados inseguros quanto à orientação política, com muita discussão e poucas ações concretas para negociar. O Congresso também está considerando uma solução para evitar uma paralisação do governo, enquanto os republicanos da Câmara tentar reanimar a legislação para revogar Obamacare.

Diante desse cenário, as atenções estão voltadas para a divulgação do PIB nesta sexta-feira. As estimativas dão conta de uma alta de 1% no primeiro trimestre.

As ações de energia recuaram 1,1% com os preços do petróleo aos US$49,00 o barril.

As ações do  Alphabet subiram 3,7% e a Amazon, alta de 3,6%. Na contramão ficou a Intel, queda de 3,6%.

BRASIL

A B3 encerrou em queda nesta quinta-feira, com Brasília no radar e os investidores pegando uma brecha para a realização de lucros. Os resultados corporativos e cenário externo também ficaram na mesa de negócios nesta quinta-feira. As commodities ficaram com preços negativos nos mercados internacionais.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,29% aos 64.676 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,7 bilhões.

As ações com ganhos

Bradesco PN, alta de 2,92%; Bradesco ON, alta de 2,99%; Localiza ON, alta de 4,16%; Smiles ON, alta de 2,58%; e Pão de Açúcar PN, alta de 1,86%.

As ações com perdas

Vale PNA, queda de 4,33%; Cemig PN, queda de 3,60%; Siderúrgica Nacional ON, queda de 4,28%; Copel PNB, queda de 3,53%; e Natura ON, queda de 3,46%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1,53% e a PN, queda de 1,93%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

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Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, com o quadro incerto em Brasília para a Reforma da Previdência, remarcada para votação no dia 03 de maio
com o anúncio de greve geral nesta sexta-feira. Porém, a aprovação da Reforma Trabalhista foi bem aceita pelos investidores.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,180 para a compra e R$3,182 para a venda, alta de 0,28%.

O euro ficou em R$3,460 para a compra e R$3,463 para a venda, alta de 0,07%.

A libra ficou em R$4,105 para a compra e R$4,411 para a venda, alta de 0,81%.

No cenário externo, o índice Bloomberg Dollar Spot ficou estável, depois de subir 0,3% nesta quarta-feira.

O euro viu a negociação agitada durante a coletiva de imprensa do presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, subindo para 1.0933. O tom mais otimista de Draghi prevaleceu ao alinhar com as expectativas dos comerciantes, que precificavam a decisão de manter a taxa de juros inalterada com os €60 bilhões euros mensais injetados na economia da Zona do Euro. Draghi disse que o volume segue até o final do ano.

Ao final, o euro foi negociado abaixo de 0,3% a $ 1.0874.

O peso mexicano subiu 0,7%, o de 1,4 por cento com a Casa Branca sinalizando a permanência no Nafta, mas com restrições.

O peso caiu 1,7% nesta quarta-feira.

O dólar canadense foi pouco alterado, apagando ganhos anteriores, depois da discussão sobre o Nafta.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 0,69% a US$66,07 a tonelada seca e com 62% de pureza.

O contrato futuro para entrega em junho do produto tipo WTI é negociado a US$ 49,24 o barril, com queda de 0,77%, no momento.


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