Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

O dia foi tranquilo nos mercados financeiros globais, com os investidores ajustando, analisando indicadores e já se preparando para a temporada de balanços financeiros a partir de amanhã nos Estados Unidos. Os preços das commodities dispararam, como o petróleo retomando para o patamar acima dos US$70,00 o barril.

Na Ásia, as bolsas ficaram divididas, com o governo da China tratando de esclarecer a informação de retardar ou parar as comprar Títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em um esforço de diversificação. Os números das vendas do varejo da Austrália ficaram no foco, em dia de poucos indicadores.

MetaTrader 300×250

Na Europa, o comportamento foi semelhante, mas com os preços do petróleo puxando as energéticas. Pesou por lá, a ata do Banco Central Europeu – BCE apresentada hoje. O conteúdo é de que a busca pela inflação acima dos 2% está na meta para reduzir a injeção de €30 bilhões na economia da Zona do Euro gradativamente até setembro desse ano.

Ainda por lá, os números da produção industrial da Zona do Euro e da União Europeia surpreenderam, bem como a inflação.

Nos Estados Unidos, esclarecida a questão dos Treasuries com a China, as energéticas surfaram com os preços do petróleo nas máximas. Porém, os pedidos de seguro desemprego subiram e o consumidor norte-americano segurou o dinheiro no bolso na marca de deflação. Tudo o que o Federal Reserve não esperava neste momento.

Por aqui, até o fechamento dos mercados, com o índice Bovespa flertando os 80 mil pontos, tudo seguia bem. Porém, a surpresa da nota de rebaixamento do crédito soberano do Brasil e perspectiva de rating, que caíram como um bloco de gelo no Governo.

A Standard & Poor’s, uma das três mais importantes agências de classificação de risco do mundo, cortou a nota de crédito soberano do País de BB para BB- e a perspectiva de rating de estável para negativa. A agência reduziu a avaliação de transferência e convertibilidade para ‘BB +’ de ‘BBB-‘. Além disso, afirmou o rating em escala nacional ‘brAA-‘ e revisou a perspectiva para estável.

Em um relatório extenso, a S&P destacou a instabilidade política, a corrupção, a dificuldade do governo em seguir com as reformas e, principalmente, o déficit nas contas públicas, entre outros.

De outro lado, destacou os pequenos avanços na economia, no desemprego e no ligeiro avanço do PIB, porém, demonstrou cautela para com as eleições desse ano e os impactos econômicos.

Conforme mostrou a Agência Brasil, em 2008, o Brasil tinha sido elevado à categoria de grau de investimento. A primeira agência a incluir o país nesse patamar foi a S&P, em abril daquele ano. A decisão foi seguida pela Fitch, em maio do mesmo ano, e pela Moody’s, em setembro de 2009.

Em setembro de 2015, a S&P retirou o grau de investimento do Brasil e concedeu perspectiva negativa, abrindo caminho para que a nota fosse reduzida novamente em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2015, a Fitch reduziu a nota do Brasil para um nível abaixo da categoria de bom pagador, rebaixando novamente a classificação em maio de 2016. A Moody’s retirou o grau de investimento do Brasil em fevereiro de 2016, uma semana após o segundo rebaixamento pela S&P. Na ocasião, a Moody’s reduziu a nota do país para dois níveis abaixo do grau de investimento.

Com a decisão de hoje (11), a S&P torna-se a primeira agência a reduzir novamente a nota da dívida brasileira. A agência manteve estável o outlook (perspectiva) da nota do Brasil. Isso significa que a S&P não poderá rebaixar o país antes da próxima reavaliação, o que levará pelo menos seis meses.

Logo depois do comunicado, o Ministério da Fazenda divulgou nota dizendo que: “O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo”, destacou o texto.

O Ministério da Fazenda pediu ainda empenho dos parlamentares para aprovação das medidas. “Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil. Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil.”

A repercussão dessa medida será refletida amanhã no mercado financeiro e ainda mais detalhamento da equipe econômica.

O dólar fechou em queda, o euro ganhou força e as digitais ficaram sem direção.

ÁSIA

Os mercados acionários da Ásia ficaram divididos nesta quinta-feira, com a cautela para os preços de commodities e indicadores. Na China, o órgão responsável tratou de esclarecer que seguirá comprando Títulos do Tesouro dos Estados Unidos, desmentindo uma informação sobre a possibilidade.

Ao final, o índice MSCI Asia Pacific recuou 0,40% no dia de hoje, após apresentar quedas mais expressivas ao longo do pregão. O índice Asia Dow ficou em queda de 0,18% aos 3.796. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,15% aos 31.120. O Xangai Composite ficou em alta de 0,10% aos 3.425. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em queda de 0,47% aos 2.487 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,22% aos 3.512. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,26% aos 34.443. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,33% a 23.710. O índice futuros XJO, da bolsa de valores de Sidney, ficou em queda de 0,48% aos 6.067.

O iene recuperou a força ante o dólar e ficou em ¥ 111.70. Um dia antes, tinha sido ¥ 112,35. O iene começou a fortalecer a terça-feira, e durante a noite atingiu níveis vistos no final de novembro, depois que o Banco do Japão cortou suas ofertas para comprar títulos do governo com vencimento em 10 a 25 anos.

Mas as operações da BOJ de quinta-feira viram que o banco apenas faz ofertas em dívidas de curto prazo e nos mesmos níveis que as ofertas anteriores.
Na China, os mercados mostram-se mais otimistas após o primeiro ministro Li Keqiang sinalizar que a economia chinesa cresceu 6,9% em 2017, com desempenho melhor do que o esperado.

O rendimento do Tesouro norte-americano de dez anos caiu um pouco mais na negociação asiática, chegando a 2,54%. O comportamento se deu com uma informação de que a China estava considerando retardar ou parar as compras Títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em um esforço de diversificação. Porém, nesta quinta-feira, o órgão responsável chinês tratou de emitir mais uma declaração negando que estava pensando em fazer tal coisa.

Ainda sobre o tema, o governo americano ameaçou dar uma resposta para a China com a elevação de taxas, entre outras medidas comerciais. Ao final, o rendimento de 10 anos chegou a 2,59% durante a noite.

EUROPA

Os mercados acionários da Europa fecharam divididos nesta quinta-feira, com os investidores atentos para indicadores da região e com as ações de varejistas recuando depois da queda nas vendas de final de ano. A ata do Banco Central Europeu -BCE também ficou no radar.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,34% a 397.25, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,64% aos 23.305; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,07% aos 10.435; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,59% aos 13.202; o FTSE-100 (Londres) subiu 0,19% a 7.762; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,29% aos 5.488; e o PSI-20 (Lisboa) recuou 0,24% aos 5.644.

O euro ficou em alta de 0,71% para US $ 1,2037 de US $ 1,1949 no final da quarta-feira em Nova York.

As ações retrocederam e o euro saltou depois que a ata da reunião de dezembro do Banco Central Europeu – BCE, que sugeriu ajustes na política monetária.

Conforme a ata, a autoridade monetária poderá fazer alguma mudança se a economia da Zona do Euro continuar expandindo e se a inflação continua aumentando em direção ao alvo do banco em torno de 2%.

O presidente Mario Draghi, já em dezembro, confirmou seu plano de reduzir pela metade o seu programa de flexibilização quantitativa para € 30 bilhões a partir deste mês, e deixar neste patamar até o final de setembro de 2018 ou “além”. A próxima reunião do BCE está marcada para o dia 25 de janeiro.

Entre as ações de varejo que recuaram estavam do joalheiro dinamarquês, Pandora A/S e o britânico Marks & Spencer PLC.

A Pandora caiu 10,7%, sua pior sessão desde agosto, de acordo com a FactSet. O joalheiro dinamarquês disse em sua atualização financeira preliminar de 2017 , nesta quinta-feira, que a receita ficou “marginalmente abaixo” da orientação financeira inicial de 23 bilhões a 24 bilhões de coroas dinamarquesas.

As ações da Marks & Spencer PLC afundaram 7% depois que o varejista britânico e a cadeia de supermercados disseram que as vendas de final de ano caíram nas 13 semanas do Natal.

Tesco PLC caiu 4,3%, com a maior cadeia de supermercados da Grã-Bretanha afirmando que está confiante em suas perspectivas para o ano fiscal de 2018, depois que as vendas do Reino Unido aumentaram 1,9% durante o período do Natal. Mas as vendas mais lentas de mercadorias em geral e tabaco arrasaram o desempenho geral.

ESTADOS UNIDOS

Os índice em Wall Street voltaram para o positivo nesta quinta-feira, depois da correção de ontem, com os investidores atentos para os indicadores de inflação, que recuaram. Os índices de energia e de metais subiram e puxaram as ações dos dois setores também com os preços do petróleo. Aquisições no setor de tecnologia também ficaram no radar de hoje.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,70% a 2.767. O Dow Jones ficou em 0,81% a 25.574. O Nasdaq avançou 0,81% a 7.211.

O preço do petróleo Brent, que é referência em Londres, fechou acima dos US$70,00 o barril, a maior valorização desde 2014. A queda na produção, divulgada ontem pela Agência de Energia norte-americana, e volume menor do que o estimado foram os principais fatores dos ganhos de hoje.

O presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, disse o banco central pode ter que “pressionar os freios” em algum ponto nos próximos anos devido ao aumento do risco de uma queda na economia. O risco de superaquecimento econômico “parece uma questão estranha para focar quando a inflação é baixa, mas me parece que isso é um risco real nos próximos anos”, disse ele.

As empresas de energia estavam entre as altas de Wall Street. As ações da Anadarko Petroleum Corp subiram 5,6% e Chesapeake Energy Corp, alta de 4,8%.

DST Systems Inc subiu 5% depois que a empresa de processamento e atendimento de informações disse que estava sendo comprada pela SSNC da SS&C Technologies Holdings Inc, o negócio está avaliado em US $ 5,4 bilhões, incluindo dívida.

BRASIL

A bolsa de valores de São Paulo operou em forte volatilidade na parte da manhã, porém, ganhou força no restante do período e já começa a flertar os 80 mil pontos, o que seria o recorde histórico. Os preços do petróleo sustentaram as máximas, com o Brent, referência na Europa, acima dos US$70,00 o barril. Petrobras e Vale disparam, bem como a Eletrobras. O índice de metais na bolsa de Nova York, que estava em alta de 2,65%, acabou puxando também as siderúrgicas e metalúrgicas.

O bom humor foi mantido com indicadores dos Estados Unidos de inflação, mostrando como na Europa, que os consumidores estão segurando as economias.

As apostas eram de ganhos nas vendas do varejo e também nos produtos alimentares mais consumidos nas festas de final de ano. Tanto nos Estados Unidos como na Europa as vendas no varejo mostraram retração e puxaram os índices de inflação para baixo. Nos dois casos, mais precisamente nos Estados Unidos, a leitura é de que o Federal Reserve deverá manter inalterada a taxa de juros na reunião deste mês, destacou um analista do mercado financeiro.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,49% aos 79.365 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 8,5 bilhões. O IEE, que é índice de energia elétrica, ficou em alta de 0,44%.

As ações com ganhos
Gerdau PN, alta de 8,16%; Gerdau Met. PN, alta de 5,03%; Usiminas PNA, alta de 5,37%; Sid. Nacional ON, alta de 5,85%; e Cyrela Realt ON, alta de 3,95%.

As ações com perdas
Kroton ON, queda de 3,63%; Fleury ON, queda de 2,02%; Lojas Amer. PN, queda de 1,81%; Engie ON, queda de 0,99%; e Taesa UNT N2, queda de 0,73%.

A Petrobras ON ficou em alta de 2,47% e a PN, alta de 2,68%.

A Vale ON ficou em alta de 1,95%.

A Eletrobras ON subiu 1,53%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres em 0,81% a US$71,20 o barril.

O petróleo WTI segue em alta de 0,06%, cotado a US$ 63,61 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em alta de 0,98% a US$79,08 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1016,49, alta de 1,31%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$993,58 e alta de 1,21%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial manteve a desvalorização nesta quinta-feira, a segunda consecutiva, em dia de movimento em alta na B3. A busca por ativos de risco, como as ações, seguiu em equilíbrio com o movimento da moeda norte-americana. Nos Estados Unidos, o índice DXY segue perdendo força ante seis pares.

Ao final, o dólar fechou cotado a R$3,217 para a compra e R$3,218 para a venda, queda de 0,30%.

O euro ficou em R$3,869 para a compra e R$3,871 para a venda, alta de 0,24%.

A libra ficou em R$4,351 para a compra e R$4,353 para a venda, queda de 0,27%.

Moedas digitais

O preço spot da Bitcoin – BTCUSD – ficou em queda nesta quinta-feira em Nova York. Ao final, a moeda digital mais popular caiu 2,00% a US$13.176,37 de acordo com o CoinDesk.

Na esteira das principais moedas digitais e de acordo com o site CoinMarket Cap, a Bitcoin ficou em queda de 9,38% US$13.364,30.

A Bitcoin Cash caiu 14,92% a US$2.464,93.

A Bitcoin Gold ficou em queda de 11,84% a US$211,21.

A Ether ficou em queda de 8,97% a US$1.152,94.

A Litecoin ficou em queda de 8,17% a US$228,31.

Na bolsa de Chicago – Cboe, o contrato futuros de Bitcoin (XBT/F8), com vencimentos para 17 de janeiro, ficou em queda de 0,60% a US$13.240,00.

O contrato de XBT/G8, com vencimento para 14 de fevereiro, ficou em queda de 3,26% a US$12.914,82.

O contrato XBT/H8, com vencimento para 14 de março, ficou em queda de 0,45% aos US$13.340,00.


Assuntos desta notícia