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Os índices de peso nas principais bolsas de ações globais ficaram divididos nesta quinta-feira, com os feriados nos Estados Unidos e no Japão. Além disso, os indicadores relevantes apresentados hoje refletiram no comportamento dos mercados europeus, em especial o da França.

Na Ásia, como nos Estados Unidos, o Japão parou para um feriado. O iene perdeu força e as ações de tecnologia pesaram novamente em alguns índices regionais.

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Na Europa, embora a Alemanha esteja com o quadro político crítico, os indicadores econômicos medidos nas prévias pela Markit revelaram o forte desempenho. Porém, a surpresa ficou para a França.

Por aqui, o dia foi de apresentação de indicadores de peso, como o Monitor do PIB da FGV, que mostrou ligeiro avanço, e a inflação que voltou a recuar.

Enquanto isso, as atenções dos mercados ficaram para as conversas em Brasília sobre a reforma da Previdência. O governo aposta que o tema entrará em votação na primeira semana de dezembro.

Já a bolsa de valores fechou em queda, sem a referência de Wall Street. O dólar perdeu força.

ÁSIA

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, levando o índice MSCI Asia Pacific, excluindo o Japão, a fechar o dia com valorização de 0,30%.

O índice Asia Dow ficou em alta de 0,39% aos 3.623. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,99% aos 29.707. O Xangai Composite ficou em queda de 2,29% aos 3.351. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 0,13% aos 2.537 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,20% aos 3.423. O índice Nikkei 225 ficou em alta de 0,48% aos 22.523. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,08% aos 33.588.

O destaque negativo coube às bolsas chinesas, onde investidores reagiram aos esforços do governo em impor novas regulamentações ao setor financeiro. O índice Xangai Composto caiu para o menor patamar em dois meses.

No mercado de câmbio, o dólar é negociado a 111,23 ienes, sustentando o mesmo patamar de ontem à tarde após a divulgação da ata do Fomc, nos Estados Unidos.

O iene atingiu a máxima de dois meses em relação ao dólar, que ficou em torno de ¥ 111,24, contra ¥ 112,20, quando o comércio de ações do Japão terminou na quarta-feira.

EUROPA

O bom humor tomou conta das bolsas de ações da Europa, com destaque para o índice de Paris, CAC 40, depois que os dados apresentados hoje no PMI revelaram que a segunda maior economia da região ficou com ganhos consistentes e foi o destaque da Zona do Euro.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,02% aos 387.12, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) subiu 0,37% aos 22.397; o Ibex 35 (Madri) avançou 0,19% aos 10.032; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,05% aos 13.008; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,02% aos 7.417; o CAC 40 (Paris) subiu 0,50% aos 5.379 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,09% aos 5.309.

As ações que pesaram no desempenho do índice europeu, Stoxx 600, foram as de tecnologia e serviços públicos.

O euro fechou em alta de 0,21% e comprado a US$1,1846, ante o US$1,1824 da sessão de ontem em Nova York.

O Índice de Gerentes de Compras composto para novembro subiu para 57,5, seu nível mais alto desde abril de 2011, mostrou a IHS Markit. Os economistas esperavam uma leitura inalterada. A França liderou o caminho, com um salto surpresa em seu setor de serviços PMI para 60,2, em comparação com uma queda esperada para 57,0.

Enquanto isso, as atenções estão voltadas para o cenário político da Alemanha, apesar dos números positivos da economia apresentados hoje.

A pressão está forte em cima de Martin Schulz, líder social-democrata, para pensar novamente sobre a recusa de reviver a “Grande Coalizão” com os Democratas-Cristãos da Chanceler Angela Merkel.

O país foi jogado na turbulência política após a ruptura deste fim-de-semana em negociações para formar um governo diferente, de três partidos, de coalizão que manteria Merkel no comando. Schulz deverá discutir a decisão com Merkel.

BRASIL

Sem a referência de Wall Street, a bolsa de ações de São Paulo operou de lado nesta quinta-feira. O lado político, com a reforma da Previdência mais enxuta e com mais polêmica, ficou no radar e deverá permanecer nos próximos dias. As elétricas ficaram valorizadas com preços do petróleo, bem como o avanço do minério de ferro puxando a Vale.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,04% aos 74.486 pontos. O volume financeiro ficou em R$4,2 bilhões. O IEE ficou em alta de 0,40%.

“A bolsa ficou esvaziada com o feriado nos Estados Unidos, embora com o movimento melhor no começo da tarde. Nos próximos dias, com toda certeza, a cautela deverá ser mantida com o avanço das reformas, tanto aqui como lá fora. O que se vê, pelo menos por aqui, é o governo seguindo no esforço grande para que as mudanças na Previdência realmente ocorram, ainda que desidratada. Hoje o dia foi de baixa liquidez”, considerou o analista de investimentos da Corretora Magliano, Carlos Soares.

As ações com ganhos
Cemig PN, alta de 4,41%; Copel PNB, alta de 3,49%; TIM Part. ON, alta de 2,48%;SMILES ON, alta de 2,43%; e Eletrobras PNB, alta de 2,06%.

As ações com perdas
Ecorodovias ON, queda de 2,44%; Sabesp ON, queda de 1,92%; Rumo ON, queda de 1,87%; Klabin UNT, queda de 1,78%; e Hypermarcas ON, queda de 1,62%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,85% e a PN, alta de 0,503%.

A Vale ON ficou em alta de 1,32% e a PN, alta de 1,23%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres em 0,56% aos US$63,13 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de 0,93%, cotado a US$ 58,56 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 4,27% aos US$65,17 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$959,50, alta de 0,01%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$948,69 e alta de 0,89%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial fechou em queda nesta quinta-feira, sem a referência dos Estados Unidos, e com as expectativas do mercado para a reforma da Previdência.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou em R$3,222 para a compra e R$3,222 para a venda, queda de 0,38%.

O euro ficou em R$3,815 para a compra e R$3,818 para a venda, alta de 0,21%.

A libra ficou em R$4,285 para a compra e R$4, 287 para a venda, queda de 0,16%.

De acordo com o governo, o texto poderá voltar a ser discutido na primeira semana de dezembro e já considerando quórum para aprovação na Câmara dos Deputados.

Embora com muita polêmica e com a oposição se preparando para bater contra, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje que o tempo de contribuição será mantido em 40 anos para a aposentadoria integral.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que os deputados da base e alguns economistas vão ajudar a convencer os parlamentares a aprovar a reforma da Previdência com novo texto mais claro, porque prova que a reforma não vai retirar direitos.

No cenário externo, o euro ficou em alta de 0,21% e comprado a US$ 1,1851, ante $ 1.1824 no final da quarta-feira em Nova York.

A libra ficou em queda de 0,15% e comprada a US$ 1.3301, abaixo de US $ 1.3324 no final da quarta-feira em Nova York.


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