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Os principais mercados acionários globais fecharam sem direção única nesta terça-feira. Os investidores estão atentos para o conteúdo das medidas tributárias dos Estados Unidos e também com a aproximação da reunião do Federal Reserve entre os dias 12 e 13.

Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa com os papéis das empresas de tecnologia. Os indicadores apresentados hoje na China também ficaram no radar.

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Na Europa, os investidores ficaram divididos nas negociações. Notícias de aquisições, com a Nestlé num negócio bilionário na compra de uma empresa canadense, e o processo de saída do Reino Unido da União Europeia – Brexit – também pesaram.

Nos Estados Unidos, os índices do mercado de ações recuaram nesta terça-feira, com as de tecnologia ganhando ligeira força, mas devolvendo em seguida. As ações de serviços públicos e de empresas de telecomunicações também puxaram os demais índices para baixo.

Por aqui, as informações totalmente desencontradas e especulações da imprensa acabaram por atingir o mercado financeiro. A bolsa de ações saiu do positivo e o dólar foi mantido com a entrada do Banco Central do Brasil em um leilão de swap tradicional.

A boa notícia ficou com os indicadores domésticos, como a produção industrial apresentada hoje pelo IBGE.

Além disso, depois do fechamento dos mercados nesta quarta-feira (06), o Comitê de Política Monetária – Copom divulga a nova taxa de juros, a Selic, na última reunião de 2017.

ÁSIA

Na Ásia, mercados fecharam em baixa, com os papeis relacionados às empresas de tecnologia.

O índice regional de ações MSCI Asia Pacific caiu 0,1%, no pregão de hoje. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,12% aos 3.597. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 1,01% aos 28.842. O Xangai Composite ficou em queda de 0,18% aos 3.303. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,34% aos 2.501 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou estável aos 3.438. O índice Nikkei 225 ficou em queda de 0,37% aos 22.622. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,20% aos 32.802.

No Japão, pesaram também sobre os mercados, as preocupações geopolíticas, com o governo anunciando programa para ampliar sua tecnologia antimísseis, em resposta às ameaças da Coreia do Norte.

Na China, a atividade no setor de serviços expandiu a um ritmo mais rápido em novembro, a última indicação de força no setor após dados oficiais divulgados na semana passada.

O índice de PMI- Gerente de Compras de Serviços da Caixin China subiu para 51,9 em novembro, de 51,2 em outubro, de acordo com o IHS/Markit.

Em comparação com os fabricantes, os prestadores de serviços mostraram uma confiança empresarial mais forte em novembro. O novo negócio expandiu-se a um ritmo acelerado, enquanto os custos de insumos e os preços cobrados continuaram a aumentar, disse Caixin.

O PMI oficial da China, que inclui o setor de construção, subiu para 54,8 em novembro, de 54,3 em outubro, informou a Escritório Nacional de Estatísticas na semana passada.

EUROPA

Os mercados acionários da Europa fecharam sem direção nesta terça-feira, com as ações de tecnologia pesando novamente. Noticias corporativas e Brexit pesaram no desempenho de alguns índices.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,19% aos 386.74, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,24% aos 22.416; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,03% aos 10.211; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,08% aos 13.048; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,16% a 7.327; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,26% aos 5.375 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,59% aos 5.395.

O euro ficou em queda de 0,4% a US$1,1813, abaixo de US$1,1865 da sessão anterior.

Os investidores também estão mantendo a atenção no processo Brexit, com informações de que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, voltará a Bruxelas para continuar conversando com membros da União Européia. Ontem, May e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disseram que não conseguiram chegar a um acordo sobre algumas questões da Brexit, isso depois de quatro horas de conversa.

Ainda segundo fontes, um acordo sobre evitar uma fronteira pós-Brexit entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte estava se aproximando, mas o acordo foi derrubado pelo Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte.

Membros do governo britânico estão trabalhando para resolver alguns problemas antes da reunião de cúpula entre os líderes da UE entre os dias 14 a 15 de dezembro.

Sobre as ações de tecnologia, as da fabricante de software Temenos Group AG caíram 1,5%, e a fabricante de chips AMS AGAMS, perdeu 0,4%. A Logitech International conseguiu fechar em alta de 0,3%, depois de cair em mais de 2% intraday.

Já as ações da Gerber e Häagen-Dazs, Nestlé SA fecharam em alta de 0,4%, depois que os ruídos davam conta da aquisição da Atrium Innovations Inc., fabricante canadense de vitaminas, em um acordo avaliado em US$ 2,3 bilhões. A Nestlé confirmou, depois do fechamento do mercado europeu, que pretende fazer essa aquisição.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam no vermelho nesta terça-feira, com as ações de tecnologia reagindo ligeiramente, mas devolveram no final das negociações. As ações das empresas de serviços públicos e de telecomunicações, bem como os indicadores domésticos e notícias corporativas também ajudaram a pressionar.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,37% aos 2.629. O Dow Jones ficou em queda de 0,45% aos 24.180. O Nasdaq ficou em queda de 0,19%.

Os investidores estão digerindo as medidas tributárias aprovadas pelo Senado e como esse deverá pesar nos negócios das empresas.

Entre as empresas de blue chip, 21 delas terminaram com perdas, com a Walt Disney Co atingindo o pior resultado, queda de 2,7%.

As ações da Mastercard Inc. subiram 1,2% depois que a empresa de pagamentos anunciou um novo programa de recompra de ações de US $ 4 bilhões, além de um aumento de dividendos.

O déficit comercial dos Estados Unidos subiu para US $ 48,7 bilhões em outubro, saltando 8,6% para um máximo de nove meses e superando a estimativa do consenso MarketWatch de US $ 47,6 bilhões.

O PMI dos serviços Markit entrou em 54,5 em novembro, ligeiramente abaixo de 54,7 no mês anterior.

O índice de não fabricação do ISM caiu para 57,4% em novembro, subestimando a previsão de consenso MarketWatch de 59%.

BRASIL

A bolsa de ações de São Paulo voltou para o negativo no final da sessão desta terça-feira, com os investidores digerindo informações sobre a contabilidade de votos para aprovação do texto da reforma da Previdência. Os investidores ficaram atentos para m Wall Street, que também azedou no meio do pregão.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,74% aos 72.546 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8 bilhões. O IEE caiu 0,42%.

“O mercado seguiu reagindo aos ruídos sobre a reforma da Previdência. Esse comportamento deverá prevalecer, enquanto nada ficar decidido. O que se vê é o estrangeiro saindo, o governo com pressa e o mercado financeiro mais ainda. Para amanhã é esperado o corte em mais 0,5 p.p na Selic e mais um realização”, considerou o diretor da Codepe Investimentos, José Costa Gonçalves.

As ações com ganhos
Hypermacas ON, alta de 3,24%; WEG ON, alta de 2,81%; Suzano Papel ON, alta de 1,89%; Fibria ON, alta de 2,05%; e Smiles ON, alta de 1,93%.

As ações com perdas
Usiminas PNA, queda de 4,23%; CPFL Energia ON, queda de 3,95%; Sid. Nacional ON, queda de 3,46%; Marfrig ON, queda de 3,36%; e Bradespar PN, queda de 2,90%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1,06% e a PN, queda de 1,10%.

A Vale ON ficou em queda de 2,20%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou estável na bolsa de Futuros de Londres aos US$64,26 o barril.

O petróleo WTI ficou em alta de 0,24%, cotado a US$ 57,61 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de US$72,68 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$959,57, alta de 0,01%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$953,00 e alta de 0,45%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial manteve a sequência de queda nesta terça-feira, sob a influência do cenário doméstico ante os acertos sobre a reforma da Previdência. Além disso, o Banco Central do Brasil voltou a atuar no mercado cambial. Foram vendidos 14 mil contratos de swap cambial tradicional. No final do dia, a autoridade monetária fez a rolagem de US$2 bilhões com compromisso de recompra.

Do lado externo, a divisa opera em alta, mas comedida, com as atenções para os indicadores dos Estados Unidos e também para o avanço no texto da reforça tributária entre a Câmara e o Senado norte-americano antes da sanção do presidente Donald Trump.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada na B3 aos R$3,233 para a compra e R$3,234 para a venda, queda de 0,40%.

O euro ficou em R$3,821 para a compra e R$3,823 para a venda, queda de 0,57%.

A libra ficou em R$4,348 para a compra e R$4,350 para a venda, queda de 0,43%.

No mercado norte-americano, a moeda segue em ligeira alta, apesar dos dados econômicos divulgados hoje.

Ao final, o índice DXY, que mede a moeda com outras seis, ficou em alta de 0,24% a 93.39. Já o WSJ, que amplia a comparação com mais 16 moedas, ficou em alta de 0,16% a 86,81.

O euro caiu 0,33% a US$1,1813, abaixo de US$1,1865 de ontem.

A libra ficou desvalorizada em 0,25% para US$1,3437, abaixo da sessão de ontem, US$1.3478.

O iene ficou em alta de 0,16% comprando ¥ 112,60, acima de ¥ 112,41 na segunda-feira.

Já entre as 100 moedas digitais, a Bitcoin ficou em alta de 3,23%; a Bitcoin Cash, caiu 0,68%; a Bitcoin Gold, queda de 4,15%; e a Ether, alta de 0,36%.


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