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Os investidores dos mercados acionários globais recuperaram o apetite pelos ativos de risco nesta segunda-feira com a realização do primeiro turno da eleição presidencial na França.

A disputa final, marcada para o dia 07 de maio, vai dar aos franceses a oportunidade de escolher entre a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, e o candidato de centro-direita, Emmanuel Macron. Os franceses terão duas curiosidades: o presidente mais novo de sua história (39) e a primeira mulher com presidente. A informação não é relevante, porém, os dois conseguiram afastar outros nove candidatos, sendo que alguns radicais socialistas e que deram alívio aos investidores.

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Hoje Le  Pen  anunciou deixou temporariamente a presidência de seu partido, a Frente Nacional (FN), para tentar aumentar sua base eleitoral visando a disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Ontem, a candidata chegou ao segundo turno com 21,43% dos votos (7,6 milhões) e Macron com 24,01%, 8,6 milhões.

Nas primeiras pesquisas de opinião, o favoritismo é de Macron, que receberia cerca de 60% dos votos, contra 40% de Marine. Vale ressaltar que o presidente François Hollande apoia Macron .

Macron começou sua carreira como funcionário público antes de se tornar banqueiro de investimento e ser ministro da economia do presidente François Hollande . Sua plataforma centrou-se em renovar a economia da França para o século 21, abraçando abertamente a União Europeia.

Já Le Pen, que tentou suavizar a imagem da Frente Nacional depois de assumir a liderança do partido e destituir seu pai, Jean-Marie Le Pen, agiu em plataforma nacionalista, bem ao estilo “outsider” de Donald Trump. Ela prometeu referendo sobre a permanência da França na União, a saída da OTAN e restaurar o franco francês extinguindo o euro. Le Pen endureceu ainda mais e se declara a única candidata comprometida com a conservação do secularismo francês e do bem-estar social. Ainda prometeu criar uma força de controle das fronteiras e contratar mais forças policiais e de segurança. Um imposto sobre os trabalhadores estrangeiros está na plataforma. Só ainda não prometeu a construção de muros.

Voltando aos mercados, os primeiros índices que reagiram aos movimentos na Europa foram os da Ásia, que ganharam força.

Na Europa, as bolsas avançaram para os melhores resultados em 15 meses. O destaque foi o índice CAC-40, bolsa de Paris.

Nos Estados Unidos, na carona com os demais, a bolsa de Nova York fechou em alta. Por lá, além da eleição na França, outros fatores estão no radar da semana como o anúncio que Donald Trump disse que vai fazer sobre medidas fiscais e também a temporada de balanços corporativos nos próximos dias.

Por aqui, em dia de visita do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, o bom humor predominou no mercado financeiro, apesar das votações importantes ao longo da semana.

Na visita, o Brasil e a Espanha firmaram uma série de acordos de cooperação bilateral nas áreas de desenvolvimento, economia e comércio, infraestrutura, transporte, recursos hídricos e diplomacia. “Concordamos até que o comércio e os investimentos estão no centro de nossa agenda bilateral. Não preciso dizer quão expressivo é o papel dos investidores espanhóis no nosso país”, disse o presidente brasileiro Michel Temer.

É a primeira visita de um presidente do governo espanhol ao Brasil em nove anos. Na Espanha, o chefe de governo é o presidente, eleito pelos deputados, e que exerce papel similar ao de primeiro-ministro. Já o chefe de Estado é o rei. Em 2012, o então rei da Espanha, Juan Carlos I, esteve no Brasil. Seu filho, Filipe VI, é o atual soberano.

A Espanha é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, com investimentos de US$ 64 bilhões até o ano passado. A ideia do governo brasileiro é aumentar investimentos bilaterais e expandir a cooperação para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias.

A B3 fechou em alta e o dólar caiu.

ÁSIA

As bolsas da Ásia fecharam com ganhos nesta segunda-feira, as primeiras na reação ao resultado da apuração dos votos na eleição francesa.

O Asia Dow ficou em alta de 0,63% aos 3.238. O Hang Seng ficou em alta de 0,41% aos 24.139. O Xangai ficou em queda de 1,37% aos 3.129. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,99% aos 29.655. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,40% aos 2.173. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em alta de 0,13% aos 3.144. O Nikkei 225 ficou em alta de 1,37% aos 18.875.

A bolsa de Tóquio fechou com o maior ganho em seis semanas, à medida que a fraqueza do iene ante o dólar impulsionou as ações japonesas.

Em dia de agenda vazia, os investidores se concentraram também nos balanços corporativos.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam com resultados surpreendentes nesta segunda-feira, os melhores em 15 meses, depois do resultado do primeiro turno das eleições na França. A calmaria se deu com Emmanuel Macron, candidato de centro-direita, à frente de Marine Le Pen, adversária de extrema-direita. A escolha final está prevista para o próximo 07 de maio.

Com isso, o CAC-40, bolsa de Paris, foi o grande destaque junto com o DAX 30, bolsa de Frankfurt, e embalando o índice Euro Stoxx 50 para cima em 4%.

O índice Stoxx Europe 600 subiu 2,11% aos 386.09, em Londres, um de seus melhores resultados desde agosto de 2015; o FTSE- MIB (Milão) ficou em alta de 4,77% aos 20.684; o Ibex 35 (Madri) subiu 3,76% aos 10.766; o DAX 30 (Frankfurt) subiu 3,37% aos 10.766; o  CAC 40 (Paris) ficou em alta de 4,14% aos 5.268; o FTSE-100 (Londres) subiu  2,11% aos 7.264; e o PSI-20 (Lisboa) subiu 2,48% aos 4.997.

O índice Euro Stoxx Banks subiu 7,4%, o melhor rali desde 2012.

O índice VStoxx, que mede a volatilidade da Zona do Euro  despencou 35%.

Ainda na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) define a política monetária na quinta-feira (27). Com as apostas de pouca chance na mudança da política, porém, a busca de pistas sobre os próximos passos do banco central será para a apresentação do presidente Mario Draghi.

O euro subiu 1,2% para US $ 1,0857. Outras moedas europeias também subiram como a coroa sueca e a coroa norueguesa cada um aumentando pelo menos 1,3%.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos subiram 2 pontos base para 2,27%.

O rendimento das notas francesas de 10 anos caiu 10 pontos base para 0,83%. Os títulos portugueses, espanhóis e italianos também subiram.

Os rendimentos referenciais alemães subiram oito pontos base e os do Reino Unido adicionaram dois pontos básicos.

Sobre os indicadores europeus, foi apresentado hoje o relatório Ifo para a Alemanha.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos nesta segunda-feira. Os investidores acompanhando o bom humor as reações dos mercados europeus ante o resultado do primeiro turno da eleição na França entre Marine Le Pen e Emmanuel Macron para o encontro final em 07 de maio. A temporada de balanços também deverá ficar na mesa de negociação essa semana e ofuscando os preços de commodities.

Ao final, o S&P ficou em alta de 1,08% aos 2,374 e 25 pontos; o Dow Jones subiu 1,05% aos 20,763 e 216 pontos; e o Nasdaq ficou em alta de 1,24% aos 5,983 aos 73 pontos.

Os ganhos do S&P foram puxados pelas empresas de finanças, alta de 2,2%. Na contramão ficaram as empresas imobiliárias.

Os ganhos no Dow Jones foram puxados pelas ações do JPMorgan, 3,5%, e Goldman Sachs, alta de 2,9%.

Os ativos de refúgio como o ouro, o iene japonês e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos caíram. No alívio dos resultados na França, o índice CBOE Volatilidade, conhecido como medidor de medo de Wall Street, caiu mais de 25% para menos de 11%, sua maior queda de um dia desde 9 de agosto de 2011.

O resultado na eleição de França, com Emmanuel Macron, centro-direita, e Marine Le Pen, extrema-direita, seguindo para o segundo turno em 07 de maio. Este primeiro-turno revelou que Macron deve ganhar por uma margem larga, 62%, mostrando que aos 39 anos ele poderá ser o presidente mais novo da França, conforme pesquisa da Bloomberg.

Le Pen, que foi comparada ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump é considerada um risco para os mercados, entre outras razões, prometendo realizar um referendo sobre a França deixar o bloco europeu se eleita presidente.

Ainda nesta sessão, os balanços corporativos preparados para esta semana também deverão pesar no humor dos negociadores. Além disso, ao completar os 100 dias de governo, Trump diz que prepara a divulgação nesta quarta-feira (26) de um pacote de medidas fiscais.

BRASIL

A B3 operou em alta nesta segunda-feira, com os investidores partindo para o
risco na carona global, depois do resultado da eleição no primeiro turno da
França. Os preços das commodities ficaram para baixo, com destaque para o minério de ferro nas negociações do porto de Gingdao, China. Porém, Petrobras e Vale ignoraram os preços do petróleo e minério e fecharam no azul.

Ao final,  o Ibovespa ficou em alta de 0,99% aos 64.389 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,6 bilhões.

“O dia foi de atenção para o cenário externo, com a eleição na França animando todos os mercados e ofuscando a queda das commodities. Além disso, a expectativa segue para o anúncio de Donald Trump para as medidas fiscais”, considerou o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

O primeiro turno da eleição francesa entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen animou os investidores globais. O segundo turno, em 07 de maio, os dois candidatos de vão brigar para comandar a segunda maior economia do Velho Continente e selar o destino da União Europeia. Já na primeira estimativa de intenção de votos revela que Macron é amplamente favorito para ocupar o lugar de François Hollande.

As ações com ganhos
Hypermarcas ON, alta de 3,83%; Qualicorp ON, alta de 3,46%; Natura ON, alta de 3,28%; Braskem PNA, alta de 2,98%; e RaiaDrogasil ON, alta de 2,93%.

As ações com perdas
Energias BR ON, queda de 2,60%; Pão de Açúcar PN, queda de 1,52%; Cyrela Realt ON, queda de 1,97%; Copel PNB, queda de 1,74%; e Sabesp ON, queda de 1,40%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,84% e a PN, alta de 1,08%.
A Vale ON ficou em alta de 1,13% e a PN, alta de 1,33%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de
2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Pagam dividendos nesta segunda-feira: AES Tietê e Vale.

 

Moedas

O dólar comercial fechou em queda nesta segunda-feira, com as atenções voltadas para o cenário externo. O resultado da eleição na França, com os dois candidatos de direita no segundo turno no dia 07 de maio, serviu de alívio para todos os mercados. Marine Le Pen vai enfrentar Emmanuel Macron pelo cargo de presidente da França.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,125 para a compra e R$3,126 para a venda, queda de 0,97%.

O euro ficou em R$3,397 para a compra e R$3,401 para a venda, alta de 0,67%.

A libra ficou em R$3,999 para a compra e R$4,002 para a venda, queda de 0,79%.

No cenário externo, o índice Bloomberg Dollar Spot caiu 0,5%, compensando as perdas anteriores.

O euro subiu 1,27% para US $ 1,0865. Outras moedas europeias também subiram, com a coroa sueca e a coroa norueguesa cada um aumentando pelo menos 1,3%. O iene caiu 0,58% a 109.73 por o dólar.

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 2,50% a US$66,53 a tonelada seca e com 62% de pureza.

O contrato futuro do produto tipo WTI negociado na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, para entrega em junho era negociado a US$ 49,90 o barril, com desvalorização de 0,85%.


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