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Os principais mercados acionários globais fecharam sem direção única, com as atenções para as falas dos presidentes de vários bancos centrais reunidos no Fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Portugal.

Na Ásia, os índices de peso fecharam divididos ainda sob os efeitos da sessão anterior em Wall Street. As ações de tecnologia foram as mais penalizadas nos mercados asiáticos por influência do ciberataque nos computadores de empresas e bancos de vários países, em destaque a Europa. As ações financeiras reagiram ao encontro dos bancos centrais.

Na Europa, as bolsas ficaram sem direção com investidores e analistas digerindo a fala do presidente do BCE, Mario Draghi, que foi mal interpretada sobre a política monetária da Zona do Euro. Ainda hoje, a fala do presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, também mexeu com a libra.

Nos Estados Unidos, o bom humor reinou na sessão de hoje. O destaque ficou para os três índices de peso. Porém, ainda seguem no radar as medidas do presidente Donald Trump, que não avançam.

Por aqui, em dia de dose dupla, Brasília ficou no foco central dos mercados.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) os Senadores estão discutindo o relatório da Reforma Trabalhista (PEC 38/17), com a oposição partindo para a discussão com ataques ao texto e ao governo.

Já na outra ala de Brasília, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estavam em sessão analisando a validade da homologação das delações da JBS e a manutenção do ministro Edson Fachin como relator dos processos.

Enquanto isso, a bolsa de valores fechou com ganhos e o dólar perdeu força ante o real.

ÁSIA

As bolsas de valores da Ásia recuaram nas negociações desta quarta-feira, com as ações de tecnologia pesando e ofuscando as financeiras.

Ao final da jornada, o índice MSCI Ásia-Pacífico caiu 0,3%. o índice Asia Dow caiu 0,07% para 3.350. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,61% aos 25.683. O Xangai Composite ficou em queda de 0,56% aos 3.173. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em queda de 0,47% aos 20.130 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,42% aos 2.388 pontos. O índice FTSE Straits Times de Singapura fechou em queda de 0,12% aos 3.215.

O índice de tecnologia perdeu 1,6%, o maior declínio em sete meses, quando a Tencent caiu 1,8% e a Samsung Electronics recuou 1,2%. O Mitsubishi UFJ Financial Group Inc. subiu 2,6%, enquanto o Mizuho Financial Group Inc. avançou 3%.

Falando em Londres, nesta terça-feira (27), a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, não deu nenhuma indicação de que seus planos de aperto contínuo da política monetária. Na fala, a presidente do Fed destacou que alguns preços dos ativos se tornaram ” um pouco ricos”.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa fecharam com perdas nesta quarta-feira, as maiores baixas em dois meses, com os investidores digerindo ainda a fala do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, sobre as medidas na política monetária. Também pesou a fala do presidente do Banco Central da Inglaterra, Mark Carney.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 fechou em queda de 0,04% aos 385.82, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) subiu 1,24% aos 21.047; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,51% aos 10.702; o DAX 30 (Frankfurt) recuou 0,19% aos 12.647; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda 0,63% aos 7.387; o CAC 40 (Paris) perdeu 0,11% aos 5.252 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,09% aos 5.187.

A queda no Stoxx Europe se deu com o setor financeiro, de consumo, petróleo. Na contramão ficaram as ações de cuidados de saúde, tecnologia e utilitários.

O euro ficou em alta de 1,14%, o primeiro avanço desde julho de 2016, em US$1,1292 no intraday, depois da má interpretação pelos mercados do relatório do BCE, em especial a fala de Draghi, que avaliou “um grau considerável” de estímulo é necessário na Zona do Euro, revertendo o tom “dovish” usado em discursos anteriores.

O FTSE 100 já estava negociando em queda durante a sessão, mas sofreu mais uma vez com a libra acima de US $ 1,2900 pela primeira vez desde as eleições gerais do Reino Unido no início deste mês. Uma libra valorizada pode exercer pressão sobre os ganhos no exterior por empresas multinacionais que compõem uma grande parcela do FTSE 100.

O movimento da moeda do Reino Unido se deu quando o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, disse que o caso para aumentar as taxas de juros do Reino Unido poderia ser feito com crescimento salarial e investimentos em negócios, mesmo que os gastos dos consumidores sejam fracos.

Carney fez seus comentários no Fórum do BCE no banco central em Portugal, onde também estava Mario Draghi e o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam nas máximas nesta quarta-feira, com as ações das financeiras e de tecnologia.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,88% aos 2.440, o maior ganho em dois meses; o Dow Jones, alta de 0,68% aos 21.454, foi puxado pelas ações da Caterpillar Inc e JP Morgan Chase & Co em mais de 2%; e o Nasdaq, com melhor desempenho em oito meses, alta de 1,43% aos 6.234.

As ações de tecnologia, que sofreram uma retração em sessões recentes, se recuperaram de baixas com o setor fechando alta de 1,4%.

A recuperação de hoje dos três principais índices apagou as perdas da sessão anterior, depois da falta de acordo para a votação do projeto de lei de saúde, levando as preocupações com as perspectivas da agenda do pró-crescimento do presidente Donald Trump.

O rendimento dos Títulos do Tesouro de 10 anos aumentou em 2,22%,. Os maiores custos de empréstimos de longo prazo significam que os bancos podem ganhar maiores spreads em seus empréstimos.

BRASIL

O Ibovespa, índice principal da bolsa de valores de São Paulo, fechou em alta nesta quarta-feira. A reação dos investidores ficou por conta dos mercados globais, mas na expectativa das discussões para a Reforma Trabalhista (PLC 38/2017) em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. As commodities reagiram.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 0,56% aos 62.017 pontos. O volume financeiro ficou em R$5,7 bilhões.

“A bolsa acompanhou o humor dos mercados lá fora, com Dow Jones disparando. De outro lado, os preços das commodities reagiram. A cautela ficou apenas para o setor de tecnologia em consequência dos ciberataques. O mercado ainda segue com expectativa para as reformas”, considerou o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

As ações com ganhos
Gerdau Met. PN, alta de 6,44%; Cemig ON, alta de 4,68%; Eletrobras ON, alta de 4,55%; Kroton ON, alta de 5,67%; e Eletrobras PNB, alta de 5,00%.

As ações com perdas
Qualicorp ON, queda de 1,79%; Copel PNB, queda de 2,55%; BBSeguridade ON, queda de 0,96%; e BRF ON, queda de 1,14%.

A Petrobras ON ficou em queda de 0,85% e a PN, queda de 1,06%.

A Vale ON ficou em alta de 3,12% e a PN, alta de 2,02%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Moedas

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira, com os investidores partindo para o risco no mercado acionário. Pesou também o andamento nas discussões sobre a Reforma Trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3, 283 para a compra e R$3, 284 para a venda, queda de 1,01%.

O euro ficou em R$3,730 para a compra e R$3,733 para a venda, queda de 0,57%.

A libra ficou em R$4,239 para a compra e R$4, 242 para a venda, queda de 0,09%.

O Banco Central do Brasil (BCB) manteve o lote de 8.200 contratos em swap cambial tradicional e com vencimento para julho.

No cenário externo, o índice Bloomberg de Dollar Spot caiu 0,4% com a menor desvalorização desde outubro.

O euro subiu 0,4% para US $ 1,1385, o maior nível desde junho de 2016. A moeda compartilhada cresceu 1,4% na terça-feira.

A libra subiu 0,9% para US $ 1,2933 e o iene subiu 1,3% para 1.30293.

Commodities

O preço do petróleo WTI para agosto ficou em alta de 1,11%, a US$ 44,73 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 4,41% a US$62,33 a tonelada seca e com 62% de pureza.


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