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Os principais mercados acionários globais fecharam no vermelho nesta quinta-feira, com atenção para as declarações de presidentes de bancos centrais e também para os balanços financeiros. Em dia de poucos indicadores no cenário externo, o foco seguiu para os Estados Unidos com os pedidos iniciais de seguro desemprego caindo e revelando que o setor de trabalho está em forte recuperação.

Vale lembrar que na semana passada, a oferta de vagas de emprego no setor privado foi a grande responsável pela queda no mercado financeiro global na última segunda-feira (05). A leitura de que a maior economia do mundo segue ainda mais robusta é um sinal para que o Federal Reserve mude a política monetária, destacando que o banco central está sob o comando de novo presidente, Jerome Powell.

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Na Ásia, nesta quinta-feira, as bolsas voltaram para o azul. Os dados da balança comercial da China ficaram abaixo das estimativas, mas sem grande impacto e preocupação.

Na Europa, o mau humor predominou por mais uma sessão. As declarações dos presidentes dos bancos centrais da Alemanha e da Inglaterra também contribuíram para despertar ainda mais o temor entre os investidores.

Nos Estados Unidos, os índices de peso devolveram os ganhos recentes com os piores resultados. O temor de uma atuação mais forte do Fed, os balanços financeiros e a alta nos rendimentos. Nem mesmo a fala de um dos presidentes regionais do Fed, de que nada vai muda no curto prazo conseguiu reduzir o estresse em Wall Street.

Por aqui, os índices econômicos apresentados hoje para a produção industrial, os números da safra, da inflação e das expectativas das empresas também pesaram no comportamento do mercado financeiro. Ainda seguiu no foco a queda na taxa Selic em 0,25 p.p para 6,75% ao ano. Porém, no começo da tarde, a bolsa de Nova York passou a operar no negativo com o temor de medidas do Federal Reserve e a bolsa paulista acompanhou.

Com o mercado acionário no negativo, o dólar comercial ganhou força. Esse movimento é comum, já que os investidores partem para a busca de ativos mais seguros.

ÁSIA

Na Ásia, as bolsas de valores voltaram para o azul nesta quinta-feira, depois de quatro pregões consecutivos de queda. Na Ásia, bolsas de ações voltaram a navegar no azul, após quatro pregões consecutivos de queda.

O índice MSCI Asia Pacific fechou com valorização de 0,4%. Ao final, o índice Asia Dow ficou em queda de 0,16% a 3.699. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,42% aos 30.451. O Xangai Composite ficou em queda de 1,43% aos 3.262. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,46% aos 2.407 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em alta de 0,95% aos 3.415. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,97% aos 34.413. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em alta de 1,13% a 21.890. O índice futuros XJO, da bolsa de valores de Sidney, ficou em alta de 0,24% aos 5.890.

Nesta manhã, a moeda americana é negociada a 109,71 ienes de 109,63 ienes de ontem à tarde. Na China, a moeda local (Yuan) registrou a maior queda desde agosto de 2015, refletindo o resultado da balança comercial, que apresentou um superávit inferior ao esperado pelos analistas. Exportações e importações mostraram altas expressivas em linha com sólidas demandas externa e interna.

As exportações da China em janeiro cresceram 6% em relação ao ano anterior em termos de yuan, depois de um ganho de 7,4% em dezembro, mostraram dados oficiais na quinta-feira.

As importações para janeiro aumentaram 30,2% em termos de yuan em relação ao ano anterior, em comparação com um aumento de 0,9% em dezembro, disse a Administração Geral das Alfândegas.

O superávit comercial da China diminuiu em janeiro para US $ 20,34 bilhões de US $ 54,69 bilhões no mês anterior, ficando aquém de uma previsão mediana de um superávit de US $ 56,4 bilhões.

O superávit comercial do país diminuiu no mês passado para 135,8 bilhões de yuans (US $ 21,7 bilhões) de US $ 361,98 bilhões no mês anterior.

EUROPA

O medo tomou conta dos mercados acionários da Europa, com as liquidações em Wall Street e com os preços do petróleo no negativo. Os resultados financeiros também pressionaram os índices.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 1,60% aos 374.03, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 2,26% aos 22.466; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 2,21% aos 9.756; o DAX 30 (Frankfurt) caiu 2,62% aos 12.260; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 1,49% a 7.170; o CAC 40 (Paris) recuou 1,98% aos 5.151; e o PSI-20 (Lisboa) caiu 1,16% aos 5.377.

O euro caiu para US $ 1.2243, abaixo de US $ 1.2265 no final da quarta-feira em Nova York.

As preocupações com o aumento da inflação e o aumento dos rendimentos das obrigações pesaram sobre a leitura dos comerciantes nesta semana.

No Reino Unido, a libra subiu depois que o Banco da Inglaterra atingiu um tom surpreendentemente e sinalizou um aumento mais pesado nas taxas de juros já para o mês de maio. A libra saltou para US$ 1.4066 de US $ 1.3882 no final da quarta-feira em Nova York.

Hoje o presidente do Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, disse que o Banco Central Europeu deve reduzir o seu enorme programa de compra de títulos depois de setembro. Uma declaração que ajudou a puxar os mercados para baixo.

As ações da BP caíram 0,8%, as da Royal Dutch Shell PLC perderam 2,1% e o produtor de petróleo Lundin Petroleum AB caiu 2,4%. A mineradora BHP Billiton PLC deslizou 2,5%.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street repetiram o comportamento de segunda-feira (05) e despencaram, com a crescente cautela de uma atuação mais forte do Federal Reserve em elevar as taxas de juros. Pesa ainda a indefinição sobre o orçamento e o “possível” fechamento do governo.

Ao final, o S&P ficou em queda de 3,75% a 2.581 pontos. O Dow Jones ficou em queda de 4,15% aos 23.860 pontos. O Nasdaq estava em queda de 3,90% aos 6.777 pontos.

As preocupações políticas também pressionaram, uma vez que um encerramento parcial do governo federal segue no radar se não houver acordo entre os legisladores sobre as medidas do orçamento até a meia-noite de hoje.

O líder da maioria do Senado, Mitch McConnell, e o líder da Minoria do Senado, Chuck Schumer, apresentaram um acordo ontem. O acordo enfrenta um caminho complicado na Casa, onde os republicanos precisarão da ajuda dos democratas para passar, já que os conservadores provavelmente se oporão a um grande aumento nos gastos do governo.

BRASIL

Em dia de grandes indicadores para a economia doméstica, a bolsa de valores de São Paulo operou em grande parte do dia no azul, mas no meio da tarde desta quita-feira os investidores partiram para a realização de lucros na carona com Wall Street.

Fora os dados econômicos, o radar também segue voltado para a temporada de balanços, com gigantes mantendo a estimativa de investimento firme em 2018.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1,49% aos 81.532 pontos. O volume financeiro ficou em R$11,3 bilhões. O IEE ficou em alta de 0,92%.

“O mercado voltou para a realização com os índices de Wall Street recuando novamente. O temor é de uma atuação do Federal Reserve, já que os números da economia norte-americana estão fortalecidos, principalmente o setor de trabalho apontando para a elevação no consumo das famílias. Os preços do petróleo recuaram e puxaram os papéis de maior peso no índice”, destacou o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

As ações com ganhos
Eletrobras PNB, alta de 2,81%; Eletrobras ON, alta de 2,75%; CCR ON, alta de 1,03%; ViaVarejo UNT, alta de 1,65%; e MRV ON, alta de 0,81%.

As ações com perdas
BRF ON, queda de 3,96%; Suzano Papel ON, queda de 4,88%; Cielo ON, queda de 4,25%; Braskem PNA, queda de 4,00%; e Qualicorp ON, queda de 3,81%.

A Petrobras ON ficou em queda de 3,00% e a PN, queda de 2,01%.

A Vale ON ficou em queda de 0,29%.

O Itau Unibanco PN, queda de 0,49%.

O Bradesco PN, queda de 1,23%.

O Banco do Brasil ON, queda de 3,14%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres a 1,95% a US$64,22 o barril.

O petróleo WTI ficou em queda de 2,33%, cotado a US$ 60,35 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em alta de 0,16% a US$61,81 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1052,24, alta de 1,79%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$1000,93 a tonelada e em alta de 0,09%.

Moedas

A cautela que tomou conta do mercado acionário global acabou por valorizar o dólar esta quinta-feira. As atenções se voltaram para os Estados Unidos, com os investidores atentos para os indicadores apresentados hoje dos pedidos iniciais de seguro desemprego, que recuaram novamente, e sinalizam para um aumento da inflação. O temor segue para uma atuação mais forte do Federal Reserve, mesmo com membros do banco descartando essa possibilidade no curto prazo.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,280 para a compra e R$3,281 para a venda, alta de 0,13%.

O euro ficou em R$4,019 para a compra e R$4,020 para a venda, alta de 0,10%.

A libra ficou em R$4,568 para a compra e R$4,570 para a venda, alta de 0,60%.

No cenário externo, o comportamento do mercado de ações acabou também por puxar a moeda, mesmo com as declarações do presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, de que a queda no mercado de ações até o momento não põe em perigo a expansão econômica. “Até agora, eu diria que isso é uma pequena batata”, disse Dudley em uma entrevista na Bloomberg Television.

“O pequeno declínio que tivemos no mercado de ações hoje não tem praticamente implicações para as perspectivas econômicas”, porque houve um aumento muito grande nas ações nos últimos anos, disse ele.

Se o declínio das ações fosse muito mais profundo e fosse mais persistente, poderia afetar o comportamento de gastos das famílias e das empresas e reduzir o crescimento, disse o presidente do Fed de Nova York.

O índice DXY, que mede o comportamento da moeda com outras seis, estava em queda de 0,17% a 90,21.


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